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CRÍTICA – Zumbilândia 2 – Atire Duas Vezes (2019, Ruben Fleischer)

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CRÍTICA - Zumbilândia 2 - Atire Duas Vezes (2019, Ruben Fleischer)

Zumbilândia foi uma grata surpresa no ano de 2009! Contando com boas atuações, um roteiro caprichado, com diálogos divertidos e uma trama que misturou terror, drama e, principalmente, comédia, o longa me fez sair extremamente satisfeito da sala de cinema na época de seu lançamento; mostrando a que veio com uma arrecadação total de 102,4 milhões de dólares e um orçamento de apenas US $ 23,6 milhões. Dez anos depois, a sequência vem com frescor, mesmo que com uma história parecida com a de seu antecessor, o segundo filme consegue divertir e entreter de formas diferentes, sendo uma sequência necessária.

A trama de Zumbilândia 2 – Atire Duas Vezes se passa dez anos depois dos fatos ocorridos no primeiro: Columbus (Jesse Eisenberg), Tallahassee (Woody Harrison), Little Rock (Abigail Breslin) e Wichita (Emma Stone) seguem em busca de um novo lar para se manterem seguros do apocalipse zumbi e escolhem nada mais, nada menos que a Casa Branca para se recolherem.

Logo nos primeiros minutos, temos uma demonstração do que está por vir: com Master of Puppets do Metálica em alto e bom som, o quarteto mata dezenas de zumbis de formas pouco ortodoxas, com muito gore e câmera lenta em vários frames para apresentação do elenco. No primeiro ato, somos apresentados a dois personagens que foram boas adições na trama: Madison (Zoey Deutch) e Berkeley (Ava Jogia), a primeira uma mulher destrambelhada, um estereótipo de personagem fútil e idiota, lembrando muito os filmes de besteirol dos anos 90 e início dos 2000, e o segundo um hippie maconheiro  que não mata nenhum ser, vivo ou morto e que quer impressionar as garotas no estilo “esquerdomacho”. Em um mundo real, os dois morreriam facilmente, só que o roteiro brinca a todo o momento com o estilo de apocalipse zumbi, tirando até sarro da série The Walking Dead em certo momento.



No segundo e terceiro atos, a trama entra numa velocidade alucinante, com ação desenfreada, pancadaria e tiroteios; destaque para a cena em plano sequência no templo de Elvis Presley, promovida pelos ótimos Luke Wilson (O Pintassilgo) e Thomas Middleditch (Silicon Valley), adições sensacionais juntamente com Rosario Dawson (Demolidor).

Quanto as atuações, o trio Eisenberg, Harrison e Stone está muito bom, com uma ótima química em cena, principalmente por causa de um roteiro bem escrito com diálogos ácidos e boas cenas de humor. O destaque negativo vai para Abigail Breslin que por culpa do seu papel na trama acaba sendo uma personagem chata e quase sem propósito na história. Se Little Rock não fosse o ponto de ignição do primeiro para o segundo ato de Zumbilândia 2, nem precisaria estar na sequência por ser tão esquecível.

Adotando a comédia de vez, Zumbilândia 2 – Atire Duas Vezes é um filme que realmente não se leva a sério, dando um frescor para os longas do gênero.

Nossa nota

Assista ao trailer legendado:

Zumbilândia 2 – Atire Duas Vezes chega aos cinemas nesta quinta-feira (24). Lembre-se de voltar aqui para deixar sua avaliação e seus comentários!

Nota do publico
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