Mads Mikkelsen: Conheça o ator e seus melhores trabalhos

    Mads Mikkelsen nasceu no dia 22 de novembro de 1965, em Copenhague, na Dinamarca. Ele é irmão mais novo do também ator Lars Mikkelsen, com quem cresceu no distrito de Nørrebro. A princípio, Mikkelsen passou a juventude investindo no esporte e em seguida dança, após casar com a coreógrafa Hanne Jacobsen e se dedicar quase uma década à dança, seguiu com os estudos em Drama na Århus Theatre School, em 1996. 

    INÍCIO DE CARREIRA

    Mads Mikkelsen estudou na Århus Theatre School e logo após estreou no cinema com o filme Pusher (1996). Ao longo da sua carreira fez diversos sucessos do cinema dinamarquês como Blinkende Lygter (2000) e De Grønne Slagtere (2003).

    Teve seu primeiro sucesso em Hollywood como Tristan na produção Rei Arthur (2004), de Jerry Bruckheimer e logo em seguida viveu outro vilão famoso, o Le Chiffre de 007: Cassino Royale (2006). Ganhou, em 2012, o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes por seu desempenho em A Caça (2012).

    Também ganhou notoriedade na televisão americana ao estrelar a aclamada série Hannibal, como o célebre personagem literário, serial killer e canibal, Dr. Hannibal Lecter. Mikkelsen é considerado uma figura marcante da Dinamarca, sendo descrito pelo The New York Times como “uma estrela, um axioma, um rosto do cinema dinamarquês ressurgente”.

    Os melhores trabalhos de Mads Mikkelsen

    Corações Livres (2002)

    Corações Livres não é uma produção de grande orçamento, mas isso contribui para a proposta do filme. A obra não se volta para uma trama complexa ou visuais grandiosos, buscando ao invés disso se aprofundar em seus personagens. Através disso, a produção retrata as emoções humanas de maneira complexa e até brutal.

    A história nos apresenta a um casal que sofre um trágico acidente de carro. Em decorrência disso, Joachim (Nikolaj Lie Kaas) perde os movimentos das pernas. Durante o tratamento de seu marido, Cecilie (Sonja Richter) conhece o médico Niels (Mads Mikkelsen). Os dois começam a ter um caso, que deixa suas vidas ainda mais turbulentas.

    Rei Arthur (2004)

    Na história, Arthur (Clive Owen) é um líder relutante, que deseja deixar a Bretanha e retornar a Roma para viver em paz. Porém, antes que possa realizar esta viagem, ele parte em missão ao lado dos Cavaleiros da Távola Redonda, formado por Lancelot (Ioan Gruffudd), Galahad (Hugh Dancy), Bors (Ray Winstone), Tristan (Mads Mikkelsen) e Gawain (Joel Edgerton). Nesta missão Arthur toma consciência de que, quando Roma cair, a Bretanha precisará de alguém que guie a ilha aos novos tempos e a defenda das ameaças externas. Com a orientação de Merlin (Stephen Dillane) e o apoio da corajosa Guinevere (Keira Knightley) ao seu lado, Arthur decide permanecer no país para liderá-lo.

    007: Cassino Royale (2006)

    O filme é considerado um dos melhores da franquia 007, além de ser uma excelente obra de ação por si só. Além de bastante inteligente, a produção é cheia de estilo e garante um ótimo entretenimento.

    Na trama, o agente James Bond (Daniel Craig) vai para Madagascar, onde descobre ligações entre Le Chiffre (Mads Mikkelsen) e o financiamento de organizações terroristas. Após descobrir que o criminoso participaria de um jogo de pôquer de alto risco, Bond vai jogar contra ele, em uma arriscada aposta que visa derrubar a organização do vilão.

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    A Caça (2012)

    Um dos melhores filmes dos últimos anos é este drama dinamarquês estrelado por Mikkelsen, que trabalha em uma creche mas é acusado injustamente de assédio sexual por uma criança de 5 anos. Logo sabemos que a acusação é falsa, mas as consequências de uma declaração deste tamanho é irrevogável e afeta drasticamente a vida de uma pessoa para sempre. Um desses filmes chocantes e memoráveis. O longa rendeu 4 prêmios internacionais e foi alavancado pela crítica.

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    O Amante da Rainha (2012)

    Outro título que se destaca na carreira de Mikkelsen é O Amante da Rainha. O filme é um drama histórico, baseado em fatos reais. Apesar de considerado lento por alguns, a produção tem uma trama interessante e atuações excelentes. Caroline Mathilde é uma jovem britânica que se torna rainha da Dinamarca após se casar com o insano rei Christian VII. Em viagem pela Europa, a saúde mental do monarca piora a cada dia e um acompanhamento médico torna-se necessário. O alemão Johann Struense é escolhido e rapidamente conquista a confiança do rei, tornando-se seu confidente e principal conselheiro.

    Hannibal (2013-2015)

    A série Hannibal é outra obra que não pode deixar de ser citada entre os melhores trabalhos de Mads Mikkelsen. Além de ser uma das produções que tornaram o ator mais conhecido pelo público, ela foi capaz de representar um personagem já conhecido de modo novo. O trabalho dele ao viver o serial killer também se destaca, principalmente por não deixar a desejar mesmo após outros grandes atores terem vivido o papel em outras obras.

    Na trama, Will Graham (Hugh Dancy) é um talentoso fornecedor de perfis criminosos que está em busca de um serial killer, com a ajuda do FBI. A forma única de Graham pensar dá a ele a habilidade de ter empatia com qualquer um – até mesmo psicopatas. Ele parece saber o que os afeta. Entretanto, a mente do homem procurado é muito complicada, até mesmo para Graham, portanto, ele busca pela ajuda do Dr. Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen) – um dos maiores psiquiatras do país. Armado com o conhecimento do brilhante doutor, Will e Hannibal formam uma parceria brilhante, na qual nenhum vilão escapa. Mas Will não imagina os segredos sombrios escondidos pelo psiquiatra.

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    A Salvação (2014)

    A Salvação não traz nada de revolucionário, contando com diversos clichês e cumprindo todas as expectativas que se tem para filmes western. Ainda assim, é uma obra com atuações excelentes, principalmente por parte do próprio Mads Mikkelsen, que tem o papel de protagonista.

    Em 1870, em meio a colonos e foras-da-lei, o imigrante dinamarquês Jon (Mikkelsen) esperou durante anos para trazer sua esposa e filho para os Estados Unidos. Quando finalmente consegue, logo depois que chegam, eles se tornam vítimas de um crime horrível. Traído e hostilizado pela comunidade, Jon, um pacífico fazendeiro, acaba se transformando em um vingador implacável, para salvar a cidade e encontrar a paz.

    Rogue One: Uma História Star Wars (2016)

    Na trama, somos apresentados a Galen Erso (Mads Mikkelsen), um ex-cientista que se torna um dos principais responsáveis pela construção da Estrela da Morte contra sua vontade. Anos após ele ser separado de sua família, sua filha Jyn (Felicity Jones) se junta a um grupo que busca um meio de destruir a nova arma do Império. Assim, o grupo sai em uma missão para a Aliança Rebelde, tendo como objetivo roubar os planos da estação espacial.

    No Portal da Eternidade (2018)

    Willem Dafoe captura perfeitamente seu Van Gogh que é cansado, rígido e econômico nos movimentos. Quando dialoga, olha nos olhos de seus interlocutores (nós) e demonstra uma melancolia resignada, comparável à de Jesus Cristo no caminho ao Calvário (não à toa, a epifania do filme se dá numa conversa com um padre, brilhantemente interpretado por Mads Mikkelsen).

    O filme se passa nas aldeias de Arles e Auvers-sur-Oise, onde Van Gogh se refugiou para escapar das pressões de Paris. Ali, o artista é tratado gentilmente por alguns e brutalmente por outros. Enquanto o também pintor Paul Gaugin se afasta do amigo devido à sua intensidade, seu irmão Theo continua inabalável em seu apoio, mas não consegue vender sequer uma obra de Van Gogh.

    Druk – Mais Uma Rodada (2020)

    Mads Mikkelsen é protagonista do filme Druk – Mais Uma Rodada, que levou a estatueta de Melhor Filme Internacional na cerimônia do Oscar 2021. Uma tragicomédia sobre as crises de meia-idade, Druk é um filme dinamarquês que atingiu aclamação mundial por sua qualidade. Apesar de a premissa parecer bastante comum, a obra aborda as causas e efeitos do abuso de álcool de maneira bastante única.

    O foco da história são Martin (Mikkelsen), Tommy (Thomas Bo Larsen), Peter (Lars Ranthe) e Nikolaj (Magnus Millang), quatro amigos que são professores. Todos eles têm problemas com estudantes desmotivados e com suas próprias vidas, que veem como tediosas e paradas.

    Ao celebrar o aniversário de um deles, o grupo discute a teoria de um psiquiatra, de acordo com a qual ter uma determinada porcentagem de álcool no sangue deixa as pessoas mais criativas e relaxadas. Inicialmente, apenas Martin decide colocar a tese em teste, mas logo os outros três o acompanham em tentar verificar a veracidade da proposta.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | CRÍTICA – Druk – Mais Uma Rodada (2020, Thomas Vinterberg)


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