TBT #242 | Hellboy (2004, Guillermo del Toro)

    Hellboy sempre foi um guilty pleasure pra mim. Não apenas por seu visual absurdo, mas por adaptar de uma das maneiras mais criativas a história criada por Mike Mignola. Dentro do seu vasto gabinete de monstros, Hellboy acabou se tornando mais uma das criaturas de Guillermo del Toro. A criação de Anung Un Rama está diretamente ligada aos Ogdru Jahad, os deuses do caos. Mas o longa parece se lembrar disso apenas em seu início e próximo de seu fim.

    Como uma miscelânia de curiosidades e absurdos, o longa de 2004 se sustenta e se mostra divertido. Estrelado por Ron Perlman, John Hurt, Doug Jones e grande elenco, somos lançados à história do Vermelhão de maneira divertida e curiosa.

    SINOPSE

    Perto do fim da Segunda Guerra Mundial, os nazistas se mostram dispostos a lançar mão de magia negra para derrotar seus inimigos. Um ritual para evocar essas forças ocultas é interrompido pelos aliados, que encontram um garoto com aparência de demônio e mão de pedra. Esse jovem passa a ser chamado de Hellboy e é levado pelas forças aliadas. Sessenta anos depois, Hellboy está pronto para lutar e defender o bem.

    ANÁLISE

    Hellboy

    Fruto da relação entre um dos príncipes do inferno e de uma bruxa no século XVI, o personagem que ficaria conhecido como Hellboy, foi invocado para a Terra após um experimento nazista dar errado. Após o fato, o Professor Broom o adotou como filho e passou a integrar o Bureau de Pesquisa e Defesa Paranormal. Resolvendo casos insólitos e misteriosos, Hellboy passou a atuar ao lado de seu amor de infância e pirocinética Liz Sherman (Selma Blair) e do Ichtyo Sapien, Abe (Doug Jones).

    As aventuras de Hellboy nos levam por um mundo divertidamente absurdo. Tudo isso, enquanto nos faz entender o quão chafurdado naquela história Guillermo del Toro esteve. Dando vida em efeitos práticos à bizarras criaturas – o que é sua paixão. Tanto em Hellboy, como em todas suas outras histórias, del Toro flerta com o sobrenatural e o faz muito bem.

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    Com interessantes dinâmicas, Hellboy nos apresenta uma premissa simples: uma ameaça falha ao trazer caos no mundo, um possível salvador surge. A ameaça ressurge e tenta por fim, lançar caos na Terra mais uma vez.

    Hellboy

    Enquanto o filme nos apresenta detalhes e elementos importantes da lore de Hellboy, ele falha ao trazer os tons pesados e obscuros que a história original de Mignola o faz. Não apenas por suas hachuras, mas também por seu estilo gráfico único e incrível. Antes de sofrer um reboot, que substituiria Ron Perlman por David Harbour e despontaria como uma das piores adaptações de quadrinho, Hellboy foi um sucesso tanto de bilheteria, como de crítica. Tornando-se nos anos que viriam o status de cult e se tornando mais do que entenderíamos em um primeiro momento.

    De acordo com o que vemos no longa, a introdução dos personagens e ambientação acaba por ganhar um importante espaço no longa, o que dá menos espaço para a parte assustadora da trama se desenrolar. Afinal, a história de Rasputin, o principal vilão do filme é de assustar. Não apenas por sua história, mas pelo filme fazer uma espécie de revisionismo histórico, colocando tanto o personagem como Hitler vivos além do que eles viveram realmente.

    Ron Perlman dá o tom canastrão que o Hellboy precisa, mas falha ao dar mais sentimento ao personagem. Ver Doug Jones em tela como Abe é um espetáculo a parte, como sempre. Ainda que seja parceiro de longa data do diretor mexicano, ver como Jones se comporta em tela em diferentes papéis ao longo da filmografia de del Toro, é algo que merece ser notado e destacado.

    VEREDITO

    Ao longo de suas 2 horas, Hellboy diverte e nos emerge em uma atmosfera fantástica e curiosa. Mesmo não sendo tão sombrio como deveríamos esperar da adaptação de uma história de Mignola, ela nos diverte e nos tira boas risadas. Hellboy pode ser assistido na HBO Max e Hellboy II: O Exército Dourado no Prime Video. Ambos os filmes podem e devem ser assistidos se você quer conhecer um pouco da filmografia do diretor. Ou mesmo se você quiser se divertir.

    Nossa nota

    4,5 / 5,0

    Confira o trailer:

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