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TBT #38 | Escola de Rock (2004, Richard Linklater)

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TBT #38 | Escola de Rock (2004, Richard Linklater)

Em Escola de Rock (The School of Rock, título original) temos Dewey Finn (Jack Black) que foi expulso da sua banda de rock – e muito provavelmente de uma longa lista de grupos de rock -, e ele também está prestes a ser expulso de seu apartamento que divide com seu melhor amigo Ned Schneebly (Mike White). Na tentativa de ganhar dinheiro, ele aceita um emprego de professor substituto – destinado ao seu colega de apartamento – e o que começa como uma desculpa para negligência se transforma em uma vida emocionante.

Resumidamente, Escola de Rock foi o filme perfeito para Jack Black que vinha de O Amor é Cego e A Era do Gelo (ambos de 2002), e o resultado é um sucesso de mais de uma década que em 2015, teve um musical encenado na Broadway e em 2016, uma série de TV no canal Nickelodeon.

O roteirista Mike White (que também interpreta o colega de quarto de Black) escreveu o filme especificamente para Jack Black. Para quem acompanha o ator, sabe que Black adora música e Dewey Finn, pode ser uma versão diluída da personalidade divertida e anárquica do ator, que somada com as piadas sarcásticas e multiplicado por uma paixão óbvia pelo assunto e elevada as potências de uma trilha sonora estelar: Escola de Rock é inegavelmente um excelente filme para assistir com suas crianças e dizer: “Um show de rock pode mudar o mundo“.

Podemos dizer que os roteiristas Richard Linklater e Mike White são espertos o suficiente para saber que Escola de Rock é um cruzamento entre, digamos, Sociedade dos Poetas Mortos e Mudança de Hábito (estrelados por Robin Williams e  ‎Whoopi Goldberg, respectivamente), e eles abraçam essa fórmula.

A trama tem tudo de clichê: um professor egoísta que evolui com a convivência com seus alunos, o garoto tímido que é oprimido pelo pai, o deslocado que não possui amigos, a gordinha que se acha feia e a CDF que se acha a melhor da classe. O checklist de clichês para filmes de escola está todo com um “check“, mas ao introduzirmos “Immigrant Song” do Led Zeppelin, “My Brain Is Hanging Upside Down” do Ramones, “Highway To Hell” do AC/DC, “Edge Of Seventeen” de Stevie Nicks, “Roadrunner” do The Modern Lovers, The DoorsDeep PurpleDavid Bowie e muitos outros; além de referências a grandes nomes do rock como o lendário Jimi Hendrix. Faz com que Escola de Rock seja um “clichezão” muito especial.

Além de Jack Black, que detêm os holofotes do filme, a atriz Joan Cusack – irmã do ator Jhon Cusack – consegue passar toda a tensão e pressão imposta ao cargo de diretora do colégio Horace Green, ocupado por sua personagem Rosalie Mullins.

Mas como em toda boa banda o que vale é o coletivo; e o filme não teria importância se as crianças também não estivessem bem. Felizmente, eles se formam com honras. Não são apenas genuinamente bons músicos, mas, como atores, eles mostram capazes e não são ofuscados pela atuação de Black. Tanto que Miranda Cosgrove, que dá vida a personagem Summer, é conhecida por sua série de TV iCarly.



Escola de Rock é tão satisfatório quanto um acorde de poder esmagador de uma guitarra elétrica. O filme conta com uma trilha sonora emocionante, algumas crianças incrivelmente talentosas e performances cômicas perfeitas. Uma ótima pedida para um TBT e está disponível na Netflix.

Nossa nota


Confira o trailer oficial:

Em 2014 rolou um encontro do elenco para comemorar os 10 anos da produção, confira:

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