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TBT #41 | O Rei da Comédia (1982, Martin Scorsese)

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TBT #41 | O Rei da Comédia (1982, Martin Scorsese)

O Rei da Comédia é provavelmente um dos filmes mais subestimados da carreira de Martin Scorsese. Lançado em 1982, o longa é mais uma parceria entre Scorsese e Robert De Niro e serviu de inspiração – junto com Taxi Driver e outros tantos filmes dos anos 80 – para a construção do aclamado Coringa de Todd Phillips.

A obra conta a história de Rupert Pupkin (De Niro), um homem de quase 40 anos, aspirante a comediante e que mora no porão da casa de sua mãe. Rupert tem uma fixação por Jerry Langford (Jerry Lewis), considerado por Rupert um dos melhores comediantes de todos os tempos.

No porão de sua mãe, inclusive, fica seu “palco” para apresentações. Uma mesa com um gravador de fitas k7 e um microfone, além de displays de Liza Minneli e Jerry Lewis sentados nas poltronas de seu talk show privado. É lá que a imaginação de Rupert voa e se perde da realidade.

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Todos os dias, as pessoas confundem seu nome. Todos os dias ele é enxotado de algum lugar. Todos os dias volta pra casa com mais ilusões de uma “vida melhor” do que quando saiu. Rupert se recusa a aceitar a realidade e, assim, cria uma para si.



Acompanhado de Masha (Sandra Bernhard), uma amiga que também é apaixonada por Jerry, Rupert resolve sequestrar seu ídolo para ter uma noite de rei no talk show que ele jamais teve a oportunidade de participar. Toda a condução da trama é extremamente satisfatória, entregando momentos engraçados de verdade, mas também perturbadores.

Scorsese nunca chega a mergulhar a fundo na história de Rupert. Se ele sempre foi assim, como é a relação com a sua mãe (só sabemos que ele grita bastante), entre tantas outras coisas que hoje parecem uma cartilha para os críticos de internet. O personagem em si e a história que ele nos permite acompanhar é o suficiente para transformar O Rei da Comédia em uma obra espetacular.

Essa é provavelmente uma das melhores atuações da carreira de Robert De Niro. Ele estava no auge e teve uma grande oportunidade quando recebeu um personagem tão complexo a ponto de gerar empatia e raiva ao mesmo tempo. Não que ao longo de sua parceria com Martin Scorsese ele não tenha explorado personagens ameaçadores ou complexos, mas O Rei da Comédia abre um espaço para a comédia e para o drama nas entrelinhas de uma história fora do comum.

Com um roteiro magistralmente escrito por Paul D. Zimmerman e conduzido de maneira sarcástica por Scorsese, O Rei da Comédia se destaca facilmente como um dos melhores filmes da carreira do diretor.

Nossa nota

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