Um jogo do gênero metroidvania sempre é uma experiência única na vivência de um gamer porque independente qual seja o título. Na maioria dos casos sempre entrega algo além, como é o caso de Before I Go.
Criado por Jérôme Coppens conhecido por sua larga experiência no mundo de games e sua editora J’s Labratory Before I Go foi lançado em 13 de abril. Disponível para PS5, Xbox Series, Switch e Computadores via loja digital Steam iremos seguir a jornada de uma criança interior em um mundo em ruínas.
Da minha perspectiva, jogar Before I Go foi uma experiência muito lúdica e também impactante tanto nos elementos visuais quanto de jogabilidade. Somos inseridos em um mundo que não apenas vai te oferecer adversidade, mas a necessidade de se adaptar de acordo com o avanço.
Um exemplo bem interessante dessa mecânica de mundo é a expansão da praga ocupando algumas regiões do mapa que irá bloquear a passagem. Isso vai nos incentivar a procurar rotas alternativas, ativar áreas que vão recuar corrupção ou purificá-las para podermos seguir em frente.
Um mundo vivo e reativo as suas ações

Quando temos esse tipo de mecânica é interessante porque torna tudo um pouco mais imprevisível e desafiador além do próprio combate. Geralmente em um metroidvania é muito fácil decorar um caminho, isso se torna repetitivo e esse mundo mais vivo nos faz estar mais alerta o tempo todo.
Ainda sobre isso, alguns lugares têm elementos mais clássicos que vão exigir estar com o timing em dia para conseguir acessar. Essa combinação entre passagens, momentos de usar mais agilidade tornam a vivência no jogo muito mais dinâmica e divertida.
O combate também foi outro ponto que me agradou muito pelo nosso personagem utilizar muitos ataques de arremesso de projétil ou efeito de área. Isso também se torna útil para acessar regiões como, por exemplo, uma habilidade de congelar que ao fazer isso podemos avançar mais rapidamente ou acessar algum item de melhoria.
Em Before I Go temos as relíquias, o lugar onde realizamos a melhoria de habilidades e também como ponto de viagem rápida. A árvore de habilidades é simples sendo necessário para nos fortalecemos ter a quantidade de cristais brancos e para aumentos temporários os vermelhos.
Acho muito interessante a respeito dos cristais vermelhos que, além da possibilidade citada, criam pontos de salvamento temporários em alguns locais do mapa. Nesse quesito é muito agradável como apesar de não ter nada altamente complexo tudo se torna uma ferramenta útil na sua forma de jogar.
A respeito dos elementos visuais e sonoros acredito ser importante ressaltar como tudo é digno de pausar um pouco sua jornada gamer e admirar. O design de personagens, a trilha sonora, level design tudo é artisticamente deslumbrante e remete ao que a história está nos oferecendo.
Before I Go e a reflexão sobre o fim

Outro ponto que é digno de todos os elogios é a trama de Before I Go porque não é em todo o jogo que vamos para uma aventura sabendo que já perdemos. É impactante como essa história usa muito bem seus subtextos para falar sobre a aceitação do fim e o processo que vai levar a essa conclusão.
Sobre esse tema pensei bastante a respeito de qual fim esse jogo criado por Jérôme Coppens está querendo se referir. Essa história vai nos conduzir nesse questionamento ao longo de toda a aventura pois não sabemos de quem é esse fim, como foi essa existência ou qualquer outra questão que sempre pensamos quando alguém se vai apenas e o tempo está se encerrando, restando aceitar que pode ter sido só isso ou tudo isso.
A minha conclusão é que Before I Go é um dos melhores jogos indies deste primeiro semestre. A combinação entre uma jogabilidade que desafia e uma história que consegue tocar o lado mais sensível do emocional é o que faz games serem artes acredito que esse jogo alcança esse mérito.
Confira o Trailer de Before I Go:
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