CRÍTICA – Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name (2023, Sega)

    Like a Dragon Gaiden é o oitavo game da franquia Yakuza principal. Desenvolvido pela Ryu Ga Gotoku Studio e pela Sega, o game é ambientado na mesma época que Yakuza: Like a Dragon, para ser mais específico em 2019. Nele, acompanhamos o desenrolar da história de Kiryu após os acontecimentos de Yakuza 6: The Song of Life. Enquanto a história de Gaiden e Like a Dragon se misturam, é possível entender a razão do game ser ligeiramente mais curto do que seus antecessores.

    Ao longo das 22 horas de gameplay, me vi imerso na jornada de Kiryu, agora Joryu, que começa a viver uma vida completamente diferente da sua, distante da Yakuza, mas ao mesmo tempo tão perto. Agora, como um agente da Facção Daidoji, vemos que o mundo que conhecemos tão bem dos outros games da franquia permanece vivo e em constante desenvolvimento.

    SINOPSE

    APAGUE SEU PASSADO PARA PROTEGER SEU FUTURO
    Certa vez um yakuza lendário, Kazuma Kiryu forjou a própria morte e abandonou seu nome para proteger sua família. Agora, ele é levado a um conflito por uma figura misteriosa que tenta obrigá-lo a se revelar.

    ANÁLISE

    Gaiden

    A franquia Yakuza surgiu pra mim tardiamente em 2022, mas rapidamente se tornou uma das minhas favoritas. Cerca de 17 anos após o lançamento do game original, ao mergulhar no game, em Yakuza 0, me vi imerso na história de Goro e Kiryu, mas logo depois, alguns games depois, essa paixão só aumentou e me fez querer continuar jogando a franquia. Após Yakzua 0, Kiwami e Kiwami 2, saltei direto para Ishin! e agora Like a Dragon Gaiden.

    Havendo um vácuo de 4 jogos, tratei de me inteirar na história e algum tempo depois, mergulhei em Like a Dragon Gaiden. Ao longo das horas do game, me vi imerso mais uma vez em sua história.

    Ainda que alguns elementos tenham me tirado o prazer da gameplay, como um crash inesperado e também a perda de um save significativo, Akame, Hanawa e muitos outros personagens já conhecidos tornam Gaiden um ótimo Yakuza.

    Gaiden

    Sendo relativamente mais curto, ele conta com 4/5 capítulos, diferente de outros games da franquia que contam com 18-21 capítulos. Neste, Kiryu ainda lida com as consequências de forjar sua morte a fim de salvar a vida das crianças do Orfanato Morning Glory.

    Com uma gameplay que se assemelha mais à de outros jogos da franquia que não Yakuza: Like a Dragon, Joryu precisa tentar se manter incógnito enquanto uma misteriosa organização tenta expor sua vida ao mundo. Mas com motivos que misturam entre o aceitável e o inaceitável, ele passa a atuar sob a supervisão da Facção Daidoji.

    GAMEPLAY, COMBATE, ESTILOS DE LUTA E ARENA

    Com uma gameplay ligeiramente diferente, graças à nova posição de combate de Kiryu, vemos como o combate de uma longínqua franquia pode ser revitalizada a fim de garantir e cativar seus antigos jogadores. Ambientado agora em Sotenbori, o game nos lança mais uma vez pelas ruas, becos e vielas da conhecida cidade que cronologicamente falando, vimos pela primeira vez em Yakuza 0, e passamos a conhecê-la como a cidade de origem de Goro. Com a posição de Agente, Kiryu conta com aparatos tecnológicos que lançam o game a um novo nível.

    Gaiden

    A Vespa (drones teleguiados), a aranha (um fio que puxa armas de inimigos e os amarra à distância), serpente (sapatos que permitem que Kiryu deslize pela arena) e os vaga-lumes (cigarros explosivos) proporcionam às técnicas de combate melhorias significativas.

    Mas um ponto interessante do combate, é que Kiryu ainda conserva suas habilidades de Yakuza. Com árvores de habilidades que permitem que ele se mantenha como um oponente poderoso, Like a Dragon Gaiden nos faz entender que mesmo deixando para trás seu nome e seu título de o Dragão de Dojima, ele ainda fará estrago por onde passar.

    Algo que torna o game infinitamente maior do que ele aparenta ser são seus personagens secundários. E neste momento, a que mais se destaca é Akame. A jovem de Sotenbori criou com a ajuda das pessoas em situação de rua, uma rede para proteger a cidade. Com câmeras por todos os lados e uma rede de informações, somos enviados para a cidade para auxiliar Akame e depois, somos levados ao Coliseu.

    Gaiden

    Ao auxiliar Akame, a história do game cresce significativamente, com cerca de 60 missões espalhadas pela cidade em seus múltiplos capítulos, além da missão principal e secundárias, seu tempo de gameplay pode ser tanto maior ou menos que o meu: 22 horas.

    Algo que realmente me tirou do game foi um problema que tive próximo do 3º capítulo do game. Com travamentos incessantes, e loadings intermináveis, tentei salvar o game a fim de reiniciá-lo e ele simplesmente deu crash. Quando abri o game mais uma vez, pude perceber que meu save automático das últimas 5 horas de gameplay não havia sido feito, ou seja, precisei rejogar tudo mais uma vez.

    Gaiden

    Mas como já havia testemunhado todas as histórias até aquele momento, pulei cada uma das cutscenes e levei em média 1 hora e meia para retornar ao ponto em que estava antes do game crashar.

    A Arena, ou melhor dizendo, o Coliseu tem um importante papel no game. Não apenas para fazer Kiryu progredir na história do game, mas também continuar a ganhar rios de dinheiro para melhorar nossas habilidades, Like a Dragon Gaiden nos proporciona alguns dos melhores combates já mostrados no game.

    E algo super interessante para esse que vos escreve: uma enorme party para derrotar ondas e mais ondas de inimigos. Algo que merece destaque no game será citado a seguir, que é a customização.

    VISUAL CUSTOMIZÁVEL, PARTY DIVERSA E MINIJOGOS

    Gaiden

    Kiryu conta com diferentes visuais no game. Seja para comprar ou obtê-los por meios de missão, podemos alterar não apenas as roupas do nosso personagem, como colocar nele maquiagens, óculos, chapéus, sapatos e até mesmo luvas. Kiryu tem também outro traje, um específico para o Coliseu. O que pode ser mais sério, ou o mais ridículo possível. No meu caso, era a segunda opção.

    Além de melhorar as habilidades de Kiryu com os rios de dinheiro que é possível ganhar no Coliseu, progredir na história do lugar tem um papel importante no game. Ou seja, é impossível avançar na história principal sem avançar na história secundária. Envoltos em sangue e dinheiro, Sotenbori guarda um obscuro segredo, em uma balsa em que a riqueza parece navegar tranquilamente longe do continente.

    Sendo grande o suficiente para comportas grandes arranha-céus, prédios menores e até mesmo um heliponto, suas ruas estreitas, cassinos e lojas luxuosas guardam segredos que o mundo não deveria ver.

    O Coliseu conta com um interessante aspecto: com combates e missões de categoria bronze, prata, ouro ou platina, as dificuldades e as recompensas só aumentam. Alguns dos desafios envolvem gerenciar uma equipe competitiva, melhorando seus aspectos físicos e até mesmo seu vínculo de amizade entre eles e nós, ou melhor, Kiryu.

    Os minijogos de Yakuza estão de volta com tudo! Em Gaiden, somos lançados por minijogos como shogi, corrida de karts, dardos, jogos de cartas como de cassino, golfe, sinuca e mahjong.

    VEREDITO

    Funcionando como um game que serve como um prólogo para os vindouros acontecimentos de Like a Dragon: Infinite Wealth, vemos que Gaiden se desenrola pouco antes dos acontecimentos de Yakuza: Like a Dragon. Tendo alguns eventos deste, se desenrolado concomitantemente com Gaiden. É um pouco confuso, mas para entender, os dois se passam mais ou menos na mesma época.

    Como um game que fecha o arco de Kazuma Kiryu no Japão, pelo menos em partes, é possível ver que ele é menor por ser o encerramento de uma história que se desenrolou ao longo de 6 games. O trabalho da Ryu Ga Gotoku Studio nos lança por uma aventura perigosa, que coloca seus riscos sempre no máximo, assim como em todos os games, em um mundo em constante desenvolvimento. Com um enredo contundente, o game muda a balança e o que conhecemos como Clã Tojo e o Clã Omi de uma vez por todas.

    Algo interessante e belo, é que o que parece ser o último game nos moldes já conhecidos da franquia, é também o mais curto. Ainda que a franquia Yakuza seja repleta de violência e brutalidade, os games cativam os jogadores por seu enredo e a história de seus personagens. Com missões secundárias absurdas e curiosas, o game faz com que o combate seja apenas um elemento secundário para a trama, como um caminho para atingir um objetivo. E olha, que caminho incrível! O combate de Like a Dragon Gaiden é um dos melhores da franquia.

    E se eu posso garantir uma coisa a vocês, é que: o objetivo em Gaiden é um dos mais nobres e mais bonitos até aqui.

    Nossa nota

    5,0 / 5,0

    Confira o trailer do game:

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