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Detroit: Become Human (PS4) | Primeiras impressões

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Detroit: Become Human

Em Detroit: Become Human somos capazes de perceber que o mais importante para a produtora Quantic Dream não é fazer um jogo de ação ou aventura, é levar o jogador por uma história intensa onde suas decisões geram consequências. No início é normal o jogador testar seus impulsos e suas escolhas, depois pela curiosidade acaba experimentando novas opções em suas tomadas de decisões.

Meu primeiro contato com jogos da Quantic Dream foi em 2011, quando joguei Heavy Rain, de 2010. Um belíssimo jogo por sinal! No trailer abaixo, conhecemos Kara, o trailer foi lançado próximo ao fim da produção do Beyond Two Souls; outro ótimo jogo filme, com Willian Dafoe e Ellen Page no elenco que chegou a ser apresentado no Festival de Cinema de Tribeca em 2013.

Um bom fã de sci-fi logo percebe os questionamentos levantados nesses 7 minutos de apresentação de engine gráfica. Questões como criação, consciência, identidade, auto percepção, liberdade, servidão, relação criador/criatura, personalidade, vida, morte, medo.

O primeiro pensamento seria: “Um jogo com essa temática seria muito bem vindo.”. Eis que 5 anos depois temos Detroit: Become Human e não decepciona.

Confira abaixo o trailer oficial:

Visite a metrópole de Detroit de um futuro próximo, em 2038: uma cidade que ganhou nova vida com o uso de androides avançados que existem apenas para servir aos humanos. O que está prestes a mudar.

Em Detroit: Become Human os gráficos são muito bem feitos, além de possuir texturas trabalhadas nos detalhes. Na verdade as expressões faciais impressionam e muito. Outro ponto positivo são as opções abertas de decisão para o jogador, além de ter acesso a mais opções ao explorar o ambiente ao redor.

O tempo que você tem para fazer essas escolhas é sempre variável com a tensão do momento. Como por exemplo dilemas morais e decisões difíceis que podem transformar os androides escravos em revolucionários que mudarão o mundo. Envolvendo ainda mais o jogador na trama do game.

A forma de controlar ConnorMarkus e Kara pode ser uma questão de vida ou morte. E se um deles pagar por isso com a própria vida, a história continuará.

Os 3 personagens jogáveis são cativantes e empáticos, rapidamente você se conecta a eles, mesmo que tenham seus objetivos conflitantes entre si.

Detroit: Become Human
Connor, Markus e Kara

Nos dias de hoje, onde as opiniões estão polarizadas, sempre em extremos, te pressionando a ser sempre A ou Z, enquanto hostilizam todas as outras letras do alfabeto, esse é um game que permite ao jogador entender o ambiente sob 3 óticas. Conhecer novos personagens, explorar ambiente e liberar novas opções de escolhas que influenciam diretamente na escolha do outro.

Conheça um pouco dos protagonistas:

Connor

Connor em Detroit: Become Human

Representado pelo ator Bryan Dechart (True Blood; Remanescentes – Esquecidos por Deus), Connor é um protótipo de androide de última geração que investiga cenas de crimes e ocorrências na agitada metrópole de Detroit.

Assumindo o papel de Connor, um investigador especial de polícia, sua missão é ajudar o departamento de polícia de Detroit a encontrar rebeldes: androides que se libertaram da programação, abandonaram seus donos e entraram para o crime. 

A pergunta é: Você conseguirá se manter frio, calculista e extremamente analítico na sua função ou começará a ter empatia pelo drama da sua espécie e a questionar a legitimidade da sua missão?

Markus

Markus em Detroit: Become Human

Representado por Jesse Williams (Grey’s Anatomy; O Segredo da Cabana), com Markus o jogador tem a chance de dar início à revolta dos androides, outro “rebelde” que se libertou do que foi programado para fazer.

Depois de escapar do seu chefe e entrar para uma facção secreta de dissidentes que está cada vez maior, Markus lidera a luta pela libertação organizada da população de androides de Detroit. Ao mandar essa poderosa mensagem aos humanos, você escolherá para ele o caminho da ruptura pacífica ou da violência hostil?

Kara

Kara em Detroit: Become Human

Representado por Valorie Curry (A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2; Bruxa de Blair), veja o lado pobre e decadente de Detroit pelos olhos de uma androide recém-fabricada que se libertou do que foi programada para fazer.

Kara foi classificada como rebelde e está fugindo com uma garotinha inocente, que jurou proteger, e se depara com um mundo desumano. Cabe a você decidir se ela aceitará as desigualdades à sua volta ou lutará para fazer algo a respeito para proteger sua filha adotiva. 

Mesmo com uma produção longa e escrita há algum tempo, algumas situações e personagens nos remetem a situações discutidas nos dias de hoje. Um exemplo seria o movimento dos jogadores de futebol americano fazendo protestos antes das partidas. O que é liberdade? O que você faz com ela? Será que foi conquistada mesmo? Deixar de ser obrigado a trabalhar para um humano e se tornar seu entretenimento é liberdade?

Como disse Paulo Freire:

“O sonho do oprimido é ser o opressor.”

Desde o inicio fica claro a necessidade que o ser humano tem de “possuir” um semelhante, “ser dono”. Diferentes formas de propriedade e abusos são tratados no decorrer da história de Detroit: Become Human e alguns plot twists vem acontecendo desde o início. Nada é o que parece.

Confira um gameplay inicial do game:

Assista a Skulkest_42 Playing- Live PS4 Broadcast de Skullest_42 em www.twitch.tv

Detroit: Become Human chegou ao PayStation 4 em maio deste ano; e você, já jogou o game da Quantic Dream? Deixe seu comentário e lembre-se de nos acompanhar nas principais redes sociais!

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