EU CURTO JOGO VÉIO #40 | ‘God of War’ continua divertido e desafiador 20 anos depois

    No dia 22 de Março de 2025 a franquia God of War comemorou 20 anos desde seu lançamento. Tendo sido um marco para este que vos escreve e para o mundo do jogo, God of War cresceu por um vácuo deixado pela franquia que deu origem ao gênero hack’n slash, Devil May Cry – cujo terceiro game da franquia acabaria sendo lançado no mesmo ano.

    Antes mesmo de criar uma franquia que conhecemos hoje, God of War deu início a um movimento que não pararia tão cedo, e que mesmo 20 anos depois, ainda cativaria os fãs por tudo que foi, mas agora, por tudo que a franquia é.

    No controle de uma versão do Kratos muito diferente dos games atuais, acompanhamos um game em que um general espartano que após matar sua família em um frenesi causado por seu líder, o deus Ares, jura vingança contra a poderosa entidade.

    Focada na mitologia grega, ou pelo menos partes da mitologia, conhecemos o mundo, seu panteão e nos lançamos por um game cujo cerne está em despedaçar inimigos e gritar a cada 5 minutos em direção aos céus.

    Tendo rejuvenescido o gênero como o conhecemos hoje, God of War tem o importante papel na formação de alguns gamers pelo mundo. Eu, inclusive.

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    God of War é retrato de sua época

    God of War

    Em um período que games que costumavam adaptar histórias do cinema reinavam quase que supremos, games com histórias originais costumavam ser raros. Mas estes fizeram sucesso. Divertindo, desafiando e nos cativando, aqui, vemos uma história de vingança, enganação e superação. Após perder tudo, Kratos entende que sua única saída é derrotar aquele que o enganou, seu antigo líder, o deus da guerra.

    Lançar os jogadores em sequências contra monstros gregos tradicionais são parte do desafio, bem como conhecer os outros deuses que aparentemente nos auxiliam concedendo dons/habilidades, mas também conselhos, como é com Atena.

    Esta última tem um papel importante na jornada de Kratos se você conhece a história.

    God of War

    Sem qualquer tipo de redenção, Kratos avança em direção à vingança. Sem nunca assumir seus próprios erros, banhando a Grécia com sangue de humanos e monstros, apenas para concluir seu objetivo: obter poder para enfrentar seu nêmesis.

    Compreender God of War como algo além de um retrato de sua época é certamente trabalhoso, para não dizer o mínimo. O game que não se propõe a aprofundar em nada em termos narrativos, temos a violência aqui como ponto central da trama. Diferente dos games que se seguiriam após 2018, Kratos aqui, tem pouco, ou quase nenhum desenvolvimento.

    Perigosas dinâmicas em aventuras que que desafiam

    God of War

    Ao passo em que o Olimpo parece estar completamente fora de controle, a antiga guerra entre Atena e Ares continua a ser travada. E quando o deus envia tropas para a cidade cuja deusa é sua patrona, ela pede ajuda de Kratos e mostra que ali, ele pode receber dons capazes de ajudá-lo em sua empreitada.

    E mesmo que tudo na jornada de Kratos pareça melhor do que a realidade, ele recebe os dons de Poseidon, Afrodite, Zeus, Hades e até mesmo Artêmis – esperando não ter que oferecer nada em troca, a não ser seu poder destrutivo.

    Servindo aos seus próprios interesses e secretamente aos dos deuses, ele parte por uma aventura que dura em média 12 horas. Com habilidades tenebrosas e ondas e mais ondas de inimigos, cabe a nós enfrentar as hordas que sempre se colocaram em nosso caminho.

    Como um hack’n slash poderoso, God of War cumpre o que promete: uma aventura que se propõe a todo o tempo contar uma história séria sem qualquer pretensão de ser de fato séria. Chafurdando e se deleitando do que é narrativamente brega, aqui vemos clichês, traições e vemos um personagem cego pela vingança.

    Kratos nos permite ver o mundo do game a partir de uma ótica única. Uma ótica com perigos que vão além de onde nossos olhos podem ver. Ao nos receber desde seu primeiro momento, em que coloca Kratos em queda livre, o que surge a partir dali é pura surpresa.

    God of War nos diverte, nos preocupa por suas linhas narrativas, mas acima de tudo, nos surpreende – ou melhor, me surpreende – quase 20 anos depois de seu lançamento, em um re-play, uma rejogada. Com enormes set pieces, ou o que era possível de mostrar no PS2, a Santa Monica Studios mostrava o que era capaz de fazer, mesmo com limitações.

    Kratos é o espírito de uma época – pelo menos era assim com o dos games de PlayStation 2, PlayStation 3 e PSP. O Kratos de hoje, é mais. Muito mais do que um dia já foi.

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