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CRÍTICA – Abominação (2017, Gary Whitta)

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CRÍTICA - Abominação (2017, Gary Whitta)

O primeiro romance de Gary Whitta, também autor do aclamado Star Wars: Rogue One, é uma aventura para os leitores mais valentes.  Abominação, que foi publicado aqui no Brasil pela editora DarkSide Books, é uma mistura épica entre fantasia histórica, ficção científica e a magia da cultura nórdica.

SINOPSE

O reino de Wessex foi o único da Inglaterra que escapou dos invasores nórdicos. Seu rei, Alfredo, negocia um acordo com os bárbaros do Mar do Norte, mesmo sabendo que eles não são adeptos da paz e é preciso estar preparado, a guerra pode recomeçar a qualquer momento. O arcebispo da Cantuária oferece proteção ao reino, através de feitiços descobertos por ele em velhos pergaminhos. O rei só não poderia imaginar que a magia seria ainda mais perigosa que os próprios vikings.



ANÁLISE

Gary Whitta.

A era medieval é muito mais conhecida por seus mistérios do que por seus registros históricos – talvez seja melhor assim – e há quem acredite que estaremos mais seguros enquanto não soubermos de toda a verdade; mas quem disse que as lendas não podem ser mais reais do que imaginamos?

Abominação reconta um dos capítulos mais sangrentos da história da Inglaterra: as invasões vikings do século IX. Apresentando personagens e batalhas reais, sua narrativa vai muito além do que poderíamos encontrar nos livros de história.

Com uma boa escrita que permite a leitura com fluidez, o autor Gary Whitta deixa clara suas influências de H.P. Lovecraft a Game of Thrones, ao nos apresentar uma nova visão para a uma época que está em alta ultimamente: a Era Viking.



VEREDITO

Posso dizer que Abominação vai depender muito das suas influências e gostos literários:

  • Fãs de livros: toda leitura é válida;
  • Fãs de ficção histórica: a obra deixa muito a desejar por retratar poucos momentos do período abordado;
  • Fãs de vikings: passe longe, já que os nórdicos aqui são os coadjuvantes.

É perceptível a imaturidade de Whitta para romances, sua narrativa é clichê e seus plot twist são fracos, fazendo com que o leitor consiga identificá-los muito antes dos momentos chave escolhido pelo autor ao longo da narrativa.

Além dos clichês, os personagens principais são rasos e suas histórias de amizade, família e desenvolvimento pessoal são rápidos e sem apego. As criaturas originadas de Magia Negra podem até ser bizarras e parecerem aterrorizantes com suas descrições, mas a besta do título que deveria ser o mal maior encarnado na Terra parece mais uma grande piada.

Selecione o texto a seguir para ler o spoiler do enredo: O livro tem como plot twist principal a saga de um grande cavaleiro que foi amaldiçoado como metamorfo (mas não um lobisomen, e sim um BESOURO demoníaco!), que encontra uma jovem caçadora de Abominações, que na verdade é sua filha que ele achou ter assassinado durante sua primeira transformação.

O maior crédito de Abominação temos que dar para a editora DarkSide Books que nos presenteia com uma linda capa dura, com bordas de páginas “respingadas de sangue”, com direito a marcador de página de cetim vermelho, que se torna um belo exemplar para decorar sua estante de livros.

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