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CRÍTICA – Astra Lost In Space (2020, Devir)

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CRÍTICA - Astra Lost In Space (2020, Devir)

O Japão sempre rico no que se refere a mangás de ficção cientifica; gênero este que abre um leque de possibilidades para os mangakás criarem universos criativos e complexos ou outras vezes estão fadados aos clichês. Contudo, Astra Lost In Space traz uma trama intrigante, com personagens carismáticos e divertidos, com um vasto universo a ser explorado.

Astra Lost In Space é um mangá shonen escrito e desenhado por Kenta Shinohara no gênero ficção cientifica, publicado originalmente 2016-2017 pela editora Shueisha, sendo concluído a publicação no Japão em cinco edições. Com isso a editora Devir traz para o Brasil a primeira edição contendo 200 páginas que compila os sete primeiros capítulos.

A trama se passa 2063 d.C. em um futuro onde as viagens espaciais são comuns; aqui acompanhamos nove jovens – Katanata Hoshijima, Aries Spring, Zack Walker, Quitterie Raffaëlli, Funicia Raffaëlli, Luca Esposito, Ulgar Zweig, Yun-Hua Lu, Charce Lacroix e Paulina Levinskaya – que vão participar de um acampamento planetário para o planeta McPa, contundo o que esses jovens escoteiros não esperavam dessa excursão era que ao chegarem ao seu destino eles se deparassem com uma esfera que os transportasse a 5.012 anos luz do planeta McPa para além das profundezas assustadoras do espaço.

Astra Lost In Space pode até ter uma trama batida, mas o mangá tem suas próprias qualidades, cada personagem tem sua própria identidade seja ele cômico, carismático ou determinados (típico de personagens da shonen).

Cada planeta tem sua geologia e zoologia, toda espécie possuí sua caraterística peculiar (como por exemplo a Dragaruga que lembra a fusão de um dragão com a tartaruga).

O traço de Shinohara é bem limpo e bonito, porém é bem dentro dos arquétipos de mangás como Bleach, One Piece e Evangelion por exemplo, contudo a narrativa do mangá é ágil, explica bem e com simplicidade o universo onde a trama se passa.

Astra Lost In Space é uma ficção cientifica bem simples, mas que vai agradar quem já está acostumado ao gênero. Garanto que ao final dessa edição o leitor ficará ansioso para ler as próximas edições, mesmo que a trama no estilo Perdidos no Espaço seja clichê.

Editora: Devir

Arte e roteiro: Kenta Shinohara 

Páginas: 200



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