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    TBT #287 | ‘Rio, 40 Graus’ é mergulho no que o Rio foi, e o Rio é

    Inaugurado nos anos 50, o movimento que ficou conhecido como Cinema Novo, nos apresentava o que o cinema possuía de mais político: apresentar a real situação da população brasileira em sua época. Tendo sido influenciado pelo neorrealismo italiano, o cinema brasileiro apresentava narrativas humanas de uma era pós-guerra em que o mundo mudava lentamente. Sendo um dos mais belos movimentos do cinema brasileiro, abordaremos neste TBT a história do nosso país, a história de uma época em que o Rio de Janeiro ainda era a capital do maior país da América Latina, o Brasil. “Rio, 40 Graus” é dirigido por Nelson Pereira dos Santos e nos apresenta uma das mais brilhantes narrativas brasileiras, uma narrativa tão antiga quanto atual.

    Contando a história de 5 jovens, vendedores de amendoim, vemos suas vidas sendo perpassadas pelas mais diferentes histórias e narrativas que só o Rio de Janeiro é capaz de proporcionar. Ambientado em pontos turísticos como o Pão de Açúcar, a Orla de Copacabana e o Maracanã, os 5 jovens, moradores do Morro do Cabuçú nos farão testemunhar seus dramas cotidianos. Lançado em 1955, vemos a história dos 5 jovens em uma jornada diária, em busca de seus trocados, alguns deles órfãos, outros com familiares doentes, mas com jornadas tão reais quanto o Rio em que vivem.

    SINOPSE

    Um dia na vida de cinco garotos de uma comunidade que, em um domingo tipicamente carioca e de sol escaldante, vendem amendoim em Copacabana, no Pão de Açúcar e no Maracanã.

    ANÁLISE

    40 Graus

    Um dos mais imponentes aspectos do Cinema Novo, é seu cunho político e real. Como em Deus e o Diabo na Terra do Sol de Glauber Rocha, vemos neste, um filme tão pé no chão e real quanto o mundo em que é ambientado.

    Com aspectos diretamente ligados à uma espécie de cinema marginal que viria a surgir alguns anos depois, Rio, 40 Graus nos lança por uma espiral de acontecimentos que nos ambientam à um dia de calor escaldante no dia de jovens vendedores de amendoim. Moradores do fictício Morro do Cabuçu, que muitos acreditam ser inspirado no Morro da Providência no Rio.

    Enquanto vivem seus dias e sonham em comprar uma bola de futebol, os jovens partem bem cedo para suas jornadas diárias: vender amendoim nos pontos turísticos da cidade.

    40 Graus

    Com uma trilha sonora e atuação de Zé Kéti, acompanhamos no longa a delicadeza necessária para este ser um dos mais imponentes, se não o mais importante do cinema de sua época. Tendo sido o pontapé de um movimento cinematográfico, Rio, 40 Graus teve sua exibição proibida pela censura e é um retrato de uma realidade humana, que até então era excluída e não era vista nas telas do cinema.

    VEREDITO

    40 Graus

    Ao longo do filme, vemos o quão real e pé no chão o filme é. Dando o início a um gênero que viria a ser um dos mais importantes do país, vemos aqui como o cinema deve retratar todas as realidades, seguindo o exemplo do cinema italiano, com seu neorrealismo em Ladrões de Bicicleta (1948), Europa ’51 (1952) e A Estrada da Vida (1954).

    Como um retrato dolorosamente real de uma cidade, Rio, 40 Graus nos faz sentir imersos em violências, a delicadeza e tudo que há de mais duro na vivência periférica. Ainda mais em uma época tomada por um puritanismo velado, ou por vezes descarado. Em que negros viviam realmente segregados mesmo um dos países mais miscigenados do mundo. O longa diverte, encanta e nos lança por algumas das sequências mais interessantes do cinema Brasileiro. E assim como seus contemporâneos, 40 Graus nos faz ver que quase nada mudou nos grandes centros urbanos.

    5,0 / 5,0

    Rio, 40 Graus pode ser assistido tanto no Youtube, quanto na Netflix. Confira abaixo:


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    CRÍTICA: ‘The Rogue Prince of Persia’ é divertido mergulho na franquia

    The Rogue Prince of Persia‘ é o mais novo lançamento da Ubisoft. Sendo o segundo game do título a ser lançado em 2024, acompanhamos a história do Príncipe que precisa salvar a Pérsia da invasão Huna. Tendo sido desenvolvido pela Ubisoft e pela Evil Empire, responsável pelo aclamado Dead Cells, o game que ainda está em early access nos leva por divertidas dungeons em que o aspecto roguelike se mostra como o ponto principal deste game.

    Ao longo de um divertido e rápido game, somos lançados por incríveis dinâmicas que parecem nos lançar pela raiz do que sempre foi Prince of Persia, um game de plataforma, que ao ser adicionado aos elementos de roguelike, faz o game ganhar ainda mais profundidade. Ao longo de algumas runs, morte e renascimento fazem parte da gameplay. Sendo lançados nos mapas incessantemente, precisamos lutar e avançar se quisermos salvar nossos inimigos e salvar nosso reino.

    SINOPSE

    Comande o Príncipe em sua luta contra um exército Huno corrompido pela magia xamânica das trevas e encontre seu lugar na família real, enquanto explora uma reinterpretação vibrante da Pérsia. Junte as peças do quebra-cabeça e descubra novas áreas conforme entra várias vezes na luta e encontra um elenco de personagens interessantes, com um progresso de campanha não linear.

    ANÁLISE

    The Rogue Prince of Persia

    Com dinâmicas curiosas, somos lançados a um novo mundo. Uma Pérsia e uma premissa diferente das que conhecemos anteriormente. Como um sidescroller repleto de coração, mergulhamos por diversos mapas em que as forças Hunas corrompidas pela força xamânica fará de tudo para corromper o máximo que puder, iniciando pela Pérsia.

    Com elementos que serão adicionados ao game ao longo do tempo, temos algumas diferentes fases, árvores de habilidades, itens e até mesmo interessantes armas que podem ser obtidas ao longo das runs. Com elementos de crafting, árvore de melhorias, nosso progresso ao longo de diferentes fases é propiciado.

    Por diferentes mapas, encontramos amigos, inimigos, pessoas importantes para a jornada do nosso Príncipe que precisa avançar em direção às forças Hunas não apenas para resgatar seus familiares, como também impedir que todos os inimigos sobrepujem a Pérsia.

    The Rogue Prince of Persia

    Corrompidos por uma antiga magia xamânica, as forças hunas, são tomadas por uma raiva sem igual e assim, avançando assim, incessantemente em direção ao que encontrarem em sua frente. Seja avançando por diferentes missões e solucionando puzzles, como o Príncipe, precisamos tomar cuidado, pois a cada novo nível, o perigo espreita.

    ROGUELIKE, ITENS E CRAFTING

    Os elementos de roguelike de The Rogue Prince of Persia estabelecem a fundação do game. Independente de quantos dias avancemos, sempre retornamos ao primeiro dia da invasão a cada morte. Assim, podemos liberar elementos que propiciem nosso avanço. Testemunhando nosso avanço, um acampamento surge, aliados se revelam e é liberado um mapa mental a cada nova descoberta.

    The Rogue Prince of Persia

    Junto do acampamento do Príncipe, uma skilltree é liberada. Para fazer uso de habilidades bem específicas, é necessário avançar no game. Obtendo moedas do game, como a chama ou moedas, é possível criar melhorias desde poções, mais poder de ataque, e também algumas melhorias relacionadas à obtenção das moedas.

    Algumas melhorias variam desde poções extras até mesmo fontes no início de cada uma das fases para recuperar a vida. Afinal, avançar pode ser sempre um desafio. Com a repetição de cada um dos níveis, jogar requer até um aspecto de memória muscular. Seja a esquiva, saltar sobre os inimigos, e dashes, requerem um aspecto de tentativa e erro até assimilar cada um dos golpes e movimentos, The Rogue Prince of Persia pode se mostrar desafiador. Se não, frustrante.

    Ao longo dos níveis, é possível obter armas de curta ou média distância, e insígnias que garantem melhorias ao Príncipe. Seja lançando inimigos no piche e deixando-os lentos ou envolvendo-os em nuvens venenosas, aqui precisamos fazer uso de todos os meios possíveis para sobreviver. Conforme a progressão em cada um dos níveis, novas armas, artefatos e insígnias nos são revelados, e junto deles – com seu primeiro uso – ganhamos as instruções de como fabricá-los no acampamento.

    The Rogue Prince of Persia

    Havendo inimigos, santuários, desafios e rostos familiares ao Príncipe, encontramos em cada um dos níveis verdades que talvez não soubéssemos em runs anteriores. Mas isso requer um aspecto importantíssimo que um game nascido do metroidvania oferece: exploração profunda.

    O fator de roguelike nos traz certa frustração. Fazendo-nos perder até mesmo parte do progresso, ou melhor, parte dos recursos. Ou seja, quando você morre e retorna ao acampamento, pode estar sem nenhum recurso coletado ao longo das missões.

    Como citado anteriormente, o crafting desse jogo é propiciado apenas por uma coisa, obtenção de recursos e instruções de como fazê-lo. Seja fazendo uso de espadas, cimitarras, machados ou até mesmo chakrans e arco e flechas, o game nos faz sentir tão imersos quanto possível. Com desafios de exploração, altares de sacrifício e outros, que enviam recursos para fora das runs – estes são essenciais.

    VEREDITO

    The Rogue Prince of Persia é um distanciamento de tudo que a franquia foi até aqui. Funcionando bem como um roguelike, temos aqui uma das mais divertidas missões de todos os Príncipes que deram nome ao título. Se distanciando e muito de The Lost Crown não apenas por seu visual, como por sua jogabilidade e premissa, temos uma das mais divertidas aventuras do mais novo Príncipe. Com um visual cativante e brilhantes escolhas narrativas, temos uma profunda mudança em relação à como víamos este mundo.

    Com intensos desafios e atualizações constantes, vemos aqui uma das mais divertidas e promissoras aventuras do título. Sendo um avanço por mudar o game de acordo com os feedbacks da comunidade, a Evil Empire nos causa uma intensa mistura de sentimentos. Até mesmo o de frustração – após uma das primeiras atualizações apagarem meu save de algumas horas. Compreender que o early access é uma vantagem em relação à uma enorme quantidade de games gigantescos que são lançados de qualquer jeito – sem qualquer polimento – fazem The Rogue Prince of Persia chafurdar em tudo que faz de melhor: ação desenfreada e dinâmicas desafiadoras.

    O game é um passo além do que Dead Cells foi – mesmo sendo um sucesso de crítica -, e a Evil Empire sabe disso. Tomando seu tempo para desenvolver, testar, resolver problemas e oferecer soluções que façam sentido, fazem este ser um dos mais promissores games da franquia até aqui. Mesmo ainda não tendo sido finalizado, corre o risco de ser um dos mais desafiadores título da franquia.

    Confira o trailer do game:

    5,0 / 5,0

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    Anéis do Poder: Data de lançamento da segunda temporada, trailer e mais!

    Desde que o trailer da segunda temporada de Anéis do Poder foi liberada, muitas especulações surgiram a respeito do que viria no segundo ano da série. Após realizar seus feitos, Sauron assume a forma de Annatar.

    Com a segunda temporada chegando em agosto de 2024, muito será revelado daqui pra frente. Ao longo dessa temporada, acompanharemos os personagens da primeira continuando suas jornadas de onde pararam. Estando não apenas prestes a encarar uma das mais poderosas ameaças da história criada por Tolkien, vemos como os Anéis de Poder serão forjados e como seu ferreiro, Celebrimbor está prestes a ser enganado.

    Com alguns dos arcos narrativos mais poderosos e significativos para a franquia como um todo, acompanharemos também Isildur, que Elendil, seu pai, pensou estar morto. Enquanto caminhos se cruzam por jornadas solitárias, veremos prováveis amigos se unindo em virtude de enfrentar uma ameaça imparável, cujas forças parecem crescer no recém-criado Mordor.

    DATA DE LANÇAMENTO

    Anéis do Poder

    A segunda temporada de Anéis do Poder chegarão no dia 29 de Agosto de 2024 no Prime Video. Segundo foi revelado pela chefe da Amazon Studios, Jennifer Salke, os responsáveis pela série não queriam que passasse tanto tempo entre as temporadas e queriam que a segunda temporada tivesse tanta qualidade quanto a primeira. Criando um épico desta magnitude, é sempre um desafio, principalmente pelo tempo de pré-produção, gravação e pós-produção.

    Então, é como se um hiato não fosse de fato um hiato para o elenco, pois logo após a estreia da primeira temporada, estes já voltaram para os sets de gravação.

    CONFIRA O TRAILER DA SÉRIE

    O primeiro trailer da série mostra o que devemos esperar do novo ano de Anéis do Poder e do que acontecerá com a Terra-Média. Com uma mudança de paradigmas e um panorama nada favorável para todas as raças, a balança de poder está iminentemente pendendo para o lado de Hallbrand, Sauron, Annatar, ou como você quiser chamar.

    Animados para o segundo ano da série?

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    CRÍTICA: ‘Eu Sou: Celine Dion’ é um documentário que até faltam palavras para definir

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    O documentário Eu Sou: Celine Dion (I Am: Celine Dion), que é dirigido por Irene Taylor, chegou ao Prime Video no dia 25 de junho.

    Considerada uma lenda viva, Dion deu voz à duas canções vencedoras do prêmio Oscar que se tornaram extremamente conhecidas mundialmente, Beauty and the Beast (A Bela e a Fera) e My Heart Will Go On (Titanic) e ao longo de sua carreira, Celine Dion, recebeu inúmeras premiações em reconhecimento ao seu grande sucesso, sendo uma das artistas vivas mais premiadas de todos os tempos.

    Entre as premiações incluem: 5 Grammy Awards, 7 Billboard Music Awards, 7 American Music Awards, 12 World Music Awards, 20 Juno Awards e 50 Félix Awards.

    SINOPSE

    Esta é uma jornada dentro da vida de Celine Dion, enquanto ela revela sua batalha contra a Síndrome da Pessoa Rígida (SPR).

    ANÁLISE

    O documentário fornece uma visão da luta da cantora canadense contra a SPR. Um diagnóstico que levou dezessete anos para acontecer.

    A doença não afetou apenas sua capacidade de andar ou viver livremente, mas também, cruelmente, afetou sua voz. Há momentos de Eu Sou: Celine Dion que dão um vislumbre da Celine que conhecemos. A obcecada por sapatos, a com o senso de humor peculiar e há também momentos neste documentário que são imensuravelmente difíceis de assistir; mas, por mais que parta o coração e igualmente inspirador.

    Enquanto os momentos insondáveis de dor e perda são fortemente sentidos, ainda mais, a determinação de Celine – estimulante e magnífica – infundirá em você o desejo de torcer por ela, por você mesmo e, até pelo mundo.

    VEREDITO

    Há tantas palavras que você poderia usar para descrever este documentário: cru, corajoso, sincero, inspirador, revelador, devastador, esperançoso, angustiante, comovente e amoroso, mas ainda assim nenhuma dessas faz justiça a Celine ou ao documentário.

    O único ponto negativo é não chegar ao fim da produção e não termos o clássico final feliz dos filmes de Hollywood, afinal, a cantora segue em sua luta contra a SPR.

    4,5 / 5,0

    Assista ao trailer legendado:


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    EU CURTO JOGO VÉIO #17 | ‘Donkey Kong Country’ é um abraço carinhoso no coração

    Clássico é clássico e como costumamos dizer no nosso jogo véio isso não se discute da mesma forma que é indiscutível o carinho incondicional pelo jogo desta edição que abraçou diversas gerações. ‘Donkey Kong Country‘ é um jogo desenvolvido pela Rare e publicado pela Nintendo, lançado em novembro de 1994 sendo o primeiro jogo a não contar com a direção de Shigeru Miyamoto que idealizou o personagem.

    Após o seu lançamento original o jogo ainda teve versões para Game Boy Color em 2001 e Game Boy Advanced em 2003 além de ter iniciado uma série de novas aventuras ambientadas nesse universo.

    SINOPSE

    Donkey Kong dormia em sua cabana enquanto deixava seu amigo e aprendiz, Diddy, cuidando de sua penca de bananas. Porém, uma noite, a trupe de crocodilos, os Kremlings, liderados por seu chefe, o Rei K. Rool, rouba o estoque de bananas. Então, Donkey e Diddy devem explorar toda a Ilha para tentar recupera-las.

    ANÁLISE

    Donkey Kong

    Talvez faltem palavras para descrever o quanto é uma experiência incrível e atemporal um jogo como Donkey Kong Country, não importando quanto tempo tenha se passado desde a última vez que revisitou sempre é divertido. É quase impossível encontrar alguém que não jogou Donkey Kong Country ou sequer conhece a franquia sendo ao lado de Mario Bros títulos que furaram a bolha gamer e até pessoas que não tem esse passatempo em algum momento da vida tiveram contato.
    E assim como muitas dessas gerações também tenho muito carinho por DK, por ser uma das minhas experiências mais divertidas que tive ao longo da minha jornada como gamer e também o primeiro jogo de Super Nintendo que tive a oportunidade de adquirir sendo uma memória muito querida.

    Ele é um plataforma de rolagem lateral clássica, mas durante o progresso sempre é possível encontrar algum local secreto, completar os colecionáveis que formam a palavra KONG, as moedas de animal e claro as bananas que a cada cento ganha uma vida extra.

    São 40 fases divididas em 6 biomas ambientados em selvas, montanhas, minas além de uma região subaquática e nessa jornada vamos passando de todas as formas possíveis sendo arremessados por canhões, balançando por cordas até chegar no chefe para um embate final.

    É interessante quando revisitei mais uma vez DK agora mais adulto como ele é rico em mecânicas que veremos em diversos jogos de plataforma no futuro, lembrando como essa franquia também é um passo evolutivo na história de desenvolvimento de jogos.

    Sobre a dupla DK e Diddy cada um tem a sua própria jogabilidade sendo o primeiro o mais forte, facilitando enfrentar os inimigos enquanto o outro é mais ágil e podemos alternar entre eles de acordo com a necessidade para o avanço.

    É muito importante ao longo das fases estar com os dois personagens disponíveis e isso impacta diretamente na jogabilidade, tornando mais difícil o combate ou a movimentação. Caso perca um deles é só uma questão de encontrar um barril com a marca da franquia que você recupera o personagem faltando.

    Além da dupla outros personagens desse universo surgem como suporte como Funky Kong e seu serviço de voo que permite chegar aos outros locais da ilha, Candy Kong para salvar o progresso na aventura e Cranky Kong do primeiro jogo da franquia que fornece dicas sempre com um toque de humor.

    A trilha sonora de DK é algo que sempre gostei muito quando me recordo de tantos jogos de plataforma que conheci, ela é animada como é o esperado de um jogo do gênero, mas tem um ritmo único que fica fácil de guardar não apenas na memória como no coração.

    VEREDITO

    Donkey Kong Country é um jogo que acredito ser indispensável ter oportunidade de conhecer, mesmo que seja de uma época muito mais antiga se comparando a como se desenvolve jogos deste gênero atualmente porque assim como foi para outras gerações é diversão certa e vai ganhar um espaço especial em seu coração.

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    TBT #286 | ‘Battleship: A Batalha dos Mares’ é ação clichê repleta de coração

    Os anos 2000 foram repletos de tentativas de transformar propriedades intelectuais em grandes franquias do cinema. Além de Transformers, G.I. Joe e Batalha Naval chegaram ao cinema em filmes megalomaníacos. ‘Battleship: A Batalha dos Mares‘ foi a tentativa da Universal Studios de transformar mais uma de suas IPs em um sucesso como Transformers havia sido no passado. Estrelado por Taylor Kitsch, Alexander Skarsgard, Liam Neeson e Rihanna, o longa nos leva pela história do inconsequente marinheiro Alex Hopper (Kitsch), que após um ultimato de seu irmão, Stone (Skarsgard), precisa assumir responsabilidades e quem sabe, salvar o mundo.

    Se desenrolando com um plano de fundo de sci-fi, a jornada de Alex se tornará muito mais do que apenas um drama familiar. Quando um planeta extrassolar é descoberto, um poderoso sinal de comunicação é enviado, e o que parece ser uma um sinal inofensivo, acaba por parecer um convite para que uma espécie hostil venha até a Terra. Ao longo de uma invasão, o Alex Hopper e a Marinha dos Estados Unidos talvez sejam o único caminho para a sobrevivência da humanidade.

    SINOPSE

    Alex Hopper é um oficial naval do navio USS John Paul Jones, comandado pelo almirante Shane. Alex é noivo de Sam, filha de Shane, apesar de não ser bem visto por ele. Já em alto mar, eles precisam unir forças com a tripulação do navio USS Samson, comandado pelo irmão mais velho de Alex, Stone, ao encontrar uma força alienígena desconhecida, que ameaça a existência da humanidade. Um grupo de cientistas, comandados por Cal Zapata, e de especialistas em armas, como Cora Raikers, também compõem a equipe. Acompanhando tanto o lado dos humanos quanto o lado dos alienígenas, Battleship apresenta a intensa disputa pelo controle da Terra.

    ANÁLISE

    Battleship

    Com uma direção que nos remete muito à de Michael Bay e seus Transformers, aqui temos a direção de Peter Berg, diretor que parece amar trabalhar com Mark Wahlberg, mas não só isso, um diretor quase que especializado em longas de ação. Seja por seu brilhante O Reino (2007), ou pelo divertido Bem-vindo à Selva (2003), vemos aqui diferentes tons não apenas de ação, como também de comédia. Com um ótimo timing cômico de Kitsch ao longo do primeiro arco, vemos o ator se transformar em um brilhante ator de ação do segundo ato em diante.

    Com uma estrutura narrativa que se assemelha aos longa-metragens tipicamente japoneses – com 4 atos e não 3 -, vemos Battleship: A Batalha dos Mares estruturar seus atos desde o primeiro minuto. Estabelecendo não apenas a personalidade do protagonista, mas todo o plano de fundo, que se desenrola ao mesmo tempo em que a história do personagem o faz.

    Enquanto toda nossa história se desenrola no Havaí, o longa brinca com a presença da Estação da Força Espacial Kaena Point, e um fictício enorme satélite, no longa, um dos mais avançados aparatos tecnológicos de sua era.

    Battleship

    Ao ser ligado pela primeira vez, ele envia uma mensagem a um planeta extrassolar. Para surpresa da equipe de cientistas, os habitantes deste planeta recebem a mensagem como um convite para subjugar os habitantes da Terra.

    Chegando em meio à um evento de simulação entre as marinhas de diversos países do mundo, incluindo os antigos rivais Japão e Estados Unidos, acompanhamos a história se desenrolar em que amigos improváveis surgirão em meio ao calor do combate.

    VEREDITO

    Battleship é divertido em quase tudo que se propõe e em até mesmo sua absurda escala, o longa nos leva por uma batalha e uma jornada inesperadas. Com diversas sequências de tirar o fôlego, este diverte, nos faz sentir imersos e verdadeiramente investidos na trama. Seja por entreter ou apresentar uma história divertida e profunda, este é um dos melhores longa-metragens da Universal e Hasbro. Sendo bem melhor do que os absurdos da franquia Transformers e merece ser assistido.

    Battleship: A Batalha dos Mares está disponível na Netflix.

    4,0 / 5,0

    Confira o trailer do filme:


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