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    CRÍTICA – Beauty (2022, Andrew Dosunmu)

    Beauty é um filme original da Netflix que mostra a história de uma cantora negra que tenta construir uma carreira de sucesso.

    SINOPSE DE BEAUTY

    Beauty (Gracie Marie Bradley) é uma jovem cantora promissora que está prestes a assinar seu primeiro contrato com um agravadora importante. Contudo, sua família conservadora e problemática e seu relacionamento controverso a fazem pensar sobre toda a sua jornada, algo que pode acarretar em escolhas difíceis.

    ANÁLISE

    O novo longa da Netflix é uma espécie de biografia não autorizada da lendária Whitney Houston, pois toda a história da protagonista se assemelha, e muito, a da estrela de Hollywood e cantora extremamente talentosa.

    Entretanto, diferentemente de sua artista de inspiração, Beauty é um filme bastante sem conteúdo, que escolhe ficar divagando e sendo autocontemplativo o tempo inteiro, algo que faz com que a trama perca força.

    As atuações são muito boas, conseguimos entender e ter ojeriza aos familiares preconceituosos e cruéis. Todavia, se por um lado isso funciona, pelo outro, o roteiro vazio entrega pouca coisa, sem nenhum momento marcante ou sequer uma apresentação, se contendo apenas em flashbacks pouco inspirados de shows da cantora que dá o título do longa.

    Os conflitos são pesados, mas pouco explorados por uma direção preguiçosa e que se contenta apenas com cenas de reflexivas. Em dado momento, parece que o filme tem o único intuito de admirar a imagem da atriz Gracie Marie Bradley.

    Com tanto a ser explorado, como a inveja da mãe, o ciúme da namorada e dos irmãos por conta do talento da protagonista, Beauty é uma obra que foca apenas no abuso de um pai tóxico e da contemplação de uma estrela em ascensão.

    VEREDITO

    Com pouco a mostrar, Beauty é um filme sem o que dizer, mesmo que seus personagens tenham uma riqueza incrível de possibilidades de profundidade. A falta de objetivo do roteiro torna o longa enfadonho, o que é uma pena, pois existia uma grande chance de termos um filme de Oscar aqui.

    Nossa nota

    2,0/5,0

    Confira o trailer da obra da Netflix:

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    Curiosidades da 4ª temporada de Stranger Things

    Stranger Things sempre foi um tesouro da cultura pop para os fãs da série, já que a produção dos Irmãos Duffer é uma cápsula do tempo dos anos 80 por si só. E para a 4ª temporada, a equipe de produção seguiu com seu excelente trabalho de easter eggs.

    A 4ª temporada – Parte 2 de Stranger Things chega ao catálogo da Netflix no dia 1º de julho.

    Abaixo, reunimos 8 curiosidades sobre essa temporada:

    O CLUBE HELLFIRE

    Veja o Clube Hellfire jogando D&D de verdade

    Tanto o enredo geral do Clube Hellfire quanto especialmente o personagem Eddie Munson (Joe Quinn) foram inspirados na série documental Paradise Lost. Eddie é vagamente inspirado no escritor e artista Damien Echols, que foi membro do West Memphis Three.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Veja o Clube Hellfire jogando D&D de verdade

    ONZE NA ESCOLA

    O diorama que Onze (Millie Bobby Brown) faz para sua apresentação em classe no Episódio 1 é feito de uma caixa de sapatos Reebok – uma pequena referência de Joyce (Winona Ryder), que sempre está usando esta marca de tênis. A equipe de adereços imaginou que On teria usado uma das velhas caixas de sapatos de Joyce para seu projeto escolar.

    A VAN

    A van do Surfer Boy Pizza de Argyle (Eduardo Franco) é um VW manual; e o ator aprendeu a dirigir o carros com câmbio manual especificamente para seu papel na série.

    HOMENAGEM

    Quando Lucas (Caleb McLaughlin) joga no time de basquete Hawkins , ele veste uma camisa número oito, que é uma homenagem ao número da primeira camisa de Kobe Bryant. McLaughlin é um grande fã de Bryant e teve a ideia de homenagear o falecido ícone do esporte através da camisa de seu personagem.

    A CHEERLEADER

    O cabelo de Chrissy (Grace Van Dien) foi inspirado na personagem Sandy (Olivia Newton-John), em Grease: Nos Tempos da Brilhantina (1978) – uma boa garota americana, líder de torcida clássica – mas com uma franja super anos 80.

    O MANICÔMIO

    O design do Hospital Psiquiátrico Pennhurst foi influenciado pelos filmes Um Estranho no Ninho (1975) e O Silêncio dos Inocentes (1991).

    A CASA MAL ASSOMBRADA

    A localização real da Creel House é na Geórgia, a poucos quilômetros do Berry College. A equipa criativa procurava uma casa singularmente “assustadora” com uma presença distinta, arquitetura vertical e um sótão de terceiro nível. Quando o designer de produção Chris Trujillo viu a casa pela primeira vez, lembrou-se da casa de Norman Bates em Psicose.

    O VILÃO

    O monstro Vecna ​​(Jamie Campbell Bower) foi fortemente influenciado por Freddy Krueger da franquia A Hora do Pesadelo.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Vecna: O monstro de D&D e vilão em Stranger Things


    A 4ª temporada – Parte 2 de Stranger Things chega ao catálogo da Netflix no dia 1º de julho.

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    CRÍTICA – Stranger Things (4ª temporada, 2022, Netflix)

    Stranger Things chegou em seu quarto ano e foi dividido em duas partes que já estão disponíveis no catálogo da Netflix.

    SINOPSE DE STRANGER THINGS

    Hawkins está sofrendo com uma nova ameaça chamada Vecna e agora o nosso grupo de heróis deve se juntar a novos rostos para vencer essa batalha quase impossível.

    ANÁLISE

    Stranger Things enlouquece fãs ao som de Metallica

    Stranger Things é um dos maiores fenômenos da Netflix, pois consegue deixar o público vidrado com boas histórias e, principalmente, com personagens extremamente carismáticos que nós amamos acompanhar.

    Na quarta temporada não foi diferente, uma vez que por mais que a história, agora dividida em três núcleos, tenha alguns deslizes em sua narrativa e arcos muito interessantes de um lado e desinteressantes de outro, os heróis da vez e vilões ganharam a nossa atenção.

    Do lado do elenco veterano, foram tantos destaques que fica bem difícil de elencar o melhor, mas, na minha opinião, Caleb McLaughlin, Sadie Sink e Gaten Matarazzo entregaram os melhores momentos como Lucas, Max e Dustin com cenas de cortar o coração e atuações fortíssimas para premiações. Tanto na parte de drama, quanto de comédia e aventura, eles conseguiram nos emocionar com histórias pesadas de luto, superação e de criação de uma nova identidade.

    Já no núcleo dos novatos, Mason Dye trouxe um vilão tão poderoso quanto Vecna com sua performance como Jason, o garoto conservador e que promoveu o famoso pânico satânico, movimento que era uma espécie da caça às bruxas a grupos de pessoas consideradas diferentes, como nerds, roqueiros e outras pessoas que não se encaixavam no “padrão” da época. O olhar perdido, o ódio em sua fisicalidade e sua intensidade no papel nos deixaram boquiabertos.

    Entretanto, Jamie Campbell Bower e Joseph Quinn levaram uma boa parte da temporada de Stranger Things nas costas, visto que Peter (Bower) e Eddie Munson (Quinn) foram os destaques sendo personagens marcantes dentro da trama, ficando na história da série com passagens marcantes. Eddie é carismático, divertido e entrega um dos momentos mais épicos de todos os tempos com sua guitarra explodindo com Master of Puppets do Metallica.

    Bower é imponente, assustador e mostra uma versatilidade incrível em seus papéis, deixando o vilão extremamente assustador, destronando os Demogorgons, monstros tão populares de Stranger Things.

    Artigo relacionado: Noites Sombrias #73 | Ranking de monstros de Stranger Things

    A forma natural como os Duffer conseguem inserir personagens impressiona, pois muitos deles entram tão organicamente que nem parece que não estavam ali há um ano.

    De negativo, o núcleo dos Byers mais uma vez deixou a desejar, fazendo com que Jonathan (Charlie Heaton) e cia fossem completamente desnecessários e a pergunta que fica é a seguinte: será que os Duffer vão ter coragem de matar seus personagens queridos na última temporada? Existiram muitas chances disso acontecer, mas sempre faltou ousadia por parte deles.

    VEREDITO

    Com uma nova fora de contar a história, Stranger Things entrega uma trama adulta, que consegue divertir, emocionar e nos deixar querendo mais com um final épico. Tudo ficou para a última rodada, mas o que se avizinha parece ser uma grande season finale que vai mostrar tudo que queremos com os personagens que amamos. Vamos torcer para que seja logo.

    Nossa nota

    4,2/5,0

    Confira o trailer da série:

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    Noites Sombrias #73 | Ranking de monstros de Stranger Things

    Stranger Things é um dos maiores fenômenos da cultura pop e trouxe muitos monstros icônicos que fazem parte do seu Mundo Invertido e que aterrorizam os cidadãos de Hawkins. Confira nossa lista do pior ao melhor:

    5° LUGAR – MORCEGOS DE VECNA

    stranger things

    A quarta temporada trouxe um novo formato de criaturas demoníacas: os morcegos de Vecna. Com garras afiadas, uma cauda que ajuda a sufocar seus inimigos e o seu voo, os monstros alados são uma boa ameaça, mas amargam o último lugar da lista por sua fragilidade em comprarão com os demais que figuram por aqui, pois causaram um pouco menos de estragos, embora tenham levado um dos personagens mais queridos de toda a série.

    4º LUGAR – DEMODOGS

    stranger things

    Em quarto lugar nós temos os Demodogs, uma versão alternativa dos Demogorgons, mais versátil e veloz, porém, frágil no combate por parte dos nossos heróis.

    Os Demodogs são rápidos, todavia, sua pele é mais fina e são mais suscetíveis a disparos de armas de fogo e armas brancas, uma desvantagem considerável que os torna um pouco menos ameaçadores que suas versões bípedes do Mundo Invertido de Stranger Things.

    3º LUGAR – DEVORADOR DE MENTES

    Em terceiro lugar, temos o poderoso Devorador de Mentes, mais poderoso que os Demogorgons, Demodogs e Morcegos de Vecna, mas, menos icônicos que os monstrengos bípedes da primeira temporada que tocaram o terror em Hawkins.

    Além de seus vários tentáculos e aparência imponente, o Devorador de Mentes pode ter receptáculos que o multiplicam dentro das batalhas, sendo Billy Hargrove (Dacre Montgomery) o mais importante deles.

    O oponente da terceira temporada deu muito trabalho para Eleven (Milly Bobby Brown) e cia, tirando os poderes de forma momentânea da nossa heroína.

    2º LUGAR – DEMOGORGON

    O monstrengo que deu um trabalho imenso para os heróis de Stranger Things, Demogorgon, virou um símbolo da cultura pop e por isso ocupa aqui o segundo lugar dessa lista.

    Com garras afiadas, uma cabeça que possui esporas e uma violência gigantesca para destroçar seus adversários, o Demogorgon foi e é até hoje um dos símbolos de Stranger Things e com certeza merece muito esse segundo lugar.

    1º LUGAR – VECNA

    Não poderia ser diferente, não é mesmo? Vecna foi o grande vilão de Stranger Things, sendo o chefão mais apelão e poderoso de todos os seres paranormais do Mundo Invertido.

    Artigo relacionado – Stranger Things: 5 obras que inspiraram a quarta temporada

    Com poderes telepáticos, uma aparência sombria que é uma homenagem a Freddy Kruguer, e uma voz imponente, o vilão da quarta temporada de Stranger Things causou muitos arrepios nos fãs, fazendo até Milly Bobby Brown chorar de medo. A criatura humanoide é horripilante e faz com que você reviva de forma muito clara os seus piores pesadelos, além de quebrar suas vítimas inteiras e explodir os olhos na hora de matá-las. Macabro demais!

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    Stranger Things enlouquece fãs ao som de Metallica

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    A 4ª temporada – Parte 2 de Stranger Things já está disponível no catálogo da Netflix e diferente da Parte 1 que contou com 7 episódios, a Parte 2 conta apenas com dois episódios, sendo eles: “Capítulo oito: Papai”, com 84min e “Capítulo nove: E o plano de Onze”, com 150min. Mas, o interessante aqui é que assim como a primeira parte trouxe de volta o sucesso Running Up That Hill, de Kate Bush, em 1985; esta segunda parte traz de forma épica Master of Puppets, um dos maiores clássicos do Metallica, lançada em 1986.

    A música “Master of Puppets” é faixa-título de um dos álbuns mais famosos do universo do rock. O disco se tornou um dos mais emblemáticos do Metallica e foi também o último com o baixista Cliff Burton, que morreu em um acidente de ônibus durante turnê da banda na Suécia, em setembro de 1986. O ônibus da banda derrapou no gelo acumulado na pista e capotou.

    Após o lançamento da nova temporada, a plataforma de streaming de música, Spotify, usou imagens da série como fundo de reprodução da canção, ao invés da capa do álbum Master of Puppets.

    Entretanto Metálica não é a única banda de rock presente no season finale; no episódio podemos ouvir também músicas de bandas como Kiss, Journey, Talking Heads e The Beach Boys.

    ATENÇÃO: ALERTA DE SPOILER!

    No último episódio, quando os jovens de Hawkings vão ao Mundo Invertido confrontarem o vilão Vecna, o Dungeon Master do Clube Hellfire, Eddie Munson (Joseph Quinn), em posse de sua guitarra toca a icônica música como parte do plano do grupo; em um das sequências mais épicas da 4ª temporada da série.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Veja o Clube Hellfire jogando D&D de verdade

    Com o lançamento da 4ª temporada – Parte 2, a banda Metallica e o hit Master of Puppets” estão entre os assuntos mais comentados desde o a estreia da conclusão da temporada no catálogo da gigante do streaming.

    Assista a cena (legendado):

    LEIA TAMBÉM:

    PRIMEIRAS IMPRESSÕES | Stranger Things (4ª temporada, 2022, Netflix)

    Stranger Things: 5 obras que inspiraram a quarta temporada


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    CRÍTICA – Fire Emblem Warriors: Three Hopes (2022, Nintendo)

    Fire Emblem Warriors: Three Hopes é um spin-off da franquia Fire Emblem desenvolvido pela Koei Tecmo Games lançado exclusivamente para Nintendo Switch em 24 de junho de 2022.

    Esse é o segundo spin-off da saga Fire Emblem Warriors, sendo o primeiro homônimo lançado em 2017 para Nintendo 3DS e Nintendo Switch, também fruto de uma parceria entre a Koei Tecmo e a Intelligent Systems.

    A Nintendo enviou a chave para analisarmos este novo jogo de JRPG e hack ‘n’ slash. Você pode conferir a live de primeiras impressões que fizemos na Twitch clicando aqui. Leia a seguir o nosso review sem spoilers de Fire Emblem Warriors: Three Hopes.

    SINOPSE

    Assuma o papel de Shez, enquanto conhece Edelgard, Dimitri, Claude e outros personagens de Fire Emblem: Three Houses (2019) e luta pelo futuro de Fóblan. Tenha um líder como aliado para construir e comandar um exército em batalhas estratégicas de 1 contra 1.000.

    A casa que escolher levará você a uma das três histórias emocionantes, cada uma com um final diferente. Cada personagem de Fire Emblem: Three Houses que você recrutar nessas jornadas tem um conjunto distinto de combos impressionantes e poderosos capazes de atravessar hordas de inimigos.

    Use a estratégia de Fire Emblem para obter a vantagem tática no estilo de jogo Warriors.

    Mergulhe em batalhas em tempo real enquanto você e seu exército de personagens de Fire Emblem: Three Houses enfrentam centenas de oponentes e usam elementos de Fire Emblem para maximizar sua estratégia.

    Fire Emblem Warriors: Three Hopes é um jogo de JRPG e hack'n'slash lançado em 24 de junho de 2022 para Nintendo Switch. Leia nosso review

    Dê comandos ao seu exército nas batalhas caóticas para completar missões e alcançar objetivos. Organize-se com antecedência e prepare-se para a batalha equipando armas, habilidades e classes para explorar as fraquezas dos inimigos. Atribua elementos de Fire Emblem: Three Houses, como brasões ou batalhões, a personagens para aprimorar ainda mais como você planeja a sua abordagem.

    Construa e desenvolva relacionamentos em batalha com outros personagens de Fire Emblem: Three Houses enquanto luta pelo futuro de Fóblan. Fortaleça os relacionamentos entre os personagens para obter uma vantagem tática no campo de batalha e ouvir os seus diálogos de apoio.

    Aproxime os personagens juntando-os na batalha ou passando tempo juntos no acampamento base. Desenvolva seu acampamento base e treine, equipe e prepare cada um dos membros de sua equipe antes de se jogar na batalha.

    ANÁLISE DE FIRE EMBLEM WARRIORS: THREE HOPES

    A sinopse acima é a oficial que consta no Nintendo eShop. Longa né? Pois é. Isso mostra que Fire Emblem Warriors: Three Hopes é um jogo cheio de possibilidades.

    Mesmo extensa, ela deixa de fora um recurso que eu considero muito importante: os modos de jogo. O novo game de Fire Emblem oferece o modo clássico e o modo casual.

    No modo clássico, se algum personagem da sua equipe morrer em combate a partir do capítulo 4, ele não poderá mais ser usado. Por sua vez, no modo casual não há esse elemento desafiador, de modo que os companheiros perdidos em batalha retornam ao final de cada capítulo.

    Acrescente isso às três dificuldades disponíveis (fácil, normal e difícil) e às três histórias que variam conforme a escola que você decidir se juntar e você tem um ótimo fator replay. Fire Emblem Warriors: Three Hopes é um jogo que facilmente oferece 30 horas de combates frenéticos, estratégicos e divertidos alternando entre todas as possibilidades e modos de jogo.

    Se você desejar realmente conhecer a história e usufruir todos os recursos estratégicos e de relacionamento que o jogo oferece, é seguro afirmar que o tempo de jogo dobra.

    História nada restritiva

    Por falar na história, deixa eu te contar uma coisa: eu nunca tinha jogado nada de Fire Emblem. E bem, para minha surpresa, a experiência em Fire Emblem Warriors: Three Hopes não é restritiva pelo fato de não conhecer a história das três casas de estudantes (Black Eagles, Blue Lions e Golden Deer) e outros elementos tradicionais da franquia.

    Tudo é bem contextualizado com o avançar dos capítulos. Então, é tranquilo entender o contexto das três casas e da região de Fóblan.

    Se o seu caso é que nem o meu, não se preocupe. Fire Emblem Warriors: Three Hopes pode ser um ótimo ponto de partida para conhecer tanto a franquia, quanto os gêneros JRPG e hack’n’slash.

    Acredito que o jogo tenha uma divisão entre 60% cutscenes e 40% ação, combate, vivências no acampamento, etc. Apesar do principal ponto forte ser as batalhas, não considero um problema que haja esse leve desequilíbrio no geral, pois a história é interessante.

    Gameplay agradável e viciante

    O jogo é repleto de tutoriais e avisos constantes na tela. Todos são necessários, especialmente para jogadores de primeira viagem que nem eu. No geral, eu diria que a maioria deles faz diferença para um avanço seguro mesclando estratégia e combate, pontos fortes do jogo.

    A progressão de todos os recursos oferecidos por Fire Emblem Warriors: Three Hopes, especialmente combate e estratégia, é muito agradável. Isso porque ela ocorre ao longo dos quatro primeiros capítulos, sendo que os três primeiros são prólogos iguais para todo mundo, pois ainda não é o momento de escolher qual casa Shez vai fazer parte.

    Dessa forma, mesmo havendo muitas informações para aprender ao longo da gameplay, os tutoriais acontecem de modo diluído ao longo dos capítulos, e a complexidade das batalhas acompanha o ritmo.

    Fire Emblem Warriors: Three Hopes é um jogo de JRPG e hack'n'slash lançado em 24 de junho de 2022 para Nintendo Switch. Leia nosso review

    Os combates possuem ótimas mecânicas desde o primeiro capítulo, oferecendo uma experiência agradável. Entretanto, quando você realmente começa a ser testado – a partir do capítulo 4 – e os elementos estratégicos se tornam mais presentes, aí sim que Fire Emblem Warriors: Three Hopes se torna viciante.

    A possibilidade de alternar entre combatentes também é outro ponto positivo da gameplay.

    Vale destacar que tanto na base (dock), como no modo portátil o jogo se comporta bem, sem queda de FPS nem travadas durante os combates frenéticos.

    Gráficos de Fire Emblem Warriors: Three Hopes

    Fire Emblem Warriors: Three Hopes tem méritos também na qualidade gráfica. Mesmo que esteja longe de ser um dos jogos mais lindos do Nintendo Switch, o novo jogo da Koei Tecmo encanta pelo design dos personagens tanto na gameplay, como nas legendas e cutscenes.

    Ora modelagem 3D, ora mais parecido com um desenho à mão, essa mescla de estilos gráficos em cada contexto é um ponto positivo. É legal notar a mudança de expressões dos personagens nas legendas. Às vezes é algo sutil, mas que mostra o cuidado que os desenvolvedores tiveram ao trabalhar o design de Shez e companhia.

    O único ponto negativo

    Como falei antes, o jogo é cheio de telas pipocando instruções e avisos ao longo da gameplay. Acredito que praticamente todas essas informações são úteis para o progresso no game.

    No entanto, o único ponto que deixa a desejar são os avisos de subida de nível durante os combates, pois trunca a experiência. Seria melhor deixar para apresentar todos os personagens que aumentaram de nível na tela pós-combate, ou então algum aviso discreto na tela.

    VEREDITO

    Fire Emblem Warriors: Three Hopes é um ótimo JRPG hack’n’slash capaz de trazer novos fãs para o gênero e também para a franquia. O jogo oferece uma experiência agradável e nada restritiva mesmo que você não conheça nada de Fire Emblem até aqui.

    Com certeza o novo game da Koei Tecmo, Intelligent Systems e Nintendo é uma das melhores surpresas de 2022!

    Você pode conferir gratuitamente a demo de Fire Emblem Warriors: Three Hopes, disponível no Nintendo eShop.

    Nossa nota

    4,5 / 5,0

    Assista ao trailer de Fire Emblem Warriors: Three Hopes

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