Pokopia Expansion Pass é uma DLC que funciona como uma expansão em três pacotes: você paga pelo passe completo, mas receberá três conteúdos novos.
O primeiro já está disponível e se chama Bubbly Basin. A parte dois chegará ainda em 2026, então, em uma margem de três meses, teremos mais um grande conteúdo no game e, por fim, a parte três chegará em 2027. Agradecemos à Nintendo pelo envio da chave para a produção deste conteúdo.
Pokopia é bem livre, mas também tem uma campanha para irmos acompanhando. À medida que avançamos, achamos uma nova cidade e a reconstruímos.
Cada cidade fica em uma área diferente, dando um ar de novidade (já que cada uma tem um tema diferente). Além disso, ao chegarmos a esse novo local, vamos chamar novos Pokémon preparando seus habitats para recebê-los e também aprenderemos alguma mecânica nova. O jogo te ensina assim: através do progresso, você vai conhecendo a história e as possibilidades de gameplay.
E, a essa altura, você já deve saber que o jogo não possui Português do Brasil na sua localização, o que é um ponto bem triste. Mas, se a barreira do idioma não for um problema para você, é possível jogar em: japonês, francês, alemão, italiano, espanhol, coreano, chinês simplificado, chinês tradicional e inglês americano.
Bubbly Basin
A primeira parte dessa DLC estará disponível a partir do momento em que você chegar à área da praia e após aprender o movimento “Surf” com o Ditto. A partir daqui, um Pokémon te ensinará o movimento “Dive” e você poderá finalmente mergulhar (algo que antes você não conseguia fazer com o Ditto).
Aqui, teremos uma cidade submersa e poderemos moldá-la como quisermos. Criamos habitats para novos Pokémon virem para essa cidade e seguimos meio que na mesma pegada do que já vemos no jogo base, porém com um novo tema, sabe?
Então, se você já gostou de tudo no game base e quer ainda mais, não tenha dúvidas: essa é uma DLC que vai te agradar.
Pelo preço, vale a pena?
O conjunto de novidades contido nessa DLC está saindo por R$ 194,90, o que é um valor interessante para três novos grandes conteúdos. São muitas horas de jogo e vale a pena principalmente se você já fez tudo no game e está procurando por aquela sensação de coisa nova, sabe?
Mais uma cidade, novos Pokémon, novas mecânicas e coisas do tipo.
Pokémon Pokopia é um jogo excelente, muito divertido e cheio de conteúdo para quem curte o universo da franquia e gosta desse estilo cozy, de ver os Pokémon (cada um com a sua personalidade) e a possibilidade de criar habitats e cidades fofas para todos eles.
A resposta aqui me parece simples: você amou Pokopia como eu amei e tem várias e várias horas nele? Gostaria de jogar ainda mais, na mesma pegada do que já gostou no jogo base? Achou interessante tudo o que viu nos trailers e aqui no texto? O valor está bom para você?
Se todas as respostas foram positivas, então se dê o Pokopia Expansion Pass de presente e vá se divertir!
Confira o trailer:
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Dragon Quest Heroes: Torneko‘s Mystery Dungeon é o primeiro spin-off de Dragon Quest, que foi lançado em 1993 para SNES (na real, para Super Famicom, já que o game ficou preso lá no Japão), porém isso mudou no dia 9 de setembro de 2026.
Durante a Direct que ocorreu nesse dia, a Square Enix anunciou diversas novidades e, dentre elas, um Shadow Drop de Dragon Quest Heroes: Torneko‘s Mystery Dungeon -Classic HD-, com idioma em inglês oficialmente pela primeira vez.
Você o encontra nas plataformas Steam, Nintendo Switch, Nintendo Switch 2, Xbox Series X|S e PlayStation 5. Sendo que a versão de PC possui uma coisa a mais: com ela, são possíveis algumas pequenas interações durante as lives dos streamers que usam a Twitch ou o YouTube.
Agradecemos à Square Enix pela chave de Nintendo Switch 2 para a criação deste conteúdo.
O começo de Mystery Dungeon
Este título dá origem à subsérie Mystery Dungeon, que inspirou futuros jogos, como Pokémon Mystery Dungeon.
O jogo tem uma pixel art bem charmosa e que ainda remete ao clássico, adiciona cenas com bonecos desenhados em papéis num estilo bem fofo e pode ser jogado em inglês ou japonês.
Tenho jogado no Switch 2 e fica bem bonito na tela do portátil. Também gostei das músicas; acho o jogo interessante do ponto de vista de quem nunca o jogou antes, como eu, confesso.
Tem sido uma experiência bacana conhecer o game que deu início a esse estilo Mystery Dungeon, com masmorras que mudam todas as vezes que entramos. E se você morrer… é, precisa começar novamente. Acredito que tenha sido um título importante para muitos roguelikes atuais.
Quem é Torneko e como é o jogo?
Torneko é um mercador de Dragon Quest IV que recebeu um jogo próprio e que, nele, sonha em ser o maior mercador de todos.
Ele viaja para uma vila que você, como jogador, pode nomear. Ali, Torneko quer abrir uma lojinha junto com sua esposa e seu filho, e vai falar com o Rei para pedir permissão para abrir o negócio e explorar a famosa Mystery Dungeon.
O Rei acha perigoso e não acredita em Torneko; afinal, ele é um mercador e não um herói, né? Ele diz que essa é uma masmorra muito famosa por conter itens realmente interessantes que atraem diversos aventureiros, mas que muitos nem saem vivos de lá.
Então, ele passa uma primeira tarefa a Torneko: uma masmorra menor, onde ele mesmo escondeu um tesouro no último andar (o andar 10). Se você conseguir voltar com o tesouro, ele confiará em você para que possa ir de fato à masmorra que deseja.
Portanto, encare essa primeira masmorra como um tutorial para ter uma ideia de como o jogo funciona, demonstrando diversos itens que você vai coletar ao longo dela. O domínio dos itens é muito importante e vai te ajudar bastante a se manter explorando por mais tempo.
Torneko precisa passar pelo desafio sem morrer, usando os itens que achar pelo local, que podem ser consumíveis ou equipamentos.
Podemos achar armas e escudos. Eles podem vir na versão base ou +1, +2 e +3, e devemos usar um pergaminho para identificá-los. Podem ser armas físicas (como espadas e machados) ou varinhas com feitiços; estas últimas terão um número limitado de usos.
Os pergaminhos podem servir para outras coisas, como buffar itens, dar debuff em inimigos, soltar magias e mais.
Inclusive, atente-se ao que é melhor jogar no inimigo ou usar em você mesmo. Certa vez, quis jogar um pergaminho que deixava o inimigo confuso e acabei usando-o em mim sem querer; daí, comecei a ver todos os monstros da masmorra com a forma do Torneko por um tempo.
Além disso, achamos ervas com efeitos diferentes: o tipo principal serve para curar a nossa vida, mas podemos achar outras que possuem efeitos para retirar status negativos ou que dão algum poder. Pode haver também alguma que você queira jogar no inimigo à sua frente.
Também acharemos pães, sim, pães! Torneko sentirá fome com o passar do tempo explorando, e andar com fome o fará perder vida.
Sério, é sempre bom guardar pergaminhos que causam explosão em área; vai que você acha uma sala cheia de monstros, né? Eles e outros itens são muito úteis. Ah, e você deve gerenciar o seu inventário com um limite de 20 espaços.
Conforme avança, você melhora a sua lojinha e até mesmo outros aspectos da exploração. E foi isso que mais me chamou a atenção.
Minha referência
Há uns anos, joguei algumas vezes Moonlighter, um indie moderno, mas com uma proposta parecida: vamos às masmorras, pegamos o loot e vendemos na nossa lojinha da cidade, ficamos mais fortes e etc.
Então, apesar de não conhecer o Dragon Quest Heroes: Torneko‘s Mystery Dungeon na época, achei interessante e tive vontade de jogar esse clássico por me lembrar de outros jogos de que gosto.
Alguns problemas
O jogo do Torneko é bem bonito; é gratificante e viciante rejogar suas masmorras, que são diferentes a cada vez que entramos, mas, infelizmente, existe um pequeno atraso nos textos.
Não podemos atacar sem que os textos saiam da tela. Às vezes, vi-me tomando dano sem poder reagir, pois a mensagem de level up não terminava.
Andar na diagonal também tem problemas: você segura o botão para habilitar a movimentação, mas demora alguns segundos para as setinhas ficarem à disposição. No Switch 2 é o botão R, então imagino que seja R1 no PS e RB no Xbox e no PC.
Espero que consertem isso o mais rápido possível, pois acaba sendo frustrante nesse aspecto.
O jogo só avança quando Torneko se movimenta, seja andando ou atacando. Além disso, precisamos estar virados na direção do inimigo com quem estamos lutando, ou não daremos dano.
Como cada decisão importa, uma pequena correção nos comandos pode fazer a diferença para você se manter vivo e avançar mais um andar.
Localização e os últimos anúncios da Square Enix
Eu amei e me apaixonei a ponto de não querer parar de jogar a demo de Final Fantasy Resonance nos últimos dias, mesmo jogando em espanhol. Se estivesse no nosso idioma, seria ainda mais incrível.
Gostei de ver que Kingdom Hearts IV vai chegar com legendas em PT-BR e que, assim como os primeiros jogos da linha de remake de Final Fantasy 7 têm legendas no nosso idioma, o último jogo (que fecha a trilogia no ano que vem) também terá.
Por exemplo: o jogo Crisis Core: Final Fantasy VII Reunion, que é originalmente de PSP e acompanha Zack antes dos acontecimentos de Final Fantasy 7, também recebeu uma repaginada com diversas melhorias visuais e está em vários consoles atuais. Na Nintendo Direct, foi anunciada a sua versão para o Switch 2.
Crisis Core também foi um jogo que finalizei pela primeira vez neste ano e de que gostei bastante. No caso, joguei-o no PC, mas é um título que não possui PT-BR. Além dele, tenho jogado Dragon Quest Monsters: The Dark Prince pelo Switch (que também não possui localização), e recebemos recentemente a notícia de que está disponível para testarmos a demo do novo Dragon Quest Monsters: The Withered World.
Escrevo isso enquanto a demo finaliza o download para que eu possa jogar também. Eu gosto de muitos jogos da empresa, mas é um pouco confuso: quase parece uma roleta da sorte qual título vai ter legendas em PT-BR e qual não vai.
Separei essa parte para falar sobre o que tenho pensado quanto a isso envolvendo vários títulos, mas confesso que nem esperava que haveria localização no Dragon Quest Heroes: Torneko‘s Mystery Dungeon Classic HD. Geralmente, alguns jogos assim mal chegam por aqui e, muitas vezes, mal saem do Japão; então, é sim positivo ver títulos diferentes finalmente saindo de lá e chegando para os conhecermos. Contudo, também torço para que os próximos anúncios tenham legendas no nosso idioma.
Enfim, vale a pena?
Amo podermos ver versões de jogos que nunca recebemos chegando agora. Adoro testar jogos retrô e conhecer histórias que não pude viver quando criança. Porém, o preço desse jogo está saindo por R$ 142,50 nos consoles e R$ 119,90 no Steam e, como já mencionei antes, ele não terá legendas em PT-BR, apenas em inglês e japonês.
O game não possui tantos diálogos. São bem poucos, e muitos deles dão apenas uma ideia rápida da situação geral do que está acontecendo. Os demais são linhas de texto sobre como os itens funcionam, tutoriais ou mensagens de avanço de nível e quantidade de dano.
Logo, se você não domina o inglês, mas entende o suficiente, pode jogar bem tranquilo. Também é possível jogar com o celular por perto para traduzir, ao menos uma vez, o que aquele “item X” novo na sua bolsa faz, e daí em diante é só seguir jogando.
Achei o jogo divertido, mas acho que pode ser mais interessante principalmente para quem já gosta desse estilo. Talvez seja ideal para pessoas que já são fãs de Dragon Quest (especialmente as que jogaram o IV e têm alguma ligação com o personagem), que queiram conhecer todos os spin-offs da franquia ou que buscam experimentar títulos desconhecidos que ficaram restritos lá no Japão.
Por um valor promocional, em alguma promoção eventual (que vira e mexe acontece com todos os jogos da Square Enix nas lojas), pode valer muito a pena, e espero que até lá já tenham corrigido o problema de atraso que citei anteriormente.
Se você entende e se identifica com tudo o que leu por aqui, é isso: trata-se de um game “fechadinho” e divertido para você tirar alguns minutos ou horas do seu dia melhorando a lojinha de Torneko e enfrentando masmorras cheias de monstros como um verdadeiro “zé lootinho”. O jogo entrega isso, e nada mais do que isso.
Confira o trailer do game:
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Recentemente chegou ao serviço de streaming Prime Vídeo mais uma produção do diretor Guy Ritchie, conhecido pelo longa Snatch: Porcos e Diamantes e seu atual lançamento Na Zona Cinzenta (In The Grey).
O próprio cineasta desenvolve a direção e o roteiro, e também ocupou a posição de produtor executivo. No elenco, Eiza González, Henry Cavill e Jake Gyllenhaal são as estrelas da produção, que teve exibição no cinema em 15 de maio.
A trama é sobre Sophia (Eiza González), uma negociadora sênior acostumada a lidar com transações milionárias e operações de alto risco na fronteira entre a legalidade e o crime, que se vê diante de uma missão perigosa ao cobrar a dívida de um chefão do crime internacional.
Mesmo não sendo um filme brilhante, Na Zona Cinzenta entrega uma experiência cinematográfica de boa qualidade e um entretenimento que vai conseguir satisfazer um espectador que está procurando um filme de ação com momentos engraçados.
Um bom filme que entrega a mesma fórmula
A direção e o roteiro são eficientes, como é esperado de um cineasta renomado como Guy Ritchie. Entretanto, o que causa um incômodo é ver a repetição de uma fórmula aplicada em produções anteriores, tornando os elementos narrativos muito previsíveis.
Uma forma de exemplificar isso está no segundo ato, durante a preparação do esquema para pegar o Salazar desprevenido. Nessa parte da trama, o filme revela uma sequência de detalhes e projeta anotações na tela para o espectador.. Isso se torna prevísivel porque fica claro qual é o próximo passo da explicação, algo que o diretor usa com muita frequência em seus filmes.
Cenas de ação bem realizadas da mesma forma que o humor inserido no momento certo, tornando o ritmo do filme agradável. Porém, quando se mostra clara a tentativa de algum plot twist no terceiro ato, torna-se evidente a emulação de trabalhos anteriores.
As atuações de mais destaque são do trio protagonista, podendo-se elogiar a química entre Cavill e Gyllenhaal, interpretando Bronco e Sidney. Importante ressaltar o desempenho satisfatório do ex-intérprete do Superman, porque entrega em tela as nuances do seu personagem, aspectos mais cômicos. Mesmo que esse papel não mostre exigir tantas nuances dramáticas, ele se sai bem.
Acredito ser interessante pensar que um filme de ação ainda consegue entregar alguma coisa além, mesmo de forma superficial. A relação entre Sophia, Bronco e Sidney tem uma base sólida na confiança e cuidado entre eles, sendo que ninguém é deixado para trás ou não se mostra preocupação quando alguém está em apuros.
Na Zona Cinzenta é um filme que, mesmo na repetição, vai conseguir entregar alguma coisa satisfatória. Em suma, o longa se apoia na sua ótima execução, no carisma do seu elenco resultando em um bom entretenimento.
Confira o trailer de Na Zona Cinzenta:
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Durante uma transmissão especial da Nintendo Direct em comemoração ao aniversário de 40 anos da saga, a Big N finalmente saciou a curiosidade dos fãs: o aguardado remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time ganhou seu primeiro vídeo de gameplay e data oficial de estreia.
Lançado originalmente em 1998 para o lendário Nintendo 64, Ocarina of Time marcou a estreia da série no universo 3D e é amplamente considerado um dos jogos mais influentes da história da indústria dos videogames.
Quando o remake será lançado?
O produtor da série, Eiji Aonuma, confirmou que The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake será lançado no dia 5 de novembro de 2026, com exclusividade para o Nintendo Switch 2.
Principais melhorias e novos recursos de gameplay
Diferente da recepção mista do recente relançamento de Star Fox 64, a Nintendo optou por uma modernização profunda, mantendo o esqueleto do clássico intacto, mas adicionando melhorias aguardadas por décadas:
Botão dedicado de pulo: Link finalmente não depende mais do pulo automático ao se aproximar de bordas.
Dublagem integral: Todas as cenas narrativas (cutscenes) agora contam com atuação de voz completa.
Mundo vivo e contínuo: O ciclo de dia e noite continuará correndo mesmo quando o jogador estiver dentro de cidades e vilarejos.
Recursos do Switch 2: Além de suporte a controles de movimento opcionais (como no estilingue) e compatibilidade com amiibo, os jogadores poderão utilizar o microfone embutido do Switch 2 para cantarolar as canções da Ocarina, como alternativa aos botões tradicionais.
Integração com o Zelda Notes: A funcionalidade mobile retornará com suporte ao app da Nintendo, permitindo responder a quizzes, acompanhar dados da jornada e resgatar Rupees diretamente no game.
O calendário da Nintendo até 2027
O anúncio de Ocarina of Time é apenas uma das cartas na manga da empresa. Uma nova apresentação geral da Nintendo Direct acontece no dia 9 de setembro, prometendo ditar o ritmo de lançamentos até o início de 2027. Antes da chegada de Link e Hyrule, o catálogo do console ainda recebe Fire Emblem: Fortune’s Weave (17 de setembro) e Nintendo Switch Sports Resort (22 de outubro).
Confira a live de 40 anos abaixo:
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Metal Gear é uma das franquias mais importantes do universo dos games e, em 2023, foi lançada a primeira parte de uma coletânea que celebra essa história. Em 27 de agosto, chegou a segunda, com uma nova leva de títulos.
A Metal Gear Master Collection Vol. 2 contém as versões remasterizadas de Metal Gear Solid 4: Guns of The Patriots (2008), Metal Gear Solid: Peace Walker (2010) e Metal Gear Solid: Ghost Babel (2000). Essa coletânea está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X/S, Nintendo Switch e Switch 2.
Todos os jogos foram desenvolvidos pela Kojima Productions, liderada por Hideo Kojima, e a publicação pela Konami, responsável pelo relançamento neste formato.
A coletânea, além dos jogos, contém diversos extras muito interessantes, como trilha sonora dos títulos, art book e arquivos sobre a lore do jogo.
A espionagem através das eras dos games
É muito interessante que, após jogar três títulos de gerações, plataformas e formatos distintos, perceber que Hideo Kojima sempre consegue entregar uma história em cada um deles. Os temas políticos, morais e até mais abstratos estão intrínsecos em toda a franquia, e isso mostra que nem sempre é necessário um espetáculo visual para contar uma história.
Este volume da coletânea chega com um desempenho muito melhor do que o ocorrido no lançamento anterior. Sem bugs de cenário, queda de frames ou alguma discrepância visual que vá atrapalhar a experiência de revisitar qualquer um dos títulos. Além disso, telas de carregamento mais rápidas, quadros em um FPS melhor e tornando a experiência divertida.
Obviamente, o jogo que vai ressaltar aos olhos é Metal Gear Solid 4: Guns of The Patriots, um clássico moderno que as gerações atuais até então não conheciam. Esse título já foi um dos nossos temas do Jogo Véio, nosso quadro sobre jogos antigos.
Mesmo que o grande destaque seja a última aventura de Solid Snake, Peace Walker também é uma experiência muito interessante de revisitar. Seu lançamento inicial ocorreu para os games portáteis, e esse trabalho de remasterização tornou tudo muito mais moderno.
Dos grandes consoles aos portáteis
Isso também se aplica a Metal Gear: Ghost Babel, um jogo de Game Boy Color que não foi acessível para muitos gamers. Apesar de serem títulos antigos, são jogos com ótima dificuldade. Isso fala diretamente sobre como essa franquia, no seu auge, entregou um desafio que pode cruzar gerações.
A experiência como um todo me fez pensar em como, no passado, se pensava em um jogo furtivo, buscando uma experiência muito menos guiada, exigindo pensar sobre a progressão de uma forma diferente de como é atualmente.
Além deste ponto, é importante pensar neste lançamento como uma boa conservação de épocas passadas, algo que nos tempos atuais se discute bastante. Essa coletânea é uma boa forma de pensar na preservação, como também celebrar uma franquia tão querida que atravessou gerações de consoles.
Metal Gear Master Collection Vol 2 é uma forma agradável, divertida e muito nostálgica porque proporciona aos gamers veteranos uma oportunidade para os mais jovens conhecerem as coisas divertidas deste universo tão empolgante.
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A Asobo Studios parece ter em seu DNA algo único: a capacidade de nos oferecer em seus primeiros minutos uma alegria genuína, quase sempre traduzida na gameplay de uma criança feliz, apenas para rapidamente nos tirar o chão. Como foi com Hugo e Amicia, acontece agora com Sophia. Resonance: A Plague Tale Legacy nos leva pela história de origem de uma das personagens mais cativantes do segundo game da franquia.
O jogo explora o passado da protagonista, bem como sua ligação singular com a jornada dos irmãos de jogos anteriores. Sophia talvez esteja mais ligada a Hugo e Amicia do que se pensava. Aqui, diferente da Mácula, surge uma nova e perigosa ameaça. Esta ganha vida na forma misteriosa de uma criatura mítica que habita o lendário labirinto.
Mudando completamente a narrativa e a gameplay, vemos em Sophia uma personagem mais madura do que Hugo e Amicia foram no passado.
Enquanto acompanhamos mais de sua trajetória, descobrimos sua origem e a de sua família: os Saqueadores. Trata-se de uma gangue que habita as cercanias de Veneza, mas que, graças aos dons proféticos de Sophia, parece estar eternamente à procura do lendário tesouro do Rei Minos.
Algo que retorna em Resonance é a presença da Ordem. Um antigo grupo de alquimistas que, em A Plague Tale: Innocence e Requiem, é representado pelas figuras de Béatrice De Rune e Laurentius, que tentam a todo custo impedir o avanço da Mácula em Hugo.
Em Resonance, a Ordem atua como o gatilho para a trama: os dons proféticos de Sophia se deram por meio de experimentos da instituição em uma época em que ela era ainda muito pequena, com menos de sete anos. Portanto, não são naturais como os tenebrosos poderes de Hugo. As habilidades de Sophia foram fabricadas, ou melhor, ativadas deliberadamente com este intuito.
Desde a antiguidade, é dito que a Ordem existe para monitorar a ressurgência da Mácula e impedir seu avanço a qualquer custo. Mas, com o tempo, os hábitos do grupo se tornaram cada vez mais violentos, realizando experiências com crianças a fim de acionar o dom da profecia em indivíduos para descobrir quando a maldição surgiria novamente.
Combate e pano de fundo
No controle de Sophia, viajamos pela Grécia e lutamos contra soldados venezianos. Como protagonista, ela parece ser a única capaz de descobrir como adentrar o labirinto e resolver o mistério daqueles que, há gerações, tentam encontrar o lendário tesouro do Rei Minos.
O combate em Resonance é completamente diferente dos confrontos vistos em Innocence e Requiem. Sophia possui armas de ataque, como uma espada e uma faca, o que oferece opções mais diretas. E não é só isso: ao longo da campanha, ela adquire os dons do lendário herói Teseu.
Com uma gameplay que evolui com o tempo, o jogo vai adicionando cada vez mais profundidade à experiência, trazendo novas habilidades e uma árvore de talentos interessante e condizente com a proposta do título. Além da espada e da faca, Sophia conta com o gancho (que serve tanto para puxar inimigos distantes para o combate quanto para subir em áreas antes inacessíveis), parry e esquivas poderosas, que nos permitem até mesmo lançar os adversários a uma longa distância.
A árvore de habilidades conta com seis vertentes base e duas maestrias em cada uma. Dentre elas, apenas uma maestria pode ser ativada por vez, o que torna a gameplay ainda mais estratégica.
Em uma espécie de prólogo, somos ambientados à Ilha dos Saqueadores, lugar onde o povo de Sophia vive, apenas para rapidamente, conforme a progressão, sermos levados a uma Veneza em pleno carnaval.
Pouco tempo depois, partimos até a Grécia a fim de dar início à história de verdade. Na ilha de Creta, somos apresentados à dinâmica de Sophia com aquele mundo. Ou melhor, somos confrontados com o legado sombrio da Ordem e com os danos que deliberadamente causaram a ela. Enquanto a frequência das visões aumenta, sua ligação com a ilha se mostra mais profunda do que imaginávamos.
Gameplay e dinâmicas
Ao mergulhar em Creta, poucas dinâmicas se assemelham às dos jogos originais. Porém, a que permanece em Resonance é o uso mais diverso da luz como fator de progressão. Seja usando-a para solucionar puzzles ou atacar inimigos, este título talvez possua a maior variedade de aplicações para a luz do que qualquer outro da franquia até aqui.
Creta é um labirinto em constante movimento, mas cuja luz depende de nós para ser levada até o verdadeiro inimigo.
Ao passo que as visões de Sophia se tornam cada vez mais intensas, ela cria um vínculo com um herói inesperado, cujas habilidades e história passam a ser compartilhadas com a protagonista. Apesar dos jumpscares frequentes, ouso dizer que Resonance possui uma das melhores fotografias da franquia, mas vai além. Ao misturar uma linguagem cinematográfica a uma trilha sonora primorosa, o game deixa claro seu objetivo: elevar a sensação de imersão e proporcionar uma conexão maior com os personagens e a narrativa.
A dinâmica de Sophia com este mundo, em um primeiro momento, não se faz tão aparente. Mas conforme a trama progride e o luto dos demais envolvidos nesta jornada se torna cada vez mais evidente, as histórias se entrelaçam, especialmente a de Sophia com a de seus antigos companheiros de gangue.
A narrativa faz com que Sophia esteja em uma guerra que já dura mais do que ela consegue se lembrar. Entre ela e o tesouro não está ninguém menos que sua própria família, os Saqueadores, como também o exército Veneziano. Este último foi trazido ao conflito graças a um traidor dos Saqueadores (e o jogo faz um ótimo trabalho escondendo quem é, diga-se de passagem).
Veredito
Resonance: A Plague Tale Legacy é uma excelente história de origem para uma carismática personagem. Avançar por essa jornada faz com que nos sintamos cada vez mais perto de Hugo e Amicia (pelo menos cronologicamente falando), e isso é maravilhoso. Enquanto mantém os acertos do passado, a Asobo Studios fez com que o mais novo game da franquia fincasse seus pés como uma das histórias originais de maior valor dos últimos anos.
Sendo imersivo, desafiador e cativante, o jogo dá a Sophia o espaço para brilhar, sem tirar o que deu à franquia o seu melhor. Perseverar neste mundo vai além de lutar contra os males comuns dos homens. No universo de A Plague Tale, perseverar pode significar enfrentar um mal desconhecido que vem de onde menos se espera: seja nas pessoas ao seu redor, ou em uma terrível criatura que reside no centro de um labirinto antigo.
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