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    CRÍTICA: ‘Battlefield 6’ faz a franquia ressurgir com muito estilo

    Dificilmente um bom jogador de jogos First Person Shooting, o famoso FPS, em algum momento de sua vida gamer não tenha cruzado com um jogo da franquia Battlefield, que teve seu primeiro título no começo dos anos 2000 e vinte e três anos depois chegou com mais um lançamento. Battlefield 6 é um jogo multiplayer no formato PvP, mas tem um modo campanha que vai ambientar o seu universo, que se passa em 2027.

    Com um mundo desestabilizado pela fragilidade da OTAN, acontece o surgimento de uma nova potência militar privada, a Pax Armata, que ataca diversos países do mundo, e iremos assumir o papel do membro do pelotão de elite “Dagger 13” dos Marine Raiders dos EUA, Dilan Murphy, que, ao lado de Simone Espina, a Gecko, vai fazer frente a essa ameaça.

    Desenvolvido pela Battlefield Studios e publicado pela Electronic Arts foi lançado em 10 de outubro para Playstation 5, Xbox Series X/S e para computadores via lojas digitais Steam e Epic Games.

    Essa análise veio um pouco mais tarde após o lançamento, mas é um jogo que acredito merecer ter uma análise por ter me agrado bastante em sua jogabilidade e o entretenimento que foram proporcionados.

    Battlefield 6

    Jogos de FPS sempre são uma questão por saírem como uma frequência anual, mas nunca apresentarem mudanças tão impactantes entre os seus lançamentos e podemos dizer que o Battlefield 6 não vai fugir muito dessa regra quando se trata de novidades entre um capítulo e outro, entretanto entrega uma melhoria de vida para este título que se torna um ótimo refresco não apenas para a franquia como para o gênero.

    Como citado anteriormente, a estrutura do jogo é a mesma com as 4 classes (assalto, engenharia, suporte e reconhecimento), equipamentos distintos para escolher e se escolher suas armas alinhado com cada uma é possível adquirir vantagens. A novidade que considero muito interessante é como essas combinações estão funcionando de forma mais efetiva, personalizando muito o estilo que podemos adotar para participar nas partidas de acordo com a classe que você consegue ter o melhor desempenho.

    Os veículos sempre foram umas das partes importantes da experiência de jogo por abrirem o caminho, facilitarem algumas estratégias de esquadrão e claro a imersão que proporciona e tive a percepção que nesta edição eles podem ser manobrados de uma forma muito mais intuitiva.

    Battlefield 6

    Por exemplo, os veículos aéreos como os aviões sempre exigiram mais habilidade para poder utilizá-los no campo de jogo nas oportunidades que foi possível voar por aí ao melhor estilo Top Gun pude lidar com eles com mais facilidade.

    Os mapas considero a cereja do bolo desde a beta e isso se confirma na edição final porque derrubar um prédio não é apenas um efeito visual que vai impressionar os jogadores como também uma forma de criar novas rotas para objetivos, afastar snipers e aproveitar os escombros para obter o melhor posicionamento.

    A jogabilidade individual me agradou muito, e fica impossível não comparar com outro FPS de muito sucesso há uma década.

    Enquanto no título da Activision tudo funciona de forma muito mais rápida, para saltar, deslizar e tudo isso sem o jogador tirar o dedo do botão de disparo, o que particularmente sempre achei muito duvidoso esse comportamento, em Battlefield 6 é mais lento, sendo possível ter uma espaço entre um confronto e outro com o time adversário, abrindo espaço para jogar de forma mais variada, seja alguém que se movimenta mais, avançando contra os inimigos, um atirador cobrindo grandes distâncias ou até mesmo com armas pesadas protegendo algum objetivo.

    Battlefield 6

    A campanha foi uma experiência interessante porque é uma história que vai abordar cenários políticos para construir sua narrativa, mesmo que não explore esse tema de forma tão profunda por ter uma duração relativamente curta para os padrões atuais de jogos. Outro ponto que faz a campanha ser um ponto positivo é sua função também ser para nos acostumarmos com as mecânicas de jogo como uma preparação para os modos multijogador.

    Battlefield 6 é um jogo que vai despertar o desejo de jogar um título do gênero, não por ser um lançamento repleto de novidades, mas por trazer um elemento que os últimos jogos do gênero andaram se distanciando oferecendo a possibilidade de não precisarmos sair do nosso estilo de jogo, pelo contrário, sermos incentivados a explorar o melhor disso.

    Confira o trailer do game:

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    CRÍTICA: ‘Donkey Kong Bananza’ é diversão pura em formato de video game!

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    Donkey Kong Bananza‘ é facilmente um dos melhores jogos que eu joguei esse ano, um dos melhores “platformers” e um dos melhores jogos da Nintendo. Eu amei quase tudo nesse novo título 3D do DK, já que, de fato, é uma experiência fenomenal, mas, apesar dos ótimos prós, ele infelizmente conta com alguns contras que é interessante você saber antes de apertar “comprar” aí no seu carrinho e finalmente tirá-lo da wishlist.

    DK Bananza foi realizado pelo time que anteriormente foi responsável por Super Mario Odyssey. Isso é bem positivo. O Odyssey foi um jogo incrível do Mario que com certeza deixa uma marca no Switch. Gostaria de ver uma versão com upgrade para o Switch 2 e com legendas em PT-BR desse jogo maravilhoso, mas, por hora, não temos nenhuma menção a isso.

    Preciso destacar que Donkey Kong Bananza está em PT-BR, não apenas nas legendas, mas na dublagem também. É uma surpresa um jogo da Nintendo chegar com localização PT-BR, mas é uma surpresa ainda maior ele ser dublado. Há alguns anos eu jamais imaginaria isso!

    E gostaria que isso virasse padrão. Porém, apesar de vermos isso em outros títulos como Mario Kart World, Mario Party Jamboree, Kirby Air Riders etc., não vimos isso no Hyrule Warriors: Age of Imprisonment, como citei no nosso outro texto sobre o game. Dito isso, vamos voltar ao DK Bananza.

    Um pouco da sua história

    Donkey Kong Bananza

    Jogamos com o Donkey Kong, claro, mas esse jogo trouxe de volta uma personagem que não víamos há muito tempo, a Pauline, aqui sendo uma criança que acompanhará o DK na aventura e que o ajudará muito com a voz poderosa que tem.

    DK e Pauline precisam impedir os vilões, a trupe do Void King, de continuarem roubando as bananas de cada um dos povos e locais que visitaremos no jogo, impedindo-os de utilizá-las para chegar até o núcleo da terra, o local onde se encontra a Raiz de Banandio. É dito no começo do jogo que, ao chegarem no núcleo, poderão realizar qualquer desejo, e nossa dupla não pode deixar que os vilões cheguem lá primeiro.

    A premissa é simples e de fácil entendimento. Isso não é um ponto negativo, na real é perfeito para o estilo do jogo, e também, à medida que vamos avançando, conheceremos outros personagens, mais desse mundo e da Pauline, que tem um grande medo de cantar na frente dos outros, mas que vai lidando com esse medo e amadurecendo conforme a trama se desenvolve.

    E afinal, quem não gosta de ser o grande herói que bota os pilantras malvados para correr? O DK é carismático, divertido de controlar, e seu visual novo reflete um pouco do que vimos no filme do Super Mario. Assim como amo o antigo visual, que parecia ser mais sério e mal-encarado, eu amo o estilo novo também, que é mais alegre e animado. E aqui os dois combinam perfeitamente!

    Como é jogar DK

    Donkey Kong Bananza

    Ao longo da minha gameplay, notei que facilmente dá para descrever a jogabilidade desse jogo como “satisfatória”. Não que seja algo mediano, e sim no sentido de que sentimos satisfação, tipo ao vermos aqueles vídeos que nos prendem até o final, por exemplo, cortando algo em tamanho igual, colorindo algo perfeitamente ou contornando algum desenho com muita precisão, entre outros exemplos que vocês podem pensar.

    Em DK Bananza, todo o cenário é destrutível de forma totalmente satisfatória. Podemos andar, rodar, pular, usar um pedaço do cenário como prancha, além de bater para frente, baixo ou pra cima, com diversos movimentos que o DK pode fazer. Também teremos transformações que o DK pode realizar e vamos conquistá-las ao longo da gameplay.

    No começo do jogo, vemos a área de mineração da qual o DK faz parte. Esse cenário é perfeito para introduzir as moedas do jogo, que são pepitas de ouro, que coletaremos destruindo qualquer coisa, achando em baús e afins. Além delas, poderemos encontrar outros colecionáveis. São fósseis de diferentes tipos por área e, claro, bananas também.

    A cada 5 bananas, ganhamos um ponto de experiência para melhorar as habilidades do DK e as suas transformações. As pepitas de ouro e os fósseis são usados nas lojinhas do jogo e em áreas que podemos comprar um abrigo para o DK descansar. Fazendo isso, recuperamos um coração temporário de vida a mais. Quanto mais abrigos na área, mais corações poderemos adquirir.

    As lojinhas contêm itens consumíveis, mapas do tesouro para acharmos mais fósseis e têm as de vestuário, onde podemos trocar a cor da pelagem do DK e as roupas dele e da Pauline. A cor dele em si não influencia em nada, é apenas estética, mas as roupas dão bônus diferentes, que podem ser úteis em áreas específicas.

    Estava tão acostumada ao visual clássico do DK que, na primeira vez, achei um pouco estranho, mas logo achei a ideia divertida e que soma na gameplay. Dito isso, correr por aí com o DK colorido e roupas variadas é algo muito legal.

    E eu carinhosamente gosto de chamar esse game de “Dungeon Crawler Reverso”, apenas por causa de como funciona o seu mapa. Nos jogos “Dungeon Crawler”, temos um mapa como “uma torre”, onde vamos avançando os níveis subindo, mas aqui devemos descer ao núcleo do nosso planeta. Então vamos descer nível a nível, descobrindo novos mapas, que são diferentes, cheios de curiosidades, desafios, puzzles, criaturas novas e músicas incríveis. Em cada nível, tem um boss principal. Devemos chegar até ele para conseguir acesso à próxima área, e a cada vitória recebemos, de recompensa, um cacho de bananas.

    Mesmo começando em um cenário de mineração, passaremos por floresta, pântano, neve, lava e muito mais. Em um dos mapas, que tem o estilo de uma praia, um inimigo colorido veio correndo até mim e, ao atingi-lo, ele saiu voando e criando uma ponte de arco-íris. Eu fiquei surpresa, já que não esperava essa reação, mas o jogo tem muito disso. A cada nível, você tem novidades que podem ser usadas para chegar até alguma área, para resolver um puzzle etc. Esse jogo é diversão pura e definitivamente “Video Game 2”.

    Vale o seu preço?

    Donkey Kong Bananza

    Eu acho que, até aqui, você já pegou todos os prós. DK é um jogo divertido, criativo, com músicas incríveis, com combate satisfatório, com mapas diferentes, exploração recompensadora e te instiga a jogar mais vezes.

    Porém, começando pelo primeiro contra, DK Bananza não tem um preço acessível, como quase todo jogo AAA hoje em dia. Então é capaz de você desistir da compra ao ver o seu preço cheio de R$439,90, ou até mesmo dos valores promocionais da versão física do jogo, onde é possível reduzir o seu preço com cupons ou cashback de lojas oficiais. Mas, ainda assim, você possivelmente vai conseguir encontrá-lo por R$300~400. Não é como se fosse barato, mas fica a dica aqui para tentar economizar.

    É bom que o jogo seja muito mais do que acima da média, tenha legendas, dublagens etc., para que seja um game em que você sente que valeu a pena investir o dinheiro que tanto juntou para comprar um jogo no seu aniversário, ou no Natal, ou outras datas comemorativas. Às vezes, pode ser que você botou na mesa todos os jogos novos de Nintendo Switch 2, pois saíram diversos jogos para o console desde o seu lançamento. Mesmo que você tenha comprado o bundle com o Mario Kart World, tem grandes chances de você não ter conseguido investir em dois ou mais jogos, dados os valores, certo?

    Então, não duvido que aí na sua wishlist agora esteja o Donkey Kong Bananza, o Hyrule Warriors Age of Imprisonment, o Kirby Air Riders e muitos outros, para ser o primeiro que você vai finalmente parcelar em 6x.

    E sim, falo isso me identificando. Eu comprei a minha unidade de DK Bananza, fiquei procurando pelo “melhor preço” e o “melhor cupom” todos os dias até finalmente poder comprar, mas também agradecemos à Nintendo pelo envio da chave digital desse jogo na época. Infelizmente, tivemos um pequeno problema chamado “não tínhamos um Switch 2”, haha, mas felizmente agora deu tudo certo.

    Os chefes do jogo

    Donkey Kong Bananza

    Por causa desse papo todo sobre preços, preciso te contar que é muito divertido ser o DK nesse jogo. Ele é um herói forte, ágil e com diversas habilidades interessantes. Em todo momento, você vai achar legal apertar qualquer botão que faça o DK reagir a algo no jogo. Tudo no jogo parece beirar a perfeição para um jogo desse estilo, mas infelizmente tem um ponto negativo em alguns dos seus bosses, e vou descrever um pouco sobre minha experiência com eles nessa parte.

    Pelo personagem ser praticamente invencível, os seus chefes não apresentam qualquer desafio real. E não me entenda mal, não falo isso pedindo por níveis de dificuldade fácil, médio, difícil etc. Falo isso pois, muitas das vezes, você vai acertar o chefe, ele vai ficar baqueado e, ao desferir alguns socos, ele vai ser derrotado. Dessa forma, a sua luta acaba com cerca de 10~15 segundos.

    Você explorou a ilha toda, achou diversos itens, se divertiu subindo e descendo o mapa e interagiu com cada inimigo ou área que parecia ter algum segredo por trás. E, ao chegar no boss, provavelmente está empolgado e preparado para uma batalha épica, divertida e provavelmente com elementos criativos, certo? Mas não!

    Foram poucos os momentos em que eu achei os chefes do DK criativos. Vou dar alguns exemplos dos que eu gostei. Em um determinado momento, enfrentamos um chefe que muda de local, aí temos que ir atrás dele, passar pelos obstáculos, derrubá-lo e daí podemos bater. Em outro momento, um chefe que foi bem fácil, mas que foi bem interessante, foi um onde usamos o carrinho de mineração. Sim, deu até aquela nostalgia dos jogos clássicos. E, por último, em um outro chefe, devemos descobrir como pará-lo para então termos chance de quebrar sua barreira e daí acertá-lo, entre outros.

    Quando são criativos assim, envolvendo mecânicas diferentes, é algo muito legal que deveria ser mais trabalhado, trazendo chefes memoráveis, não necessariamente aumentando “sua vida” ou “dificuldade”, entendem? Esse apontamento não é novo. Desde que saíram suas primeiras reviews, esse fato foi bem destacado, e hoje, mesmo tendo comprado o meu DK Bananza meses depois, já que não pude comprar no lançamento, ainda assim sabia que esse era o jogo que eu queria jogar, já que eu gosto muito dos jogos do DK.

    Dessa forma, esteja avisado que infelizmente você encontrará mais chefes decepcionantes do que gostaria. Tenho dois comparativos. Um deles é o jogo Princesa Peach: Showtime, onde também é uma aventura cheia de criatividade, mas peca no mesmo ponto. Ele é bem fácil. Claro que o público-alvo desse jogo eram provavelmente crianças que estavam iniciando nos seus primeiros jogos.

    O DK Bananza eu sinto que é mais para todas as idades do que o Princesa Peach: Showtime, que me parece um jogo mais fechado para iniciantes. Ao meu ver, falta “tempero” em alguns chefes e que poderiam dar uma atualizadinha, né? Meu sonho e talvez o sonho de alguns que jogaram esse game.

    Donkey Kong Bananza

    E o segundo comparativo é com um jogo que eu amo desde criança e que hoje tem suas versões aprimoradas, os PAC-MAN World RE-PAC, mais especificamente falando do segundo, que lançou esse ano também e que, apesar de ter outra proposta como jogo de plataforma, ele acerta nos chefes, que não são difíceis ou impossíveis. Eles são interessantes e divertidos.

    No jogo, a última fase de cada mundo é sempre um chefe. Esse chefe tem duas formas. A segunda forma chega ao retirarmos metade da sua vida, mudando o padrão de ataque. Você pode testar comandos para descobrir como passar. Não é nada de outro mundo e, se precisar de dica, ao ser derrotado, o jogo te dá uma dica de como passar. Sendo assim, acho que igualmente se encaixa para todas as idades e é um título que veio em PT-BR também.

    Eu citei esse game mais como um exemplo de acerto nessa parte e sem precisar forçar bosses impossíveis ou mega fáceis, mostrando que dá para criar algo balanceado. Acredito que DK poderia ter ido para esse lado mais equilibrado.

    Reforço que não espero que um jogo seja exatamente igual ao outro. São apenas exemplos de pontos que poderíamos ver também por aqui em Donkey Kong Bananza.

    No DK Bananza, acredito que alguns chefes só poderiam ser mais criativos e não necessariamente ser um baita desafio. Ele já conta com alguns exemplos de bosses criativos, no entanto outros só precisam de 10 segundos de porradaria franca para serem derrotados, e isso é frustrante.

    E não é como se a empresa já não tivesse demonstrado o quão criativa ela é com batalhas épicas no Super Mario Odyssey, um jogo que também se encaixa para todas as idades, mantendo um estilo equilibrado de combate e jogabilidade. Ou seja, não é difícil demais e nem de menos!

    Como é a performance?

    Em seu lançamento, Donkey Kong Bananza foi duramente criticado pela sua performance no novo console da Nintendo, e eu tenho pequenos apontamentos sobre isso.

    O primeiro é que sim, em alguns momentos pontuais, vi algumas quedas de FPS, mas eu estou jogando muito tempo depois do seu lançamento, então pode ter sido melhorado com atualizações que ocorreram nesse tempo e que são mais do que necessárias, né? Logo, eu joguei todo o jogo sem muitos problemas e não tive nenhum outro problema, como congelamentos ou até fechamentos abruptos que interrompem a imersão.

    O segundo é que particularmente não me incomoda uma quedinha ou outra de FPS acontecendo no jogo. Esse não é meu foco, e ele não é um jogo de multiplayer FPS, por exemplo, onde cada quedinha dessas poderia custar uma tomada de decisão importante. Só que, custando o valor que esse jogo custa, custando o valor que o Nintendo Switch 2 custa, acredito que lançar ele com a performance mais estável deveria ter sido um ponto de atenção.

    Conclusão

    É bom vermos um jogo do nosso querido DK depois de anos sem nenhuma novidade e, no máximo, com relançamentos ou portes que aconteceram. Ainda mais em um título que é facilmente um dos melhores do gênero. Eu me diverti com ele do início ao fim e acho que vale demais para fãs novos e antigos.

    Assim como eu comecei esse texto, Donkey Kong Bananza é um jogo incrível, divertido e um dos melhores títulos que já joguei esse ano, que consegue inovar a fórmula de Super Mario Odyssey e que eu fiquei querendo só jogar um pouquinho mais do game depois de finalizá-lo.

    Até aproveito para mencionar que ainda não comprei sua DLC, então nenhuma das opiniões aqui desse texto incluem sua DLC. Não comprei por causa do seu valor de R$119,90, que é basicamente o valor de um jogo completo. E o jogo em si já custa um valor absurdo e que é difícil de recomendar por causa disso. Nenhum jogo deveria custar tudo isso. Acaba sendo um ponto negativo em toda review, eu sei, não tem para onde fugir.

    Se você concorda com tudo que foi dito e tem um terço do seu salário disponível para investir em Donkey Kong Bananza, e você gosta desse estilo de jogo plataforma 3D, vai em frente. Você encontrará músicas absurdas, diversão sem tamanho, mapas instigantes para explorar, e, a cada vez que você quebrar algum pedaço do mapa, vai sentir satisfação e mais vontade de só ir dar uma olhadinha naquele canto curioso do mapa antes de ir para o chefe.

    Esse é um exclusivo de Nintendo Switch 2 que deveria fazer parte da sua biblioteca, e, se você ainda estiver em dúvida, esse é um jogo que tem demo disponível, e eu recomendo fortemente que você teste antes de gastar os seus suados R$439,90, para que a compra seja feita após você ter 100% de certeza de que é esse jogo que vai fazer a sua folga, o seu final de semana ou as suas férias valerem a pena!

    Confira o trailer do game:

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    CRÍTICA – ‘Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2’ são os melhores games da franquia, apesar da repetição

    Antes mesmo de saber do lançamento do filme de Super Mario Galaxy, tive a oportunidade de comprar um Nintendo Wii, console que até então, nunca tinha tido. Logo depois que chegou, mergulhei no game no console para o qual ele foi lançado. Isto é, até descobrir que o título chegaria algum tempo depois ao Nintendo Switch.

    Graças à Nintendo, tive oportunidade de jogar os jogos atualizados, com controles mais atuais com o claro esmero que a desenvolvedora teve ao fazê-los. Hoje, 18 anos após a estreia original, ouso dizer que a saga Galaxy foi um dos maiores divisores de águas da história do encanador. Lançando-nos em uma narrativa única e apresentando figuras cativantes que se tornariam vitais para o universo da Nintendo, Galaxy 1+2 não fez cerimônia. O pacote chegou mostrando a que veio.

    Ao longo da jogatina do primeiro game me cativei não apenas pelos novos power-ups, mas pela jornada de Mario, Peach, Rosalina e das Lumas.

    Super Mario Galaxy

    Com uma dinâmica que beira o onírico, Rosalina conta de tempos em tempos sua própria história, lendo o livro que narra sua jornada desde que ela conheceu uma Luma solitária, vagam pelo Cosmo procurando a mãe da pequena estrelinha.

    E este talvez seja o ponto mais alto do título. De maneira poética, somos introduzidos à história da personagem antes mesmo de sua jornada se esbarrar com a do querido encanador. Histórias de bastidores dizem que o criador da franquia Mario, Shigeru Miyamoto, foi contra a criação deste arco, por defender que a série precisaria sempre conter uma narrativa mínima. De modo que a gameplay fosse o destaque.

    Algum tempo mais tarde, foi revelado que o diretor de Galaxy 1, Yoshiaki Koizumi foi quem lutou para que o livro de histórias de Rosalina fosse mantido no primeiro título. Quando o segundo game foi lançado sob a batuta do diretor Koichi Hayashida, este parece ter ouvido Miyamoto com mais cuidado e optou por cortar o livro de história de Rosalina. Este foi trazido de volta para o relançamento das obras no Nintendo Switch em 2025, e agora, Super Mario Galaxy 2 conta com um capítulo bônus e conteúdo inédito.

    Gameplay, narrativa e power-ups

    Super Mario Galaxy

    A jogabilidade de Super Mario Galaxy 1 + 2 tira muito proveito da movimentação. Algo que a inovação do Wii trazia graças ao sensor de movimento, mas que com os sensores do Nintendo Switch puderam de fato brilhar. Sendo um platformer como é já tradicional na franquia Super Mario, aqui o vemos explorar galáxias únicas. Galáxias estas que superam e nos encantam não apenas pela exploração, visão e afins. Nos emocionam por suas trilhas sonoras e por nos levarem a um lugar que só a franquia Mario é capaz de fazê-lo.

    Tendo sido um dos games mais jogados pela minha sobrinha desde seu lançamento e por mim também, Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2 a prepararam para o vindouro longa homônimo.

    Encantando por sua variedade de gameplay, os títulos nos surpreendem, nos lançando por jornadas antes nunca vistas e gameplays que até então, se distanciavam e muito do que era feito em um console como o Wii. Cativando pela narrativa, jogabilidade e trilha sonora, Super Mario Galaxy nos coloca mais uma vez como o salvador da Peach, e consequentemente, do universo que está na mira de Bowser.

    Alguns dos mais interessantes e fofinhos power-ups da franquia Mario aparecem em Galaxy 1 e 2. Do Bee Mushroom, até o Boo Mushroom, a gameplay de Galaxy surpreende a cada galáxia, nos lançando por divertidos ritmos e oferecendo assim, mais e mais camadas à franquia.

    Tenham em mente, que até o início de 2025, eu nunca tinha jogado um Mario Galaxy. Comprar o Wii foi pra mim o início disso, antes mesmo de saber que haveria um filme que adaptaria o arco do game.

    Sensação, ritmo e repetição

    Ao passo que o título oferece muita diversão e desafio, avançar requer cuidado. Principalmente quando o assunto é ser desafiado pelo Cosmic Mario. Este é muito melhor do que nós normalmente somos (em quase tudo), desde dar saltos perfeitos, até mesmo cortar caminho e chegar primeiro nas linhas de chegada.

    A sensação de avançar aqui é propiciada pelas “estrelitas” (no game localizado para o Brasil) e na obtenção delas, nos oferece encontrar caminhos secundários e assim, descobrir novas galáxias – caso alimentemos algumas Lumas famintas com elas.

    O ritmo do game é quase semelhante ao do jogador no momento em que estamos em qualquer um dos dois títulos. Ou seja, a curva de aprendizagem se faz muito presente e este talvez seja o aspecto mais importante das duas obras. A diversão que o ritmo único do game propicia, nos faz querer avançar e explorar cada vez mais. Seja a bordo do Observatório Cometa em Galaxy 1, ou a bordo Nave do Mario em Galaxy 2.

    Um dos pontos que me tirou um pouco da experiência, talvez tenha sido o reaproveitamento narrativo e de assets no segundo game. Bosses repetidos, inimigos e dinâmicas bem semelhantes, nos fazem pensar que talvez o trabalho de Koichi Hayashida tenha se limitado a “copiar” com muitas aspas o trabalho de Yoshiaki Koizumi no primeiro.

    Deixando de lado o incômodo causado pela repetição, ambos os games se fazem muito satisfatórios no quesito gameplay e imersão. Mantendo a tradição do que a franquia Super Mario é e sempre foi, Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2 se destaca como dois dos capítulos mais divertidos da jornada do encanador mais amado do mundo.

    Confira o trailer de Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2:

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    CRÍTICA – ‘Sonic Racing: CrossWorlds’ depois de meses, é bom mesmo?

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    Esse título mais recente de Sonic Racing: CrossWorlds surpreende muito. Ele entrega muita diversão e muito conteúdo novo, não parou de ser atualizado desde que foi lançado e recebeu uma recente redução de preço, além do anúncio de uma versão para Nintendo Switch 2 que chega em 4 de dezembro.

    Para aqueles que estão jogando ou pretendem pegar a versão de Switch, vai ter uma versão de upgrade, então sim, estou junto com vocês só aguardando a chegada desse upgrade. E agradecemos à SEGA pelo envio de uma chave de Switch para a produção desse review.

    Sonic Racing: CrossWorlds foi desenvolvido pela Sonic Team e publicado pela SEGA em 25 de setembro de 2025 para as plataformas Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X e Series S, Xbox One e PC. E, como mencionado anteriormente, a versão de Switch 2 está a caminho.

    E sim, pessoal, esse review está saindo um bom tempo depois de seu lançamento. Então posso dizer que pude jogar o suficiente do jogo, testar todas as pistas diversas vezes, ver personagens chegando, ouvir suas músicas muitas vezes e posso afirmar que, depois de todo esse hype esfriar, Sonic Racing: CrossWorlds é tudo isso sim e mais um pouco.

    História

    Crossworlds

    Não espere encontrar uma história ou algo canônico aqui para o mundo de Sonic. Tudo se concentra na dinâmica das corridas e o máximo que veremos são interações, como provocações entre os personagens no começo das corridas.

    No jogo teremos sempre um rival, então antes das corridas começarem o nosso personagem escolhido vai interagir com esse rival, e durante as corridas o rival falará algumas provocações às vezes, principalmente quando ultrapassarmos ele e coisas nesse sentido.

    Conteúdo

    Crossworlds

    O novo jogo de corrida do nosso carismático ouriço azul apresenta muita diversão e sustenta isso por muito tempo. Você não enjoará do game tão cedo e vai se ver voltando ao jogo diversas vezes só para mais uma corrida.

    Provavelmente apresentará o jogo para amigos e conhecidos, verá seus filhos ou sobrinhos se divertindo com esse game e, mesmo que não o jogue todos os dias após as primeiras semanas, eventualmente voltará a esse mundo fantástico para conferir as novidades que estão chegando ou para jogar duas ou três partidas em algum intervalo.

    Esse é um título que chegou com 24 pistas principais, mas também com mais 15 pistas CrossWorlds, aquelas que mudam o cenário quando passamos por anéis de portais nos levando a outras realidades. Daí a brincadeira com o nome: através dos mundos. Toda corrida dá um ar de novidade quando se transforma no meio de toda essa velocidade.

    Crossworlds

    Também são 23 personagens do universo de Sonic, com diversas aparências diferentes. Mas o que brilha os olhos são os personagens que chegam pelo CrossWorlds, personagens de outro universo que fazem parte do elenco disponível para jogarmos, como Steve e Alex de Minecraft, Joker de Persona 5, Hatsune Miku, Pac-Man e mais. Alguns personagens chegam de forma gratuita, ou seja, basta ter o game base, mas outros chegam através de DLCs e Season Pass.

    Na data de publicação deste texto, provavelmente muitos desses personagens já estão liberados para você correr com eles.

    São mais de 45 veículos únicos e qualquer personagem pode usar qualquer veículo. Você também pode customizar com peças que afetam desempenho. Mas ainda não acabou, você também tem 70 acessórios diferentes para mudar o seu estilo de corrida.

    O nível de customização, personagens, pistas, músicas e etc. só soma para deixar o jogo bem variado. É divertido ver as pistas temáticas de mundos que amamos também e acaba que você se diverte jogando sozinho ou em multiplayer. Dá sempre uma vontade de continuar para habilitar mais coisas dentro do jogo.

    A sensação de querer completar tudo que o jogo tem a oferecer é bem vivida. Você quer conseguir mais veículos disponíveis, mais aparências e afins.

    Jogabilidade

    A sensação de acelerar com qualquer um dos veículos é muito boa. Você também irá alternar o estilo do veículo durante as fases, pois teremos momentos na água e no ar, sendo assim teremos uma movimentação diferente nesses momentos. Nos momentos de água podemos saltar ao carregar o drift e, nos momentos aéreos, devemos tentar acertar os anéis para ganhar impulsos.

    Os comandos são simples, você entende de primeira, mas exercer maestria deles pode levar tempo. Durante as corridas poderemos acelerar e segurar o botão de drift para começar a acumular um medidor de velocidade que pode ir até três por um tempo. Ao soltar dará um boost no personagem que pode ser mais intenso dependendo do nível alcançado.

    Também coletamos moedas e os itens passando por eles. Esses itens serão randômicos e vão desde escudos que nos protegem de um próximo ataque, redemoinho que também nos protege mas dá dano em quem encostar, até luvas de soco, bolas com espinhos e muito mais.

    Sinto que tem mais itens ofensivos do que defensivos. Isso pode causar um estranhamento também. Talvez, com o tempo, eles vejam a necessidade de trazer mais itens defensivos e não duvido que possam mexer no tempo de duração de certos itens ofensivos para balancear isso melhor.

    A trilha sonora é incrível, faz você se empolgar com o jogo e elas mudam conforme a fase. São várias músicas e várias fases temáticas.

    Uma que gosto muito é a da floresta estilo pântano, White Cave, que aparece como CrossWorld no meio das pistas. Gosto dela por me remeter a Sonic Riders. Inclusive, esse jogo me deu uma certa nostalgia do Riders, pois podemos usar pranchas e o controle delas lembra bastante.

    Apesar de essa ser a minha favorita, há muitas outras pistas novas e outras nostálgicas do universo, como a Northstar Islands lembrando o cenário clássico de Sonic. Mas vai além, com as temáticas de personagens de outras franquias, como a da Fenda do Biquíni de Bob Esponja, que é uma pista temática muito divertida, ou a do universo de Minecraft.

    O jogo vale a pena, mas precisamos falar sobre preço. O preço é alto e com todas as DLCs fica ainda mais caro. O interessante é que vale a pena adquirir completo, já que a adição de personagens, pistas e etc. faz o jogo ir além. Mas, como estamos um pouco à frente do seu lançamento, felizmente temos novidades quanto a isso.

    A SEGA diminuiu o valor do jogo.

    Crossworlds
    Imagem retirada do instagram oficial @sonicthehedgehogbrasil

    Agora está assim:

    R$ 349,99 versão Base no PC, Xbox Series, PS5 e Switch 2
    R$ 249,99 versão Base no Switch 1
    R$ 100,00 no upgrade para o Switch 2

    R$ 449,99 versão Deluxe no PC, Xbox Series, PS5 e Switch 2
    R$ 349,99 versão Deluxe no Switch 1
    R$ 169,00 no Season Pass em todas as plataformas

    Apesar desses novos valores já terem diminuído o preço, também vi épocas de promoções, como por exemplo a versão Deluxe de Switch por R$ 245 em vez de R$ 350. Então pegar esse jogo em épocas de promoções fortes e datas comemorativas vai valer ainda mais a pena.

    Essa redução de preço é bem-vinda, fica mais atrativo. Não deixa o game super barato, mas chega a ser interessante. Também imagino que essa nova precificação seja para competir com o novo jogo de corrida da Nintendo, o Kirby Air Riders, que chegou agora em 20 de novembro. Sim, Mario Kart é um concorrente mais direto, mas não quer dizer que a SEGA não olhe para o novo exclusivo da Nintendo e dos seus players presentes na plataforma.

    The Game Awards

    Crossworlds

    O jogo surpreendeu tanto que está indicado no TGA 2025 como Melhor Jogo de Esporte ou Corrida e Melhor Jogo Família, o que é uma vitória para Sonic Racing, que chega como o jogo que com certeza mostra toda a evolução dessa franquia e acerta em muitos pontos.

    Prós e Contras

    Eu joguei esse Sonic Racing no Switch 2 e ele roda bem a versão de Switch. Estou mais do que animada com o anúncio da versão de upgrade chegando para poder jogar com mais FPS e em uma resolução maior.

    A jogabilidade é divertida, no estilo arcade. Tem muito conteúdo disponível no jogo. Provavelmente, se você ficar alguns dias sem abri-lo, ao fazer isso um tempo depois será recebido com novidades como novos veículos e personagens legais.

    E falando em personagens, eu amei que são personagens além da franquia. Não tem como eu não amar isso. Eu sei que devem existir pessoas que não gostam de crossovers, eu sinto muito por quem não gosta, mas isso é muito legal. Ver o Joker do nada em uma corrida de kart, ver o Ichiban de Yakuza num kart todo temático competindo. Na época do anúncio eu achei bem diferente da temática, mas assim que você imerge no game não tem como não achar legal. E ouvir uma música tema desses personagens ainda? É muito legal. Aqui acertaram 100 por cento.

    Crossworlds

    Falando em músicas, todas são boas, são marcantes e combinam com as fases. É legal que elas variam junto com as fases. O design todo é bonito e envolvente.

    A personalização do jogo é enorme. São muitos carros ou pranchas para você customizar, todos os personagens podem usar todos os carros, nada é restrito e isso só melhora. O jogo não é exclusivo de algum console, como no caso dos concorrentes Kirby Air Riders e Mario Kart World. Então, se você procura um jogo como esse estando no PC, Xbox Series ou PS5, não dá para deixar passar.

    De negativo eu apenas aponto o preço e uma pequena atenção aos power ups.

    O preço hoje mostra que estão praticando valores melhores e com momentos de promoções para que vocês possam adquirir o jogo mais facilmente.

    Quanto aos power ups adquiridos no jogo, não são ruins, mas sinto que há mais ofensivos que defensivos. Talvez um balanceamento seria interessante para vermos mais itens defensivos sendo usados de uma forma melhor. Talvez mexer no tempo de duração dos power ups para ficar mais interessante. Isso fica a cargo do time deles. Espero que olhem para isso em algum momento. Balanceamento é sempre interessante.

    Conclusão

    Sonic Racing: CrossWorlds apresenta diversão em alta velocidade no estilo arcade, com visuais marcantes, músicas frenéticas e muito conteúdo. No preço certo ele vale a pena sim e não ter exclusividade leva o jogo para mais pessoas.

    Esse título dá um novo ar para a franquia que já passou por turbulências, mas que agora apresenta um jogo muito bom, bem consistente, divertido e que é repleto de novidades que não param de chegar. Ele bate de frente com concorrentes do gênero e concorrência é sempre bom.

    É fã e curtiu tudo que mencionei por aqui? Sonic Racing: CrossWorlds não pode faltar na sua biblioteca. Então dê uma chance para esse jogo. E, se puder, vá direto na versão mais completa para aproveitar todos os extras também.

    Confira o trailer de lançamento do game:

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    RESENHA LITERÁRIA: Permanências, de Jacy Couto Júnior

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    Cresci cercada por livros, poesia, textos e pela música popular brasileira que dava ritmo às conversas e aos silêncios da minha casa. Nesse ambiente de palavras vivas — onde a imaginação era tão cotidiana quanto o café da manhã — nasceu, pouco a pouco, o romance Permanências, de Jacy Couto Júnior, meu pai. Um livro lançado pela editora Ipê das Letras e há muito sonhado e idealizado, tecido na confluência de décadas de leitura, inquietações sociais, memórias e escutas profundas do Brasil, cujo evento oficial de lançamento irá ocorrer na livraria Blooks Botafogo, no próximo dia 18 de dezembro, às 19h. Vale ressaltar que o livro já está disponível para vendas tanto pela Amazon, quanto no site da Ipê das Letras.

    Mais do que uma narrativa ficcional, Permanências é a síntese madura e sensível de algumas das reflexões sociais e históricas mais relevantes do século XXI. O romance enraíza-se na história do Brasil da miscigenação e da resistência territorial, expondo contradições que atravessam séculos e ainda marcam nosso presente. É um livro sobre memória, registro e ancestralidade — mas também sobre a necessidade urgente de invertermos a lógica colonial de legitimidade sobre a terra, que segue insistente e violenta.

    A obra constrói, com vigor literário, um diálogo profundo entre personagens históricos e contemporâneos: Araribóia, o lendário líder temiminó e fundador de Niterói, emerge como símbolo de uma resistência originária, enquanto Caio — morador de uma Rocinha que é real e também ficcional — representa a permanência negra nas grandes metrópoles brasileiras, síntese viva de uma história de sobrevivência e reconstrução diária. Entre eles, duas forças femininas, Beatriz e Helena, encarnam o amor e a coragem que movem as ações humanas mais nobres. Elas são mais do que coadjuvantes: são motores de sentido, pilares afetivos e políticos da narrativa.

    Em Permanências, o amor é tema e método. Há o amor romântico, com sua ternura e suas tensões, mas também — e talvez sobretudo — o amor ao Brasil, às suas dores e grandezas, ao povo que insiste em permanecer apesar das violências que se repetem. Como na canção “O mestre-sala dos mares”, de Aldir Blanc e João Bosco, o romance evoca as lutas que a Guanabara sediou e continua sediando:

    “glória aos piratas, às mulatas, às sereias,
    glória à farofa, à cachaça, às baleias!
    Glória a todas as lutas inglórias que,
    através da nossa história, não esquecemos jamais.”.

    Essa referência não é mero ornamento: ela funciona como ponte simbólica entre passado e presente, marcando que a história brasileira se constrói sempre no entrelaçamento de glórias e apagamentos, de vitórias e feridas, de continuidades que desafiam o tempo — permanências.

    No coração do romance, um trecho sintetiza não apenas a trama, mas sua vocação ética:
    “Não há conquista que valha a pena se ela não nascer do amor. A guerra trouxe-nos espaço. Mas foi o amor que nos fez raiz.”

    É esta consciência — de que a história só floresce quando toca a humanidade dos povos — que faz de Permanências um livro singular. Ele não apenas narra: ele elabora, reivindica, reconecta. É uma obra que devolve ao leitor a noção de que permanecer é um ato político e afetivo.

    No fim, Permanências é um romance que pulsa: é memória, é denúncia, é poesia histórica, mas também é um gesto profundamente pessoal. Para mim, é o livro de um pai que sempre escreveu o Brasil com a palavra e com o coração — e que agora o oferece ao mundo em forma de ficção, sem abrir mão da verdade que sempre o moveu.

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    CRÍTICA: ‘Hyrule Warriors: Age of Imprisonment’ transforma o passado de Hyrule em uma aventura inesquecível

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    Esse jogo foi uma das melhores surpresas que eu tive esse ano. É viciante, divertido, conta uma história incrível, está no universo de Zelda canonicamente, tem um trabalho artístico muito lindo, tem animações e músicas maravilhosas, mas será que você vai achar ele tudo isso também? Hyrule Warriors: Age of Imprisonment foi anunciado junto ao Nintendo Switch 2 com um trailer mostrando um pouco da gameplay, e que foi suficiente para criar hype em diversas pessoas para sua data de lançamento, no dia 6 de novembro de 2025.

    Esse é um exclusivo para o novo console da Nintendo, porém conta com a possibilidade de co-op local em tela dividida no mesmo console ou com a possibilidade de jogar co-op via GameShare, mas o que surpreende é que o Player 2 pode usar o primeiro Switch, sendo de qualquer versão, para poder jogar junto.

    Agradecemos à Nintendo pelo envio da chave no dia do lançamento para que eu pudesse viver essa nova aventura de Zelda e contar como foi toda essa experiência aqui para vocês.

    É um conteúdo cortado ou não?

    E, falando em viver uma nova aventura de Zelda, Hyrule Warriors: Age of Imprisonment é um título que conta com uma história totalmente canônica e que complementa o The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom, amarrando algumas dúvidas sobre o passado do jogo.

    Antes de mais nada, devo dizer que não tenho a sensação de que esse é um “conteúdo cortado” para ser vendido à parte em um jogo novo. Entendo que Zelda Tears of the Kingdom foi entregue como um jogo completo, e o novo Hyrule Warriors vem para apresentar um pouco mais dessa história que nos marcou.

    E o interessante é que eu acredito que a escolha de ter colocado essa aventura em um Hyrule Warriors, série que tem o combate musou, foi uma boa escolha e acerta nos aspectos que veremos por aqui.

    Já deixo avisado que é bem interessante que você goste de musou o suficiente, não apenas seja fã de Zelda. Enquanto em Zelda Breath of the Wild e Tears of the Kingdom nós temos um mundo aberto a ser contemplado por um personagem silencioso, onde vamos explorar no nosso tempo e talvez na maior calma do mundo, se comparado à “exploração” frenética que encontramos em Hyrule Warriors, você com certeza vai sentir que o “timbre” está diferente no momento em que encarar o seu primeiro combate.

    História

    Hyrule Warriors

    Hyrule Warriors: Age of Imprisonment começa recapitulando o início de Zelda Tears of the Kingdom, onde mostra Ganondorf sendo encontrado por Zelda e Link embaixo do Castelo de Hyrule. Quando o nosso vilão finalmente desperta, ele destrói o lugar em que estão, derrubando a Zelda no abismo, que em seguida some, e o Link é resgatado pelo Rei Rauru.

    Já nesse primeiro momento temos finalmente a resposta para onde Zelda foi e para quando Zelda foi.

    Zelda foi levada ao passado, para a época em que fundaram Hyrule, onde conhecemos o primeiro rei, Rauru, e sua rainha, Sonia.

    Acontece uma breve conversa de apresentação e decidem voltar para o Castelo de Hyrule, mas, no caminho, somos emboscados pelas “sombras”, monstros que assolam toda Hyrule e que Rauru e Sonia buscam uma forma de mantê-los afastados para que o seu povo fique seguro.

    E agora eles buscam realizar mais uma tarefa, uma forma de levar Zelda para sua verdadeira época. Porém, não é simples e, enquanto nossa jornada acontece, iremos acompanhar Zelda aprendendo a controlar o seu poder pela primeira vez. Conheceremos personagens extremamente cativantes, outros personagens que estarão apenas preenchendo espaço na gameplay e também veremos o nosso vilão Ganondorf conseguindo poder o suficiente para se transformar no temível Rei Demônio e, com essa forma, ele busca dominar Hyrule.

    Só poderemos impedir os avanços do Rei Demônio e de seus Arquidemônios com ajuda de todas as tribos. Devemos formar alianças, reunir exércitos e agir com estratégia.

    Logo, é aqui onde acredito que a escolha para contar essa história ter vindo na série musou de Zelda, Hyrule Warriors, combinou, e combinou muito.

    Jogabilidade

    Hyrule Warriors

    Em combate, poderemos correr com os direcionais, usar os botões Y e X para variarmos diversos combos, usaremos o R + A/B/X/Y/ZR para usar itens de dano, artefatos zonais e ataques especiais que, se usados na hora certa, poderemos evitar um ataque poderoso vindo de um adversário. Além disso, será possível usar o D-PAD (direita e esquerda) para acessar itens do inventário para consumíveis ou troca de slots dos itens selecionados. Por fim, de forma defensiva, temos LR para defender e B para esquivar.

    Temos duas barras que podemos encher batalhando, uma amarela de especial solo. Quando ela é preenchida, basta apertar A para soltar. Também temos a barra de especial em dupla. Você encherá uma barra azul em volta da miniatura dos seus personagens. Quando cheias, usaremos o botão L para soltar o ataque em conjunto com um personagem próximo com a barra cheia também. São ataques bem variados.

    Os combos básicos são legais de serem feitos, eles não são complexos e o jogo costuma deixar uma “colinha” na lateral da tela para você consultar os comandos. Então, é de fácil compreensão.

    Durante cada combate, geralmente poderemos controlar mais do que um personagem. Então, podemos apertar “+” para vermos o campo de batalha e, nessa aba, podemos dar comandos aos outros personagens para eles irem aos outros pontos. Dessa forma, você controla o mapa todo. Pode usar as setas cima e baixo do D-PAD para trocar de personagem. A ideia é que, como cada um está em um canto, ou, dependendo do mapa, cada dupla está em um canto etc., você apenas troca entre eles, vence o combate e não precisa ficar correndo de um canto ao outro do mapa.

    Claro, se explorar esses pequenos mapas, às vezes você achará baús com recursos e Koroks que te dão uma “Korok Seed”.

    Mas tenho a sensação de que esse jogo está em um meio-termo. Ele talvez não seja para todo mundo por ser um musou, mas ele também pode não agradar os fãs mais “assíduos” de musou. Você não precisa conquistar todos os pontos de conflitos no mapa para avançar, como provavelmente teria que fazer isso em musous mais exigentes. Aqui, você fazendo os pontos principais, é missão concluída.

    Hyrule Warriors

    Então, talvez pensaram em entregar esse jogo de uma forma que abraçasse fãs do gênero, mas também abraçasse possíveis novos fãs que estão jogando pela primeira vez e que vieram de coração aberto, pois anteriormente só jogaram Zeldas e estão aqui por isso.

    Joguei o game todo no normal e não tive dificuldades, não. Achei maravilhoso o combate, e enfrentar os chefes tem sempre uma sensação boa de vitória e satisfação a cada um que você elimina, principalmente da missão principal, mas você aí, fã de carteirinha de musou, que ama todos do gênero, jogou todos e assim vai, talvez você queira jogar numa dificuldade maior para então se sentir um pouco desafiado.

    Principalmente ao tomar todos os postos, construir acampamentos onde é possível adquirir vantagens. E sim, é vantajoso, sim, mas essas “vantagens” podem fazer maior diferença em dificuldades mais desafiadoras.

    Inclusive, uma nota pessoal: eu não sou a pessoa mais fã de musou, esse não é meu gênero favorito, mas sempre fui curiosa e joguei alguns poucos jogos desse modelo de jogo há muito tempo, então falo da minha experiência quase como uma novata no gênero musou.

    Uma coisa que eu gostei no combate do jogo, e que eu tinha medo de como iriam implementar, são os elementos e os artefatos Zonai. Eu tinha esse receio porque é tanta coisa em cena que parecia que iam esquecer desses recursos em algum momento do jogo, mas não. Os personagens que controlamos usam elementos e os inimigos que enfrentamos também, assim como os artefatos que podem soltar tipos de elementos.

    Por exemplo, em um momento iremos enfrentar um inimigo coberto de lama. Nessa hora, usar um personagem de água, Zora’s, ou usar um artefato que jorra água vai acabar quebrando essa proteção dos inimigos mais facilmente. Isso se aplica também para gelo, fogo etc.

    Hyrule Warriors

    Além de combates massivos, combos diversos, um ritmo frenético, diversos personagens, ataques combinados, ataques especiais e muitos artefatos Zonai a serem usados.

    Teremos um mapa antes de cada gameplay. Esse mapa, tomado por Ganondorf, estará todo em vermelho. Deveremos avançar nas missões principais para enfrentá-lo, mas realizar as missões secundárias nos dará mais controle ao mapa também, melhorando nossos personagens e recursos.

    As missões secundárias se resumem a ir até um local, limpar a área dos monstros e tomar a área para o nosso lado do conflito. Fazendo isso, receberemos recursos que poderemos “gastar” no mapa e nos personagens. Algumas missões são completadas quando entregamos esses recursos selecionados, e isso faz com que nosso personagem ganhe um coração extra ou adição aos seus combos. Mas também liberamos estabelecimentos, como uma loja para comprar e vender itens, um local onde upamos as armas, desmontamos armas que não usamos para usar seus recursos ou até podemos vender esses itens que não iremos mais usar, já que você pode ir até o campo de treinamento para gastar Rupees (dinheiro do jogo) para os seus personagens.

    Acredito que essa forma de trocar “dinheiro” por “level” é uma forma bem eficiente de evitar que você passe tanto tempo farmando. Eu usei poucas vezes, mas usei. Zerei o jogo com meus personagens entre os níveis 57~60, nível suficiente para avançar, e sempre que você vai começar uma missão de combate, antes aparece uma tela para selecionar personagens e itens que dão até 30% de bônus em experiência, velocidade e carregar mais rápido as barras de especiais. Usei muitos itens que adicionavam mais experiência.

    Como tudo envolve uma grande manobra de impedir os monstros de avançarem e o Ganondorf ganhar mais poder, fazer as missões dá uma sensação de que estamos recuperando o controle de Hyrule. Estamos levando recursos aos locais que precisam, posicionamos tropas em locais estratégicos, e tudo isso pareceu bem interessante, adicionando mais profundidade e imersão nesse aspecto.

    O “Constructo”

    No trailer vemos um golem com muitas características similares às de Link. Por causa disso, eu tinha alguns receios quanto a ele e, no final, fui surpreendida.

    Esse personagem tem um papel a ser desempenhado bem importante. Muitos imaginaram que ele seria apenas uma cópia do Link para não sentirmos sua falta no combate. Eu também cheguei a pensar isso, e esse era o meu receio. Entendo que deve ter um pouco disso nele, sim.

    Mas o personagem em si é mais do que um fantoche para preencher a ausência de Link. Além do seu papel na história e seu estilo de combate em terra, misturando combos com artefatos zonais e elementos, ele também tem seu estilo único de modo de jogo.

    Como ele é um Golém Zonai, ele pode ter outra forma. Por causa disso, teremos alguns momentos com ele voando com uma forma similar à de uma águia e usando artefatos Zonai para acertar dezenas de inimigos e até enfrentar bosses aéreos.

    E esses momentos são muito legais, lembram um pouco StarFox, mas não destoam do jogo e nem quebram a imersão. Na real, ajudam a manter novidades na jogatina e divertem. São momentos curtos e bem divertidos de se jogar. Inclusive, não temos tantos momentos disso.

    São personagens demais?

    Sobre os personagens, você claramente vai se importar e gostar mais dos personagens principais. Eles são divertidos em batalha, mas também são carismáticos nas cenas, já que o jogo vai mesclar exatamente assim: cinemática, combate, cinemática, combate etc., para que você saiba o que está acontecendo em cada ponto da história a cada combate que você avança.

    Alguns personagens não são tão interessantes, mas eles são jogáveis e têm combos legais, animações bonitas.

    Sendo sincera, só achei uma das possíveis animações de especial em dupla com um personagem básico dos Rito meio genérica. Ele vai da direita para a esquerda atirando flechas e parece bem sem graça se compararmos com outras animações.

    Vi algumas pessoas se perguntando o porquê desses personagens fora da linha principal existirem. Além da necessidade de usarmos eles em combate para certas missões, eu tenho duas suposições.

    A primeira é que, se alguém tiver a sensação de “sem os heróis ou patriarcas de cada tribo, o exército deles é inútil?”, então acredito que estão preenchendo aliados com líderes, capitães e outras funções de cada uma das tribos para nos dar mais um contexto de como elas são, além de seus reis ou heróis. Além disso, acredito que precisavam de mais personagens para acompanhar em certos momentos do jogo e até para execução de especiais em dupla.

    E na história, sim, em alguns momentos teremos separações. Estamos falando de proteger Hyrule, é claro que o rei vai delegar as suas forças pensando em enviar as equipes separadas para cada local em alguns momentos para conter batalhas que estão acontecendo a todo o momento.

    Os confrontos não esperam que um acabe, para que daí tenha um novo ataque, entendem? Acredito que isso explica personagens relacionados aos exércitos de cada tribo ganharem seus momentos jogáveis.

    Falando sobre imersão

    E sim, a história é muito bem contada, as músicas em batalha e em cinemáticas são ótimas, o jogo está muito lindo, está fluido. Logo mais abordarei sua performance, mas ele peca em um aspecto aqui: a falta da localização em português do Brasil.

    Com uma localização, mais pessoas poderiam jogar, ajudaria muito mais na imersão. E bom, dito isso, eu estou jogando em espanhol da América Latina, e o jogo também tem dublagem nesse idioma. Eu achei bem legal ambos. No caso, tem pouco tempo que estou aprendendo a língua e achei uma oportunidade ótima para treinar. É também uma vitória ter espanhol da América Latina e não só o da Espanha.

    A dublagem em inglês também é muito boa e sei que muitos de vocês vão preferir. Eu só gostaria mesmo de ver legendas em português do Brasil em um jogo que vem custando R$ 439,90 reais.

    Dica para jogadores novos

    Uma pequena dica para os jogadores de primeira viagem: se você nunca jogou nada desse gênero, antes de investir esse um terço do seu salário mínimo, você pode testar a demo do Hyrule Warriors: Age of Calamity, jogo anterior da série, mas que tem uma demo disponível, sendo possível que você pelo menos sinta um pouco de como o novo jogo vai ser. Eles não são iguais, o título mais recente, além de canônico, traz muitas adições. Seria incrível ter uma demo disponível para Hyrule Warriors: Age of Imprisonment.

    Tempo de jogo

    Esse é facilmente um jogo em que, se você apenas seguir as principais, tiver bastante pressa e fizer só os objetivos indicados, você terminará o jogo por volta de umas 10 ou 12 horas. Porém, eu passei 23 horas no jogo até zerar. Não tive pressa em fazer os conteúdos do jogo, eu apenas gostei muito e tentei jogar um pouco por dia. É um jogo bem viciante e você acaba sentindo aquela vontade de ir só mais uma missão, mas acaba fazendo mais que isso.

    Como eu gostei bastante de fazer mais do que os objetivos principais de cada missão e mais do que a história principal, estou em busca de fazer todas as secundárias. Gostei de como elas funcionam e acho gratificante completar todo o mapa.

    E caso você não queira fazer isso, zerar tudo de uma vez, o jogo tem uma mecânica interessante. Sempre que você iniciar uma missão principal, uma personagem do jogo chamada Lenalia descreve o que aconteceu na missão anterior. Dessa forma, você pode jogar em um tempo mais cadenciado e não devorando o jogo igual eu fiz.

    Ela faz essa descrição até o penúltimo capítulo apenas. O último não terá descrições das últimas missões. Entendo que dificilmente você vai querer largar o jogo no último capítulo para terminar muito tempo depois.

    Achei isso uma escolha muito legal. Tem um motivo dela resumir a história dessa forma, você verá jogando. Mas o interessante disso é que jogadores que se sentirem enjoados da gameplay e derem uma pausa, ao retomarem o jogo, não ficarão perdidos nos últimos acontecimentos.

    Após o zeramento, o jogo te deixa carregar seu save para continuar fazendo as missões que restaram e adiciona algumas missões mais difíceis que exigem níveis mais altos.

    Desempenho

    O jogo roda a 60 FPS na gameplay e 30 FPS nas cutscenes, tudo bem fluido, e vi pequenas quedas de FPS pontuais em algumas missões.

    No modo co-op com tela dividida, o jogo roda a 30 FPS na gameplay e nas cutscenes. E, no modo GameShare, ele tenta manter os 60 FPS, mas visivelmente estará em uma resolução menor. Porém, apesar de buscar manter 60 FPS no Switch 2, as quedas para o jogador 2 no Switch 1 são um tanto significativas.

    Conclusão

    Eu amei Hyrule Warriors: Age of Imprisonment e, mesmo assim, não indico para todo mundo. Começando por ser um exclusivo de Nintendo Switch 2, depois pelo seu preço alto e por fim por causa da sua falta de localização.

    Esse não é um jogo que deve ter uma promoção na eShop em pouco tempo e, depois de muitos meses, eu não duvido que sua maior promoção seja de algo por volta dos 30%.

    A melhor forma de economizar realmente é conseguindo um cupom de desconto interessante em um gift card ou até com a opção do jogo físico, onde você pode escolher uma loja oficial que trabalhe com cupons de desconto ou com cashback. Ainda assim, de R$ 439,90 vi a possibilidade de encontrar o jogo por volta dos R$ 360~380,00, e esse valor ainda não é nada barato.

    Para colecionadores, esse é um jogo que vem completo no cartucho. Logo, nada de Game Key Card, e vale ter na coleção.

    Então, se você já tem o Nintendo Switch 2, não tem problema com a falta da localização e esse é um valor que você está disposto a investir. Agora é a hora de considerar tudo que foi dito aqui no texto. O quanto você gosta de musou, de Zelda e das características apresentadas ao longo do texto?

    E se você for um fã assíduo de musou, considere que esse título não tem intenção de trazer um nível hardcore aos fãs do gênero no modo Normal. Sendo assim, considere jogar no Hard ou no Very Hard para tentar equilibrar isso. Provavelmente, nesses modos mais desafiadores, você sentirá que a esquiva, o escudo e as vantagens compradas nos acampamentos terão um peso maior.

    Ele não explora aspectos do musou de forma muito intensa, como a obrigação da tomada de todos os postos, e a variedade de combos pode até ser pequena para os fãs mais exigentes.

    Agora, para fãs novos, pode ser um ótimo título para se conhecer caso tenha ficado interessado nesse formato de jogo. Também é com toda certeza para quem ama Zelda Tears of the Kingdom e Breath of the Wild, já que vai amar ver a história do passado por aqui. São personagens cativantes, o jogo é divertido, a arte do jogo é belíssima e as músicas são igualmente belas.

    Confira o trailer do game:

    Acompanhe as lives do Feededigno no Youtube.

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