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    Vazamento revela “Project Comet”: Novo RPG de ação e gacha da Marvel estilo Genshin Impact

    Os fãs da Casa das Ideias podem ter um novo grande lançamento no horizonte, mas ele já chega dividindo opiniões. Um vazamento massivo revelou detalhes cruciais sobre um jogo não anunciado da Marvel, provisoriamente chamado de “Project Comet”. As informações incluem desde animações e artes conceituais até o elenco inicial de personagens.

    De acordo com as informações divulgadas online, o título é um RPG de ação focado em mecânicas de gacha (sistema de monetização baseado em sorteios), projetado especificamente para dispositivos móveis (iOS e Android).

    Ação, Co-op e a influência de Genshin Impact

    Os rumores sobre o título começaram a ganhar força no início de junho, quando e-mails convidando jogadores para testes fechados vazaram na internet. Agora, o perfil MultiverSusie no X (antigo Twitter) publicou animações e artes que dão corpo ao projeto.

    A jogabilidade de “Project Comet” está sendo fortemente comparada a sucessos do mercado asiático, como Genshin Impact e Wuthering Waves. Os jogadores terão acesso a um combate dinâmico em tempo real, onde as habilidades dos heróis brilham em tela.

    O grande atrativo, no entanto, parece ser o fator cooperativo: o jogo contará com missões para até quatro jogadores, com níveis de dificuldade ajustáveis, permitindo a exploração de ambientes icônicos da Marvel. Para os mais nostálgicos, as fontes afirmam que a estrutura lembra bastante a amada franquia Marvel Ultimate Alliance.

    Visualmente, o projeto compartilha muito do DNA estético de Marvel Rivals, incluindo personagens com diálogos dublados. E a semelhança não é coincidência: o vazamento aponta que parte dos artistas de Rivals trabalhou no desenvolvimento de Project Comet.

    O Elenco de Heróis

    Como é padrão em jogos gacha, os heróis serão divididos em níveis de raridade. O elenco inicial vazado já conta com nomes de peso para atrair o público:

    • Homem-Aranha
    • Wolverine
    • Capitão América
    • Doutor Estranho
    • Samurai de Prata

    Além desses, arquivos indicam que personagens como Viúva Negra, Hulk, Thor e Jean Grey já estão nos planos para serem introduzidos gradualmente após o lançamento oficial.

    A preocupação com o “Gacha”

    Apesar do entusiasmo com um novo RPG da Marvel, a comunidade levantou sinais de alerta. O modelo de negócios gacha é conhecido por suas táticas agressivas de monetização, e a ideia de ter heróis favoritos bloqueados por “paywalls” (barreiras de pagamento) ou dependentes de sorte não agradou a todos.

    A desenvolvedora supostamente responsável pelo projeto é a Scopely. O estúdio já tem experiência com a marca, sendo o criador de Marvel Strike Force, um título mobile extremamente lucrativo e com milhões de downloads, mas que também exige dedicação (ou dinheiro) considerável dos jogadores.

    Vale ressaltar que, até o momento, a Marvel e a Scopely não confirmaram oficialmente a existência do “Project Comet”. Como todo vazamento, as informações devem ser tratadas como rumores até um anúncio oficial.

    O que você acha dessa aposta da Marvel? O formato gacha te afasta ou a chance de jogar um novo “Ultimate Alliance” com o Wolverine e o Homem-Aranha fala mais alto? Deixe sua opinião nos comentários!

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    Miyamoto achava as dungeons de Zelda “chatas”? Entenda a decisão que mudou Ocarina of Time

    Os jogos da franquia The Legend of Zelda sempre foram sinônimos de dungeons (masmorras) complexas, repletas de quebra-cabeças e chaves escondidas. Com o lançamento de Breath of the Wild e, posteriormente, Tears of the Kingdom, a Nintendo se afastou desse design de “caixa de quebra-cabeça” tradicional, abraçando o mundo aberto. Mas o que poucos sabem é que a semente dessa mudança foi plantada muito antes, justamente na época em que a série atingia o seu ápice clássico.

    Durante o desenvolvimento de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, o lendário Shigeru Miyamoto tomou uma decisão drástica: ele concluiu que as dungeons tradicionais simplesmente não eram tão divertidas em um ambiente 3D.

    O fim da “Supremacia das Dungeons”

    Em uma entrevista de 1999 (traduzida há alguns anos pelo portal Shmuplations), Miyamoto abriu o jogo sobre a exaustão da equipe ao desenhar os labirintos do jogo. Ele explicou que, no primeiro The Legend of Zelda, o desenvolvimento começou exclusivamente focado nas masmorras, sem sequer um mapa do mundo aberto. Era a filosofia da “Supremacia das Dungeons” ditando as regras.

    No entanto, a transição para o Nintendo 64 mudou as coisas. “Em todo desenvolvimento de Zelda, as dungeons exigem uma quantidade enorme de tempo para serem feitas”, explicou Miyamoto. “Não consigo dizer quantas vezes elas precisaram ser refeitas e revisadas, com a equipe à beira das lágrimas”.

    Com Ocarina of Time, a equipe decidiu gastar menos tempo construindo esses labirintos metódicos. Miyamoto descreveu a atitude como algo muito “não-Zelda”, mas que permitiu que o projeto avançasse mais rapidamente, já que não estavam mais presos às noções de level design de A Link to the Past.

    A busca por emoção em vez de labirintos

    Ocarina of time

    A grande virada de chave no game design da Nintendo aconteceu quando eles começaram a questionar a própria diversão por trás das mecânicas clássicas de navegação. Miyamoto e sua equipe se perguntaram se mapear mentalmente labirintos conectados de forma linear ainda era o formato ideal para prender a atenção do jogador.

    A conclusão do diretor foi direta: não, não era tão divertido assim. Em vez de obrigar o jogador a desenhar mapas mentais, a equipe decidiu buscar uma resposta psicológica.

    “Em vez de mapear o seu caminho por um labirinto, acho que o que é mais importante é uma sensação de pavor, uma sensação de pressão e, claro, a oportunidade de encontrar segredos e resolver quebra-cabeças. Precisávamos buscar uma urgência emocional, a sensação de que você realmente está lá”, afirmou Miyamoto. Embora ele reconheça que locais como a Gerudo’s Fortress e o Forest Temple ainda mantenham essa estrutura de labirinto, no geral, ele não as considerava tão apropriadas para um jogo em três dimensões.

    A ironia do Remake

    Essa visão do criador ajuda a explicar por que a Nintendo se mostrou tão relutante em povoar os jogos modernos de Zelda com as estruturas clássicas. A linearidade dos velhos labirintos morreu efetivamente na era do Nintendo Switch.

    Ainda assim, é curioso notar o contraste entre a visão de Miyamoto e o sentimento da comunidade de fãs. As dungeons de Ocarina of Time continuam sendo algumas das mais memoráveis de toda a história dos videogames. O tema, a atmosfera pesada e os quebra-cabeças icônicos marcaram uma geração.

    A possibilidade de um Remake de Ocarina of Time é empolgante justamente pela chance de revisitar essas áreas. O estilo de labirinto clássico sumiu do radar da franquia há anos, e ver designs da velha guarda refeitos com gráficos de ponta e mecânicas modernas é o grande sonho de consumo dos jogadores nostálgicos. Mesmo que Miyamoto achasse o formato ultrapassado para o 3D, a magia daquela era continua intacta.

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    O futuro da CD Projekt Red: Mais jogos, mas sem virar uma “fábrica de lançamentos anuais”

    A CD Projekt Red, estúdio aclamado por trás das franquias The Witcher e Cyberpunk 2077, tem grandes ambições para a próxima década. No entanto, os fãs que esperam um novo título nas prateleiras a cada doze meses podem ajustar suas expectativas. Em uma entrevista recente à newsletter Knowledge, da revista Edge, o co-CEO Michał Nowakowski detalhou a visão estratégica da empresa para os próximos anos.

    A mensagem principal é clara: a desenvolvedora quer, sim, acelerar o seu ritmo de entregas, mas se recusa a adotar o modelo de franquias anualizadas que domina parte da indústria.

    Qualidade acima de volume

    Parte do fascínio em torno dos projetos da CDPR vem justamente de quão infrequentes eles são. Historicamente, o estúdio toma o tempo necessário para polir seus universos massivos. Nowakowski reconhece esse legado, mas aponta que a cadência pode melhorar.

    “O nosso sonho é fazer mais jogos, embora nunca queiramos nos transformar no estúdio que vai lançar um grande jogo todo ano”, explicou Nowakowski. “Isso pode até acontecer pontualmente, mas não é o objetivo. Temos um plano contínuo de cerca de dez anos, e a meta não é inundar o mercado de games com títulos da CDPR.”

    A estratégia da diretoria é manter o catálogo focado. Em vez de criar um portfólio inchado com dezenas de Propriedades Intelectuais (IPs) diferentes, o estúdio pretende concentrar seus esforços naquilo que já domina. “Nós só queremos fazer jogos muito legais, e também não queremos ter uma tonelada de IPs. Não planejamos crescer dessa forma”, reforçou o executivo.

    O fim das longas esperas?

    Para quem acompanhou de perto o estúdio, a dor da espera é conhecida. Houve um hiato de cinco anos entre o lançamento de The Witcher 3: Wild Hunt e a chegada de Cyberpunk 2077, sem mencionar a espera de mais de uma década por um título inteiramente novo na saga do Bruxo.

    A insistência da CDPR em uma frequência de lançamentos um pouco mais ágil é não apenas compreensível, mas um alívio para a comunidade. Se o novo planejamento de 10 anos correr como o esperado, o calendário da desenvolvedora será consideravelmente mais movimentado do que foi na última década.

    O Roadmap: O que vem por aí?

    Olhando para a lista de projetos confirmados que estão no forno, a visão da CD Projekt Red começa a tomar uma forma impressionante. Os próximos anos prometem uma expansão massiva dos universos já estabelecidos, além de uma novidade misteriosa.

    Confira o que está no horizonte da empresa:

    • The Witcher 3: Songs of the Past: Uma nova expansão prevista para o ano que vem.
    • A Nova Saga The Witcher: The Witcher 4 encabeça uma nova trilogia, com duas sequências planejadas para os seis anos seguintes ao seu lançamento.
    • The Witcher 1 Remake: O aguardado retorno ao clássico que iniciou a franquia, que já está em desenvolvimento silencioso há alguns anos.
    • Spin-off Multiplayer: Uma nova abordagem interativa para o universo.
    • A Sequência de Cyberpunk 2077: O retorno a Night City para expandir o universo futurista.
    • Project Hadar: Uma IP (Propriedade Intelectual) inédita, construída do zero pelo estúdio.

    Aqui no Feededigno, seguiremos acompanhando cada passo desse ambicioso cronograma. A promessa é de uma era de ouro para a CD Projekt Red: mais aventuras épicas, sem sacrificar a alma que tornou o estúdio uma das maiores referências do mercado de RPGs.

    O que você achou dessa nova estratégia? Deixe a sua opinião na seção de comentários abaixo! Qual desses projetos é o mais aguardado por você?

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    Qual Mega Raichu escolher em Pokémon Champions: X ou Y?

    Após muita expectativa, as Mega Evoluções do Raichu finalmente chegaram ao simulador de batalhas com o lançamento da nova temporada de Pokémon Champions. No entanto, como o jogo permite apenas um Pokémon por espécie na sua equipe, você precisará escolher entre a Mega Raichu X ou o Y para a sua estratégia.

    Para ajudar nessa decisão, detalhamos as forças, fraquezas e as melhores abordagens para cada forma.

    Como resgatar o Mega Raichu X e Y no jogo?

    Mega Raichu Pokémon Champions

    Antes de entrar na arena, você precisa garantir os itens. Entre os dias 17 de junho e 2 de setembro, todos os jogadores receberão gratuitamente pelo correio do jogo:

    • Um Raichu.
    • A Mega Stone Raichunite X.
    • A Mega Stone Raichunite Y.

    Atenção: As Mega Stones funcionam apenas no Raichu de Kanto. A variante regional de Alola (Elétrico/Psíquico) não é compatível com essas evoluções.

    Comparativo de Status Base

    Status BaseMega Raichu XMega Raichu Y
    HP6060
    Ataque135100
    Defesa9555
    Ataque Especial90160
    Defesa Especial9580
    Velocidade110130

    Mega Raichu X: O Lutador Versátil

    Mega Raichu Pokémon Champions

    A variante X (com um visual mais aéreo e físico) atua como um excelente atacante all-rounder. Embora seu foco principal sejam os golpes físicos, ele oferece uma flexibilidade tática enorme.

    • Habilidade: Electric Surge. Ao Mega Evoluir, ele invoca um Terreno Elétrico (Electric Terrain), que aumenta o poder de ataques elétricos em 30% e impede que os Pokémon que tocam o chão durmam.
    • Ataque Recomendado: Rising Voltage. Mesmo sendo um ataque especial, ele dobra de poder sob o Terreno Elétrico, tornando-se mais seguro que o Volt Tackle, que causa dano de recuo perigoso para o HP baixo do Raichu.
    • Versatilidade: Ele tem ótimas opções físicas como Play Rough (excelente contra Garchomps) e habilidades de suporte como Fake Out, Encore e Volt Switch para reposicionamento rápido.
    • Potencial Futuro: O Terreno Elétrico gerado pelo Mega Raichu X pode ser uma peça fundamental se os Pokémon Paradoxo do futuro (com a habilidade Quark Drive) chegarem ao jogo.

    Mega Raichu Y: O Canhão de Vidro Implacável

    Se o formato Pikachu do Mega Raichu Y o faz parecer fofo, seus status dizem o contrário. Ele é desenhado para bater rápido e com extrema força, mas cai facilmente devido às suas defesas frágeis.

    • Habilidade: No Guard. Todos os movimentos usados por ele e contra ele têm 100% de precisão. Ninguém erra nenhum ataque.
    • Ataques Recomendados: Zap Cannon e Focus Blast. Graças à sua habilidade, golpes devastadores que normalmente têm baixa precisão acertarão o alvo toda vez. O Zap Cannon não só causará dano massivo como garantirá paralisia no inimigo.
    • Como jogar: Ele precisa de babá. Como qualquer ataque inimigo também não irá errar (e a defesa dele é pífia), você deve colocar Pokémon de suporte ao lado dele usando golpes de redirecionamento como Follow Me ou proteções em área como Wide Guard.

    Vale a pena usar o Raichu Base?

    Surpreendentemente, não Mega Evoluir também é uma estratégia válida. Com o meta possivelmente dominado por ataques elétricos infalíveis, manter o Raichu base com a habilidade Lightning Rod é uma jogada inteligente. Ele absorverá os ataques elétricos inimigos (incluindo o Zap Cannon do Mega Y rival), negando o dano e ainda ganhando um buff no próprio Ataque Especial.

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    Fim do Nagoshi Studio? O futuro de Gang of Dragon está ameaçado

    Daisuke Sato atualiza seu perfil nas redes sociais indicando sua saída, enquanto o futuro do aguardado “Gang of Dragon” se torna cada vez mais incerto.

    O Nagoshi Studio, estúdio fundado em 2021 pelas lendas da franquia Yakuza (Ryu Ga Gotoku), Toshihiro Nagoshi e Daisuke Sato, parece estar definhando lentamente ao longo do último ano. Hoje, mais um prego foi batido nesse caixão: Sato atualizou sua biografia no X (antigo Twitter) para se descrever como “ex-Nagoshi Studio, Inc.”, indicando que não faz mais parte da empresa.

    A notícia, repercutida pelo site Kotaku, traz à tona um histórico recente de problemas envolvendo a desenvolvedora e sua principal investidora, a gigante chinesa NetEase.

    A cronologia da crise

    Gang of Dragon

    Os primeiros rumores sobre problemas internos surgiram em fevereiro de 2025. Na época, foi reportado que a NetEase, responsável por financiar o jogo de estreia do estúdio, o épico criminal Gang of Dragon, estava recuando em vários de seus investimentos no setor de games. Isso incluía uma redução drástica na verba de marketing que a empresa estava disposta a gastar no título.

    Apesar do susto inicial, o estúdio parecia capaz de manter o desenvolvimento ativo e chegou a apresentar um trailer inédito do jogo no The Game Awards, em dezembro de 2025. No entanto, o cenário voltou a ficar obscuro:

    • Março de 2026: Relatórios apontaram que a NetEase interromperia totalmente o financiamento em maio. O Nagoshi Studio, por sua vez, precisava de um adicional de US$ 44,4 milhões para finalizar e lançar Gang of Dragon.
    • Abril e Maio de 2026: O canal do estúdio no YouTube passou por instabilidades estranhas e, há cerca de um mês, o site oficial da empresa ficou inativo. Para agravar as suspeitas dos fãs, os escritórios do estúdio passaram a ser listados como “permanentemente fechados” no Google.

    Qual o futuro de Gang of Dragon?

    Com a provável saída de Daisuke Sato, que atuava como cofundador e diretor, os sinais não são nada animadores para a continuidade do Nagoshi Studio ou do próprio Gang of Dragon.

    Embora exista a possibilidade de o estúdio estar buscando outras fontes de financiamento para se manter de pé sem Sato, o silêncio da empresa diante de tantos rumores cria um clima de incerteza. Até o momento, os fãs seguem especulando e aguardando um pronunciamento oficial para entender se este é, de fato, o fim de um dos estúdios mais promissores da atualidade.

    Confira o trailer do game:

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    CRÍTICA: ‘O Segredo de Widow’s Bay’ transita entre gêneros distintos e se mostra como a melhor do ano

    O ano acabou de chegar à sua metade, mas já podemos cravar sem medo de errar: O Segredo de Widow’s Bay é o grande destaque entre as produções para televisão em 2026. A nova aposta de terror cômico da Apple TV+ entregou uma jornada praticamente impecável do início ao fim, coroada por um episódio final que não apenas amarra os nós principais, mas constrói o terreno para a próxima temporada de forma extremamente inteligente. E talvez, um pouco previsível?

    ESTE POST POSSUI SPOILERS DO ENREDO DE O SEGREDO DE WIDOW’S BAY.

    Monstros da semana, segredos e descobertas

    O grande trunfo de Widow’s Bay é resgatar com maestria o clássico formato de “monstro da semana”, costurando essas ameaças episódicas com uma trama principal profunda e envolvente. Com um passado sombrio e cheio de mistérios, a ilha funciona como um verdadeiro parque de diversões para os fãs do gênero.

    O Segredo de Widow's Bay

    A produção não economiza nos sustos e entrega criaturas para todos os gostos, incluindo:

    • Aparições fantasmagóricas e mulheres de branco
    • Serial killers com origens sobrenaturais
    • Elementos sombrios de bruxaria ancestral
    • Palhaços assassinos e outras entidades macabras

    O Prefeito Tom Loftis e o Preço da Ambição

    O Segredo de Widow's Bay

    No centro desse caos sobrenatural está o ambicioso prefeito da cidade, Tom Loftis (interpretado brilhantemente por Matthew Rhys). O plano inicial de Tom parecia inofensivo e promissor: transformar o local pacato no próximo grande polo turístico de luxo, aos moldes da famosa Martha’s Vineyard.

    No entanto, à medida que a verdadeira história da ilha se desvela, o prefeito se vê profundamente enredado nos segredos mais obscuros do lugar. A partir daí, a tensão da série atinge o ápice. Tom precisa lutar de forma desesperada para impedir uma carnificina, tentando proteger não apenas os moradores locais de Widow’s Bay, mas também os turistas inocentes que foram atraídos para essa armadilha mortal graças à sua própria campanha de turismo.

    Entre fitas antigas e o pânico no abrigo

    O Segredo de Widow's Bay

    O roteiro do desfecho se divide em dois núcleos paralelos muito bem delineados. De um lado, acompanhamos a população local e os turistas confinados no abrigo da cidade. Enquanto Wyck (Stephen Root) e Patricia (Katie O’Flynn) se desdobram para conter os ânimos do grupo, Dale (Jeff Hiller) acaba encontrando antigos rolos de filme escondidos quando é enviado para encontrar algo para distrair as pessoas do abrigo que já estavam impacientes.

    As projeções revelam algo sombrio sobre o passado da região: a “maldição” faz com que a própria ilha exija tributos de sangue para se manter “em paz”. A revelação de que a cidade sobrevive à base de sacrifícios humanos quebra qualquer ilusão de segurança, não apenas de Dale, como futuramente fará com Loftis, e rapidamente, se instaura um caos completo no abrigo.

    A reviravolta na linhagem dos Warren

    O Segredo de Widow's Bay

    Paralelamente, o prefeito Tom Loftis decide tomar uma atitude drástica. Ciente de que a maldição local só terminará com a morte do último descendente do fundador Richard Warren, ele vai até a casa de sua secretária, Ruth (K Callan), identificada pelas pesquisas recentes de Rosemary como a “herdeira” do sangue Warren.

    O arco de Tom e Ruth é brilhante. Antes, a personagem desatenta finalmente tem espaço para brilhar como a senhora simpática e adorável que é. Enquanto ainda pensa que deve esperar a vida de Ruth se encerrar sem qualquer intervenção, Loftis se dá conta de que Ruth esbanja uma vitalidade invejável. Ele então opta por “envenenar” sua secretária. Sob efeito dos remédios que Tom a deu, Ruth simplesmente conta toda a verdade.

    É aqui que a série prova que as principais teorias da comunidade estavam certas: Ruth é a mãe biológica da falecida esposa de Tom.

    Assim, o verdadeiro último descendente vivo se revela como Evan (Kingston Rumi), filho do prefeito. Dali em diante, a dinâmica muda completamente de figura: Tom agora precisa cruzar a linha de assassino para se tornar o protetor de seu próprio filho, especialmente com o xerife Bechir (Kevin Carroll) agindo de forma desesperada para salvar a própria família.

    Nós sabemos de tudo, os habitantes da ilha não sabem de nada

    O Segredo de Widow's Bay

    A genialidade do roteiro de Katie Dippold (Parks and Recreation, The Heat) se mostra sutil e genial no momento em que a tempestade que assola a ilha cessa. Nós, espectadores, temos o panorama completo do que está acontecendo; os personagens, porém, estão completamente às cegas.

    Só Dale sabe que o badalar dos sinos dita o número de sacrifícios exigidos (e eles tocaram oito vezes ao final). O fardo sombrio explica o destino trágico do reverendo Bryce no início da temporada, que preferiu o suicídio a compactuar com a forma como a ilha funcionava.

    Enquanto isso, no subsolo, uma brincadeira inconsequente de PJ acaba trancando o zelador Ken na sala que havia sido mostrada rapidamente no início da temporada. O sumiço de Ken atrás das portas trancadas provou que este foi o primeiro tributo cobrado pela ilha, fazendo a tempestade parar.

    Quando o segundo ano começar, ninguém entenderá os reais motivos da trégua da tempestade. E talvez, este seja o cenário perfeito, pois permite que a produção retorne à deliciosa estrutura de “monstro da semana”, sem perder o progresso da mitologia principal sobre como quebrar o ciclo definitivamente.

    Veredito

    O equilíbrio entre os diferentes tons de Widow’s Bay é algo que merece ser elogiado. Conseguir transitar entre o horror genuíno, a sátira escrachada e o drama familiar de forma tão natural é um feito raro. O elenco entrega performances memoráveis, com Matthew Rhys e Katie O’Flynn despontando fortemente para a temporada de premiações. Estando ambos, amparados por uma direção de arte e trilha sonora impecáveis.

    Com o brilhante trabalho de Hiro Murai e dos outros diretores ao longo da temporada, ouso dizer que até aqui, O Segredo de Widow’s Bay talvez seja a obra mais promissora para a temporada de premiações. E confesso que ocupou um lugar bem especial no meu coração e espero que venha a ocupar o lugar que merece no imaginário coletivo.

    Confira o trailer da série:

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