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    CRÍTICA – ‘Crisol: Theater of Idols’ é o horror religioso na sua mais pura forma

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    Um dos elementos que sempre me causaram mais terror foi imaginar coisas inanimadas ganhando vida. E o pior disso é vê-las avançando em sua direção. Mas eu nunca havia parado de fato para pensar nisso, pelo menos não até assistir ao primeiro episódio da primeira temporada moderna de Doctor Who, “Rose”, lançado em 2005. E, para minha surpresa, encontrei algo bem parecido em Crisol: Theater of Idols. Aqui, o horror vai além do físico e brinca com a culpa religiosa, algo equivalente à culpa cristã. Somos lançados em uma jornada que exige um sacrifício constante: doar o próprio sangue do protagonista para seguir em frente.

    Aqui, estes não são manequins, como em Doctor Who, mas sim Astillados, estátuas com visual barroco que avançam em sua direção sem pena.

    Crisol possui uma forte ligação com o que é divino e o profano. Por mais que os dois andem de mãos dadas, e a linha entre eles nunca pareça ser esclarecida, o game parece querer nos encaminhar para tirar nossas próprias conclusões ao final da história. Por mais que eu ainda não tenha chegado até lá, parei no início do capítulo 4 e acredito não estar muito longe do fim.

    O pessoal da Vermila Studios me enviou a chave para produção de conteúdo do game antecipadamente, o que me permitiu jogar cerca de 13 horas antes de fazer esse review.

    O sangue é o mais claro sinal de obediência

    Crisol

    Crisol parece explicitar a todo momento que adoração e penitência andam de mãos dadas. No controle de Gabriel, precisamos pagar com sangue as munições que utilizaremos a fim de avançar na missão divina do personagem. Em nome da Igreja do Sol, precisamos ir até Tormentosa caçar o líder do Culto do Mar.

    O Culto do Mar parece ser uma religião relativamente nova neste mundo e funciona como uma corruptela de tudo que a Igreja do Sol acredita e prega (pelo menos em partes).

    Ao longo de sua jornada, Gabriel entende que não possui força o suficiente para atravessar o que se coloca entre ele e seu objetivo. Enquanto descobre a verdade por trás do que acreditava ser real, seu mundo parece ruir aos poucos e ele compra com sangue as munições das armas que utilizará para avançar. Munido de armas de fogo, plasmarinas (a poção de vida do game) e um poder “divino” de absorver sangue, Gabriel precisa se manter vivo.

    Enquanto isso, nós, jogadores, precisamos escolher: preferimos uma arma carregada ou sangue o suficiente para avançar?

    Do lado dos Solari (aqueles que ainda acreditam no deus do Sol), Gabriel encontra abrigo no que parece ser um parque de diversões antigo, em Tormentosa. Alguns dos elementos mais divertidos do game vêm dali. Esses personagens representam os indivíduos que lutam contra a opressão do Culto do Mar, mas não se resumem a isso. Diferente de Gabriel, eles sabem o que o deus Sol fez no passado e, ainda assim, optam por segui-lo.

    Gameplay e enredo

    Crisol

    Com a gameplay em primeira pessoa, o jogo aproveita para nos aprofundar no terror. Crisol lança contra você estátuas barrocas, querubins, pinturas bizarras que ganham vida e monstros de mais de 3 metros de altura. Aqui, o jogo nos obriga o tempo todo a escolher como agir diante de um desafio. Seja diante de puzzles ou inimigos enormes, cabe a nós entender as dinâmicas do game e ver como tirar melhor proveito delas.

    Um dos aspectos mais interessantes e dinâmicos da gameplay é o gerenciamento de vida, que, ao mesmo tempo, é o gerenciamento de munição. Ou seja, caso você tenha vida o suficiente, bem como plasmarinas, você pode ter munições quase que infinitas. Ouso dizer que, aqui, o game parece pegar demais na sua mão. Em determinado momento, me vi com 6 plasmarinas no inventário prontas para serem usadas. Que, se misturadas à adição de animais e pessoas para absorver e “roubar” o sangue, são mais do que suficientes para progredir.

    Crisol

    Mesmo jogando no difícil, não senti grande dificuldade. Enfrentar inimigos, gerenciar grandes hordas quando chega a hora e manter uma quantidade de sangue razoável durante o combate não é um enorme desafio.

    Outro elemento positivo do game vem dos upgrades possíveis. Quase sempre, ao lado de um save point, está a Bruxa, uma personagem misteriosa que concede melhorias para Gabriel. Garantindo habilidades que vão além do combate e giram em torno da sobrevivência, ela nos permite realizar aprimoramentos a fim de cumprir nossa missão, melhorando não apenas as habilidades, como o arsenal do Guerreiro do Sol.

    Enquanto se distanciam do “Escolhido”, do Guerreiro do Sol na figura de Gabriel, os Solari entendem que o reinado do Culto do Mar precisa chegar ao fim em Tormentosa. E estes auxiliarão nosso “herói” em sua jornada. Auxiliado quase que inteiramente por Mediodia, uma jovem solari, Gabriel passa a descobrir que existe mais do mundo do que ele conhece. Quando uma amizade improvável surge, cabe a nós fazer uso dessa relação para progredir e descobrir cada vez mais sobre o mundo e sobre os segredos do Rei Sol.

    Lançamento e falhas

    O game chega no dia 10 de fevereiro para PlayStation 5, Xbox Series X/S e PC. A Vermila Studios, um estúdio indie espanhol, desenvolveu o jogo pensando na experiência completa em seu idioma nativo. Mas é claro, Crisol traz legendas em português do Brasil, o que torna a experiência muito mais profunda e rica.

    Com um brilhante trabalho de atuação de voz, ainda mais na versão em espanhol do que no inglês, a Vermila se juntou à Blumhouse na empreitada de apresentar essa história ao mundo, que parece saída de um pesadelo. Mergulhados em um mundo perverso, o preço cobrado na jornada parece por vezes alto demais. Mas Gabriel, como o bom soldado que é, está disposto a pagar.

    Apesar de tudo que existe de bom na história ou gameplay, Crisol: Theater of Idols possui alguns aspectos negativos que não podem ser negados. Joguei o game no PlayStation 5, mas constatei falhas de frames constantes em diversos momentos da gameplay. Mas não apenas isso: testemunhei dois ou três congelamentos de tela e quedas de frames que podem ou não ter beirado 10fps.

    Algo que vale apontar aqui é que, toda vez que fechei o game e precisei voltar ao meu save, ao retornar pelo menu inicial com a opção “continuar”, ele continuava sempre do último checkpoint. O salvamento do game parece ignorar completamente o salvamento manual, o que me forçou a carregar o game novamente, mas dessa vez, no save.

    Outro ponto negativo vem da gameplay e dos puzzles, alguns simples demais e outros sem qualquer tipo de explicação. Um deles tem a ver com um penitente cujo corpo precisamos encontrar. Passei quase 30 minutos para solucioná-lo da primeira vez. O fiz, mesmo sem saber como. Ao fazer o puzzle em outras duas vezes mais à frente (em dificuldades diferentes), consegui ver a lógica, ou a tentativa de se fazer lógico, por trás dele.

    Crisol: Theater of Idols é horror, e o fim pode ser só o início

    Crisol

    Avançar pela história de Crisol pode ser apenas um detalhe diante das poucas, mas profundas dinâmicas que precisamos gerenciar para um FPS. Enquanto se aprofunda no gênero, ele rapidamente deixa de ser um raso FPS para ser um profundo jogo de terror. O gore está presente em tudo, desde o sangue de Gabriel escorrendo nas armas até os corpos de animais mortos na rua. É assim que Crisol nos faz “coçar” em um lugar escondido da mente: no medo do ilógico.

    Ver estátuas, querubins e pinturas ganharem vida dá ao game uma sensação de misticismo única. Com uma atmosfera profunda, vemos diversos aspectos que traçam paralelos entre as religiões retratadas no jogo com as religiões do mundo real. Seja pela penitência constante, ou pelo fato de ser necessário sofrer em vida para merecer algo melhor no que vier depois.

    Gabriel entra na história como um personagem que parece saber pouco do mundo real, mas já parece ter matado muitos em virtude da sua fé cega. Seguindo à risca toda e qualquer doutrina que parece ter sido enfiada por sua goela abaixo, testemunhamos aqui o véu que existe sobre seus olhos se dissipar lentamente.

    Conforme a progressão do game, ou pelo menos até onde eu parei (no início do capítulo 4), Gabriel não é mais o mesmo do início da história. E isso não vem apenas daqueles que ele precisa absorver pelo “bem maior”.

    Funcionando como algo muito além de um jogo de terror ou um simples FPS, Crisol me manteve imerso em sua gameplay por horas seguidas. Enquanto seus gêneros se misturam, o jogo se revela, por fim, uma obra com narrativa profunda e elementos que ultrapassam o que se vê num primeiro momento. Ouso dizer que este pode ser não apenas o primeiro capítulo de Crisol, mas o marco inicial de muitos sucessos que ainda virão para a Vermila Studios.

    Confira o trailer do game:

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    CRÍTICA: ‘Metroid Prime 4 Beyond’ é incrível, mas não é capaz de agradar a todos

    Metroid Prime 4 Beyond traz um recomeço para a saga após 18 anos desde o título anterior, Metroid Prime 3: Corruption, lançado para Nintendo Wii. Esse título chegou para Nintendo Switch e Switch 2 em 4 de dezembro de 2025, carregado de expectativas de fãs novos e antigos após meses em silêncio; já que o seu primeiro trailer de anúncio aconteceu em uma Nintendo Direct em junho de 2024, e só em 2025 voltamos a ter novidades sobre ele.

    O novo jogo da Samus prometia muito.

    Agora, a ideia é um recomeço para a aventura da Samus nas plataformas modernas da Nintendo. Com esse recomeço para a série, você não precisa jogar os demais jogos para começar por ele, e isso é ótimo; porém, provavelmente você vai querer conhecer os outros títulos da saga se gostar desse em si.

    Adianto que Metroid Prime 4 impressiona e acerta em muitas coisas, mas peca em outras; e isso torna difícil desse novo jogo superar os seus antecessores. Claro, ele supera diretamente se falarmos apenas da parte técnica (já que ele está em consoles mais atuais); porém, precisamos levar em consideração mais do que gráficos, controles modernos, resolução e FPS.

    Desempenho e Modos de FPS

    Metroid Prime 4 Beyond

    Inclusive, esse é um jogo que conta com a possibilidade jogarmos no Switch 2 com melhorias de resolução e FPS, além da adição do modo mouse desse novo console; e ele roda sem problemas no Nintendo Switch também. Mas o que surpreende a nós, brasileiros, é que esse é o primeiro Metroid com legendas oficiais em PT-BR.

    Comecei jogando no Modo TV em 4K 60FPS e foi bem legal, fica lindo na TV; mas, como esse é um FPS, foi inevitável a curiosidade de vê-lo rodando em 120FPS. No modo TV é 1080P 120FPS e no portátil é 720P 120FPS; depois que mudei para essa configuração, só joguei dessa forma. É um caminho sem volta.

    Um detalhe é que tenho aquele famoso enjoo (cinetose) jogando alguns jogos, geralmente jogos em primeira pessoa, como é esse; e uma coisa que, por incrível que pareça, me ajudou a reduzir essa sensação foi quando testei esse modo com mais FPS. Então, fica a dica aí também: se você é desses, testa esse modo e veja se fica mais interessante. Pode ser que não dê certo para todos, mas foi o que me salvou por aqui e me ajudou a aproveitar cada segundo de gameplay.

    O modo mouse é divertido; acho que é um dos títulos que melhor aproveita isso, falando dos jogos novos. Eu sei que o Mario Paint no Nintendo Online é uma adição legal para seu uso, mas não foi pensado para o console, sabe? Assim como o jogo Cyberpunk 2077 (que apesar do lançamento conturbado, mora no meu coração e comprei a minha primeira mídia física dele sendo a de Switch 2), ele é um jogo bom para se jogar assim, mas ele nasceu no PC. Agora, Metroid Prime 4 Beyond nasce pensado para essa plataforma e é uma adição legal; porém, eu mesma não me adaptei tão bem ainda: preferi jogar no estilo padrão de controle.

    Minha história com Metroid

    Metroid Prime 4 Beyond

    Eu conheço Metroid há muitos anos, mas demorei a finalmente poder jogar algo da saga; e quando o fiz, me apaixonei pela série 2D e pela série 3D.

    A temática sempre me ganhou: algumas inspirações em Alien para uma fã de Alien já se interessar. Fã essa que ama Metroidvanias, Sci-fi e muito mais; então, acredito que pode chamar a atenção e cativar pessoas com esses mesmos sentimentos.

    Me vi imersa em Zero Mission mais de uma vez; achei uma experiência que vai marcar a minha vida para sempre com um Final Boss em Samus Returns; e me vi em dúvida sobre um Metroidvania em 3D que era em primeira pessoa, mas que, ao jogar, foi impossível parar.

    Metroid Prime 4 Beyond

    Tirei a poeira do meu Nintendo Wii quando soube da trilogia Metroid Prime lançada para esse console; e meu novo sonho é ver um remastered no nível do primeiro título chegando para o segundo e terceiro no Nintendo Switch. Eu duvido que aconteça, mas eu gosto de sonhar.

    Tenho muitos títulos da série para jogar ainda, mas era inevitável a ansiedade por Metroid Prime 4 e comprei a sua mídia física de forma antecipada, sendo claramente irresponsável, mas muito feliz com a decisão. Porém, mesmo adquirindo a minha cópia física, também recebemos uma chave da Nintendo Brasil para Nintendo Switch 2, a quem agradecemos.

    E, durante as minhas folgas de final de ano, esse jogo me capturou por quase 17 horas na primeira gameplay e eu me diverti demais.

    A história do jogo convence?

    Metroid Prime 4 Beyond

    A história de Metroid Prime 4 Beyond convence sim: ela é muito boa, faz sentido com a jornada, nem tudo está nos scanners e temos diversas cutscenes que ajudam na imersão dela; porém, ainda sim, não é tão direta. Então, tem quem não vai gostar da forma que ela é contada e isso é compreensível.

    No começo da história, a base da Federação Galáctica é atacada por Sylux, um antagonista que surgiu a primeira vez no Metroid Hunters de DS, em 2006, depois apareceu em mais alguns jogos e marcou o final do Metroid Prime 3 Corruption ao zerar 100%. Fica aqui o alerta: se você é novo na franquia, zerar com 100% te dará alguma cena extra ou uma visual diferente para Samus nos jogos.

    A Federação estava com um artefato Alien que o Sylux também queria pôr as mãos; mas não só isso: ele vinha perseguindo a nossa protagonista há muito tempo.

    Esse artefato é de uma civilização alien chamada de Lemurianos e, por causa deles, somos lançados ao seu planeta natal, o planeta Viewros: um planeta com biomas bem diversos e geralmente em climas intensos (tempestades carregadas, florestas densas, etc.), mas que também era muito hostil.

    Metroid Prime 4 Beyond

    Os Lemurianos conseguiram viver no planeta, apesar da hostilidade desse ambiente, e se estabeleceram na Árvore Sagrada. E, muito antes de evoluírem tecnologicamente, eles descobriram que podiam se comunicar com a consciência dessa árvore; sendo assim, o início de um novo conhecimento, algo que marcou a raça: a possibilidade de alguns poderem manifestar habilidades psíquicas por meio espiritual.

    Anos e anos se passaram, eles evoluíram muito sua civilização: com tecnologias incríveis, com conhecimento espiritual e com esse poder psíquico fazendo cada vez mais parte do seu legado.

    Ao chegarmos, vemos que tudo estava devidamente planejado para nossa chegada e um Lemuriano fala conosco em formato de holograma. Isso acontece pois eles gravaram toda a sua história e preparam instruções que guiaria um Ser Escolhido em sua jornada para ajudá-los após eles serem extintos.

    Não falarei mais para não dar spoilers, pois, a partir daqui, a nossa jornada está só começando e vamos descobrindo mais e mais conforme avançamos.

    NPCs realmente incomodam?

    Metroid Prime 4 Beyond

    Houveram diversas críticas aos NPCs no início do jogo, especificamente o primeiro: Myles MacKenzie, que é um verdadeiro tagarela e que serve de tutorial para novos jogadores.

    Eu achei esse personagem legal (e os demais no futuro também, que inclusive são poucos); os humanos ficam com a gente por pouco tempo e esse do começo é realmente para introduzir novos jogadores e isso faz a franquia crescer mais, certo? Depois disso, exploraremos por aí apenas com Samus, geralmente.

    Em alguns momentos, esse personagem em si nos chamará pelo rádio e, em outros momentos, não teremos sinal de rádio para comunicação.

    Ele dá algumas dicas se acha que você está perdido às vezes. E aqui é a parte que entendo os fãs mais antigos: acho que poderiam pôr uma função no menu de desligar as dicas do MacKenzie; e isso agradaria fãs veteranos que já conhecem o estilo do jogo.

    Ainda assim, acho esse personagem divertido e os demais também; todos têm boa construção dentro do escopo do jogo e fazem sentido com o rumo da história. Mas o que complica é que Samus não fala; eu entendo que queriam evitar o problema do Metroid Other M, um jogo onde Samus fala demais e tem uma personalidade totalmente diferente do esperado de uma caçadora de recompensas que já passou por muita coisa.

    Ela não precisava ser insegura e tagarela como no Other M, mas podia falar meias palavras como uma pessoa séria. O bom é que ela faz gestos e o ruim é que não tem expressão (afinal, ela usa um capacete, né?).

    No saldo final dessa parte, a história é boa, os personagens são interessantes; apenas poderiam pensar numa forma melhor de interação da personagem principal com os demais e a possibilidade de desativar dicas no menu, para os que não querem nenhuma mensagem de rádio do Mackenzie após o tutorial.

    Metroidvania em 3D ou apenas mais um shooter?

    Aqui o jogo brilha, e brilha muito: ele entrega um combate divertido, consistente e cheio de novidades; afinal, temos controles modernos e eles funcionam muito bem. Eles mantêm o que deu certo em Metroid Prime, o que já faz parte da identidade da franquia, como a Morphball (ou melhor, a Morfosfera, já que o jogo está localizado em Português do Brasil agora).

    É absurdamente legal andar por aí na forma de Morfosfera e, em alguns momentos, é mais interessante; não só para passar por locais, descobrir segredos e realizar puzzles, mas porque esse modo é mais rápido que andar normalmente. E, mais pra frente no jogo, teremos um upgrade que melhora mais isso.

    Devo pontuar que, em primeiro lugar, esse jogo não tem como principal o gênero Shooter em Primeira Pessoa (esse seria o segundo foco). Mesmo que seja automático dizermos que esse é um jogo Shooter e acabou, mas não limite ele a isso; não estamos jogando DOOM e outros títulos conhecidos. Pois o primeiro foco é totalmente Metroidvania 3D em Primeira Pessoa; afinal, esse jogo deu origem a esse gênero (está no nome, não é mesmo?).

    Então, o combate é sim um Shooter maravilhoso; mas, em primeiro plano, o foco é explorar os mapas apresentados, buscar segredos nos locais com puzzles ou passagens secretas, adquirir upgrades e, com eles, fazer o famoso “backtracing” do gênero: voltar tudo e abrir novas áreas. E isso ele faz muito bem. Eu, particularmente, acho recompensador demais explorar, encontrar upgrades, voltar em um local que não podia abrir antes e lá dentro encontrar outro upgrade importante ou um boss super divertido.

    No resumo, funciona muito bem: podemos atirar, pular, carregar tiros, virar uma morfosfera; mas vamos além com tipos de tiro diferentes, upgrades que encontramos ao explorar e novas habilidades (que também seremos recompensadas com elas) ao explorar esse mundo.

    Moto? Metroid mundo aberto?

    Metroid Prime 4 Beyond

    Falando em mundo, temos um mapa semiaberto (não é um mundo aberto), com um deserto que liga as “fases” do jogo e possíveis locais de quest e upgrades. Os upgrades geralmente teremos ao completarmos desafios que estão nesse deserto, e eles lembram os templos de Zelda Breath of The Wild e Tears of The Kingdom.

    Poderia até ter mais deles, viu? Gostei muito e preencheria mais esse deserto. E, como temos essa adição, nós também recebemos uma Moto incrível para explorar por aí numa velocidade mais agradável.

    Essas “fases” funcionam como instalações dessa antiga civilização que estamos tentando ajudar; em todas elas, encontraremos mais de suas histórias e o que aconteceu para chegarem até o ponto da extinção.

    A moto se chama Vi-O-la; essa é uma adição imponente, divertida e eu já tô esperando que coloquem ela no Mario Kart World. Ela até foi bem recebida, mas o que não foi bem recebido foi esse deserto: foi bem criticado e eu entendo o motivo disso.

    No momento em que saí para o deserto pela primeira vez com a moto e vi esses cristais por aí, automaticamente comecei a passar por eles coletando; acho que esse costume de jogar videogame que faz parte de mim hoje em dia. Pensei algo como: “Ué, passei por esses cristais aqui, não sei para o que servem agora, mas é possível coletar? Aí tem coisa. Vou logo pegando tudo que der, porque não duvido que o jogo me peça algo com eles no futuro”.

    Metroid Prime 4 Beyond

    Dito e feito. O deserto do Vale do Sol é bem bonito e rápido de explorar com a moto, mas o que frustra são esses tais cristais verdes que devemos coletar: o jogo te obriga a juntar uma boa parte deles, o que toma tempo. Como eu fiz isso desde o começo do jogo, no final faltava pouca coisa; então deixo de dica para não deixar isso para depois: conforme você explora, pegue muitos cristais no caminho.

    Em um dos vídeos que fiz, uma pessoa disse que não gostou do deserto porque ele é vazio; e, nesse caso, os mapas dos jogos da Ubisoft entregam isso melhor. E eu fiquei bem confusa: Assassin’s Creed, Far Cry, Avatar e afins são ótimos jogos, mas prometem outro estilo de jogo. Não tem motivo para comparar; e ainda mais quando vemos que, há pouco tempo atrás, era uma reclamação os mapas lotados de nada e pontos de interesse desinteressantes desses jogos. Sendo sincera: se ouvir algo assim, não dê ouvidos. São jogos diferentes e com públicos diferentes. Não podemos julgar Mario Kart World como um jogo de luta, pois ele é um jogo de corrida; assim como não devemos julgar Metroid por um gênero que ele não é.

    A parte dos cristais me lembrou jogos antigos. Por exemplo, recém visitei um dos meus favoritos, Rayman 2 The Great Escape, que chegou ao Nintendo Online na seção do Nintendo 64; nele, para avançar, você precisa coletar os Lums e usar para liberar as áreas. Então, às vezes, você coletou tudo e vai precisar voltar em algumas fases, sabe? Esse tipo de mecânica poderia ter ficado lá nos antigos mesmo. Dá um corta-clima na imersão parar o que você está focado para voltar tudo.

    Fora esse ponto, o deserto não é tudo isso de ruim que pintam e bordam; ele é até rápido de explorar e lembre-se que o jogo tem umas 15 horas e não é um jogo longo: você não passará tanto tempo assim por lá.

    Os Bosses são tudo isso?

    Metroid Prime 4 Beyond

    Lembra que falei que nos combates o jogo brilha? Nos bosses principalmente. Eu amei quase todos mesmo. Me diverti no boss do tutorial, me diverti no segundo boss, depois nos outros; descobrir como derrotá-los é sempre muito legal.

    Todos têm seu estilo de combate e design que só tornam toda a experiência melhor; você encontra um e automaticamente já acha que vai ser um dos ápices do jogo. As músicas acompanhando são ótimas e os bosses que têm fases diferentes surpreendem mais ainda.

    Eu só achei dois bosses meio sem graça e não vou dizer como eles são ou como enfrentá-los, mas: um você enfrentará após a coleta de um item e será uma luta que não tem mudanças, é só repetir a mesma coisa; e a outra é a primeira fase de uma luta (pode ser que você identifique jogando ou, se já jogou, pegou a ideia de quais estou falando). O jogo tem diversos bosses e são muito bons; então esses dois aqui não estragam a experiência de jeito nenhum, só não são tudo isso se comparado a outros.

    Então sim, os bosses são tudo isso e valem cada momento. Você precisará de diversas mecânicas; sério, teste de tudo. Me diverti horrores enfrentando os bosses e que, apesar de não curtir uma certa primeira fase de um boss, ao passar dela a sequência seguinte foi tudo muito cinema.

    Os gráficos são melhores, mas no geral o Design e o Som convencem?

    O estilo gráfico combina e é charmoso; é o mais atual da série, então não tem nem como comparar. Mas falando sobre o design de level das instalações em si, são legais; e a progressão da Samus com seus upgrades fazem sentido: explorar e achar um pequeno espacinho para resolver algum puzzle, chegar a algum lugar etc., é tudo bem feito. Dá uma real sensação de progressão, já que explorar recompensa e isso ajuda a Samus a ficar mais forte.

    Falando em ficar mais forte, Samus terá trajes diferentes e isso também recompensa o nosso avanço no jogo, tanto para melhorias de combate como para acompanhar a progressão com o design. Seu traje base é icônico sim, mas os outros são lindos também.

    Os sons ambientes também combinam, mas as instalações têm diferentes estilos: você vai ouvir criaturas andando por aí, mas você também ouvirá a tempestade lá fora, as paredes rangendo em alguns locais, canos estourados etc. A ambientação de cada local é muito impecável.

    E falando de músicas: com exceção a música do deserto (que não agrada muito), as demais músicas são obra-prima, maravilhosas, e acompanham diversos momentos importantes; desde momentos de narrativas, momentos intensos com bosses e até uma exploração silenciosa em um local onde a tempestade não dá trégua lá fora, onde o sinal de rádio se foi e você não sabe o que te espera na próxima porta e que pode te surpreender a qualquer minuto.

    E esse Vilão dos Trailers?

    Precisamos falar de Sylux: ele é interessante e muitos queriam saber como seria sua participação por aqui. Ele apareceu muito nos trailers e isso deixou uma hype grande na galera; os antigos fãs pegaram a referência e os novos fãs ficaram procurando por aqui: “Quem é esse tal Sylux?”.

    Mas eu tenho uma péssima notícia: o Sylux mal aparece. Não é um vilão de fato; seu marketing vendeu outra coisa, pois, no jogo, a jornada da Samus é o principal e Sylux é um antagonista que aparece em alguns momentos. Mesmo que sejam momentos importantes e ele faz parte sim da história, ele não é tão explorado, sabe?

    Então, sinto que ele foi mal aproveitado ou mal apresentado; acredito que poderiam deixar esse personagem como surpresa e não como foco nos trailers. Quem jogasse ia ver ele lá e achar uma surpresa boa, principalmente por quem já o conhecia de outros jogos.

    Então Sylux é legal sim, mas poderia ser algo mais.

    Vale a pena?

    Metroid Prime 4 Beyond é um jogo incrível, muito bom, divertido e que consegue ser uma ótima porta de entrada para novos fãs. Entrega um Metroidvania 3D maravilhoso e que vai valer suas 15 horas ou mais; a busca pelo 100% é recompensadora e pode agradar sim os fãs antigos também, porém ele dificilmente vai superar a trilogia anterior.

    Era esperado demais que um jogo só entregasse um nível que superaria uma trilogia completa, e isso não acontece. Devido ao tempo de desenvolvimento, expectativas e muito mais, é possível entender esse peso colocado nos ombros desse título; então fica de aviso: esse é um bom jogo, mas que não consegue superar sozinho a sua trilogia antecessora.

    Se você não jogou os títulos anteriores, só vai. Essa parte só vai ficar na sua mente se você gostar do quarto jogo e decidir conhecer os demais depois; já adiantando que até vale a pena: se gostar desse, jogue os outros também. E se você jogou os antigos, jogue entendendo que a sua trilogia amada é maravilhosa, você pode jogar ela de novo se sentir saudades (ela estará lá exatamente como você lembra), mas o novo jogo não veio reinventar a roda.

    Ele mantém o que deu certo, aprimora a modernização da franquia e arrisca novidades diferentes, que podem ou não agradar; vai de você. Eu, particularmente, amei minha experiência em Metroid Prime 4 Beyond.

    Agora, o preço. Aqui é complicado; atualmente em toda review eu critico o preço, já que estamos em uma época em que os jogos custam mais de R$ 400. Na eShop a versão de Switch custa R$ 349; de Switch 2 custa R$ 439,90 e o pacote de melhoria por R$ 59,90. Esses preços não são baratos.

    Então vai aqui uma dica que deixei em outros textos também: a mídia física poder ser mais interessante. Comprando em uma loja oficial (que você confia), que tenha cupom ou cashback, é possível economizar encontrando valores entre R$ 210 até R$ 290 para a versão de Switch; e a versão de Switch 2 um pouco mais, porém ainda bem abaixo do valor cobrado no digital.

    Se você concorda com todos os pontos positivos e negativos que viu por aqui, dê uma chance para Metroid Prime 4: jogue e tire suas próprias conclusões. A experiência desse jogo é ótima e divertida. Joguem Metroid!

    Confira o trailer do game:

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    CRÍTICA: ‘EA Sports FC 26’ mostra que está encontrando seu caminho na era moderna de games

    Mantendo uma tradição que andou acontecendo aqui no Feededigno, vamos falar sobre mais uma temporada de futebol com o jogo lançado em 2025, EA Sports FC 26, que, ame ou odeie, é um dos títulos do gênero que tem uma grande longevidade.

    Desenvolvido pelo trabalho em conjunto pela EA Romania e EA Vancouver, o título, que anteriormente já foi conhecido como FIFA, é publicado pela Electronic Arts e chegou para a antiga e atual geração de consoles em 26 de setembro de 2025. EA Sports FC 26 não tem uma história oficial, mas sua premissa é reproduzir virtualmente a temporada mais recente de futebol no mundo através dos seus modos de jogo, além do fantasy game Ultimate Team.

    Demorou um pouco mais do que o programado, mas finalmente vamos falar desse jogo que todo ano divide opiniões em sua comunidade. E gostaria de começar essa análise falando justamente sobre a jogabilidade, que teve uma das mudanças mais evidentes em relação às últimas edições, com a distinção em dois modos de jogabilidade.

    EA Sports FC 26

    Nesse quesito, temos os modos: competitivo, com uma faceta muito mais de um jogo de futebol no estilo arcade, tendo dribles mais fluídos, uma dinâmica de jogo muito mais veloz, que vai satisfazer muito o tipo de jogador que se aventura nos modos online; e o autêntico, que é muito mais cadenciado, muito mais focado na posse de bola e uma dinâmica de ataque e defesa muito próxima do que vemos com o esporte no mundo real, assim ganhando as características de um simulador.

    A diferenciação na jogabilidade é uma forma muito coerente de agradar um público que se acostumou com o aumento da velocidade nos jogos do EA Sports FC, porém busca chamar à atenção daqueles que deixaram a franquia tem algum tempo e, ao mesmo tempo, busca abraçar novatos. Essa possibilidade me agrada por tornar o título de Electronic Arts muito mais moldável ao usuário de forma mais profunda, além do nível de dificuldade oferecido; e isso vai tornar a experiência diferente, vai incentivar os jogadores a explorarem outros modos de jogo que também entregam um ótimo entretenimento.

    Um ponto que me agradou nessa parte foi a melhora dos goleiros (algo que sempre senti muita falta ao longo dos lançamentos da franquia).

    EA Sports FC 26

    E temos nessa edição guarda redes que são mais difíceis de serem batidos, e isso é muito divertido, particularmente pensando do ponto de alguém que está acostumado com a jogabilidade. Além disso, alguns movimentos novos foram acrescentados à posição, o que já diminui bastante a incidência dos movimentos não naturais que os jogadores da posição costumam fazer.

    Questões gráficas nesta edição se mantêm em uma qualidade muito satisfatória. Mas o que vale destacar é o aprimoramento na física do jogo, onde vemos divididas, confronto por ocupação de espaço, performance dos chutes (como, por exemplo, fazer um arremate ao gol em velocidade com um marcador próximo e o jogador ter um movimento condizente com a situação); e isso também se aplica aos passes, onde vemos a clara diferença entre tocar a bola para um companheiro de time enquanto está livre, com aproximação e sendo fortemente marcado.

    Ainda sobre estética, os visuais de jogadores, estádios, uniformes e até mesmo as chuteiras continuam se mantendo com uma boa qualidade; assim como, em design de áudio, os cantos de algumas torcidas cujo o clube tem uma parceria mais específica com a desenvolvedora.

    EA Sports FC 26

    E isso coloca uma camada prazerosa da vivência em um estádio de futebol, algo que sempre considero ser um dos objetivos centrais do gênero esporte como um todo.

    Os modos, como um todo, não receberam novidades expressivas, mas melhorias que são mais pontuais: como o retorno dos torneios no FUT (Football Ultimate Team), que vão proporcionar recompensas de forma mais rápida, em um curto período, podendo fortalecer o seu leque de cartas de forma mais constante. Além dessa mudança, temos uma diminuição da progressão de nível das cartas, demorando para que cheguem aos níveis mais altos, tornando o modo um tanto mais equilibrado.

    Em modos off-line, o modo carreira teve algumas mudanças mais evidentes: como a possibilidade de começar uma jornada com uma lenda do futebol inclusa no seu time; os eventos inesperados, que são uma atração que me agradou muito durante o desenvolvimento da carreira de técnico; e o ponto de início, que já esteve presente na edição anterior, mas pude aproveitar melhor essa novidade.

    Na versão para jogador, temos a melhoria foi o sistema de arquétipos, que podemos desenvolver inspirados em ídolos dos futebol (como Ronaldinho, Zlatan Ibrahimovic, Xavi e entre outros), que vão definir os atributos base do seu jogador criado e as PlayStyles iniciais.

    A atual edição da franquia EA FC é uma boa pedida para aqueles jogadores que sentem falta de um jogo do esporte futebol na sua coleção: uma jogabilidade que vai abraçar um público maior; melhorias pontuais que são satisfatórias; e o mais próximo que podemos ter em diversão virtual desse esporte.

    Confira o trailer do game:

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    CRÍTICA: ‘Kaoru Hana wa Rin to Saku’ é um dos melhores animes do ano

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    E quando o amor floresce de forma tão majestosa? Animes encantam por diversas razões, pois trazem diferentes emoções, trazendo para o público narrativas poderosas que vão estar gravadas nas memórias e corações de seus espectadores por muito tempo. E podemos colocar essa adaptação com esse mesmo potencial.

    Kaoru Hana wa Rin to Saku (The Fragrant Flower Blooms With Dignity) é uma adaptação do mangá homônimo escrito por Saka Mikami, publicado na revista Magazine Pocket em outubro de 2021, e ainda está em lançamento. Sua adaptação para anime foi realizada pelo estúdio CloverWorks (de Spy x Family), sendo seu roteiro criado por Rino Yamazaki, direção Miyuki Kuroki, Haruka Tsuzuki, e sua distribuição original ocorreu entre julho e setembro de 2025 pela estação de TV Tokyo MX, chegando no serviço de streaming Netflix com episódios semanais após a exibição no Japão.

    O elenco de vozes originais tem Yoshinori Nakayama (Rintarō Tsumugi), Honoka Inoue (Kaoruko Waguri), Kikunosuke Toya (Shōhei Usami) e Kōki Uchiyama (Saku Natsusawa), tendo sua dublagem feita pelo estúdio Iyuno Brasil, com o elenco formado por Yuri Chesman, Bianca Alencar, Lipe Volpato, Michel Pejon, Douglas Guedes e Isabella Guarnieri.

    Animes

    O enredo do anime é sobre uma história de amor improvável entre Rintaro Tsumugi, um garoto com aparência intimidadora da escola masculina Chidori (para “alunos problemáticos”), e Kaoruko Waguri, uma garota gentil da prestigiosa academia feminina Kikyo. Apesar da rivalidade entre as escolas e uma diferença social entre os alunos de ambas as instituições, eles se conhecem na confeitaria da família de Rintaro e desenvolvem um relacionamento delicado, que precisa superar preconceitos e barreiras para ficarem juntos.

    Assistir Fragrant Flower foi uma experiência que me surpreendeu, porque, depois de muito tempo, surgiu um anime romance adolescente para me cativar pela intensidade da emoção dos protagonistas, como é o caso desse shoujo, que diria ser uma das melhores produções lançadas no ano passado.

    Os aspectos técnicos são excelentes, proporcionando visuais e cenas muito bonitas, mas o que realmente me encantou foi a intensidade emocional que essa história consegue transmitir para a pessoa que vai assistir em um romance que não vai apenas explorar o casal principal e sua construção, como o desenvolvimento de ambos como indivíduos e suas respectivas realidades.

    Ambos os protagonistas vivem momentos muito distintos: com Rintarō em algo muito comum na adolescência, que é a ambivalência de lidar com as responsabilidades, sua autoestima e o que deseja para o futuro, sua relação com os amigos e, mesmo com uma aparência muito mais descolada, superar a timidez é uma questão; enquanto Waguri tem questões semelhantes, mas tem uma perspectiva mais otimista, mostra confiança, mesmo com o medo da incerteza do que virá do outro lado. E essa relação cresce de forma muito emocionante ao longo dos 13 episódios dessa temporada.

    Esse florescer não se limita apenas a centralizar todo o desenvolvimento emocional apenas no casal principal, dando espaço para que outros personagens, como Subaru Hoshina, a melhor amiga de Waguri, Saku Natsusawa, um dos amigos de Rintarō, e o grupo como um todo, sejam relevantes para a construção da história em sua totalidade.

    A relação entre a imagem proporcionada pelo status com a realidade impactante de conhecer a pessoa de fato é um ponto que me agrada, porque mostra esses adolescentes tendo pensamentos, pré-julgamentos e até acontecendo uma hierarquização entre as escolas que estudam; e, ao longo da narrativa, ver cada uma dessas barreiras caírem ao perceberem os pontos em comum, tornando essas subjetividades muito mais próximas, construindo assim uma relação muito mais afetuosa.

    Isso não irá acontecer apenas na relação entre os personagens, como também a sua relação como espectador na experiência narrativa, porque em diversos momentos temos impressões diferentes sobre eles e o que cada um pode futuramente se encaixar no desenrolar dos acontecimentos da história, tendo a surpresa de encontrarmos alguma coisa além em cada um deles.

    Além dessa camada interessante, é muito divertido ver os encontros e desencontros, as situações engraçadas, os momentos mais emocionantes e como, inconscientemente, Waguri e o Rintarō estão sempre se declarando um para o outro através dos gestos, afeto e o cuidado, mostrando como o não verbal é uma forma de demonstrar amor tão bonita.

    Essa primeira temporada encerra de uma forma muito emocionante, sendo um brinde a construção narrativa que foi tão bem desenvolvida ao longo dos episódios e garantindo um coração aquecido para terminar a temporada com chave de ouro.

    The Fragrant Flower Blooms With Dignity é um anime que vai abraçar o seu coração pelo excelente desenvolvimento dos personagens, as situações que fazem um romance ser um gênero divertido e um trabalho técnico que vai agradar muito seus espectadores.

    Confira o trailer do anime:

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    CRÍTICA – Diablo IV Temporada 11: O paladino chegou com o pé na porta e outra porta no braço

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    Diablo IV chegou na sua Temporada 11 no final de dezembro de 2025 e, com essa temporada, chegou uma nova classe: O Paladino. Essa é uma das classes mais pedidas e aguardadas, inclusive por mim. Além disso, a Blizzard também anunciou durante o The Game Awards de 2025 uma nova expansão que chega em 28 de abril de 2026 com mais da história do jogo, uma nova área, mudanças e outra nova classe.

    Recebemos antecipadamente a DLC chamada de Lord of Hatred (PS5) pela Blizzard, a quem agradecemos. Nós recebemos a versão Standard, mas você pode adquirir as versões Deluxe e Ultimate que adicionam mais itens ao pacote. Lembrando que o jogo está disponível para PC, Xbox Series e PlayStation 5.

    A versão Standard (R$174,90) te dá acesso ao Paladino de forma antecipada, à DLC anterior Vessel of Hatred, à nova DLC Lord of Hatred, um baú extra, dois espaços extras de personagens e cosméticos em World of Warcraft. As demais também te darão acesso a esses itens, mas a Deluxe (R$259,90) adiciona mais alguns cosméticos para o Diablo IV, e a versão Ultimate (R$389,90) adiciona o que vem na Standard e na Deluxe, porém adiciona 3.000 platinas e ainda mais cosméticos para Diablo IV.

    Se você ainda não jogou Vessel of Hatred, mas tem interesse em jogar mais da aventura principal do jogo e também de explorar a nova área, vale a pena adquirir uma das versões de Lord of Hatred. Assim você já conhece a DLC anterior, já aproveita o Paladino de forma antecipada e está pronto para a continuação da campanha principal neste ano.

    Aqui fica claro que, se você quiser jogar com o Paladino, você precisa comprar em algum momento a nova expansão. É interessante saber que serão duas classes, mesmo que uma seja surpresa; porém, acredito que muitos fãs esperavam que uma delas viesse de forma gratuita e não foi bem assim que aconteceu.

    Minha Experiência com Diablo IV

    Diablo

    Sendo bem sincera, esse é um jogo que eu amo a ponto de tatuar, e tatuei. Comecei a jogá-lo no PC, porém acabei adquirindo o jogo novamente no PS5, em uma versão que vinha com a primeira expansão, e essa decisão foi tomada por causa do cooperativo em tela dividida.

    Minha parceira joga comigo e faz mais sentido jogarmos no PS5 dividindo a tela dessa forma, por isso a decisão de troca de plataforma. E no primeiro dia em que a temporada nova chegou, em vez de ser divertida, foi complicada. Apenas uma do co-op conseguia acessar a aba de temporada e suas novidades; além de alguns outros pequenos bugs irritantes, esse era o pior de longe, já que não conseguíamos usar os poderes de temporada e afins. Procurando sobre, notei em fóruns que mais pessoas ao redor do mundo reportavam o problema, e ele foi corrigido em uns 4 ou 5 dias, então ficamos esses dias sem jogar muito.

    Se você joga de forma solo, provavelmente não presenciou isso, o que é ótimo, e eu imagino que alguns bugs possam acontecer mais na forma cooperativa mesmo. É frustrante? É, mas acho que corrigiram o mais rápido possível e, desde então, passamos mais de 80 horas jogando a Temporada 11.

    Ambas com Paladinos, em busca do End Game o mais rápido possível. Já que já tínhamos jogado as campanhas do game, tanto a base quanto a da primeira DLC, ao chegarmos começamos a corrida para completarmos a aba de temporada, caçar os bosses e afins.

    O Paladino é uma classe fácil de se dominar se comparada às outras classes, como o Natíspirito. Ambos são diferentes em suas propostas, então é apenas um comparativo por cima, mas enquanto um é direto ao ponto, o outro tem diversas minúcias para você explorar.

    Essa nova classe é definitivamente um defensor absurdo, mas que está carregado de dano e que pode limpar as masmorras de forma rápida, satisfatória e divertida, chegando a tirar um pouco o brilho da classe do Bárbaro que estaria um pouco mais próximo dele, pelo menos nesse momento.

    Temporada 11 – A Blizzard tá fazendo a faxina de Ano Novo no Santuário

    Diablo

    As coisas mudaram por aqui. A Blizzard parece estar dando uma geral na casa para mudança de ano e a chegada das visitas, a nova expansão, já que mudaram progressão, modo de defesa e recompensas adquiridas. Então, enquanto ela pede para seu filho novo, Paladino, ir à sala conhecer as visitas e colocar a mesa, também vai varrendo, arrumando as coisas espalhadas, tirando a louça da pia e afins para as novidades.

    A temporada apresenta o tema de Intervenção Divina, onde os Céus decidiram entrar no jogo sem uma solicitação formal. Apresentando Hadriel, um celestial que segue fortemente regras dos céus e que busca conter a influência dos Males Inferiores que vêm se alastrando cada vez mais por Santuário.

    E essa não é uma missão para ser feita de um dia para o outro; cabe a nós aproveitar o que essa nova remexida em Santuário tem a oferecer. O mundo está em uma fase caótica e expõe que uma ajudinha divina não é por benevolência, e sim que terá um preço, e será cobrado. Logo nossos poderes de temporadas não são de graça, todas as bênçãos são acompanhadas de maldições.

    Com Dádivas Corrompidas e Purificadas. Sim, as corrompidas são toleráveis pelos personagens, essa é a graça, então teremos uma vantagem e uma penalidade para usá-lo, mas podemos purificar removendo seu efeito negativo, melhorando o positivo e adquirindo mais recompensas.

    Buscar a purificação vai ser uma chave essencial na temporada, te dando um norte e um objetivo a mais ao longo da gameplay. E bom, você não deixaria isso de fora, certo? Você investiu pelo menos R$175, então provavelmente vai jogar até seu personagem ficar tão absurdo que vai pulverizar qualquer demônio por perto.

    Diablo

    Os Males Inferiores citados são os vilões que vamos caçar no End Game. Serão chefes clássicos: Azmodan, Belial, Andariel e Duriel, que já vimos anteriormente, mas agora estão integrados todos de uma vez na temporada como atividades principais.

    Azmodan chega como chefe de mundo junto com Avareza, Morte Errante e Ashava, mas Belial você encontrará no Fosso, já Andariel estará na Cidade Subterrânea de Kurast e Duriel acompanhará as Marés Infernais.

    Além desses chefes andando por aí e Hadriel te mandando fazer o trabalho por ele, teremos as mudanças de Afixos — que agora você escolhe, não é mais por sorteio. Poderemos aprimorar nossos itens até o nível 25 de qualidade e santificação dos itens, mas lembre-se: mexa nos seus itens antes de santificá-los.

    A forma de Defesa também mudou, então esquece tudo que você sabia até esse momento. Agora o atributo principal de defesa é Resistência (Tenacidade), que combina armadura e resistências elementais em uma coisa só. Eu acho que deu uma facilitada para quem tava perdido com tanto atributo, mas deve desagradar aos que gostavam de tudo no seu devido lugar de forma bem separada. No final do dia a armadura afeta todos os tipos de dano, físico e elementais, e busca fazer com que as estatísticas façam mais sentido de forma unificada.

    A Cura também está diferente e esse pode confundir um pouquinho, pois não funciona mais como redução de dano, mas você meio que “guarda vida extra”, tipo um reservatório de vida. E vai ser curado de forma passiva enquanto acumula fortificação, tipo como uma barra de vida secundária.

    Jogadores mais focados e que gostam de ver cada um dos status vão achar estranho as mudanças na primeira vista, já que são mudanças depois de muito tempo fazendo o que já tinham pegado o jeito, mas vão pegar a ideia com pouco tempo de jogo. Já os jogadores casuais podem se aproveitar mais de status unificados mesmo não pegando a diferença em si entre as temporadas. Sendo repetitiva, no final do dia, vai todo mundo recorrer a um guia aqui ou ali, algo que acho incrível nessa comunidade: tem sempre muitos guias e conteúdos legais para se aproveitar.

    O Protagonista de Hoje: O Paladino

    Diablo

    Essa classe tomou o protagonismo dessa temporada, não tem como evitar. É muito legal andar por aí com um escudo parecendo uma porta e descendo martelada nos demônios, mas você pode usar armas de duas mãos também. E caso você queira jogar de Bárbaro nessa temporada, recomendo fortemente o Paladino com arma de duas mãos; deixa o Bárbaro descansar, afinal ele tá cansado nessa temporada.

    Alfinetadas à parte, Bárbaro é uma das classes que eu mais gosto, criei alguns ao longo desse tempo, mas em específico nessa temporada, enquanto você está criando aí o seu momento do ápice de dano da sua build, provavelmente o Paladino já limpou a dungeon. Então, se te convenci a dar uma chance para essa classe, vamos falar sobre ela logo.

    Teremos 4 juramentos no Paladino, aquela mecânica única que toda classe tem, sabe? Aqui teremos Judicante, Zelote, Inexorável e Discípulo.

    Judicante é para quem busca resistências bem elevadas e está procurando usar a defesa como arma. Zelote talvez agrade os jogadores de Bárbaro que tentaram uma classe diferente; aqui temos fúria canalizada em fé (isso que eu achava que esse era um dos pecados, né? Brincadeira!). Ataques rápidos, muito dano e mobilidade você encontra por aqui. Agora no Inexorável teremos ataques, controle e dano em área. E por fim, o Discípulo acho que pode ser o favorito da galera, já que teremos ataques alados; usar a forma de Inquisidor vai te ajudar a causar ainda mais dano e parecer uma lanterna ambulante correndo pela dungeon cheio de luzinhas ao redor do personagem. Dizem por aí que quanto mais RGB, mais FPS você tem.

    Falei de forma resumida, eu sei, mas galera, o personagem combina com toda a temática da Temporada 11, porque a Blizzard fez dele a Temporada 11, não só no design, beleza?! Ele vai se dar super bem com as Dádivas Divinas; toda essa brincadeira da mudança no sistema de defesa só soma com o personagem e acaba que é divertido demais jogar com ele para quem não busca classe e combos complexos.

    Quando dropei pela primeira vez o escudo único que o Paladino usa no trailer da temporada foi insanamente incrível, parecia que o personagem estava naquele nível de “badass” e é isso que essa classe busca atingir. É até meio raro uma classe nova agradar tanto, mas o pezinho nostálgico do Paladino do Diablo II e do Crusader do Diablo III devem influenciar um pouco isso aqui. Sim, temos diversos novos itens únicos no jogo para o Paladino.

    O preço do Poder Divino vai custar no seu bolso também

    É, complicado. Se você gosta bastante de Diablo IV, quer jogar as duas expansões e testar as novas classes, a versão Standard brilha os olhos; são duas partes da história principal, duas áreas novas e três classes novas, já que vem a Vessel of Hatred junto da Lord of Hatred. Nesse caso, eu acho que vale a pena sim.

    As versões Deluxe e Ultimate são bem mais caras e devem brilhar os olhos daqueles que querem muito os cosméticos e as 3.000 platinas para o passe de temporada, então se tem um dinheiro a mais aí e é algo que não pode fazer falta, por que não!? A Ultimate adiciona cosméticos que vão iluminar mais a sua sala do que o RGB do seu computador, é realmente bem brilhante.

    A Temporada 11 reformula status defensivos e de cura, traz poderes divinos, os chefes marcantes invadiram os conteúdos do jogo, o Paladino chega com um pé na porta e outra porta no braço. E prepara o terreno para adição da nova parte da história. Vamos finalmente acertar as contas com Mephisto e falarei sobre isso quando a Lord of Hatred lançar; não posso afirmar nada dessa parte do conteúdo por agora, já que não pude jogar ainda, afinal, nem lançou, né? Então tenha em mente isso, uma parte dessa compra só saberemos como vai ser em abril.

    É uma temporada cheia de mudanças para revigorar um pouco as coisas. É divertida, e mais divertido ainda com amigos.

    Confira o trailer do game:

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    CRÍTICA: ‘Big Hops’ é um jogo que diverte e aquece o coração

    Um jogo de plataforma, de uma forma ou outra, sempre se torna uma experiência aconchegante, seja pelo seu visual ou sua temática, sendo esse conceito altamente válido tanto para os clássicos como para aqueles que estão surgindo, como é o caso de Big Hops.

    Esse título é desenvolvido e publicado pela Luckshot games, inaugurada em 2015, teve como seu jogo de estreia o Sausage Sports Clube em 2018 e, em 12 de janeiro, lança para Computadores Via Steam, Nintendo Switch e para Playstation 5 Big Hops.

    Na história desse jogo, você jogará como Hop, um jovem sapo que foi sequestrado de casa por um espírito trapaceiro chamado Diss, com uma missão misteriosa, e precisa da sua ajuda, entretanto tudo o que o sapinho deseja é voltar para casa e reencontrar sua mãe e irmã. Após um encontro inusitado, um guaxinim velho e magro irá se oferece para construir um veículo que o levará para seus entes queridos, sendo essa o objetivo principal da sua grande aventura.

    Big Hops é um jogo que pode futuramente ser visto como um jogo de conforto, porque ele irá oferecer essa experiência relaxante através dos seus visuais, mecânicas simples que permitem ter muita variação e de fácil aplicabilidade, e uma exploração de cenário que acredito ser bem intuitiva.

    Big Hops

    O que mais impressiona é quantidade de movimentos que o Hop consegue fazer para avançarmos ao longo da história, nos permitindo pular, escalar, fazer um pequeno deslizar no ar, nadar, correr por um determinado tempo por algumas paredes, além da língua, que permite abrir baús, pendurar em alguns objetos ou arrastá-los, e outras interações com cenário que são muito interessantes.

    Apesar de serem mecânicas muito simples, ter muitas opções para superar os obstáculos impostos pelo cenário é uma excelente ideia, algo que vai proporcionar muita diversão e incentivar a sua criatividade.

    As fases não serão altamente desafiadoras ou vão tentar confundir o jogador entre ir para um lado ou outro, mas vão entregar um ótimo entretenimento pela pluralidade de opções que são disponíveis para poder passar por elas, e isso por si só já é algo que vai garantir umas boas horas de gameplay.

    Big Hops

    Como é tradicional de um jogo plataforma, temos que explorar o cenário para cumprir os objetivos de missão principal e secundário, sendo isso também aplicado para encontrar os colecionáveis como insetos, Dark Bits, Dark Drips, podendo desbloquear as melhorias do personagens e itens cosméticos, deixando o nosso sapinho o mais personalizado possível.

    A respeito das melhorias, não existe nenhuma grande mecânica complexa para isso, o jogo não se propõe a ter uma grande complexidade nesse sentido, é apenas adquirir os itens necessários para realizar a sua confecção e ir no depósito do Drilson, e mesmo tendo uma variedade de itens para a criação, não se tem um grande desafio para realizar essa tarefa.

    Big Hops

    O que talvez vai incomodar alguns jogadores mais fervorosos, que busquem aquele desafio cheio de adrenalina, é que esse jogo não vai oferecer isso na proporção que vá atender a demanda deles, sendo um jogo muito voltado para se divertir sem grandes preocupações.

    A estética do jogo me agrada porque explora de forma muito competente a proposta de um jogo de plataforma em 3D, com cenários bem polidos, design de personagens criativos, som e performance, nesse caso no Playstation 5, muito satisfatórias, e uma iluminação que vai se harmonizar de forma muito coesa com o tom colorido deste mundo.

    O enredo joga muito no seguro, com uma premissa do protagonista que vai ter uma grande aventura na busca de voltar para casa, e isso não é um ponto negativo, porque na variedade de tantas experiências mais complexas, assumir o papel de uma sapinho carismático que só quer ver a família é tudo o que precisamos em um dia de jogatina.

    Big Hops não é um jogo que vamos considerar uma revolução do que é o gênero, jogando no seguro em uma experiência divertida, um protagonista carismático e mecânicas que podemos aproveitar o melhor delas ao longo de toda a nossa jornada.

    Confira o trailer do game:

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