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    CRÍTICA: ‘Kirby Air Riders’ é muito mais que uma skin de Mario Kart

    Kirby Air Riders foi lançado no dia 20 de novembro de 2025 pela Nintendo como exclusivo de Nintendo Switch 2, um lançamento que surpreendeu diversas pessoas, já que já faz mais de 20 anos desde o Kirby Air Ride de GameCube, e outra coisa que surpreendeu foi que o jogo chegou dublado e legendado em Português Brasil.

    Ambos os títulos estão na conta do famoso Masahiro Sakurai, o criador do Kirby e da franquia Super Smash Bros. E agradecemos à Nintendo Brasil pelo envio da chave para que pudéssemos conhecer esse jogo!

    Kirby Air Riders é uma surpresa um pouco inesperada, pois o game é bem diferente e, depois desse tempo todo, quem imaginaria um novo jogo da franquia chegando, sabe? Se me contassem que o jogo estava em desenvolvimento, eu nem acreditaria; na real, eu perguntaria o que é esse jogo.

    Já que eu nunca pude ter um GameCube e estou conhecendo alguns clássicos do console pelo Nintendo Classics agora, então eu pesquisei e fui atrás de como era o antigo título, e ele já era bem interessante, divertido e diferente há 20 anos atrás. Mas tudo isso se renova com a chegada do atual Kirby Air Riders, que não é um remake, apesar do “S” a mais no final do nome. É um novo jogo mesmo.

    A Nintendo tem diversas IPs bem importantes, mas ela tem dado uma atenção para elas agora no novo console, e isso me agrada muito. Sim, eu ainda quero um novo Mario, um novo Zelda, etc., mas foi tão bom finalmente vermos um jogo novo de Metroid Prime, um jogo novo de Donkey Kong, um jogo novo agora para Kirby. Já tem anúncio de um novo Fire Emblem, e que se mantenha assim: todo mês, basicamente, tem um lançamento novo para o híbrido Nintendo Switch 2.

    Kirby Air Riders

    Mesmo vendo muitas pessoas dizendo que o Nintendo Switch 2 não tem lançamentos ainda ou que está fraco no line-up, eu discordo. Eu entendo que talvez alguns dos lançamentos não te agradem, talvez você não goste de FPS para ficar empolgado com o Metroid Prime, talvez um jogo de kart tradicional como Mario Kart já te agrade o suficiente e você não entenda a surpresa que é o Kirby Air Riders.

    Esse novo jogo da bolinha rosa mais carismática dos jogos é muito mais que um jogo de kart. Afinal, aqui pilotamos naves, mas, brincadeiras à parte, Kirby Air Riders não é uma simples skin de Mario Kart com os personagens de Kirby, mas sim um jogo diferente, divertido, um pouco estranho e muito frenético, com uma identidade incrível, que renova a jogabilidade para quem curte esse estilo de jogo e queria conhecer algo diferente.

    Inclusive, o que ele não tem de Mario Kart, ele tem de Smash. Engraçado, né? Um jogo de corrida que lembra um pouco o famoso Smash Bros.? Pois é. Nas corridas de Kirby, acertar um oponente vai te dar vantagens, e vira quase um ringue em alta velocidade, se for pensar desse jeito, todos querendo pegar um turbo ou um upgrade de outro piloto e dos outros personagens que estão presentes nas pistas.

    E um pequeno aviso: como é um jogo frenético, se você tem cinetose (como eu), pode ser que fique um pouco enjoado, e não tem recursos muito elaborados para melhorar isso no jogo.

    Jogabilidade e História

    Kirby Air Riders

    O jogo conta com um modo história, o Pé na Estrada. Adorei esse nome. Conforme avançamos, tem cinemáticas bem bonitas para contar melhor a história. Vamos saber um pouco mais sobre as naves que usamos, como vieram para esse local e um pouco mais sobre Kirby.

    Não é um modo de história longo: com cerca de 2 horas é possível zerar o game dessa forma. Mas é incentivado pelo jogo a rejogabilidade, já que terá New Game+ e isso libera novas naves e caminhos diferentes.

    E no jogo todo você não precisa segurar um botão para acelerar, a nave estará sempre acelerando por você. Você pode usar os botões para mudar as direções, irá segurar um botão para derrapar, escolher a direção e, ao soltar, acontece um turbo.

    Essa parte de escolher a direção é o intrigante, pois, dessa forma, você pode dar uma freada na sua nave, e isso facilitará a direção do turbo na hora das curvas, que são geralmente bem fechadas. Dominar isso vai te ajudar a se manter na corrida sem bater na parede de alguma curva.

    Os personagens podem engolir os inimigos e se transformar, afinal, sem isso não é Kirby. Cada personagem tem um especial diferente. Todos podem usar naves diferentes, não são locadas aos personagens, e cada nave tem status diferentes. Mas você pode ir além com personalizações feitas por você ou pela comunidade. Assim, além do desempenho das naves, você pode deixá-las mais a sua cara no estilo.

    Kirby Air Riders

    Mecanicamente é simples de entender, mas é difícil de dominar. Você vai jogar as primeiras partidas achando que não entendeu nada e mal acompanhou o ritmo frenético, mas, pegando o jeito e praticando, você consegue sustentar o ritmo de aceleração e se destacar no jogo.

    E não é só ir pra frente, afinal o jogo faz isso. Busque aprender quando soltar o turbo, quando soltar o especial, qual o momento para investidas nos personagens adversários próximos de você, etc. Todo recurso de estratégia vai te levar para uma colocação melhor. Fazer a Autoescola, o tutorial do jogo, pode ser interessante.

    Até o momento me referi ao estilo mais famoso de corridas conhecido, o modo Rali Rasante, mas existem outros modos interessantes também. Inclusive, você pode jogar em co-op local, multiplayer online ou sozinho.

    Um modo que me diverti bastante foi o Vista Aérea. É como se você corresse em uma miniatura ou maquete das pistas, olhando de cima, igual em jogos top-down. Esse modo é até um pouco menos frenético.

    A Prova Urbana é outro modo incrível, mas aqui o frenético ganha um upgrade a mais. Nele somos jogados em um tipo de mapa que funciona como hub com outros jogadores, mas vamos correndo por ele e pegando power-ups e/ou trocando de naves que estão espalhadas pelo mapa. Podem acontecer eventos durante esse tempo e, ao final da contagem, iniciará uma disputa entre quatro mini-games que podem ser diferentes, como enfrentar um chefão ou uma corrida com obstáculos diferentes, etc. No mini-game escolhido é onde iremos usar todos os power-ups que conseguimos coletar na primeira parte do desafio.

    Kirby Air Riders conta com vários modos e minigames para não te deixar entrar no modo tédio da vida. São todos jogos com muita aceleração e ótimos para esquecer os problemas do dia a dia, divertidos com amigos ou sozinho. É um jogo completo e recheado de diversão.

    Vale a pena?

    Kirby Air Riders

    É um jogo que não vi tantas pessoas prestarem atenção, o que é uma pena. Sinto que precisamos de jogos mais diferentes e até mais estranhos, sabe? Novidade é bom, e a diversão do Kirby justifica ele valer a pena. As coisas diferentes dele dão uma novidade no estilo de jogos que você tem jogado.

    Porém, seu preço é absurdo. Ele poderia ter um preço menor; sendo assim, R$ 439,90 não deveria ser o valor de nenhum jogo. Como já falei em outras reviews de jogos first party do Nintendo Switch 2, são incríveis, mas seu preço é salgado, e o Kirby Air Riders acaba competindo pela atenção dos players do híbrido novo com outros jogos.

    Você ama Zelda? Então talvez esse dinheiro que você tem guardado há tanto tempo para comprar um jogo novo vá para Hyrule Warriors. Assim como, se estava 18 anos esperando por um Metroid Prime 4, pode ir para ele, ou para aquela DLC de R$ 199,90 do Pokémon Z-A. Escolhas que, para você, já são seguras, em vez de arriscar um jogo do Kirby de navinha que talvez você não curta tanto. Já posso afirmar que não é um jogo que vai agradar a todos.

    Seria incrível que a Nintendo tivesse deixado aquela demo disponível para sempre, pois, já que é um jogo considerado “nichado” e que muitas pessoas vão pensar duas vezes em sair da sua zona de conforto ao arriscar algo novo, faria total sentido ter uma demo disponível para que as pessoas pudessem testar antes da compra.

    Convenhamos, Kirby Air Riders é incrível, mas dificilmente é o jogo do assunto na confraternização da empresa, no aniversário do amigo, no almoço de domingo, etc. É mais provável que vocês estejam conversando sobre títulos mais conhecidos.

    Esse é um jogo que veio completo. Já fizeram um pronunciamento falando sobre não ter DLCs e conteúdos de Season Pass. Você compra e leva tudo junto, nada de edição Deluxe também. Isso achei bem interessante.

    A melhor dica é que você compre esse jogo físico. Dessa forma, você pode optar por lojas oficiais, utilizar cupons de desconto ou conseguir cashbacks, para assim obter um valor mais interessante.

    Conclusão

    Kirby Air Riders

    O jogo é frenético, caótico, divertido e completo. Conta com muitos modos e uma mecânica que vai além de Mario Kart ou de Sonic Racing. Kirby Air Riders dá um ar diferente aos jogos de “carrinho”. É incrível vermos mais jogos arriscando serem diferentes e novos. Contar com localização completa em PT-BR é uma surpresa gratificante, e o time de localização é incrível; o trabalho feito aqui foi perfeito e impecável demais.

    O valor do game é muito alto. Recomendo que procure formas de economizar em lojas oficiais e, se possível, teste o jogo de algum colega antes. Vale a pena conferir antes de apertar o botão “comprar”.

    Se curtiu tudo que mencionei aqui, se é um fã de Kirby, fã de jogos de corrida do estilo e tem um Nintendo Switch 2, já que o game é exclusivo dele, vale a pena conferir Kirby Air Riders e se apaixonar pelo game.

    Confira o trailer do game:

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    CRÍTICA: ‘Skate Story’ a Divina Comédia dos esportes radicais 

    Jogos com o tema de esportes radicais são uma experiência que sempre considerei muito divertida, marcando uma época de grande relevância principalmente os títulos cujo o centro das atenções era o skate e neste último mês de 2025 chega uma novidade muito interessante com o lançamento de Skate Story.

    O título é idealizado pelo desenvolvedor Sam Eng, tendo sua distribuição realizada pela Devolver Digital, lançado para Playstation 5 incluso na assinatura da Playstation Plus, Nintendo Switch 2 e para computadores via loja digital Steam com seu lançamento oficial ocorrendo em 8 de dezembro sendo precedida por uma demo dois meses antes para PC.

    O enredo de Skate Story é sobre um demônio que não tem um rosto visível ou uma identidade sendo conhecido apenas conhecido como o skatista de vidro cujo o sonho é poder devorar a lua para poder escapar do submundo encontrando paz e liberdade.

    Acredito que esse é um dos melhores jogos deste ano porque não vai ser uma experiência limitada apenas a reprodução do esporte radical em si, mas uma história que achei muito atraente que na minha interpretação remete a obras filosóficas como A Divina Comédia.

    Skate Story

    Apesar de ter uma duração que seria considerada curta para os padrões modernos de games, podendo finalizar o jogo em torno de 8 ou 10 horas, ainda temos uma experiência muito gratificante e uma jornada que considero muito lúdica em termos de narrativa.

    Todas as mecânicas do nosso protagonista de vidro são muito fáceis de aprender desde a simples remada para aumentar a velocidade ao Hellflip, uma manobra estilosa que aumenta uma pontuação de um combo mas não tem o mesmo efeito se repetida com muita frequência e isso é muito interessante principalmente quando comparamos a jogos cujo cerne é justamente repetir as acrobacias para gerar pontos até quase chegar a exaustão.

    Outro ponto muito elogiável nessa jornada se apresenta na fase de tutorial que passamos para aprender as manobras, com uma explicação detalhada que vai além de apenas aprender a combinação de botões para realizar o comando, mas a física entorno da manobra no mundo real e isso acredito que seja um incentivo através da arte dos games para que algum jovem ou até mais velho tenha paixão por esse esporte no mundo real também.

    Skate Story é uma experiência repleta de psicodelia que não fica apenas no que compreendemos da história como também em outros elementos técnicos como o design dos personagens, cenários, iluminação e até em pontos como as legendas inseridas de uma forma muito mais poética do que uma prosa. A trilha sonora composta pelo coletivo musical do gênero indie pop experimental Blood Culture é um componente que vai abraçar todos os elementos visuais e fazer o percurso entre as fases algo muito mais divertido, afinal o que seria um jogo de skate sem uma boa trilha sonora?

    Mesmo com essa quantidade de estímulos entregues ao longo do jogo, o que fica mais claro durante esse processo é que sua essência está firmemente plantada em algo extremamente simples que é andar de skate. Isso fica evidente quando analisamos o level design que combina fases que são em boa parte uma linha reta com algumas curvas e espaços abertos como se estivéssemos em um skate park com uma camada mais sobrenatural.

    Anteriormente, eu citei A Divina Comédia como uma das reflexões que tive no meu contato com Skate Story, e um dos pontos que me levaram a essa lembrança é a forma como ocorre a disposição da história: são nove capítulos, semelhantes aos nove círculos que Dante cruza ao lado de Virgílio até a chegada ao purgatório, além de um prólogo que vai concluir a história.

    Sendo assim, em cada etapa há um confronto de chefe que precisa ser derrotado após realizarmos combos de manobras, acompanhados de um comando de cravar para causar dano, rumo ao objetivo principal do skatista de vidro, que é comer a lua e se ver livre.

    Pensando a respeito do protagonista é muito interessante como a sua própria constituição pode falar muito sobre ele, um personagem que não vai verbalizar nada, mas sendo uma criatura com uma constituição muito frágil andando em algo que para ele pode ser considerado muito perigoso em busca de seu objetivo.

    Skate Story mostra a essência do que significa jogo indie que combina a simplicidade de comandos, elementos visuais, sonoros muito bem produzidos e uma história que vai abraçar a psicodelia para entregar uma mensagem interpretativa muito conectada a experiência prazerosa de andar de Skate.

    Confira o trailer do game:

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    CRÍTICA: ‘Battlefield 6’ faz a franquia ressurgir com muito estilo

    Dificilmente um bom jogador de jogos First Person Shooting, o famoso FPS, em algum momento de sua vida gamer não tenha cruzado com um jogo da franquia Battlefield, que teve seu primeiro título no começo dos anos 2000 e vinte e três anos depois chegou com mais um lançamento. Battlefield 6 é um jogo multiplayer no formato PvP, mas tem um modo campanha que vai ambientar o seu universo, que se passa em 2027.

    Com um mundo desestabilizado pela fragilidade da OTAN, acontece o surgimento de uma nova potência militar privada, a Pax Armata, que ataca diversos países do mundo, e iremos assumir o papel do membro do pelotão de elite “Dagger 13” dos Marine Raiders dos EUA, Dilan Murphy, que, ao lado de Simone Espina, a Gecko, vai fazer frente a essa ameaça.

    Desenvolvido pela Battlefield Studios e publicado pela Electronic Arts foi lançado em 10 de outubro para Playstation 5, Xbox Series X/S e para computadores via lojas digitais Steam e Epic Games.

    Essa análise veio um pouco mais tarde após o lançamento, mas é um jogo que acredito merecer ter uma análise por ter me agrado bastante em sua jogabilidade e o entretenimento que foram proporcionados.

    Battlefield 6

    Jogos de FPS sempre são uma questão por saírem como uma frequência anual, mas nunca apresentarem mudanças tão impactantes entre os seus lançamentos e podemos dizer que o Battlefield 6 não vai fugir muito dessa regra quando se trata de novidades entre um capítulo e outro, entretanto entrega uma melhoria de vida para este título que se torna um ótimo refresco não apenas para a franquia como para o gênero.

    Como citado anteriormente, a estrutura do jogo é a mesma com as 4 classes (assalto, engenharia, suporte e reconhecimento), equipamentos distintos para escolher e se escolher suas armas alinhado com cada uma é possível adquirir vantagens. A novidade que considero muito interessante é como essas combinações estão funcionando de forma mais efetiva, personalizando muito o estilo que podemos adotar para participar nas partidas de acordo com a classe que você consegue ter o melhor desempenho.

    Os veículos sempre foram umas das partes importantes da experiência de jogo por abrirem o caminho, facilitarem algumas estratégias de esquadrão e claro a imersão que proporciona e tive a percepção que nesta edição eles podem ser manobrados de uma forma muito mais intuitiva.

    Battlefield 6

    Por exemplo, os veículos aéreos como os aviões sempre exigiram mais habilidade para poder utilizá-los no campo de jogo nas oportunidades que foi possível voar por aí ao melhor estilo Top Gun pude lidar com eles com mais facilidade.

    Os mapas considero a cereja do bolo desde a beta e isso se confirma na edição final porque derrubar um prédio não é apenas um efeito visual que vai impressionar os jogadores como também uma forma de criar novas rotas para objetivos, afastar snipers e aproveitar os escombros para obter o melhor posicionamento.

    A jogabilidade individual me agradou muito, e fica impossível não comparar com outro FPS de muito sucesso há uma década.

    Enquanto no título da Activision tudo funciona de forma muito mais rápida, para saltar, deslizar e tudo isso sem o jogador tirar o dedo do botão de disparo, o que particularmente sempre achei muito duvidoso esse comportamento, em Battlefield 6 é mais lento, sendo possível ter uma espaço entre um confronto e outro com o time adversário, abrindo espaço para jogar de forma mais variada, seja alguém que se movimenta mais, avançando contra os inimigos, um atirador cobrindo grandes distâncias ou até mesmo com armas pesadas protegendo algum objetivo.

    Battlefield 6

    A campanha foi uma experiência interessante porque é uma história que vai abordar cenários políticos para construir sua narrativa, mesmo que não explore esse tema de forma tão profunda por ter uma duração relativamente curta para os padrões atuais de jogos. Outro ponto que faz a campanha ser um ponto positivo é sua função também ser para nos acostumarmos com as mecânicas de jogo como uma preparação para os modos multijogador.

    Battlefield 6 é um jogo que vai despertar o desejo de jogar um título do gênero, não por ser um lançamento repleto de novidades, mas por trazer um elemento que os últimos jogos do gênero andaram se distanciando oferecendo a possibilidade de não precisarmos sair do nosso estilo de jogo, pelo contrário, sermos incentivados a explorar o melhor disso.

    Confira o trailer do game:

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    CRÍTICA: ‘Donkey Kong Bananza’ é diversão pura em formato de video game!

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    Donkey Kong Bananza‘ é facilmente um dos melhores jogos que eu joguei esse ano, um dos melhores “platformers” e um dos melhores jogos da Nintendo. Eu amei quase tudo nesse novo título 3D do DK, já que, de fato, é uma experiência fenomenal, mas, apesar dos ótimos prós, ele infelizmente conta com alguns contras que é interessante você saber antes de apertar “comprar” aí no seu carrinho e finalmente tirá-lo da wishlist.

    DK Bananza foi realizado pelo time que anteriormente foi responsável por Super Mario Odyssey. Isso é bem positivo. O Odyssey foi um jogo incrível do Mario que com certeza deixa uma marca no Switch. Gostaria de ver uma versão com upgrade para o Switch 2 e com legendas em PT-BR desse jogo maravilhoso, mas, por hora, não temos nenhuma menção a isso.

    Preciso destacar que Donkey Kong Bananza está em PT-BR, não apenas nas legendas, mas na dublagem também. É uma surpresa um jogo da Nintendo chegar com localização PT-BR, mas é uma surpresa ainda maior ele ser dublado. Há alguns anos eu jamais imaginaria isso!

    E gostaria que isso virasse padrão. Porém, apesar de vermos isso em outros títulos como Mario Kart World, Mario Party Jamboree, Kirby Air Riders etc., não vimos isso no Hyrule Warriors: Age of Imprisonment, como citei no nosso outro texto sobre o game. Dito isso, vamos voltar ao DK Bananza.

    Um pouco da sua história

    Donkey Kong Bananza

    Jogamos com o Donkey Kong, claro, mas esse jogo trouxe de volta uma personagem que não víamos há muito tempo, a Pauline, aqui sendo uma criança que acompanhará o DK na aventura e que o ajudará muito com a voz poderosa que tem.

    DK e Pauline precisam impedir os vilões, a trupe do Void King, de continuarem roubando as bananas de cada um dos povos e locais que visitaremos no jogo, impedindo-os de utilizá-las para chegar até o núcleo da terra, o local onde se encontra a Raiz de Banandio. É dito no começo do jogo que, ao chegarem no núcleo, poderão realizar qualquer desejo, e nossa dupla não pode deixar que os vilões cheguem lá primeiro.

    A premissa é simples e de fácil entendimento. Isso não é um ponto negativo, na real é perfeito para o estilo do jogo, e também, à medida que vamos avançando, conheceremos outros personagens, mais desse mundo e da Pauline, que tem um grande medo de cantar na frente dos outros, mas que vai lidando com esse medo e amadurecendo conforme a trama se desenvolve.

    E afinal, quem não gosta de ser o grande herói que bota os pilantras malvados para correr? O DK é carismático, divertido de controlar, e seu visual novo reflete um pouco do que vimos no filme do Super Mario. Assim como amo o antigo visual, que parecia ser mais sério e mal-encarado, eu amo o estilo novo também, que é mais alegre e animado. E aqui os dois combinam perfeitamente!

    Como é jogar DK

    Donkey Kong Bananza

    Ao longo da minha gameplay, notei que facilmente dá para descrever a jogabilidade desse jogo como “satisfatória”. Não que seja algo mediano, e sim no sentido de que sentimos satisfação, tipo ao vermos aqueles vídeos que nos prendem até o final, por exemplo, cortando algo em tamanho igual, colorindo algo perfeitamente ou contornando algum desenho com muita precisão, entre outros exemplos que vocês podem pensar.

    Em DK Bananza, todo o cenário é destrutível de forma totalmente satisfatória. Podemos andar, rodar, pular, usar um pedaço do cenário como prancha, além de bater para frente, baixo ou pra cima, com diversos movimentos que o DK pode fazer. Também teremos transformações que o DK pode realizar e vamos conquistá-las ao longo da gameplay.

    No começo do jogo, vemos a área de mineração da qual o DK faz parte. Esse cenário é perfeito para introduzir as moedas do jogo, que são pepitas de ouro, que coletaremos destruindo qualquer coisa, achando em baús e afins. Além delas, poderemos encontrar outros colecionáveis. São fósseis de diferentes tipos por área e, claro, bananas também.

    A cada 5 bananas, ganhamos um ponto de experiência para melhorar as habilidades do DK e as suas transformações. As pepitas de ouro e os fósseis são usados nas lojinhas do jogo e em áreas que podemos comprar um abrigo para o DK descansar. Fazendo isso, recuperamos um coração temporário de vida a mais. Quanto mais abrigos na área, mais corações poderemos adquirir.

    As lojinhas contêm itens consumíveis, mapas do tesouro para acharmos mais fósseis e têm as de vestuário, onde podemos trocar a cor da pelagem do DK e as roupas dele e da Pauline. A cor dele em si não influencia em nada, é apenas estética, mas as roupas dão bônus diferentes, que podem ser úteis em áreas específicas.

    Estava tão acostumada ao visual clássico do DK que, na primeira vez, achei um pouco estranho, mas logo achei a ideia divertida e que soma na gameplay. Dito isso, correr por aí com o DK colorido e roupas variadas é algo muito legal.

    E eu carinhosamente gosto de chamar esse game de “Dungeon Crawler Reverso”, apenas por causa de como funciona o seu mapa. Nos jogos “Dungeon Crawler”, temos um mapa como “uma torre”, onde vamos avançando os níveis subindo, mas aqui devemos descer ao núcleo do nosso planeta. Então vamos descer nível a nível, descobrindo novos mapas, que são diferentes, cheios de curiosidades, desafios, puzzles, criaturas novas e músicas incríveis. Em cada nível, tem um boss principal. Devemos chegar até ele para conseguir acesso à próxima área, e a cada vitória recebemos, de recompensa, um cacho de bananas.

    Mesmo começando em um cenário de mineração, passaremos por floresta, pântano, neve, lava e muito mais. Em um dos mapas, que tem o estilo de uma praia, um inimigo colorido veio correndo até mim e, ao atingi-lo, ele saiu voando e criando uma ponte de arco-íris. Eu fiquei surpresa, já que não esperava essa reação, mas o jogo tem muito disso. A cada nível, você tem novidades que podem ser usadas para chegar até alguma área, para resolver um puzzle etc. Esse jogo é diversão pura e definitivamente “Video Game 2”.

    Vale o seu preço?

    Donkey Kong Bananza

    Eu acho que, até aqui, você já pegou todos os prós. DK é um jogo divertido, criativo, com músicas incríveis, com combate satisfatório, com mapas diferentes, exploração recompensadora e te instiga a jogar mais vezes.

    Porém, começando pelo primeiro contra, DK Bananza não tem um preço acessível, como quase todo jogo AAA hoje em dia. Então é capaz de você desistir da compra ao ver o seu preço cheio de R$439,90, ou até mesmo dos valores promocionais da versão física do jogo, onde é possível reduzir o seu preço com cupons ou cashback de lojas oficiais. Mas, ainda assim, você possivelmente vai conseguir encontrá-lo por R$300~400. Não é como se fosse barato, mas fica a dica aqui para tentar economizar.

    É bom que o jogo seja muito mais do que acima da média, tenha legendas, dublagens etc., para que seja um game em que você sente que valeu a pena investir o dinheiro que tanto juntou para comprar um jogo no seu aniversário, ou no Natal, ou outras datas comemorativas. Às vezes, pode ser que você botou na mesa todos os jogos novos de Nintendo Switch 2, pois saíram diversos jogos para o console desde o seu lançamento. Mesmo que você tenha comprado o bundle com o Mario Kart World, tem grandes chances de você não ter conseguido investir em dois ou mais jogos, dados os valores, certo?

    Então, não duvido que aí na sua wishlist agora esteja o Donkey Kong Bananza, o Hyrule Warriors Age of Imprisonment, o Kirby Air Riders e muitos outros, para ser o primeiro que você vai finalmente parcelar em 6x.

    E sim, falo isso me identificando. Eu comprei a minha unidade de DK Bananza, fiquei procurando pelo “melhor preço” e o “melhor cupom” todos os dias até finalmente poder comprar, mas também agradecemos à Nintendo pelo envio da chave digital desse jogo na época. Infelizmente, tivemos um pequeno problema chamado “não tínhamos um Switch 2”, haha, mas felizmente agora deu tudo certo.

    Os chefes do jogo

    Donkey Kong Bananza

    Por causa desse papo todo sobre preços, preciso te contar que é muito divertido ser o DK nesse jogo. Ele é um herói forte, ágil e com diversas habilidades interessantes. Em todo momento, você vai achar legal apertar qualquer botão que faça o DK reagir a algo no jogo. Tudo no jogo parece beirar a perfeição para um jogo desse estilo, mas infelizmente tem um ponto negativo em alguns dos seus bosses, e vou descrever um pouco sobre minha experiência com eles nessa parte.

    Pelo personagem ser praticamente invencível, os seus chefes não apresentam qualquer desafio real. E não me entenda mal, não falo isso pedindo por níveis de dificuldade fácil, médio, difícil etc. Falo isso pois, muitas das vezes, você vai acertar o chefe, ele vai ficar baqueado e, ao desferir alguns socos, ele vai ser derrotado. Dessa forma, a sua luta acaba com cerca de 10~15 segundos.

    Você explorou a ilha toda, achou diversos itens, se divertiu subindo e descendo o mapa e interagiu com cada inimigo ou área que parecia ter algum segredo por trás. E, ao chegar no boss, provavelmente está empolgado e preparado para uma batalha épica, divertida e provavelmente com elementos criativos, certo? Mas não!

    Foram poucos os momentos em que eu achei os chefes do DK criativos. Vou dar alguns exemplos dos que eu gostei. Em um determinado momento, enfrentamos um chefe que muda de local, aí temos que ir atrás dele, passar pelos obstáculos, derrubá-lo e daí podemos bater. Em outro momento, um chefe que foi bem fácil, mas que foi bem interessante, foi um onde usamos o carrinho de mineração. Sim, deu até aquela nostalgia dos jogos clássicos. E, por último, em um outro chefe, devemos descobrir como pará-lo para então termos chance de quebrar sua barreira e daí acertá-lo, entre outros.

    Quando são criativos assim, envolvendo mecânicas diferentes, é algo muito legal que deveria ser mais trabalhado, trazendo chefes memoráveis, não necessariamente aumentando “sua vida” ou “dificuldade”, entendem? Esse apontamento não é novo. Desde que saíram suas primeiras reviews, esse fato foi bem destacado, e hoje, mesmo tendo comprado o meu DK Bananza meses depois, já que não pude comprar no lançamento, ainda assim sabia que esse era o jogo que eu queria jogar, já que eu gosto muito dos jogos do DK.

    Dessa forma, esteja avisado que infelizmente você encontrará mais chefes decepcionantes do que gostaria. Tenho dois comparativos. Um deles é o jogo Princesa Peach: Showtime, onde também é uma aventura cheia de criatividade, mas peca no mesmo ponto. Ele é bem fácil. Claro que o público-alvo desse jogo eram provavelmente crianças que estavam iniciando nos seus primeiros jogos.

    O DK Bananza eu sinto que é mais para todas as idades do que o Princesa Peach: Showtime, que me parece um jogo mais fechado para iniciantes. Ao meu ver, falta “tempero” em alguns chefes e que poderiam dar uma atualizadinha, né? Meu sonho e talvez o sonho de alguns que jogaram esse game.

    Donkey Kong Bananza

    E o segundo comparativo é com um jogo que eu amo desde criança e que hoje tem suas versões aprimoradas, os PAC-MAN World RE-PAC, mais especificamente falando do segundo, que lançou esse ano também e que, apesar de ter outra proposta como jogo de plataforma, ele acerta nos chefes, que não são difíceis ou impossíveis. Eles são interessantes e divertidos.

    No jogo, a última fase de cada mundo é sempre um chefe. Esse chefe tem duas formas. A segunda forma chega ao retirarmos metade da sua vida, mudando o padrão de ataque. Você pode testar comandos para descobrir como passar. Não é nada de outro mundo e, se precisar de dica, ao ser derrotado, o jogo te dá uma dica de como passar. Sendo assim, acho que igualmente se encaixa para todas as idades e é um título que veio em PT-BR também.

    Eu citei esse game mais como um exemplo de acerto nessa parte e sem precisar forçar bosses impossíveis ou mega fáceis, mostrando que dá para criar algo balanceado. Acredito que DK poderia ter ido para esse lado mais equilibrado.

    Reforço que não espero que um jogo seja exatamente igual ao outro. São apenas exemplos de pontos que poderíamos ver também por aqui em Donkey Kong Bananza.

    No DK Bananza, acredito que alguns chefes só poderiam ser mais criativos e não necessariamente ser um baita desafio. Ele já conta com alguns exemplos de bosses criativos, no entanto outros só precisam de 10 segundos de porradaria franca para serem derrotados, e isso é frustrante.

    E não é como se a empresa já não tivesse demonstrado o quão criativa ela é com batalhas épicas no Super Mario Odyssey, um jogo que também se encaixa para todas as idades, mantendo um estilo equilibrado de combate e jogabilidade. Ou seja, não é difícil demais e nem de menos!

    Como é a performance?

    Em seu lançamento, Donkey Kong Bananza foi duramente criticado pela sua performance no novo console da Nintendo, e eu tenho pequenos apontamentos sobre isso.

    O primeiro é que sim, em alguns momentos pontuais, vi algumas quedas de FPS, mas eu estou jogando muito tempo depois do seu lançamento, então pode ter sido melhorado com atualizações que ocorreram nesse tempo e que são mais do que necessárias, né? Logo, eu joguei todo o jogo sem muitos problemas e não tive nenhum outro problema, como congelamentos ou até fechamentos abruptos que interrompem a imersão.

    O segundo é que particularmente não me incomoda uma quedinha ou outra de FPS acontecendo no jogo. Esse não é meu foco, e ele não é um jogo de multiplayer FPS, por exemplo, onde cada quedinha dessas poderia custar uma tomada de decisão importante. Só que, custando o valor que esse jogo custa, custando o valor que o Nintendo Switch 2 custa, acredito que lançar ele com a performance mais estável deveria ter sido um ponto de atenção.

    Conclusão

    É bom vermos um jogo do nosso querido DK depois de anos sem nenhuma novidade e, no máximo, com relançamentos ou portes que aconteceram. Ainda mais em um título que é facilmente um dos melhores do gênero. Eu me diverti com ele do início ao fim e acho que vale demais para fãs novos e antigos.

    Assim como eu comecei esse texto, Donkey Kong Bananza é um jogo incrível, divertido e um dos melhores títulos que já joguei esse ano, que consegue inovar a fórmula de Super Mario Odyssey e que eu fiquei querendo só jogar um pouquinho mais do game depois de finalizá-lo.

    Até aproveito para mencionar que ainda não comprei sua DLC, então nenhuma das opiniões aqui desse texto incluem sua DLC. Não comprei por causa do seu valor de R$119,90, que é basicamente o valor de um jogo completo. E o jogo em si já custa um valor absurdo e que é difícil de recomendar por causa disso. Nenhum jogo deveria custar tudo isso. Acaba sendo um ponto negativo em toda review, eu sei, não tem para onde fugir.

    Se você concorda com tudo que foi dito e tem um terço do seu salário disponível para investir em Donkey Kong Bananza, e você gosta desse estilo de jogo plataforma 3D, vai em frente. Você encontrará músicas absurdas, diversão sem tamanho, mapas instigantes para explorar, e, a cada vez que você quebrar algum pedaço do mapa, vai sentir satisfação e mais vontade de só ir dar uma olhadinha naquele canto curioso do mapa antes de ir para o chefe.

    Esse é um exclusivo de Nintendo Switch 2 que deveria fazer parte da sua biblioteca, e, se você ainda estiver em dúvida, esse é um jogo que tem demo disponível, e eu recomendo fortemente que você teste antes de gastar os seus suados R$439,90, para que a compra seja feita após você ter 100% de certeza de que é esse jogo que vai fazer a sua folga, o seu final de semana ou as suas férias valerem a pena!

    Confira o trailer do game:

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    CRÍTICA – ‘Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2’ são os melhores games da franquia, apesar da repetição

    Antes mesmo de saber do lançamento do filme de Super Mario Galaxy, tive a oportunidade de comprar um Nintendo Wii, console que até então, nunca tinha tido. Logo depois que chegou, mergulhei no game no console para o qual ele foi lançado. Isto é, até descobrir que o título chegaria algum tempo depois ao Nintendo Switch.

    Graças à Nintendo, tive oportunidade de jogar os jogos atualizados, com controles mais atuais com o claro esmero que a desenvolvedora teve ao fazê-los. Hoje, 18 anos após a estreia original, ouso dizer que a saga Galaxy foi um dos maiores divisores de águas da história do encanador. Lançando-nos em uma narrativa única e apresentando figuras cativantes que se tornariam vitais para o universo da Nintendo, Galaxy 1+2 não fez cerimônia. O pacote chegou mostrando a que veio.

    Ao longo da jogatina do primeiro game me cativei não apenas pelos novos power-ups, mas pela jornada de Mario, Peach, Rosalina e das Lumas.

    Super Mario Galaxy

    Com uma dinâmica que beira o onírico, Rosalina conta de tempos em tempos sua própria história, lendo o livro que narra sua jornada desde que ela conheceu uma Luma solitária, vagam pelo Cosmo procurando a mãe da pequena estrelinha.

    E este talvez seja o ponto mais alto do título. De maneira poética, somos introduzidos à história da personagem antes mesmo de sua jornada se esbarrar com a do querido encanador. Histórias de bastidores dizem que o criador da franquia Mario, Shigeru Miyamoto, foi contra a criação deste arco, por defender que a série precisaria sempre conter uma narrativa mínima. De modo que a gameplay fosse o destaque.

    Algum tempo mais tarde, foi revelado que o diretor de Galaxy 1, Yoshiaki Koizumi foi quem lutou para que o livro de histórias de Rosalina fosse mantido no primeiro título. Quando o segundo game foi lançado sob a batuta do diretor Koichi Hayashida, este parece ter ouvido Miyamoto com mais cuidado e optou por cortar o livro de história de Rosalina. Este foi trazido de volta para o relançamento das obras no Nintendo Switch em 2025, e agora, Super Mario Galaxy 2 conta com um capítulo bônus e conteúdo inédito.

    Gameplay, narrativa e power-ups

    Super Mario Galaxy

    A jogabilidade de Super Mario Galaxy 1 + 2 tira muito proveito da movimentação. Algo que a inovação do Wii trazia graças ao sensor de movimento, mas que com os sensores do Nintendo Switch puderam de fato brilhar. Sendo um platformer como é já tradicional na franquia Super Mario, aqui o vemos explorar galáxias únicas. Galáxias estas que superam e nos encantam não apenas pela exploração, visão e afins. Nos emocionam por suas trilhas sonoras e por nos levarem a um lugar que só a franquia Mario é capaz de fazê-lo.

    Tendo sido um dos games mais jogados pela minha sobrinha desde seu lançamento e por mim também, Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2 a prepararam para o vindouro longa homônimo.

    Encantando por sua variedade de gameplay, os títulos nos surpreendem, nos lançando por jornadas antes nunca vistas e gameplays que até então, se distanciavam e muito do que era feito em um console como o Wii. Cativando pela narrativa, jogabilidade e trilha sonora, Super Mario Galaxy nos coloca mais uma vez como o salvador da Peach, e consequentemente, do universo que está na mira de Bowser.

    Alguns dos mais interessantes e fofinhos power-ups da franquia Mario aparecem em Galaxy 1 e 2. Do Bee Mushroom, até o Boo Mushroom, a gameplay de Galaxy surpreende a cada galáxia, nos lançando por divertidos ritmos e oferecendo assim, mais e mais camadas à franquia.

    Tenham em mente, que até o início de 2025, eu nunca tinha jogado um Mario Galaxy. Comprar o Wii foi pra mim o início disso, antes mesmo de saber que haveria um filme que adaptaria o arco do game.

    Sensação, ritmo e repetição

    Ao passo que o título oferece muita diversão e desafio, avançar requer cuidado. Principalmente quando o assunto é ser desafiado pelo Cosmic Mario. Este é muito melhor do que nós normalmente somos (em quase tudo), desde dar saltos perfeitos, até mesmo cortar caminho e chegar primeiro nas linhas de chegada.

    A sensação de avançar aqui é propiciada pelas “estrelitas” (no game localizado para o Brasil) e na obtenção delas, nos oferece encontrar caminhos secundários e assim, descobrir novas galáxias – caso alimentemos algumas Lumas famintas com elas.

    O ritmo do game é quase semelhante ao do jogador no momento em que estamos em qualquer um dos dois títulos. Ou seja, a curva de aprendizagem se faz muito presente e este talvez seja o aspecto mais importante das duas obras. A diversão que o ritmo único do game propicia, nos faz querer avançar e explorar cada vez mais. Seja a bordo do Observatório Cometa em Galaxy 1, ou a bordo Nave do Mario em Galaxy 2.

    Um dos pontos que me tirou um pouco da experiência, talvez tenha sido o reaproveitamento narrativo e de assets no segundo game. Bosses repetidos, inimigos e dinâmicas bem semelhantes, nos fazem pensar que talvez o trabalho de Koichi Hayashida tenha se limitado a “copiar” com muitas aspas o trabalho de Yoshiaki Koizumi no primeiro.

    Deixando de lado o incômodo causado pela repetição, ambos os games se fazem muito satisfatórios no quesito gameplay e imersão. Mantendo a tradição do que a franquia Super Mario é e sempre foi, Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2 se destaca como dois dos capítulos mais divertidos da jornada do encanador mais amado do mundo.

    Confira o trailer de Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2:

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    CRÍTICA – ‘Sonic Racing: CrossWorlds’ depois de meses, é bom mesmo?

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    Esse título mais recente de Sonic Racing: CrossWorlds surpreende muito. Ele entrega muita diversão e muito conteúdo novo, não parou de ser atualizado desde que foi lançado e recebeu uma recente redução de preço, além do anúncio de uma versão para Nintendo Switch 2 que chega em 4 de dezembro.

    Para aqueles que estão jogando ou pretendem pegar a versão de Switch, vai ter uma versão de upgrade, então sim, estou junto com vocês só aguardando a chegada desse upgrade. E agradecemos à SEGA pelo envio de uma chave de Switch para a produção desse review.

    Sonic Racing: CrossWorlds foi desenvolvido pela Sonic Team e publicado pela SEGA em 25 de setembro de 2025 para as plataformas Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X e Series S, Xbox One e PC. E, como mencionado anteriormente, a versão de Switch 2 está a caminho.

    E sim, pessoal, esse review está saindo um bom tempo depois de seu lançamento. Então posso dizer que pude jogar o suficiente do jogo, testar todas as pistas diversas vezes, ver personagens chegando, ouvir suas músicas muitas vezes e posso afirmar que, depois de todo esse hype esfriar, Sonic Racing: CrossWorlds é tudo isso sim e mais um pouco.

    História

    Crossworlds

    Não espere encontrar uma história ou algo canônico aqui para o mundo de Sonic. Tudo se concentra na dinâmica das corridas e o máximo que veremos são interações, como provocações entre os personagens no começo das corridas.

    No jogo teremos sempre um rival, então antes das corridas começarem o nosso personagem escolhido vai interagir com esse rival, e durante as corridas o rival falará algumas provocações às vezes, principalmente quando ultrapassarmos ele e coisas nesse sentido.

    Conteúdo

    Crossworlds

    O novo jogo de corrida do nosso carismático ouriço azul apresenta muita diversão e sustenta isso por muito tempo. Você não enjoará do game tão cedo e vai se ver voltando ao jogo diversas vezes só para mais uma corrida.

    Provavelmente apresentará o jogo para amigos e conhecidos, verá seus filhos ou sobrinhos se divertindo com esse game e, mesmo que não o jogue todos os dias após as primeiras semanas, eventualmente voltará a esse mundo fantástico para conferir as novidades que estão chegando ou para jogar duas ou três partidas em algum intervalo.

    Esse é um título que chegou com 24 pistas principais, mas também com mais 15 pistas CrossWorlds, aquelas que mudam o cenário quando passamos por anéis de portais nos levando a outras realidades. Daí a brincadeira com o nome: através dos mundos. Toda corrida dá um ar de novidade quando se transforma no meio de toda essa velocidade.

    Crossworlds

    Também são 23 personagens do universo de Sonic, com diversas aparências diferentes. Mas o que brilha os olhos são os personagens que chegam pelo CrossWorlds, personagens de outro universo que fazem parte do elenco disponível para jogarmos, como Steve e Alex de Minecraft, Joker de Persona 5, Hatsune Miku, Pac-Man e mais. Alguns personagens chegam de forma gratuita, ou seja, basta ter o game base, mas outros chegam através de DLCs e Season Pass.

    Na data de publicação deste texto, provavelmente muitos desses personagens já estão liberados para você correr com eles.

    São mais de 45 veículos únicos e qualquer personagem pode usar qualquer veículo. Você também pode customizar com peças que afetam desempenho. Mas ainda não acabou, você também tem 70 acessórios diferentes para mudar o seu estilo de corrida.

    O nível de customização, personagens, pistas, músicas e etc. só soma para deixar o jogo bem variado. É divertido ver as pistas temáticas de mundos que amamos também e acaba que você se diverte jogando sozinho ou em multiplayer. Dá sempre uma vontade de continuar para habilitar mais coisas dentro do jogo.

    A sensação de querer completar tudo que o jogo tem a oferecer é bem vivida. Você quer conseguir mais veículos disponíveis, mais aparências e afins.

    Jogabilidade

    A sensação de acelerar com qualquer um dos veículos é muito boa. Você também irá alternar o estilo do veículo durante as fases, pois teremos momentos na água e no ar, sendo assim teremos uma movimentação diferente nesses momentos. Nos momentos de água podemos saltar ao carregar o drift e, nos momentos aéreos, devemos tentar acertar os anéis para ganhar impulsos.

    Os comandos são simples, você entende de primeira, mas exercer maestria deles pode levar tempo. Durante as corridas poderemos acelerar e segurar o botão de drift para começar a acumular um medidor de velocidade que pode ir até três por um tempo. Ao soltar dará um boost no personagem que pode ser mais intenso dependendo do nível alcançado.

    Também coletamos moedas e os itens passando por eles. Esses itens serão randômicos e vão desde escudos que nos protegem de um próximo ataque, redemoinho que também nos protege mas dá dano em quem encostar, até luvas de soco, bolas com espinhos e muito mais.

    Sinto que tem mais itens ofensivos do que defensivos. Isso pode causar um estranhamento também. Talvez, com o tempo, eles vejam a necessidade de trazer mais itens defensivos e não duvido que possam mexer no tempo de duração de certos itens ofensivos para balancear isso melhor.

    A trilha sonora é incrível, faz você se empolgar com o jogo e elas mudam conforme a fase. São várias músicas e várias fases temáticas.

    Uma que gosto muito é a da floresta estilo pântano, White Cave, que aparece como CrossWorld no meio das pistas. Gosto dela por me remeter a Sonic Riders. Inclusive, esse jogo me deu uma certa nostalgia do Riders, pois podemos usar pranchas e o controle delas lembra bastante.

    Apesar de essa ser a minha favorita, há muitas outras pistas novas e outras nostálgicas do universo, como a Northstar Islands lembrando o cenário clássico de Sonic. Mas vai além, com as temáticas de personagens de outras franquias, como a da Fenda do Biquíni de Bob Esponja, que é uma pista temática muito divertida, ou a do universo de Minecraft.

    O jogo vale a pena, mas precisamos falar sobre preço. O preço é alto e com todas as DLCs fica ainda mais caro. O interessante é que vale a pena adquirir completo, já que a adição de personagens, pistas e etc. faz o jogo ir além. Mas, como estamos um pouco à frente do seu lançamento, felizmente temos novidades quanto a isso.

    A SEGA diminuiu o valor do jogo.

    Crossworlds
    Imagem retirada do instagram oficial @sonicthehedgehogbrasil

    Agora está assim:

    R$ 349,99 versão Base no PC, Xbox Series, PS5 e Switch 2
    R$ 249,99 versão Base no Switch 1
    R$ 100,00 no upgrade para o Switch 2

    R$ 449,99 versão Deluxe no PC, Xbox Series, PS5 e Switch 2
    R$ 349,99 versão Deluxe no Switch 1
    R$ 169,00 no Season Pass em todas as plataformas

    Apesar desses novos valores já terem diminuído o preço, também vi épocas de promoções, como por exemplo a versão Deluxe de Switch por R$ 245 em vez de R$ 350. Então pegar esse jogo em épocas de promoções fortes e datas comemorativas vai valer ainda mais a pena.

    Essa redução de preço é bem-vinda, fica mais atrativo. Não deixa o game super barato, mas chega a ser interessante. Também imagino que essa nova precificação seja para competir com o novo jogo de corrida da Nintendo, o Kirby Air Riders, que chegou agora em 20 de novembro. Sim, Mario Kart é um concorrente mais direto, mas não quer dizer que a SEGA não olhe para o novo exclusivo da Nintendo e dos seus players presentes na plataforma.

    The Game Awards

    Crossworlds

    O jogo surpreendeu tanto que está indicado no TGA 2025 como Melhor Jogo de Esporte ou Corrida e Melhor Jogo Família, o que é uma vitória para Sonic Racing, que chega como o jogo que com certeza mostra toda a evolução dessa franquia e acerta em muitos pontos.

    Prós e Contras

    Eu joguei esse Sonic Racing no Switch 2 e ele roda bem a versão de Switch. Estou mais do que animada com o anúncio da versão de upgrade chegando para poder jogar com mais FPS e em uma resolução maior.

    A jogabilidade é divertida, no estilo arcade. Tem muito conteúdo disponível no jogo. Provavelmente, se você ficar alguns dias sem abri-lo, ao fazer isso um tempo depois será recebido com novidades como novos veículos e personagens legais.

    E falando em personagens, eu amei que são personagens além da franquia. Não tem como eu não amar isso. Eu sei que devem existir pessoas que não gostam de crossovers, eu sinto muito por quem não gosta, mas isso é muito legal. Ver o Joker do nada em uma corrida de kart, ver o Ichiban de Yakuza num kart todo temático competindo. Na época do anúncio eu achei bem diferente da temática, mas assim que você imerge no game não tem como não achar legal. E ouvir uma música tema desses personagens ainda? É muito legal. Aqui acertaram 100 por cento.

    Crossworlds

    Falando em músicas, todas são boas, são marcantes e combinam com as fases. É legal que elas variam junto com as fases. O design todo é bonito e envolvente.

    A personalização do jogo é enorme. São muitos carros ou pranchas para você customizar, todos os personagens podem usar todos os carros, nada é restrito e isso só melhora. O jogo não é exclusivo de algum console, como no caso dos concorrentes Kirby Air Riders e Mario Kart World. Então, se você procura um jogo como esse estando no PC, Xbox Series ou PS5, não dá para deixar passar.

    De negativo eu apenas aponto o preço e uma pequena atenção aos power ups.

    O preço hoje mostra que estão praticando valores melhores e com momentos de promoções para que vocês possam adquirir o jogo mais facilmente.

    Quanto aos power ups adquiridos no jogo, não são ruins, mas sinto que há mais ofensivos que defensivos. Talvez um balanceamento seria interessante para vermos mais itens defensivos sendo usados de uma forma melhor. Talvez mexer no tempo de duração dos power ups para ficar mais interessante. Isso fica a cargo do time deles. Espero que olhem para isso em algum momento. Balanceamento é sempre interessante.

    Conclusão

    Sonic Racing: CrossWorlds apresenta diversão em alta velocidade no estilo arcade, com visuais marcantes, músicas frenéticas e muito conteúdo. No preço certo ele vale a pena sim e não ter exclusividade leva o jogo para mais pessoas.

    Esse título dá um novo ar para a franquia que já passou por turbulências, mas que agora apresenta um jogo muito bom, bem consistente, divertido e que é repleto de novidades que não param de chegar. Ele bate de frente com concorrentes do gênero e concorrência é sempre bom.

    É fã e curtiu tudo que mencionei por aqui? Sonic Racing: CrossWorlds não pode faltar na sua biblioteca. Então dê uma chance para esse jogo. E, se puder, vá direto na versão mais completa para aproveitar todos os extras também.

    Confira o trailer de lançamento do game:

    Acompanhe as lives do Feededigno no Youtube.

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