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    Por que a Nintendo continua vencendo? Shigeru Miyamoto resume o erro da indústria em uma única frase

    Sempre que paramos para analisar a crise atual da indústria de videogames, marcada por demissões em massa, cancelamentos de projetos, fechamento de estúdios e grandes fracassos comerciais, a Nintendo parece ser a única grande exceção.

    Apesar de estar sujeita às mesmas pressões econômicas e sociais que afetam o mercado, a empresa continua inabalável. Mas qual é o segredo? Em uma recente entrevista à revista japonesa Famitsu, Shigeru Miyamoto, o lendário diretor da Nintendo, resumiu a filosofia da empresa de forma brilhantemente simples.

    A armadilha do que é popular agora

    Nintendo

    Segundo Miyamoto, a diferença fundamental está no ponto de partida da criação.

    “A razão pela qual a Nintendo é particularmente apoiada globalmente é que não começamos perguntando o que é popular agora”, disse ele. “Em vez disso, continuamos consistentemente a criar o que consideramos divertido de jogar.”

    Pode parecer óbvio que uma empresa de jogos foque em fazer jogos divertidos, mas a forma como a Nintendo aplica isso na prática é o que a distancia das manchetes deprimentes que frequentemente acompanham a Sony e a Microsoft.

    O mercado atual está obcecado com os jogos como serviço, títulos projetados para manter os jogadores gastando dinheiro infinitamente, como Fortnite e Roblox. A Sony, por exemplo, apostou alto nessa tendência e investiu fortunas no desenvolvimento de jogos como Concord e na compra da Bungie. Mesmo com a maioria dessas iniciativas fracassando, a empresa continuou dobrando a aposta.

    A Nintendo, por outro lado, não publica nenhum jogo multiplayer focado apenas em serviço contínuo. Na verdade, ela foi na direção oposta: pegou Splatoon, o jogo que mais se aproximava desse modelo, e, em vez de enchê-lo de microtransações, focou em uma experiência que está sendo aclamada pela crítica.

    Dinheiro rápido contra Potencial criativo

    Nintendo

    Existe um apelo tentador em investir milhões na esperança de criar o próximo grande sucesso que gere bilhões em receita. Mas Miyamoto foi categórico sobre essa mentalidade:

    “Se você só pensar em se algo vai dar dinheiro rápido quando o cria, não conseguirá criar nada único ou com potencial.”

    É claro que a Nintendo é uma empresa e quer lucrar, e decisões recentes sobre o aumento de preços de hardware e software mostram isso. No entanto, as prioridades criativas vêm primeiro.

    A guerra dos gráficos acabou?

    Outro ponto crucial de distanciamento da concorrência é a tecnologia. Enquanto PlayStation e Xbox constroem consoles focados em gráficos de última geração e altíssimo desempenho, a Nintendo segue um caminho diferente.

    Para Miyamoto, o sucesso estrondoso do Switch prova que os clientes não estão mais focados apenas em especificações técnicas.

    A Nintendo não persegue as tendências do momento nem a tecnologia mais de ponta. Ela é a única fabricante de consoles que pode se dar ao luxo de dizer isso. E, olhando para o estado atual da indústria, parece ser exatamente por isso que ela é a única que não está em chamas.

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    CRÍTICA | Final Fantasy X/X-2 HD Remaster: O clássico brilha no Switch 2, mas esbarra no preço cheio

    Final Fantasy X/X-2 HD Remaster são títulos de JRPG que marcaram época no PlayStation 2 há 25 anos. Ao longo do tempo, eles receberam diversos relançamentos, logo, encontramos esses jogos disponíveis em várias plataformas, e agora eles aterrissaram diretamente no mais recente Nintendo Switch 2.

    Agora, precisamos entender o que há de diferente nessa nova versão, se ela justifica o seu preço e o que a torna mais interessante no Switch 2 em comparação a outras plataformas.

    Antes de mais nada, agradecemos à Square Enix Latam pelo envio da chave para a realização deste conteúdo.

    Não recolham a minha carteirinha gamer!

    Final Fantasy X X-2

    Eu nunca tinha jogado Final Fantasy X ou X-2, por isso a piadinha. Mas, brincadeiras à parte, eu descobri a minha paixão por jogos do gênero JRPG há poucos anos. Desde então, tenho jogado os títulos da franquia. Já joguei cerca de 5 a 7 títulos, entre os retrô e os mais atuais, mas ainda não tinha chegado a esses até hoje!

    Então, sim, estou aqui para corrigir essa minha falha de caráter como fã de JRPG e até para contar a vocês que, caso também estejam na mesma situação, essa coletânea atualizada é uma boa pedida como a melhor versão para consoles, porém…

    Poxa vida, parece que todo texto que faço tem um “porém” para adicionar, tem uma vírgula, tem um “mas”, um famoso “veja bem”. Então, vamos lá.

    A versão mais atualizada

    Para celebrar o 25° aniversário de Final Fantasy X uma nova versão do logo foi ilustrada por Tetsuya Nomura (Fonte: Square Enix)

    Essa nova coletânea que chega ao Nintendo Switch 2 é a mesma que temos no PC, porém, não é a mesma que está disponível nos outros consoles, nem mesmo nos de nova geração, pelo menos não até o momento em que escrevo isto.

    Mas, dada a situação de vários relançamentos, apesar de não ter nenhum anúncio oficial sobre isso, eu não duvido que, em algum momento, chegue para os outros consoles atuais da PlayStation e do Xbox.

    Nessa edição, é possível acelerar a jogatina entre 2x e 4x. Isso ajuda muito a tornar a aventura mais palatável hoje em dia, já que é uma das coisas das quais as pessoas mais reclamam quando vão jogar games que exigem um grind muito exaustivo. Mas eu sou do time que recomenda que, de vez em quando, você desacelere. Faz bem, viu?

    Enfim, podemos ativar batalhas automáticas, desativar encontros aleatórios a qualquer momento, deixar que os personagens sejam melhorados de forma instantânea, etc. Tudo com o foco de melhorar a experiência e ir direto ao ponto, já que esses jogos possuem facilmente mais de 100 horas de duração.

    Isso pode agradar a novos jogadores, o que me inclui. Mesmo eu sendo essa pessoa que costuma vir aqui dizer para vocês desacelerarem entre um texto e outro, querendo ou não, acelerar algumas coisas, como o grind, me ajuda a poder cobrir os jogos. Seja pela falta de tempo entre meu trabalho formal e meu trabalho como criadora de conteúdo, ou apenas para testar as mecânicas disponíveis, entendê-las e contar o que achei por aqui.

    Jogos de 100h nas rotinas de hoje em dia

    Eu acho que muitos de vocês também podem ter uma rotina na qual não sobra tanto tempo para jogar, e essas pequenas melhorias de qualidade de vida fazem toda a diferença para podermos conhecer aquele jogo que queremos tirar do backlog há anos, né?

    Porém, lembrem-se de que é uma coletânea de HD Remaster, não um remake feito do zero. Algumas coisas podem pegar no calo daqueles que têm baixa tolerância a jogos mais antigos. Recomendo jogar de mente aberta e tentar entender o motivo das escolhas feitas para o jogo, com base na sua época de lançamento, lá em 2001.

    Em 2001

    Final Fantasy X X-2

    E, falando em escolhas pensadas para o jogo em sua época de lançamento, precisamos entender que esses títulos foram muito marcantes, principalmente o Final Fantasy X, que é o mais elogiado.

    É um jogo que continua vendendo até hoje, que recebeu todos esses inúmeros relançamentos com motivo e que segue nos corações de fãs antigos. Além disso, não é difícil que ele atraia novos fãs mesmo 25 anos depois.

    Extras que saíram originalmente apenas no Japão

    Final Fantasy X X-2

    Além do conteúdo original e de diversas melhorias de qualidade de vida, o game adiciona extras que ficaram presos no Japão por muito tempo. No menu inicial, podemos escolher entre os jogos X e X-2, mas também podemos selecionar Eternal Calm, Last Mission e um drama em áudio de Final Fantasy X -Will-, sendo que esse último estará descrito como “créditos e conteúdo extras”.

    Eternal Calm é uma cena cinematográfica com cerca de 15 minutos que se passa após os eventos de Final Fantasy X. Já Last Mission é um minijogo bônus que serve como epílogo após o final de Final Fantasy X-2, e o drama em áudio adiciona um pouco mais de conteúdo sobre os eventos pós-X-2 também.

    Nintendo Switch vs. Nintendo Switch 2

    Final Fantasy X X-2

    Lembra do “porém” que eu comentei? Pois é, chegou o momento.

    Se você já tem a versão do Nintendo Switch 1 e quer rejogar essa nova edição no seu Switch 2, você vai precisar comprar de novo. Você não leu errado.

    Você que já tem o jogo não recebe um upgrade gratuito, nem tem a possibilidade de comprar um upgrade com valor menor. E isso não é novo, nem mesmo exclusivo da Square Enix.

    Muitos jogos para Nintendo Switch 1 e 2 recebem upgrade gratuito, ou upgrade pago com um valor menor do que o preço cheio do jogo. Outros simplesmente recebem uma versão de valor cheio para cada console, e essa última opção é sempre a pior.

    Visualmente, a nova versão entrega uma qualidade muito boa. Temos alta resolução nos cenários, já que personagens, planos de fundo e monstros foram recriados em 1080p. Você pode escolher entre a trilha sonora rearranjada e a original. Mesmo que você consiga identificar de cara que não é um jogo nos moldes atuais, já que é nítido que se trata de um título antigo, ainda assim, é um game muito bonito e que recebeu um trabalho muito legal para ser trazido à nova geração.

    Mas, infelizmente, fica difícil recomendar para quem já tem o jogo que pague novamente os R$ 284,90 na eShop. Além disso, mesmo sendo mais um relançamento e com novidades interessantes, nunca veremos legendas em PT-BR de forma oficial.

    No PC, você pode adicionar legendas feitas por fãs e outros mods interessantes, mas aqui no Switch 2 não temos essa possibilidade. Também no PC, encontramos essa coletânea em promoções eventuais por volta de R$ 50, então espero que em algum momento ela entre em promoção na eShop também.

    Uma coisa que me agrada bastante no Switch 2 é a questão da portabilidade. O jogo fica lindo na TV utilizando a dock, mas, com certeza, JRPG combina com a palavra portabilidade, sabe? O game é lindo na tela do console também.

    Eu sei, eu sei. Atualmente, temos diversos PCs portáteis e, caso você tenha um Steam Deck, um ROG Ally ou outros similares, esse jogo também rodará muito bem por lá. Apesar de eles não virem com uma dock na caixa, também é possível utilizá-los em um monitor externo com uma dock de terceiros, o que faz a portabilidade do Switch 2 não ser tão especial assim se você tem mais plataformas disponíveis.

    Minha experiência

    Final Fantasy X X-2

    A música me pegou no primeiro segundo em que o game começou e, em poucas horas, me vi bem engajada no jogo. Porém, eu ainda não o finalizei. Como peguei a chave há poucos dias e não conseguiria bater 100 horas em tão pouco tempo, minha experiência ainda está no começo.

    Achei legal a possibilidade de usar o touch do Switch para arrastar o menu de cura, assim, usamos um pouquinho da tela. É algo que já tinha na versão anterior também, mas que é um destaque interessante para usarmos mais recursos do console no qual estamos jogando.

    Gosto de podermos soltar os comandos especiais, chamados de Turbo por aqui, utilizando algum tipo de desafio na tela para resolver um mini puzzle na hora. Isso acontece ao apertar um botão no momento em que uma barrinha para na área certa ou ao executar uma sequência de botões. Vemos que, lá atrás, já estavam pensando em tornar os turnos mais interativos, como muitas pessoas pedem hoje em dia.

    É interessante ver o quanto a franquia fez história, quantos jogos diferentes da saga eu tenho jogado e como cada um deles me conquista do seu jeito. Seja o primeiro Final Fantasy em pixel art, ou a famosa “boyband” no Final Fantasy XV, que, apesar dos seus problemas, eu amei jogar e conferir os conteúdos extras antes de começar. Além disso, estou super ansiosa para a terceira parte de Final Fantasy VII Remake. Aqui, você já notou que joguei tudo fora de ordem, né?

    Enfim, tirei do backlog um jogo que queria muito jogar, em uma das suas melhores versões e de forma portátil. Essa é a parte que mais me agrada hoje em dia, com a rotina tão corrida e a vontade de jogar longe do escritório sendo cada vez maior.

    Conclusão

    FINAL FANTASY X/X-2 HD REMASTER é uma ótima coletânea no Switch 2. É muito bom ver as melhorias do PC por aqui.

    Conhecer mais um título da saga que eu amo é uma sensação muito boa. É algo que, como disse antes, já estava no meu backlog; eu já queria jogar em algum momento da minha vida e esse momento chegou com essa oportunidade agora em 2026.

    Mas, ainda assim, é difícil recomendar essa coletânea se você já a tem em alguma outra plataforma, se já a jogou inúmeras vezes ou se possui algum dos PCs portáteis mais famosos do momento.

    O preço cheio não é atrativo quando vemos essa mesma coletânea no Steam por valores bem menores. A falta de um upgrade gratuito ou, pelo menos, de um valor simbólico para os fãs que já a possuem também deixa um gosto amargo na boca.

    E uma coisa que eu acho que não vai mudar, ao menos não tão cedo, é a questão da falta de legendas em PT-BR em diversos jogos da empresa.

    Então, se você concorda com tudo o que foi dito por aqui e, ainda assim, quer se aventurar por muitas horas de conteúdo, aí sim, eu te recomendo FINAL FANTASY X/X-2 HD REMASTER no Nintendo Switch 2.

    Confira o trailer do game:

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    CRÍTICA: ‘The Alters: Last Variable’ expande o seu multiverso pessoal para outro nível

    The Alters foi um jogo de 2025 que me agradou bastante com sua jogabilidade, história, trilha sonora e uma experiência que considero fazer do título da 11 bit studios um dos melhores indies de seu ano de lançamento.

    Em 13 de julho de 2026, chegou a primeira expansão com o título Last Variable (Última Variável), acrescentando mais 20 horas de história para o jogo vencedor do prêmio de Melhor Jogo de Estratégia/Simulação no DICE Awards e indicado ao BAFTA na categoria Melhor Narrativa.

    Disponível para PlayStation 5 e Xbox Series X/S, o enredo de Last Variable vai seguir os passos do único Alter de Jan Dolski, o Jan Cientista, que fica no planeta onde se passou a história principal, explorando um oásis que não sofre com os ciclos que ocorrem ao nascer do sol destrutivo.

    A DLC me agradou porque não se limitou apenas a ser uma extensão de um conjunto de mecânicas que conhecemos, e isso, conectado à história, se tornou uma experiência muito interessante.

    Já conhecemos todas as habilidades do Jan Cientista, como também sua personalidade, muito difícil de lidar. sendo esse o companheiro de viagem mais desafiador, porém, ao longo da jornada é um dos alters que se importam com o bem do grupo e o vínculo criado. Além disso, neste novo capítulo, temos uma nova equipe de Alters surge a partir das ramificações de sua história de vida, que, por si só, é um desdobramento da jornada de Jan Dolski, revelando que este multiverso pessoal cria possibilidades infinitas.

    Um Oásis perdido no tempo e espaço

    A mecânica de terraformação torna a experiência de jogo muito divertida, porque, onde se expande o Oásis, ele se mantém intacto ao amanhecer. As novidades no gerenciamento de base estão conectadas à exploração do subsolo para a criação de substâncias como o rapidium fásico e o proxylium, dando origem a novas ferramentas muito úteis e a melhorias na aba de pesquisa.

    Em gameplay, temos um cenário um pouco diferente da história principal porque precisamos sobreviver a um ciclo temporal em que o nascer do sol dura 13 anos. Caso isso aconteça, é o fim do jogo, sendo necessário se preparar, além da própria exploração, como também para a preservação dos Alters.

    Trabalhar as relações pessoais na expansão ainda continua importante. Manter todos unidos e felizes é a chave para avançar. Porém, nesta DLC, as opções de diálogo são mais difíceis porque o Jan Cientista, mesmo sendo um Alter de Jan Dolski, lida com suas relações pessoais de forma muito diferente.

    Ainda sobre os personagens, os novos Alters não são tão carismáticos quanto a pluralidade de variantes do jogo principal. Entretanto, eles simbolizam uma análise muito interessante sobre como o Jan Cientista poderia ser diferente em comparação ao que conhecemos sobre sua personalidade durante a história principal.

    The Alters: Last Variable é uma expansão que não apenas serve para contar alguns acontecimentos que ficaram em aberto. Além disso, entrega evolução de jogabilidade, narrativa e um desafio que vai entregar um ótimo entretenimento.

    O trabalho da 11 bit studios mostra que pode trazer novidades dentro de sua proposta, entregando uma experiência de jogo divertida e tão emocionante quanto sua história principal.

    Nossa nota:

    Confira o Trailer de The Alters: The Last Variable:

    Agradecemos a 11 Bit Studios pelo envio da expansão.

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    PSN fora do ar: Apagão acende alerta sobre o futuro 100% digital da Sony

    Se você ligou o seu console hoje e não conseguiu acessar seus jogos ou a loja, saiba que o problema não é a sua internet. A PlayStation Network (PSN) e a PlayStation Store estão enfrentando instabilidades globais, deixando milhares de jogadores sem acesso a compras, downloads e recursos online.

    O apagão, reportado por usuários em plataformas como o Downdetector e confirmado pelo próprio status oficial da Sony, levanta um debate inevitável e preocupante: estamos realmente prontos para um futuro de games 100% digitais?

    O que parou de funcionar na PlayStation Network?

    Quando a Sony diz que “todos os serviços estão enfrentando problemas”, ela não está brincando. O impacto está sendo sentido em todo o ecossistema da marca, desde os saudosos usuários do PS Vita até os donos do PlayStation 5.

    Entre os principais serviços afetados pelo erro nos servidores, destacam-se:

    • Compras e Resgates: Impossibilidade de adquirir novos títulos ou resgatar jogos da PS Plus.
    • Downloads: Jogos na biblioteca não iniciam o download.
    • Gerenciamento de Conta: Falhas no login e na visualização de detalhes do perfil.
    • Recursos Sociais: Troféus, widgets e aplicativos de vídeo (streaming) apresentando falhas de conexão.

    A mensagem oficial da Sony pede calma: “Você pode ter dificuldades em obter produtos na PlayStation Store. Estamos trabalhando para resolver o problema o mais rápido possível. Obrigado pela paciência.” No entanto, para muitos, a paciência já está esgotando.

    O grande perigo do fim da mídia física

    Esse apagão não poderia vir em um momento mais simbólico. A instabilidade ocorre logo após os fortes rumores de que a Sony encerrará o suporte para jogos físicos de PlayStation em janeiro de 2028.

    Embora o movimento em direção às bibliotecas digitais seja uma tendência inevitável na indústria, a queda da PSN expõe a natureza frágil das plataformas all-digital. Quando você possui a mídia física, a única forma de um crash de servidor quebrar o seu jogo é se o servidor literalmente despencar do teto em cima do seu disco.

    Por outro lado, jogos digitais tornam o consumidor refém das empresas. Você não é exatamente dono do jogo, mas sim de uma licença de acesso. E quando a infraestrutura que valida essa licença, geralmente sustentada por códigos complexos e sujeitos a falhas, decide parar de funcionar, sua biblioteca inteira de R$ 350 por lançamento se torna inacessível.

    Conveniência vs. Segurança

    Não dá para negar a conveniência de não precisar trocar de disco ou de comprar um jogo em pré-venda e tê-lo liberado à meia-noite. Além disso, ainda que a internet caia, muitos jogos digitais podem ser jogados offline se o seu console estiver configurado como principal, contanto que não exijam conexão obrigatória (always-on DRM).

    Contudo, depender exclusivamente de servidores de terceiros cria obstáculos modernos irritantes. O apagão de hoje na PSN é o exemplo perfeito de que a infraestrutura de rede atual, por mais robusta que seja, ainda dobra os joelhos diante de problemas técnicos imprevisíveis.

    Enquanto caminhamos para um mercado onde as caixinhas nas prateleiras virarão peças de colecionador, fica o questionamento: a indústria está pronta para garantir que o nosso acesso ao entretenimento não desapareça com uma simples falha de servidor?

    E você, foi afetado pela queda da PSN hoje? Deixe nos comentários o que você acha sobre o fim da mídia física e se confia em ter uma biblioteca de jogos 100% digital!

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    Cancelado? Filme do ‘Blade’ com Mahershala Ali supostamente chega ao fim após 7 anos no “inferno do desenvolvimento”

    A Saga do Multiverso do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) acaba de sofrer mais um duro golpe. Após sete anos de um conturbado processo de produção, o tão aguardado reboot de Blade, estrelado pelo vencedor do Oscar Mahershala Ali, parece ter sido cancelado.

    A informação não veio de um anúncio oficial da Disney, mas sim dos bastidores. A Claus Studios, empresa responsável pelo design do logotipo do filme revelado na San Diego Comic-Con de 2019, declarou o projeto como “morto” em suas redes sociais.

    “RIP BLADE! Nós mal te conhecemos!! Que pena que eles não conseguiram tirar esse do papel, mas foi incrível ver meu logotipo revelado no Hall H em 2019 e ainda estou super orgulhoso dele!!”, compartilhou o estúdio em sua conta no Instagram.

    Frustração nos Bastidores

    A postagem da Claus Studios surge poucos dias após uma declaração desanimadora de Kevin Feige, presidente da Marvel Studios. Em participação no podcast Happy, Sad, Confused, Feige quebrou o silêncio sobre a dificuldade de produzir o longa: “Estou me sentindo um gigantesco perdedor e um fracasso por não termos conseguido decolar com Mahershala”, confessou.

    O suposto cancelamento chega em um momento simbólico: às vésperas do painel da Marvel na San Diego Comic-Con 2026, marcando exatos sete anos desde que Mahershala Ali subiu ao palco do Hall H para anunciar o projeto diante de milhares de fãs extasiados.

    O “Inferno do Desenvolvimento”

    Desde o seu anúncio triunfal, Blade se tornou o projeto mais problemático da história recente da Marvel Studios. O filme enfrentou:

    • Trocas de Direção: Múltiplos diretores abandonaram o projeto por “diferenças criativas”.
    • Inúmeras Reescritas: Uma verdadeira dança das cadeiras de roteiristas aconteceu nos últimos anos na tentativa de acertar o tom da história.
    • Problemas de Continuidade: Ali já interpretou Cornell Stokes (Cottonmouth) na primeira temporada de Luke Cage, e como as séries da Netflix agora são cânone, a Marvel precisaria justificar os papéis duplos do ator.

    Até o momento, a única contribuição de Ali como o Caçador de Vampiros no MCU se resumiu a uma breve participação especial (apenas em voz) na cena pós-créditos de Eternos (2021).

    Qual é o futuro de Blade no MCU?

    Embora o filme solo possa ter sido engavetado, isso não significa necessariamente o fim do herói no MCU. A Marvel possui um núcleo crescente de personagens sobrenaturais, e os fãs há muito tempo pedem a formação dos Filhos da Meia-Noite (Midnight Sons), equipe da qual Blade faz parte nos quadrinhos.

    A grande dúvida que resta é se Mahershala Ali, após tanta frustração e espera, continuará disposto a interpretar Eric Brooks em projetos paralelos, ou se o ator passará a estaca de madeira adiante. A Marvel Studios ainda não emitiu um comunicado oficial sobre a postagem da Claus Studios ou o status definitivo da produção.

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    MCU até 2042! Kevin Feige revela que Guerras Secretas criará um “universo único” focado nos X-Men

    Se você achava que a Marvel iria tirar o pé do acelerador após a atual saga do multiverso, pode se preparar para uma maratona que vai durar, literalmente, décadas. Kevin Feige, o grande arquiteto do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), revelou que o estúdio já está planejando filmes até o ano de 2042.

    Em uma recente entrevista à publicação chinesa Watching Hollywood, Feige compartilhou detalhes cruciais sobre o futuro da franquia após os aguardados Vingadores: Doomsday e Vingadores: Guerras Secretas.

    O fim do Multiverso e o início de uma nova era

    Segundo Feige, os próximos filmes dos Vingadores não serão apenas o clímax da atual fase, mas sim o “começo de uma nova era” para o MCU. O objetivo principal é arrumar a casa.

    “Isso estabelecerá um universo único, simplificado e coeso, que possamos acompanhar facilmente”, explicou o produtor. “Algumas coisas serão familiares, mas muitas, muitas coisas serão inteiramente novas. Voltando ao que mencionamos antes sobre atrair jovens e nos conectarmos com uma nova geração de espectadores, é exatamente sobre isso que o próximo universo se tratará.”

    Essa declaração soa como música para os ouvidos dos fãs que vêm criticando a complexidade (e às vezes, a bagunça) das múltiplas linhas do tempo e realidades da Saga do Multiverso.

    A Saga Mutante vem aí

    Se o Homem de Ferro e o Capitão América foram os pilares da Saga do Infinito, a próxima grande fase da Marvel já tem seus protagonistas definidos. Kevin Feige foi categórico ao afirmar que, fundamentalmente, os X-Men estarão no centro desse novo universo.

    Ao refletir sobre como integrar os mutantes de forma grandiosa, reconhecendo que a equipe já teve 10 filmes no passado, com altos e baixos, ele deixou escapar o que parece ser o título oficial da próxima década de histórias:

    “Nós estamos constantemente mudando, constantemente evoluindo, mas ter alguma orientação nos ajuda a agir com mais propósito… especialmente com os X-Men. Como planejamos a ‘Saga Mutante’ de uma maneira muito grandiosa?”

    Com a San Diego Comic-Con se aproximando, as expectativas para o painel no icônico Hall H estão nas alturas. É muito provável que Feige suba ao palco para oficializar esses planos, detalhando Doomsday, Guerras Secretas e o futuro filme focado nos mutantes.

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