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    CRITÍCA: Before I Go entrega melancolia através da arte

    Um jogo do gênero metroidvania sempre é uma experiência única na vivência de um gamer porque independente qual seja o título. Na maioria dos casos sempre entrega algo além, como é o caso de Before I Go. 

    Criado por Jérôme Coppens conhecido por sua larga experiência no mundo de games e sua editora J’s Labratory Before I Go foi lançado em 13 de abril. Disponível para PS5, Xbox Series, Switch e Computadores via loja digital Steam iremos seguir a jornada de uma criança interior em um mundo em ruínas.

    Da minha perspectiva, jogar Before I Go foi uma experiência muito lúdica e também impactante tanto nos elementos visuais quanto de jogabilidade. Somos inseridos em um mundo que não apenas vai te oferecer adversidade, mas a necessidade de se adaptar de acordo com o avanço. 

    Um exemplo bem interessante dessa mecânica de mundo é a expansão da praga ocupando algumas regiões do mapa que irá bloquear a passagem. Isso vai nos incentivar a procurar rotas alternativas, ativar áreas que vão recuar corrupção ou purificá-las para podermos seguir em frente. 

    Um mundo vivo e reativo as suas ações

    Quando temos esse tipo de mecânica é interessante porque torna tudo um pouco mais imprevisível e desafiador além do próprio combate. Geralmente em um metroidvania é muito fácil decorar um caminho, isso se torna repetitivo e esse mundo mais vivo nos faz estar mais alerta o tempo todo. 

    Ainda sobre isso, alguns lugares têm elementos mais clássicos que vão exigir estar com o timing em dia para conseguir acessar. Essa combinação entre passagens,  momentos de usar mais agilidade tornam a vivência no jogo muito mais dinâmica e divertida. 

    O combate também foi outro ponto que me agradou muito pelo nosso personagem utilizar muitos ataques de arremesso de projétil ou efeito de área. Isso também se torna útil para acessar regiões como, por exemplo, uma habilidade de congelar que ao fazer isso podemos avançar mais rapidamente ou acessar algum item de melhoria. 

    Em Before I Go temos as relíquias, o lugar onde realizamos a melhoria de habilidades e também como ponto de viagem rápida. A árvore de habilidades é  simples sendo necessário para nos fortalecemos ter a quantidade de cristais brancos e para aumentos temporários os vermelhos. 

    Acho muito interessante a respeito dos cristais vermelhos que, além da possibilidade citada, criam pontos de salvamento temporários em alguns locais do mapa. Nesse quesito é muito agradável como apesar de não ter nada altamente complexo tudo se torna uma ferramenta útil na sua forma de jogar.

    A respeito dos elementos visuais e sonoros acredito ser importante ressaltar como tudo é digno de pausar um pouco sua jornada gamer e admirar. O design de personagens, a trilha sonora, level design tudo é artisticamente deslumbrante e remete ao que a história está nos oferecendo. 

    Before I Go e a reflexão sobre o fim

    Outro ponto que é digno de todos os elogios é a trama de Before I Go porque não é em todo o jogo  que vamos para uma aventura sabendo que já perdemos. É impactante como essa história usa muito bem seus subtextos para falar sobre a aceitação do fim e o processo que vai levar a essa conclusão.

    Sobre esse tema pensei bastante a respeito de qual fim esse jogo criado por Jérôme Coppens está querendo se referir. Essa história vai nos conduzir nesse questionamento ao longo de toda a aventura pois não sabemos de quem é esse fim, como foi essa existência ou qualquer outra questão que sempre pensamos quando alguém se vai apenas e o tempo está se encerrando, restando  aceitar que pode ter sido só isso ou tudo isso. 

    A minha conclusão é que Before I Go é um dos melhores jogos indies deste primeiro semestre. A combinação entre uma jogabilidade que desafia e uma história que consegue tocar o lado mais sensível do emocional é o que faz games serem artes acredito que esse jogo alcança esse mérito.

    Confira o Trailer de Before I Go:

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    CRÍTICA – Assassin’s Creed Shadows: As Garras de Awaji é DLC rica, porém, repetitiva

    Ao finalizar a história principal de Assassin’s Creed Shadows, achei que a jornada de Naoe e Yasuke já tinha me mostrado tudo a Ubisoft tinha a me oferecer. As Garras de Awaji foi lançado em 16 de setembro de 2025 e chega exatamente para quebrar essa expectativa e mostrar que ainda havia muito sangue a derramar além do game base. As Garras de Awaji é um enorme acerto, enquanto nos apresenta um mapa inédito, ele não nos apresenta um mapa inédito apenas para inflar o tempo de jogo.

    A Ilha de Awaji é viva, mas acima de tudo, é hostil. A presença de inimigos liderados por Kimura Yukari, muda muito a dinâmica da exploração. De modo que é quase impossível vagar apenas pela ilha sem esbarrar em armadilhas e emboscadas constantes. Na DLC, depois de muitas horas (após fechar o game base), somos forçados a voltar a valorizar a furtividade de verdade, como quando jogamos com Naoe.

    As Garras de Awaji é um respiro narrativo e mostra a que veio logo em seus primeiros minutos. Com uma gameplay 2.5D, somos lançados à uma dinâmica rica que homenageia não apenas os teatros de fantoches japoneses, como o Prince of Persia original, sendo uma carta de amor aos games de plataforma clássicos.

    Para quem consome e analisa títulos da franquia há mais de 10 anos, ouso dizer que aqui, a Ubisoft quebrou a expectativa de maneira fantástica.

    Combate, progressão, e o uso do Bō

    Garras de Awaji

    O personagem de maior destaque na DLC é Naoe. Pois mesmo que diante todos os desafios, fazendo uso do Bō, Naoe ganha vantagem e torna o combate ainda mais fluído. Como uma personagem que era o extremo oposto de Yasuke no game base, cuja dinâmica se debruçava em grande partes em esquiva e ataques rápidos, o Bō dá à personagem um incrível controle. Com um ótimo alcance, o Bō nos permite realizar combos rítmicos, mantendo inimigos sempre à uma distância segura, se tornando esta, a opção mais ágil e “segura” de Naoe. Na expansão, Yasuke recebe também novas finalizações, mas de fato, a estrela da DLC é Naoe.

    A Ubisoft acertou em cheio ao não isolar o conteúdo do game. Sendo possível trazer para a mainquest as novas habilidades, trajes e vantagens passivas de cada árvore de talentos. Ou seja, se mesmo depois que você chegar ao fim você quiser voltar ao Continente para limpar o mapa, seus Yasuke e Naoe terão habilidades o suficiente para te permitir fazer a limpa.

    O Clã Sanzoku e Generais

    Garras de Awaji

    Em Awaji, a exploração ganha uma profunidade maior, sendo ainda mais estratégica. A ilha não é só visualmente bonita, mas ela também reage à presença dos líderes do Clã Sanzoku Ippa. Aqui, a grande antagonista é Kimura Yukari, que faz questão de governar a região com mãos de ferro.

    Lembra a parte do espetáculo dos fantoches japoneses? É a vilã da DLC quem narra esta história.

    O que dita o ritmo do mundo aberto, no entanto, são os três generais que respondem à Yukari. Temos um Samurai, um Shinobi e um Espião.

    Garras de Awaji nos dá uma vasta gama de possibilidades no que se refere à como lidaremos com eles. Podendo se manter como no game original, caçando um a um, ou até mesmo sendo estratégico. Ou seja: se derrotarmos o Espião primeiro, a rede de vigilância da ilha vai diminuir.

    Veredito

    Garras de Awaji

    As Garras de Awaji são um ponto de virada, mas a exploração – à parte das armadilhas – pode representar por vezes, mais do mesmo. Depois de ter ficado imerso por mais de 120 horas no game base, tudo que eu não queria era repetir as dinâmicas de “caçada”.

    Na DLC, o ponto de atenção e onde o game mostra a que veio, são os combates com os generais e a própria Yukari. Esses combates podem ser longos e as muitas fases do combate podem te surpreender de maneira negativa. Estes inimigos são no game esponjas de dano. Ou seja, é preciso concentração, esquiva e muito parry a fim de sobreviver aos combates.

    A DLC também nos apresenta um dos momentos mais íntimos da história de Naoe com um reencontro que faz com que a personagem se reconecte com as suas raízes e entenda de fato seu papel ali. Assassin’s Creed Shadows: As Garras de Awaji é por vezes repetitivo, mas coloca um molho ao nos apresentar dinâmicas às quais precisamos ficar atentos. Avançar indiscriminadamente na expansão pode não ser tão bom quanto era no jogo base. Portanto, preste atenção aos seus caminhos enquanto explora a ilha Awaji.

    Confira o trailer da DLC:

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    CRITÍCA: GOAT fala sobre futebol de forma diferente

    A palavra GOAT (Greatest of All Time) tem seu significado muito conectado ao esporte quando um atleta tem um desempenho histórico. Neste filme vemos o termo se  conectar ao gênero de terror em uma proposta um pouco diferente. 

    GOAT (Him) é um filme lançado em 2025, disponível atualmente no serviço de streaming Prime Vídeo e tem como diretor Justin Tipping. O elenco é formado por Tyriq Withers, Marlon Wayans e Julia Fox com seu roteiro feito por Zack Akers e Skip Bronkie.

    A trama de GOAT é sobre Cameron Cade (Withers), um promissor quarterback que, após uma lesão, é convidado por um ídolo lendário (Wayans) para uma semana de treinos. Ao longo dos dias isso se  torna um pesadelo obsessivo na busca de sucesso. 

     GOAT é um filme que considero muito interessante pela sua proposta porque geralmente o tema esporte está mais conectado ao drama como, por exemplo, Duelo de Titãs do que para o terror. Essa história vai abordar de uma forma bem contundente não apenas a relação das pessoas que praticam esse esporte como as que o consomem.

    A direção apesar de exagerar bastante na psicodelia para conduzir a história é satisfatória e por muitas vezes criativa para as cenas de violência. Entretanto, o que realmente faz o longa ser uma boa experiência cinematográfica é a forma como usa o terror para uma crítica social.

    O roteiro chega a ser um tanto expositivo quando se trata sobre o tema do filme. Mas tem diálogos muito interessantes principalmente entre os dois elementos centrais da história. 

    Em termos de atuação quem mais tem destaque é Marlon Wayans que entrega um trabalho que não assusta ao modo clichê do gênero e usa da sua habilidade com o humor para tornar seu personagem o mais cruel a cada momento. Por outro lado Tyriq Whiters não acompanha tão bem o ritmo do seu colega de cena mais experiente, deixando a desejar em algumas cenas. 

    Futebol, Família e Deus

    Ao longo de uma hora e meia da trama existe uma reflexão sobre a relação tóxica com o esporte que consegue acrescentar uma camada assustadora. Isaiah White não encara o futebol como uma competição, mas a afirmação de sua masculinidade e essa obsessão se torna o dilema de Cade em seguir esse mesmo caminho ou não. 

    Essa crença faz o, até então, GOAT no momento só reconhecer outro como igual quando encontra essa mesma obsessão cujo o único objetivo é vencer, tentando aflorar isso no jovem jogador através da violência física e psicológica. 

    Esporte é um sonho do sucesso ou pesadelo?

    Em diversas cenas vemos essa relação entre os personagens com o futebol em uma faceta religiosa, o esporte sendo algo acima de qualquer consciência moral. Essa metáfora leva a uma reflexão para o consumo da nossa versão do futebol, onde vemos os males  sociais refletindo no comportamento de praticantes e torcedores. Mas acima de qualquer violência o esporte é intocável e tudo ser apenas um recurso para a vitória. 

    Ainda existe uma camada racial que vemos através da vivência de Cade ao pensar que sua única chance de dar o melhor para a sua família é ser um jogador famoso. Em contrapartida, vemos em White a representação dessa conquista e nos estereótipos sociais da branquitude como a esposa loira ou atirar em pessoas por diversão. 

     Obviamente a relação entre o futebol e pessoas ricas que lucram através disso também é outro ponto que me agradou muito. A razão disso é porque usa não só a metáfora direta com as máscaras de porcos como também algo sobrenatural resultando em um desfecho interessante. 

    GOAT foi um filme que me surpreendeu  positivamente sendo uma uma história de terror que mostra o lado tóxico do esporte, seus praticantes e entusiastas.

    Assista ao trailer de GOAT:

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    CRITÍCA: A segunda temporada de The Pitt mantém sua excelência narrativa

    The Pitt foi uma série muito bem recebida em seu ano de estréia por causa dos personagens carismáticos, temas que atravessam questões individuais quanto críticas sociais e um formato narrativo que não é muito comum no produto de TV/Streaming atual. 

    A segunda temporada chegou em 8 de janeiro com 15 episódios semanais, encerrando-se no dia 16 de abril. O elenco é formado por Noah Wyle, Katherine LaNasa, Fiona Dourif, Isa Briones, Supriya Ganesh, Patrick Ball e tem como novidade a atriz Sepideh Moafi como a doutora Baran Al-Hashimi.

    Nesta segunda temporada veremos os eventos de tudo o que acontece durante um plantão no feriado de independência dez meses após a primeira temporada. Durante os episódios veremos a equipe no limite emocional e de recursos durante várias situações, entre elas um apagão digital. 

    Novos desafios mesmo formato

    Um dos elementos que fez The Pitt ganhar a minha atenção é a forma de contar sua história focando em tudo o que pode acontecer em um dia no hospital. Neste novo ano isso se repete com muito mais intensidade tornando essa temporada não apenas sobre a relação dos médicos e seus pacientes como suas questões individuais.  

    Outro ponto interessante que se repete e continua sendo formidável é como a série vai abordar temas diferentes em seus episódios. Neste plantão é sobre imigrantes, sua relação com o sistema social ruim e a violação de direitos como em um episódio envolvendo agentes do ICE.

    Acredito que mesmo não se aprofundando tanto em sua crítica é muito importante que uma série  sobre o mundo real também fale de questões reais. Também vemos o cerne da narrativa ser um tema sensível destacando capítulos falando sobre racismo e violência de gênero, vivências que são debates sociais de muito importantes atualmente. 

    Além disso, a série também vai abordar muito saúde mental seja nos profissionais das diferentes áreas do hospital como também de alguns pacientes. Em The Pitt vemos o esgotamento emocional das pessoas que trabalham na área da saúde diante de suas adversidades. 

    A exemplo do ano anterior também tivemos um grande desastre ocorrendo sendo o desta temporada um ataque cibernético impedindo o hospital de acessar sua tecnologia. Esse recurso narrativo retornar é interessante porque já estamos vendo o ambiente caótico e isso aumenta a tensão, no entanto para o futuro pode acabar se tornando algo previsível. 

    The Pitt e um alerta sobre saúde mental masculina

    O elenco de Pitt a nível de atuação é excelente, com ótimas construções de personagens, mas gostaria de destacar como aprofundaram o doutor Robbie interpretado por Noah Wyle.

    Na primeira temporada temos esse personagem não lidando com seu transtorno pós traumático.. Nestes novos episódios a consequência dessa ausência de cuidado resultando em um homem que não apenas deixou de expressar sentimentos como adoece mentalmente.

    Isso cria um contraste em comparação com o Abbot, alguém muito mais conectado às suas emoções vendo seu amigo de longa data seguir no caminho que outrora esteve. 

    Neste ponto vemos a série deixar uma mensagem enfática que a subjetividade masculina nesta era moderna precisa estar conectada ao que sente e  sua vulnerabilidade. Principalmente quando é necessário ter consciência de pedir ajuda quando as coisas não estão bem.

    O encerramento desta leva de episódios é um pouco diferente do ano anterior com a equipe vendo os fogos de artifício após tantos desafios. Trazendo uma reflexão sobre os dias que vencemos e como lidar quando nem tudo sai como o planejado. 

    A segunda temporada de The Pitt mantém a excelência narrativa que a fez se tornar tão querida. Conseguindo manter alta a expectativas para o que podemos ver no que seguirá com esses personagens e o hospital. 

    Confira o trailer de The Pitt:

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    CRÍTICA: “Darwin’s Paradox” o jogo do polvo diverte, encanta e desafia

    Desde o anúncio de Darwin’s Paradox, durante a primeira State of Play de 2025, fui automaticamente atraído pelo carismático Darwin, o polvo azul que dá nome ao título. Ao longo de pouco mais de 8 horas de gameplay, me senti desafiado, motivado e, acima de tudo, entusiasmado com tudo o que via em tela.

    Deixo claro que este texto terá spoilers do enredo do game, mas não que isso vá mudar sua experiência como um todo. O que cativa aqui não é apenas a história, como também as dinâmicas de gameplay e seus puzzles.

    Darwin’s Paradox foi publicado pela Konami e desenvolvido pelo ZDT Studio. Este é o primeiro game desenvolvido pelo estúdio francês, que tem em sua equipe nomes como Cédric Lagarrigue, fundador e ex-presidente da Focus Home Interactive, e Romuald Capron, ex-diretor da Arkane.

    Agradeço à Konami pelo envio da chave para produção de conteúdo.

    História e Gameplay

    Darwin's Paradox

    A história de Darwin’s Paradox é bem singular. Um jovem polvo precisa aprender a usar suas habilidades para navegar por um complexo industrial da UFOOD. O game se debruça quase sempre sobre as habilidades de stealth de Darwin, e alguns dos puzzles do game fazem um incrível uso delas. Seja na habilidade de se camuflar ou de lançar uma nuvem de tinta preta embaixo d’água, mas também na habilidade de aderir a qualquer superfície, até mesmo ao teto.

    Preciso confessar que polvos sempre me cativaram por serem seres únicos, inteligentes e curiosos.

    Seguindo em frente, ouso dizer que as horas que passei encarando a tela me divertiram, me cativaram e me fizeram entender que jogos não precisam ser como a indústria tentou fazer ser uma “norma”: games megalomaníacos de mais de 100 horas.

    Darwin's Paradox

    Em Darwin’s Paradox, a história se fecha sobre si mesma, mas deixa espaço para uma continuação.

    Mas, voltando à história, para ser mais exato, ao começo dela. Logo após o tutorial, Darwin e seu amigo são abduzidos e levados para o complexo industrial que citei anteriormente. Daqui em diante, a história degringola de maneira absurda, e a trama acaba se transformando em uma invasão alienígena que precisa ser encerrada pelo pequeno polvo azul.

    Dinâmicas e Progresso

    A dinâmica de Darwin’s Paradox é facilmente compreensível. A fim de escapar das garras dos alienígenas e resgatar nosso amigo, precisamos avançar a todo custo. Desarmando armadilhas, sistemas de segurança complexos e até mesmo um intrincado sistema de minas marítimas, o pequeno Darwin dependerá de nossa destreza e inteligência para ultrapassar os desafios impostos pelos alienígenas.

    Nosso progresso aqui se dá por meio de atos e, a cada um deles, nos aproximamos do objetivo: resgatar nosso melhor amigo e, por consequência, acabar com um plano de dominação mundial.

    Lembra das habilidades que eu citei anteriormente? A habilidade de se camuflar de Darwin é perfeita para infiltração. Para avançar, é necessário paciência, pois os inimigos/alienígenas têm rotinas/rotas pelos níveis. Ou seja, se camuflar em meio às fases nos permite avançar sem problemas. E é aqui que ele brilha.

    Jogar ou não jogar?

    Darwin’s Paradox, no dia em que este texto está sendo postado, custa em todas as lojas o mesmo preço: R$ 142,50. O game foi lançado para Xbox Series X, Nintendo Switch 2, PlayStation 5 e PC (via Steam e Epic Games Store). Como o jogo de lançamento do estúdio, ele se faz muito feliz no que propõe, divertindo, desafiando, mas, acima de tudo, colocando nas nossas mãos o poder de impedir uma invasão alienígena.

    Como um charmoso game de plataforma 2.5D, Darwin’s Paradox é a pedida perfeita para quem só quer relaxar e se sentir um pouco desafiado.

    Confira o trailer do game:

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    CRÍTICA – ‘Dosa Divas: One Last Meal’ é um RPG por turnos cheio de carisma e que vale ser jogado

    Eu amo RPGs por turnos e, se você também, esse ano já recebemos títulos incríveis como Monster Hunter Stories 3, do qual amei a demo, mas ainda não comprei. Porém, há pouco tempo, joguei e me apaixonei por People of Note, e hoje eu quero te contar da minha mais recente paixão: Dosa Divas: One Last Meal.

    Dosa Divas é um RPG de turnos com temática de comida; é super carismático, encantador e cheio de personalidade. Conta com um estilo artístico lindíssimo e músicas igualmente lindíssimas. Será lançado oficialmente no dia 14 de abril de 2026 e você o encontra no Nintendo Switch, Nintendo Switch 2, PC, PlayStation 5 e Xbox Series X/S.

    O jogo foi desenvolvido pela Outerloop Games, mesmo estúdio de Thirsty Suitors, e publicado pela Outersloth. Agradecemos pelo envio da chave de forma antecipada para o Switch 2.

    História

    Dosa Divas

    Acompanhamos a história de duas irmãs chamadas Amani e Samara. Ambas viajam juntas em uma mecha espiritual chamada Goddess, mas, ao longo da história, vamos conhecer outras personagens, como a Lina, que é mais uma integrante da família.

    A família tinha um restaurante bem querido por eles. Amani era a perfeccionista e muito presente na preparação das comidas, porém ela foi embora por 10 anos e muita coisa mudou desde a sua volta. As irmãs ainda não conseguiram conversar e resolver isso de fato no começo do jogo, então vamos acompanhar essa trama familiar ao longo da aventura, e é impossível não se apegar a elas.

    Amo quando as histórias dos jogos trazem sentimentos tão reais como mágoa, amor, saudade, dor e muitos outros presentes em nossos lares.

    Lina atualmente estampa o marketing de um fast food muito famoso e que é claramente corrupto. Vamos enfrentar todo tipo de capanga desse fast food para podermos continuar cozinhando de verdade, já que eles querem confiscar materiais de culinária e prender todos que continuam cozinhando.

    Recomendo que vocês joguem, pois a partir daqui é spoiler e vale conhecer cada personagem carismático desse jogo.

    Jogabilidade e Combate

    Dosa Divas

    Passaremos por diversos vilarejos durante o jogo, onde conheceremos personagens diferentes e outras culturas dentro do jogo. Nossa mecha-espírito anciã, que é nosso veículo de locomoção, também luta e pode ser totalmente personalizada.

    Com ela, podemos dar saltos duplos, escavar, lutar e coletar recursos; os locais podem conter caminhos ocultos, novas amizades ou até mesmo certas lembranças.

    Cozinhar é uma parte crucial do game, não é apenas uma temática. Precisamos reunir ingredientes para cozinhar pratos que podem servir para fortalecer nosso time, mas que também podem fazer parte da história em determinados momentos.

    Podemos utilizar petiscos para curas rápidas após os combates. Os ingredientes de cada comida fazem a diferença, pois eles adicionam efeitos novos, como de cura, dano, defesa ou para recarregar o poder espiritual das personagens.

    E, falando um pouco do seu combate, esse é o meu favorito desse ano até o momento. Os inimigos possuem forças e fraquezas. Embaixo dos personagens aparecem seus ícones de fraquezas, algo como Persona ou Octopath Traveler, mas o diferencial é que aqui esses status são baseados em comidas.

    Para prepararmos a comida, faremos alguns minijogos; as comidas podem ter status melhores se nós tivermos resultados bons ao acertarmos mais as pontuações pedidas por cada minijogo.

    E a comida preparada é exibida no final de cada cozimento e, dependendo da parte da história, nós a veremos exibida na narrativa, o que é bem legal e dá um quentinho no coração com certas interações entre personagens.

    Cada personagem possui poderes que podem estar ligados a cinco tipos de sabor: picante, doce, salgado, azedo e saboroso. Então, recomendo muito que utilize o tipo de ataque que possua o sabor que é a fraqueza do inimigo que você está enfrentando.

    O combate é bem dinâmico também, nada de apenas “bate e espera”: você pode apertar o botão de defesa para tentar bloquear completamente ou parcialmente um golpe; já no ataque, você pode adicionar um ataque a mais se acertar no tempo correto.

    É possível ativar um boost para você adicionar um ataque a mais ao final do seu primeiro ataque. Teremos um poder espiritual que causa bastante dano e, conforme upamos, podemos selecionar um status para aumentar, que pode ser Dano, Defesa ou HP.

    O game possui Hard Mode para os mais exigentes e que gostam de um bom desafio.

    Visuais e Músicas

    Dosa Divas

    Temos músicas maravilhosas no jogo; são 37 faixas listadas em sua trilha sonora oficial. Confesso que ainda não ouvi todas disponíveis dentro do jogo, mas, até onde cheguei, todas me impressionaram bastante.

    Recebi o jogo há menos de uma semana e, infelizmente, não consegui finalizá-lo ainda, porém joguei o suficiente para conhecer muito do que ele tem a oferecer e me encantar jogando.

    Visualmente, o jogo é lindo. Eu amo jogos com estilos artísticos diferentes, não sou a pessoa que gosta apenas do tal foco da indústria do ultrarrealismo. Eu entendo que é legal, tem muitos jogos que trazem isso, mas é tão bom ver outros estilos artísticos belíssimos, sabe?

    Bom, em Dosa Divas, o estilo de arte mistura cartoon, anime estilizado e cores extremamente vibrantes; me lembra desenhos como o do Steven Universo e outros próximos dessa ideia.

    Procurando sobre, vi que esse visual todo colorido e vibrante é inspirado na estética e culinária do sul da Ásia, segundo as páginas oficiais do jogo.

    Preço e Localização

    Ele está custando R$ 73 lá na eShop, tanto para Switch quanto para Switch 2, porém, na data em que escrevo isso, as demais plataformas não divulgaram o preço do jogo; deve ser próximo ou igual a esse valor. Sinceramente, não é um valor alto, ainda mais para um jogo bom como esse, mas, se estiver em dúvida sobre a compra, adicione na sua wishlist para ser avisado quando alguma promoção acontecer e, se puder, teste a demonstração gratuita disponível na Steam.

    Meu único ponto negativo sobre ele é que não temos legendas em PT-BR e seria muito bom ter. Temos vários diálogos no game, com personalidades para cada personagem, e seria muito legal poder jogar no nosso idioma, mas ele está apenas com legendas em inglês. Também temos dublagem em inglês em alguns momentos, geralmente em diálogos mais importantes durante o jogo.

    Eu já vi indies receberem localizações muito tempo após o lançamento. Torço para que Dosa Divas vá bem de popularidade e isso se torne realidade; não tem nada confirmado ou mencionado sobre isso, mas é meu novo sonho de agora. Um outro indie, que não é RPG, mas é um indie narrativo que fez toda a diferença ter localização, foi o 1000xRESIST, que recebeu legendas em PT-BR ano passado e foi o primeiro jogo que zerei esse ano.

    Vale a Pena?

    Dosa Divas: One Last Meal é um jogo incrível, a meu ver, e vale muito a pena. É muito bom vermos RPGs por turnos chegando e ainda entregando tanta coisa boa em 2026.

    É um jogo esteticamente lindo, mas que vai além do raso: tem uma história boa, personagens carismáticos, minigames legais, visuais marcantes, combate bem construído e divertido.

    Como fã de RPG por turnos, eu estou muito feliz de ver esse e outros jogos novos chegando para o gênero com tanta criatividade. O preço dele não está alto, mas em algum momento pode entrar em promoção, quem sabe?

    Se você não tiver uma barreira linguística com o inglês, não deixe passar Dosa Divas. Teste a demo do game lá na Steam e/ou vá direto para a aquisição na sua plataforma favorita, que ele vai ser uma excelente companhia durante muitos dias.

    Confira o trailer do game:

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