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CRÍTICA | Sweet Tooth – Depois do Apocalipse (2012, Panini)

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CRÍTICA | Sweet Tooth - Depois do Apocalipse (2012, Panini)

Sweet Tooth é escrito e desenhando pelo aclamado quadrinista canadense Jeff Lemire que já tem uma carreira consolidada e já passou pelas maiores editoras americanas (DC, Marvel e Image); sua carreira é repleta de grandes sucessos como Black Hammer, Gideon Falls, Descender, entre outros; isso sem falar dos diversos Prêmios Eisner, Prêmio Xeric em 2005 e Prêmio Shuster em 2008.

Lemire já é considerado um dos grandes quadrinista contemporâneos com um imenso trabalho em diversos gêneros da nona arte.

Publicado originalmente entre os anos 2009-2013 pela editora DC Comics, a HQ foi direcionada para o selo Vertigo e foi concluída com 40 volumes. Aqui no Brasil a obra foi publicada em 2012 pela editora Panini Comics em 6 volumes encadernados.

A trama foi tratada como um “Mad Max que encontra Bambi” onde o Flagelo assolou a humanidade como um incêndio descontrolado em uma floresta seca e matou bilhões. As únicas crianças nascidas após o evento são híbridas, uma nova espécie que mescla características humanas e animais, e é perseguida.

Gus é uma dessas crianças ameaçadas, um menino com uma alma dócil, uma queda por doces e traços de cervo; mas garotos como ele têm a cabeça a prêmio.

Quando seu lar é atacado por caçadores inescrupulosos, um homem misterioso e violento aparece para lhe salvar. O nome dele é Jepperd e ele promete levar o jovem até a mítica Reserva, um paraíso para crianças híbridas.

Enquanto cruzam o terreno ameaçador que os separa de seu destino abençoado, ambos serão postos à prova. Mas quem será mais afetado? Jepperd corromperá a inocência do jovem híbrido ou a pureza de Gus amolecerá o bruto coração de Jerpperd?

A excelente repercussão de Sweet Tooth – Depois do Apocalipse abriu portas para Jeff Lemire dentro da editora DC Comics, dando oportunidade de participar do reeboot de Liga da Justiça Sombria e a reformulação da nova série do Homem Animal.

O gênero pós-apocalítico é extremamente saturado na cultura pop, contundo Lemire peneira tudo que há de melhor neste gênero e elabora uma trama simples e agradável, mas com personagens cativantes e com fortes determinações, principalmente no núcleo dos personagens híbridos que são dóceis e cativantes, o oposto do núcleo de humanos que são extremamente violentos e sem pudor em seus atos de maldade para conseguirem o que querem.

Já a arte de Jeff Lemire pode gerar uma certa estranheza para quem ainda não conhece o traço do artista – o que certamente alguns leitores vão achar o traço feio -, mas não levem isso em consideração, pois a arte casa muito bem com a história proposta e que não mede esforço quando tem cenas de violência.

A colorização fica por conta do espanhol José Villarrubia que trabalha com excelência a paleta de cores para que cada personagem e o ambiente seja tenham a vida necessária para cada quadro, seja de diálogo ou de ação.

Com um garoto híbrido que ainda tem fé na humanidade em uma terra desolada, Sweet Tooth certamente vai agradar aos fãs de histórias pós-apocalíticas.

Vale lembrar que a Netflix deu sinal verde para produção da série live-action e encomendou oito episódios. O ator Robert Downey Jr. é um dos showrunners da produção.

PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Sweet Tooth: Série baseada no quadrinho da DC em desenvolvimento

Nossa nota

Editora: Panini Comics

Arte e Roteiro: Jeff Lemire

Página: 127

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