Início QUADRINHOS Crítica CRÍTICA – unFollow: 140 Tipos (2017, Vertigo)

CRÍTICA – unFollow: 140 Tipos (2017, Vertigo)

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Um jovem bilionário, criador de uma rede social, está com câncer no pâncreas e vive seus últimos dias, ele então decide distribuir sua fortuna de mais de 18 bilhões de dólares igualmente entre 140 usuários de sua rede social com etnias, classes sociais, religiões e gênero diferentes. Uma alma altruísta você deve pensar. Mas algumas cláusulas dessa loteria levam a crer que talvez o jovem Sr. Larry Ferrew não seja tão altruísta quanto imaginamos. Uma das “cláusulas” pétreas é a de que assim que algum dos 140 escolhidos morrer, a fortuna deste é automaticamente redistribuída entre os demais, sendo assim, se um único sobreviver, ele terá a fortuna total para si.

Por si só este enredo chama atenção e aguça nossa imaginação, mas logo nas primeiras páginas notamos o quanto estas escolhas aleatórias podem não ter sido muito aleatórias, e isso é questionado no decorrer da história.

Nesta sufocante primeira edição, fica claro a diversidade quando temos um jovem negro do subúrbio, um famoso escritor japonês que tem conexão direta com os acontecimentos, uma jovem jornalista Iraniana formada em Cambridge, um velho veterano de guerra com passado sanguinário que ouve “deus”, uma jovem milionária que quer se livrar das amarras do dinheiro do pai, um corretor de seguros britânico, dentre outros.

Cada um dos personagens, assim como de se esperar possui uma característica única e singular, assim como o braço direito do anfitrião, o Sr. Rubinstein, que aparentemente fará qualquer coisa para cumprir o último desejo de seu mentor e que usa uma máscara um tanto peculiar.

A Vertigo com seu selo de HQ para adultos traz o roteiro de Rob Willians que é quase como estar assistindo a um filme de suspense e em nada deixa a desejar e os desenhos de Mike Dowling e R. M Guéra são um tom “sujo” e tenso à história com traços e linhas que sombreiam os personagens.

Unfollow mais que uma intrigante história que mistura rede social, histórias de detetive e um “Q” de jogos vorazes; podemos dizer que é uma necessária reflexão sobre o valor da vida e certamente você não vai querer deixar de seguir.

Avaliação: Ótima

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