CRÍTICA – Cobra Kai (3ª temporada, 2021, Netflix)

    Cobra Kai havia sido produzida originalmente pelo YouTube Red com 2 temporadas, mas com a chegada ao catálogo da Netflix a série que é uma sequência direta dos acontecimentos da franquia Karatê Kid conquistou o público e obviamente teve sua renovação para a 3ª temporada na gigante do streaming

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    TBT #86 | Karatê Kid – A Hora da Verdade (1984, John G. Avildsen)

    SINOPSE

    O principal aluno de Johnny Lawrence (William Zabka), Miguel (Xolo Maridueña), está sob tratamento intensivo após sofrer uma queda durante uma briga entre o dojo Miyagi-Do pertencente a Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e os alunos Cobra Kai.

    ANÁLISE

    A terceira temporada segue na vibe da nostalgia com muitas citações e cenas do icônico Sr. Miyagi (Pat Morita), bem como o retorno de figuras marcantes na franquia de filmes Karatê Kid; mas falaremos disso mais adiante.

    Se na primeira temporada tivemos como foco a ressureição do Cobra Kai juntamente com a rivalidade de Jhonny Daniel, na segunda tivemos como foco, principalmente, os jovens alunos dos dojôs Cobra Kai e Miyagi-Do.

    Agora, na mais recente temporada, o foco é muito maior no sensei John Kreese (Martin Kove). O ex-militar veterano de guerra tem seu passado revelado com detalhes da formação de sua personalidade insana.

    A série, agora produzida pela Netflix, segue com o molde do YouTube Red com 10 episódios de aproximadamente 30min de duração, o que a torna extremamente fácil de ser maratonada.

    VEREDITO

    É fácil perceber que a grande sacada de Cobra Kai é o elenco original da franquia de filmes dos anos 80 e ao trazê-los de volta a seus papéis 30 anos depois, constrói um “Miyagiverso” que conquista os fãs saudosistas pelo coração. E ao finalmente termos Elisabeth Shue (The Boys) revivendo Ali, a terceira temporada tem seu grande ponto alto em suas cenas, seja com Johnny e/ou Daniel.

    Mas nem tudo são flores e infelizmente a nova safra de alunos de ambos os dojôs são as grande vítimas.

    Já no primeiro episódio temos a notícia do corte de Aisha de Nicole Brown muito comentada antes mesmo da estreia da temporada -, durante a temporada percebemos também que outro que não retornou (sem menções) é Paul Walter Hauser com seu divertidíssimo Raymond a.k.a. Arraia.

    Por falar em diversão, o lado cômico de Jhonny Lawrence por parecer um “homem das cavernas” se torna cansativo – e até forçado – com cenas em que o personagem não sabe ligar um notebook na tomada para carregar a bateria ou nem mesmo sabe o que é o Facebook, transformando-o em um “Steve Rogers recém descongelado”.

    Em suma: se o Cobra Kai quiser sobreviver, precisa trocar de pele como uma serpente e se reinventar.

    Nossa nota

    3,0 / 5,0

    Assista ao trailer da 3ª temporada:

    Cobra Kai estreou na Netflix dia 1º de janeiro.

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