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CRÍTICA – Cobra Kai (1ª temporada, 2018, YouTube Red)

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Antes de falarmos de Cobra Kai, precisamos ir do começo, literalmente. Se você tem menos de 30 anos e só conhece – ou ouviu falar de – Karate Kid como o filme com Jackie Chan Jaden Smith, então pare tudo e assista ao original. O longa de 2010, do diretor Harald Zwart, é um remake do clássico de 1984, dirigido por John G. Avildsen.

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Vale lembrar que Cobra Kai “pula as duas continuações” de Karatê Kid (1986 e 1989) e se inicia a partir dos momentos finais do primeiro longa.

SINOPSE

CRÍTICA - Cobra Kai (1ª temporada, 2018, YouTube Red)
Johnny e Daniel no dojo Cobra Kai.

Trinta anos depois de Johnny Lawrence (William Zabka) e Daniel LaRusso (Ralph Macchio) se enfrentarem, a rivalidade entre os dois ressurge quando Lawrence decide retomar sua vida por meio do infame dojo Cobra Kai. Enquanto ele busca redenção, o agora bem-sucedido Daniel tenta superar seus próprios desafios sem a ajuda de seu mentor, o Sr. Miyagi.

ANÁLISE

CRÍTICA - Cobra Kai (1ª temporada, 2018, YouTube Red)A série produzida pelo YouTube Red é uma grande homenagem aos fãs do filme de 1984. Com 10 episódios com média de 30min de duração, Cobra Kai retoma de onde o primeiro longa parou e nos mostra como estão as vidas de Johnny e Daniel trinta anos após o derradeiro embate entre os dois. E claro, certas rivalidades nunca acabam.

A primeira temporada utiliza-se de trechos do longa original na forma de flashbacks para apresentar aos espectadores mais jovens a origem de tanta rivalidade entre nossos protagonistas. Já para os mais velhos, cada flashback é uma dose de nostalgia.

É incrível ver os atores do longa original, depois de mais de 30 anos, voltarem a dar vida a seus respectivos personagens: William Zabka está incrível como o bad boy Johnny, Ralph Macchio “nunca deixou de ser” Daniel (o clássico estigma de atores que não perdem a imagem de seu personagem) e Randee Heller como a Sra. LaRusso, mãe de Daniel.

Uma pena não termos presente Elisabeth Shue (Ali) e o saudoso Pat Morita (Sr. Miyagi), mas ambos estão bem representados, e a primeira temporada de Cobra Kai faz belas homenagens ao querido personagem de Morita. O ator faleceu em 2005.

Se para os trintões a primeira temporada é quase uma overdose de nostalgia, para os mais jovens a série apresenta novos rostos, além de termos e dilemas bem atuais: cyberbullying, tecnologia e sexismo, por exemplo.

Como novos personagens temos os Cobra Kai: Miguel Diaz (Xolo Maridueña), Aisha Robinson (Nichole Brown), Eli Moskowitz a.k.a. Falcão (Jacob Bertrand) que dão uma repaginada e atualizam o antiquado dojo.

Pelo lado dos LaRusso temos Samantha (Mary Mouser) e Louie (Bret Ernst), filha e primo de Daniel, respectivamente. A primeira é uma jovem e carismática atriz que foi a primeira aluna de Daniel após a morte do Sr. Miyagi; já o segundo é o primo favorecido sem noção e que sempre faz tudo errado.

Já os personagens neutros nessa rivalidade de longa data, o destaque é Demetri (Gianni DeCenzo) o jovem amigo dos integrantes do Cobra Kai é o esteriótipo do adolescente nerd e virgem, mas que rende boas piadas sagazes.

VEREDITO

CRÍTICA - Cobra Kai (1ª temporada, 2018, YouTube Red)Eu aplaudo o YouTube Red por resgatar um longa de mais de 30 anos atrás e usá-lo como ponto de partida para nos mostrar como está a vida dos protagonistas após esse grande período de tempo e principalmente por focar no ponto de vista “do vilão”.

A primeira temporada é leve e boa de assistir: bom número de episódios, um tempo ideal pra cada episódio e com um ritmo bem equilibrado.

Sem sombras de dúvidas o ponto alto de Cobra Kai é mergulharmos na vida do bad boy Johnny Lawrence e entendermos as camadas por trás do personagens e os motivos pelos quais sua vida seguiu um rumo diferente do bem sucedido Daniel

A jornada de mudança de Johnny é a força motriz da primeira temporada e mesmo com as tramas paralelas, esse é o grande carro chefe da série.

Infelizmente a primeira temporada não é perfeita. O ponto mais baixo não são nem as lutas que acabam não sendo tão mirabolantes como as versões icônicas do filme base, mas a necessidade de incluir um rival – seja no tatame, como no amor – para Miguel Diaz, o primogênito da nova safra dos Cobra Kai.

Ao apresentar Robby (Tanner Buchanan) como filho problemático de Johnny com histórico de ausência paterna, torna a trama óbvia. Principalmente após entrar na vida da família LaRusso.

O personagem de Tanner é desnecessário, forçado e infelizmente parece apenas um rosto bonito que não deveria estar ali. 

Caso queria um grande spoiler, selecione o parágrafo abaixo:

Como dito anteriormente, a jornada de Johnny Lawrence é incrível e é a grande sacada da série; com um excelente final (um tanto “agridoce” para Johnny), eis que a 1ª temporada se encerra com a chegada de ninguém menos que John Kreese (Martin Kove), o lunático ex-sensei dos Cobra Kai, com uma aparição quase que demoníaca! E eu confesso que na hora falei em voz alta: “FODEU!“.

Fim do spoiler.

Cobra Kai é uma produção do YouTube Red e suas duas temporadas chegaram à Netflix ontem, 28. E a 3ª temporada já foi confirmada pela gigante do streaming.

Nossa nota

Assista ao trailer:

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