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CRÍTICA – GDLK/High Score (2020, Netflix)

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Recentemente na Netflix foi lançado um documentário com título original de High Score e que no Brasil ganhou o nome de GDLK. Ambas as expressões são comuns à maioria da comunidade gamer, público alvo da série. A primeira, em tradução literal, significa pontuação mais alta, e faz alusão à pontuação que ficava piscando nas telas dos fliperamas. Já a outra é uma simplificação da palavra godlike, “como um deus“, referindo-se à jogadores com habilidades quase sobre-humanas nos jogos.

Desligando o dicionário nerd (talvez não por muito tempo), vamos falar sobre o documentário. GLDK, em seus 6 episódios de pouco menos de uma hora (cada) consegue contar de forma progressiva e bem ilustrada a história do surgimento dos jogos eletrônicos até a sua explosão e atual febre a ponto de lotar estádios em competições eletrizantes ou mesmo derrubar servidores de internet com a procura massiva que gera.

Mas, primeiro, vamos voltar algumas casas e entender como a série inicia e transcorre.

INSERT COIN

fliperama_GDLK

Se você, como eu, é jovem há mais tempo, provavelmente acompanhou a grande escalada dos jogos eletrônicos. Desde o já idoso Pong até os mais avançados games da atualidade, houve um longo caminho percorrido.

Os saudosos fliperamas deram a fama ao que no princípio era privilégio de poucos, e alguns nerds (que ousaram quebrar códigos e fazer modificações em tempos que a comunidade “modder” nem existia) popularizaram ainda mais os jogos eletrônicos, adaptando-os e criando casas de jogos onde quase qualquer um podia ter acesso por algumas moedas.



Do monocromático ao colorido

A série mostra de maneira muito lúdica, usando pessoas e personagens chave de lendárias empresas como ATARI, Nintendo SEGA, como elas surgiram e os caminhos e desafios percorridos por estas gigantes da tecnologia de games.

O que chama a atenção também no desenrolar do documentário é toda a diversidade envolvida. Histórias de representatividade, identificação, superação e até mesmo grandes vencedores de campeonatos. GLDK se esmera, desde o início, para contar sua história através de personagens não tão conhecidos mas com grande importância. Desde uma das primeiras campeãs mundiais de Space Invaders até amantes do esporte que, apesar de não terem habilidades físicas sonhavam em se ver como grandes campeões de seus esportes favoritos, e que conseguiram através dos videogames.

A série consegue, de maneira muito delicada, contar, através de histórias de vitórias pessoais de algumas figuras, a história de muitos dos gamers que viveram as mais variadas épocas dos jogos eletrônicos e, dentro deste mundo de bits e cores, tiraram forças para vencer quests da vida real.

Então, GDLK vale a pena?

Partindo da ideia de que não é uma série de ação, mas um documentário, o início pra mim foi um pouco cansativo porque tive que me adaptar ao ritmo da produção. Porém, a medida que as histórias iam sendo contadas, eu ia ficando mais curioso para saber quais os próximos detalhes explorados por GDLK.

Um show aparte é a habilidade em tornar temáticas as cenas de cada episódio, seja transformando parte da tela em pixels ou contando a história através de animações em formato de jogos. A criatividade da produção audiovisual é um dos pontos mais altos da série, certamente.

Talvez o único ponto negativo e relevante seja a dublagem (caso queira assistir com o áudio em português). Muitas vezes o áudio não é traduzido, sendo a maioria das vezes quando o original é em japonês, ou então a dublagem em português é feita por cima do áudio original, o qual mesmo que mais fraco, ao fundo, pode ser escutado e atrapalha um pouco a compreensão.

Apesar deste contra, o documentário entrega bem o que se propõe e com certeza é uma ótima pedida para amantes de jogos eletrônicos que queiram conhecer mais sobre a história desta mega indústria e alguns de seus personagens e personalidades mais notáveis.

PS: os pontos mais altos para mim foram as menções a Zelda e à criação de Star Fox, que aqueceram o coração deste saudoso nintendista.

Nossa nota

Assista ao trailer do documentário:

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