Início SÉRIE Crítica CRÍTICA – Rebelde (1ª temporada, 2022, Netflix)

CRÍTICA – Rebelde (1ª temporada, 2022, Netflix)

Rebelde

A icônica novela juvenil mexicana de 2004 que ganhou o mundo ao apresentar a banda RBD volta para uma continuação contemporânea na Netflix. Rebelde de 2022  é uma criação de Santiago Limón e conta com Azul Guaita, Giovanna Grigio, Franco Masini, Sergio Mayer Mori, Alejandro Puente, Jerónimo Cantillo, Lizeth Selene e Andrea Chaparro no elenco.

SINOPSE

Está chegando mais uma geração de alunos na Elite Way School. E, com eles, novos amores e amizades. Jana Cohen (Azul Guaita), Esteban (Sergio Mayer Mori), M.J. (Andrea Chaparro), Dixon (Jeronimo Cantillo), Luka Colucci (Franco Masini), Andi (Lizeth Selene) são totalmente diferentes um dos outros, mas encontram semelhanças através de suas músicas.  Contudo, uma misteriosa sociedade ameaça destruir as aspirações musicais dessa turma.

ANÁLISE

Rebelde

Em 2004 estreou pela primeira vez a novela mexicana Rebelde com seis jovens sonhadores e desajustados que tinham a paixão pela música como algo em comum. Logo, a banda RBD ficou mundialmente conhecida e no Brasil, foi um caso à parte, visto que Mía, Diego, Roberta, Miguel, Lupita e Giovanni se tornaram uma febre nacional. 

Recriar tamanha comoção não é uma tarefa fácil, mas a Netflix abraçou o desafio e trouxe de volta a atmosfera adolescente e musical em sua continuação de mesmo nome. Rebelde de 2022 pega os fãs pela nostalgia, afinal estamos mais uma vez na Elite Way School, mas infelizmente falha com seus personagens. 

Primeiramente é preciso dizer que essa continuação não é um remake ou algo do tipo, a história mostra 18 anos após o sucesso do grupo RBD e como, essa nova geração precisa lidar com a pressão e sucesso dos seus antecessores. Talvez, esse seja um dos poucos pontos positivos da série, visto que, não existe uma devoção ao RBD. O sexteto é citado uma vez ou outra, mas nada em excesso para não estragar a memória dos fãs mais aficionados.  

Contudo, a nova geração formada por Jana Cohen (Azul Guaita), Esteban (Sergio Mayer Mori), M.J. (Andrea Chaparro), Dixon (Jeronimo Cantillo), Luka Colucci (Franco Masini), Andi (Lizeth Selene) é pouco impactante e não foge da semelhança dos seus antecessores. Jana luta para não ser a nova Mia, mas sua falta de profundidade é nítida; o mesmo acontece com Esteban que faz uma versão de Miguel. A dupla não convence até mesmo como casal.

Já, M.J, Dixon e Luka (aparentemente primo de Mia) são esforçados e mostram um certo desenvolvimento em seus personagens, mas a falta de ritmo da série atrapalha um pouco. Por último, Andi é a mais esquecida, a personagem até ganha um relacionamento amoroso com Emilia (Giovanna Grigio), mas sua atuação se resume ao seu estilo. 

Rebelde

Apesar dos personagens principais ainda estarem aprendendo o que significa ser um Rebelde, existem algumas boas surpresas na série. Como a retomada da sociedade secreta, A Seita, que já existia na novela de 2004. Desta vez, comandada por Sebas (Alejandro Puente) que faz um bom antagonista.   

Celina Ferrer (Estefanía Villareal), melhor amiga de Mia, também volta como a diretora do Elite Way School. O que reforça os laços dessa continuação com a série original e que fica ainda mais nítido, quando a série decide reviver os sucessos musicais. Dessa forma, há uma espécie de boa nostalgia em Rebelde de 2022, mas que não mascará por completo os problemas da produção. 

Por se tratar de uma série adolescente não foge de assuntos como bullying, sendo o tema principal da temporada. Contudo, a forma que o assunto é tratado é bastante superficial, sem ter o devido aprofundamento ou consequências. 

Por último, algumas falas de roteiro e tomadas de direção lembram muito a dramatização mexicana e podem agradar os fãs do estilo.  Sendo assim, a continuação de Rebelde tem muito chão pela frente se quiser se igualar ao original, mas é promissor na medida que se esforça para ser convivente.

VEREDITO

 A continuação de Rebelde pega os fãs pela nostalgia, mas não entrega nem um elenco ou roteiro impactante. Além disso, a direção é por vezes entediante e arrastada para uma série adolescente, falta a Rebelde necessariamente ser rebelde. Porém, os conflitos e alguns personagens são esforçados e merecem uma segunda chance.

Nossa nota

3,0 / 5,0

Confira o trailer da série:

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Jornalista em formação e apaixonada pela sétima arte. Representatividade e movimentos sociais através do cinema é fundamental. Apreciadora de livros, animes e joguinhos de ps4 nas horas vagas. The final girl.