CRÍTICA – The Last of Us (1ª temporada, 2023, HBO)

    The Last of Us é uma das franquias mais adoradas deste que vos escreve. Tendo um importante papel na minha retomada pela paixão do mundo dos games, a franquia surgiu como uma trama madura que se diferia muito dos games de sua época. Enquanto abordava temas relevantes e intensos, sua história evoluiu e se estendeu para outras mídias, ganhando assim, uma adaptação pela HBO em forma de uma série live-action com 9 episódios.

    Ao longo da primeira temporada da série, seus criadores Craig Mazin e Neil Druckmann adaptaram os arcos do primeiro game lançado em 2013. A primeira temporada da série nos levou pelo período de um ano em que Joel atravessa os Estados Unidos destruído pelo fungo Cordyceps para entregar Ellie aos Vagalumes.

    SINOPSE

    A série acompanha a jornada de Joel (Pedro Pascal), um contrabandista com a tarefa de escoltar a adolescente Ellie (Bella Ramsey) através de um Estados Unidos pós-apocalíptico em um futuro distópico.

    ANÁLISE

    Ao longo de seus nove episódios, a série nos lança novamente na trama do primeiro jogo e faz com que nós, os agora expectadores – não mais jogadores -, tenhamos experiências inteiramente novas. Conforme vemos aquela história se desenrolar, nos maravilhamos com a profundidade de seus personagens e por como Druckmann fez sua história caminhar pelo primeiro game, e lançou esse que vos escreve em uma das mais doloridas jornadas da vida por mais uma vez.

    O que a série é capaz de fazer, nos permite entender que games podem e devem ser adaptados com histórias mais realistas. O fato do criador daquele mundo estar envolvido no projeto, só garante mais fidelidade e maior importância nos atos e diálogos dos personagens.

    Craig Mazin que foi o criador da série Chernobyl, que adaptava para as telinhas os acontecimentos reais que se desenrolaram em 1986. A junção de Druckmann e Mazin levam The Last of Us para além de uma série de TV e a fazem ser um fenômeno pop batendo todos os recordes de expectadores de A Casa do Dragão. Estrelando mesmo após seu fim nos agregadores de nota como Rotten Tomatoes e Metacritic com notas acima de 90 em todos seus episódios.

    The last of Us

    Pedro Pascal e Bella Ramsey se mostram como as versões live-action de Joel e Ellie definitivas. Com motivações e atuações convincentes, os dois atores dão um maior peso à história pela qual estamos adentrando. Com atuações doloridas, temos um panorama de seus passados em cada um dos episódios e o que os fizeram chegar até ali.

    Enquanto visitamos a história e passeamos por aquele mundo destruído pelo Cordyceps, podemos compreender que a única saída para nossos protagonistas é resistir e sobreviver. Com atuações poderosas, Bella Ramsey calou a boca de todo o público misógino, que colocava em sua beleza a razão dela “não ser a Ellie dos games.” Pedro Pascal mostrou uma faceta única ao longo de toda série, nos apresentando uma profundidade tão grande, ou maior do que a do Joel dos games.

    Os 9 episódios dá série fazem o humor de seus expectadores ondular a todo momento. Nos levando por momentos de puro êxtase e alegria, somos também lançados em momentos nos quais somos jogados ao fundo de um poço, com mortes repentinas e dolorosas, a série surpreende.

    Com assuntos profundos e estando consciente da história que quer contar, The Last of Us se destaca das séries pós-apocalípticas, cujas tramas abertas podem variar de acordo com a reação do público. Com brilhantes episódios, The Last of Us surpreende pelas referências ao jogo e pelas cenas que parecem ter sido tiradas dos games da Naughty Dog.

    VEREDITO

    The last of Us

    Apesar de The Last of Us possuir uma ambientação apocalíptica, a série passa uma mensagem de esperança ao longo de todos seus episódios. E ainda que a história de Joel e Ellie não se dê de maneira mais amigável em um primeiro momento, ela acaba por se tornar uma incrível e linda história.

    Ainda que vivam em um mundo agora perigoso, Ellie, Joel, Tess, Bill, Frank e muitos outros personagens optaram por viver suas vidas fazendo o que consideram certo – ou não necessariamente o certo, mas o que precisam fazer para sobreviver.

    O que é moral, quando o mundo em que se vive é imoral?

    Em um mundo inóspito, The Last of Us nos apresenta diversos perigos em suas mais diversas formas. Além do que conferimos até aqui, a segunda temporada reserva surpresas que só o tempo trará. Quando mergulhamos de cabeça nessa história desde a primeira semana, entendemos que ela é mais do que vemos e irá além do que consideramos como possível.

    O que a série faz, é brilhar ao explicitar elementos humanos mesmo quando não há espaço para humanidade. Quando contrasta a resistência dos personagens com a dureza daquele mundo, é quase como se testemunhássemos nossos personagens sendo lançados sem qualquer esperança em moedores de carne. The Last of Us brilha em tudo que se propõe e nos faz chorar copiosamente sem pena ao longo de seus episódios ímpares.

    Nossa nota

    5,0 / 5,0

    Mal posso esperar para a segunda temporada da série, mas se você está curioso pelo que vem por aí, só viajar pela trama do segundo game nas nossas lives aqui do youtube:

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