Início SÉRIE Crítica CRÍTICA – What If…? (1ª temporada, 2021, Disney+)

CRÍTICA – What If…? (1ª temporada, 2021, Disney+)

A animação What If...? estreou no Disney+ em 11 de agosto e contou com 18 episódios, lançados semanalmente, na primeira temporada

Jack Kirby e Steve Ditko são elementos indispensáveis quando o assunto é quadrinhos. Seus traços e histórias mudaram a forma de encararmos as HQ’s. Ambos, ao lado de Stan Lee, ressignificaram o conceito Marvel. E com o intuito de homenageá-los, a série animada What If…? chegou ao Disney+ baseada nos populares quadrinhos homônimos, apresentando diferentes destinos para seus personagens.

Através dos quadrinhos, por exemplo, o Homem-Aranha tornou-se parte do Quarteto Fantástico nessa reinvenção de ideias, e assim como o Wolverine matou o Hulk ou até o Magneto dominou a América. Na série animada, outras alternativas são abordadas utilizando o Universo Cinematográfico Marvel (MCU) como base, trazendo personagens de toda a extensão Marvel para reconstruir de um novo modo histórias já vistas até então, porém em linhas temporais alternativas.

A animação conta com quase todos os atores que passaram por produções do MCU, independente se os personagens estão mortos nos filmes ou não. Nomes como Tom Hiddleston, Sebastian Stan, Paul Rudd, Mark Ruffalo, Michael B. Jordan entre outros estão presentes na produção. Além disso, o ator Chadwick Boseman, que faleceu em 2020, também participou de What If…?, sendo esse um dos últimos trabalhos dele.

SINOPSE DE WHAT IF…?

Narrado pelo ator Jeffrey Wright (Westworld) como Uatu, o Vigia, a produção abre as portas para as infinitas possibilidades do Multiverso Marvel, ponderando a pergunta que dá título à série animada, “E se…?”. Com isso, exploramos diferentes linhas do tempo, nas quais os principais momentos do Universo Cinematográfico Marvel ocorreram de forma diferente.

ANÁLISE 

A animação What If...? estreou no Disney+ em 11 de agosto e contou com 18 episódios, lançados semanalmente, na primeira temporada

A.C. Bradley é showrunner, roteirista e produtor, enquanto Bryan Andrews é responsável pela direção. O designer de produção Paul Lasaine revelou um pouco sobre o processo de elaborar a arte da série: as animações são renderizadas em 3D, depois ganham o aspecto 2D porque os layouts e as pinturas são finalizadas à mão pela equipe, processo semelhante ao de grande parte das animações 2D realizadas atualmente, em que os destaques ficam em relação ao visual dos cenários de toda a série.

A primeira série animada da Marvel Studios entrega esta temporada com bastante êxito em sua proposta. No entanto, no seu desenvolvimento é possível encontrar falhas no momento em que o material possui potencial quase infinito, mas não chega a ousar. Com isso, cada episódio possui uma história paralela, fazendo com que a série se torne uma antologia até seus momentos finais.

Em episódios específicos, os roteiros se perdem e tentam buscar o gancho em soluções simplistas e ágeis, devido à sua duração. As trajetórias dos personagens são deixadas de lado em prol do que deve e tem que acontecer. Há limitações também em como o multiverso ocorre em si, pois se limita a saídas simples, deixando de lado a complexidade existente nessa teoria.

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Apesar das falhas, What If…? não é dispensável. O seriado é necessário para se ter uma melhor ideia do conjunto de universos e como ele funciona com o seu multiverso, até para nos preparar para o quem está por vir nos próximos filmes do MCU. A série consegue ter um arco, mesmo com os seus médios trinta minutos por episódio.

Além disso, vale ressaltar a atenção que selecionaram sobre a importância que serão os poderes de Doutor Estranho nesse combate com as anomalias do multiverso nesta nova fase do MCU, onde será explorada elementos sobrenaturais e místicos.

A animação What If...? estreou no Disney+ em 11 de agosto e contou com 18 episódios, lançados semanalmente, na primeira temporada

Não dá para acusar de falta de criatividade visual, já que tivemos por exemplo uma Nebulosa estilizada, além de uma alusão ao clássico filme familiar Querida, Encolhi as Crianças (1989), também dirigido por Joe Johnston. Porém, insuficiente como forma de lazer.

VEREDITO

What If…? possuía muito mais material para ousar em diversos aspectos. Alguns episódios se tornaram cansativos com características cansativas e clichês. Já outros ganharam destaques por arriscar e aplicar referências às HQ’s.

De forma geral, a série serviu como fator mercadológico e também para a realização de testes com o intuito de ver como o público reage a certas abordagens de seus heróis. Assim, a produção estuda melhor a perspectiva da aceitação e/ou rejeição que elas causam, prospectando uma margem do que os espectadores querem ver ou não com Doutor Estranho, Homem-Aranha e companhia.

Nossa nota

3,0 / 5,0

Todos os episódios da 1ª temporada de What If…? estão disponíveis no Disney+.

Assista ao trailer:

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Amante da sétima arte. Fascinada na relação entre cinema, história e filosofia. Devoradora de quadrinhos, aprecia um bom clássico e combate o crime em Gotham City nas horas vagas.