CRÍTICA – O Idiota Favorito de Deus (1ª temporada, 2022, Netflix)

    A mais nova série de comédia chegou à Netflix. O Idiota Favorito de Deus é estrelado por Melissa McCarthy (Esquadrão Trovão) e Ben Falcone. A série de 8 episódios estreou no dia 15 de junho.

    A produção de comédia ainda parece ter um longo caminho à sua frente e em seus 8 primeiros episódios nos prepara para um vindouro fim do mundo.

    SINOPSE

    Clark Thompson (Ben Falcone) é um homem comum que trabalha com suporte técnico. Ele ama gatos e passa tempo com o pai Gene (Kevin Dunn) com frequência, além de estar caidinho pela sua colega de trabalho Amily (Melissa McCarthy). Quando, de uma hora para outra, Clark começa a brilhar, ele percebe que não se trata de mais um dia de sua vida e, muito provavelmente, Deus tem grandes planos para ele.

    ANÁLISE

    O Idiota Favorito de Deus

    O Idiota Favorito de Deus é o mais novo projeto de Melissa McCarthy com seu marido Ben Falcone. A trama nos apresenta ao personagem Clark Thompson, um homem extremamente comum, que após cair um raio em sua cabeça, descobre ter um papel extremamente importante em um vindouro apocalipse bíblico.

    A forma como a série nos ambienta àquele mundo é feita sem muitas delongas e o cuidado da trama ao nos apresentar uma história à la Lucifer – a antiga série da CW que se tornou uma série da Netflix – é quase inexistente, mas diverte. Com um tom satírico, a série não tenta se levar a sério de maneira alguma, mas se lança sem pestanejar em críticas tanto ao cristianismo, quanto o culto à pastores e figuras religiosas.

    O papel que Clark, Amily e seus amigos de trabalho tem na série, giram em torno de descobrir as intenções de Deus com a escolha de Clark para realizar suas obras. Mas até o final dos 8 episódios, isso não fica lá muito claro – mas ele deve espalhar uma mensagem sobre amor, independente de qual forma, avisando a humanidade sobre um futuro fim do mundo.

    Mas testemunhar as desventuras de Clark enquanto conhece Deus, enfrenta a própria Satã e faz as vontades do Todo Poderoso é uma das coisas mais divertidas na série. Bem como o fato de Clark descobrir ser importante por brilhar, mas não brilhar no escuro, brilhar em momentos importantes, ou quando ele fica nervoso. O desenvolvimento de personagens e as relações ao longo da série ainda que se distanciem das primeiras aparições dos personagens, parece fazê-los andar em círculos, mesmo com a presença de Clark e seu recém-adquirido estado de graça que parece mudar seus amigos para a melhor.

    VEREDITO

    O Idiota Favorito de Deus é um besteirol que não tem como ser levado a sério, e tenho certeza que essa não é a intenção da irreverente produção. A série parece querer lançar luz e questionar as figuras que são adoradas pelo público. Figuras que se colocam a frente de crenças e ensinamentos bíblicos, e visam em grande parte o lucro.

    A diversão de O Idiota Favorito de Deus vem da forma vem de seus episódios que não parecem querer chegar em lugar nenhum, e só zombam e fazem auto referencia à cultura pop, e às religiões, bem como aos ícones adorados e grandes conglomerados de TV que crescem em cima da crença de seus fiéis.

    Os 8 episódios da série se mostram divertidos, curtos e ao seu fim, é como se tivéssemos sido espectadores passivos por um curtíssimo período de tempo de algo que foge completamente ao nosso controle e está tudo bem.

    O Idiota Favorito de Deus está disponível na Netflix.

    Nossa nota

    2,5 / 5,0

    Confira o trailer da série:

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