CRÍTICA – ‘God of War: Sons of Sparta’ olha para passado em história e jogabilidade

    Antes de ser o deus que rompeu com as bases do mundo grego, existiu um homem, e muito antes disso, existiu um garoto que tinha aspirações, sonhos e uma grande aventura de um jovem Kratos e seu irmão Deimos em God of War: Sons of Sparta.

    O jogo, desenvolvido pela Mega Cat Studios, responsável por Backyard Baseball e Into The Pit, chegou para PlayStation 5 no dia 12 de fevereiro, durante a exibição do State of Play no mesmo dia.

    Na história de God of War: Sons of Sparta, vamos acompanhar o general espartano Kratos contando para sua filha Calíope uma aventura de sua juventude com seu irmão Deimos, na busca de um querido amigo desaparecido, mostrando uma fase do fantasma de Esparta que ainda não havia sido contada.

    God of War: Sons of Sparta

    Pensando na franquia de God of War como um todo, sempre estamos nos relacionando com o presente, seja através da jornada do protagonista ou da jogabilidade proposta, e vemos isso ao longo dos cinco jogos com uma trilogia voltada ao hack and slash e à sua fase no universo nórdico. Em Sons of Sparta, olhamos para o passado ao jogarmos uma aventura de um Kratos muito jovem em um metroidvania, gênero clássico dos games, tendo ainda como reforço uma abordagem estética em 2.5D em pixel art.

    Mesmo tendo um escopo menor, comparando com o escalonamento de grandiosidade que ocorreu ao longo de mais de duas décadas de lançamentos, Sons of Sparta me agradou muito com uma experiência mais simples, que adapta muitos conceitos aos quais já estamos acostumados em um jogo do deus da guerra.

    God of War: Sons of Sparta

    A jogabilidade segue a essência do metroidvania clássico, então temos um mapa enorme com muita coisa para explorar, um grupo de inimigos que posso até considerar ter alguma variedade e os setores onde estão localizados os chefes para avançar na história.

    A primeira arma de um espartano é uma lança.

    Em se tratando das mecânicas de combate, temos a Dory e a Áspide Espartana, uma lança e um escudo, que podem ter variações nos seus comandos de acordo com a ponta, haste e ponta inferior da arma de ataque, como também podemos equipar melhorias no escudo, aumentando não apenas a defesa, mas também a janela de aparagem, e acrescentar algum comando de contra-ataque.

    God of War: Sons of Sparta

    Apesar de ter um escopo bem menor, podemos notar que existe uma adaptação do formato que já conhecemos de God of War Ragnarök, e isso se estende não apenas às armas, como também para as melhorias de personagem em uma árvore de habilidades mais enxuta, para que não tenhamos tantas preocupações nesse aspecto e tenhamos um foco muito maior na exploração do mapa.

    Além de armas, temos o auxílio das Dádivas do Olimpo, ferramentas que terão funções variadas, entre um dano de alguma origem como também o meio de acesso para novas áreas do mapa, e que vão se conectar à barra de status do personagem, que vai utilizar os mesmos elementos (vida, magia e armas) que já conhecemos, podendo ser melhorados ao preencher os requisitos solicitados pelos templos espalhados pelo mapa.

    Os inimigos são um pouco repetitivos, mas considero que nesse gênero isso é algo muito comum, porém veremos algumas nuances, como alguns terem escudos que só podem ser quebrados com determinado ataque, como, por exemplo, inimigos com um escudo amarelo que só podem perder essa proteção ao sofrerem ataques com espírito.

    Em se tratando da dificuldade no geral, acho que preenche a medida certa entre o desafio e o entretenimento, com o aumento de dificuldade ao longo do avanço na história e também sendo possível realizar esse ajuste através dos menus, sendo essa possibilidade de personalização de experiência de jogo algo que me agrada bastante.

    A trilha sonora é interessante por usar uma abordagem em chiptune, conhecida de forma mais comum como música em 8-bit, sendo um outro elemento que vai se harmonizar com os elementos visuais para uma experiência mais nostálgica, como se fosse possível transportar God of War para uma época em que o realismo não era o foco, mas sim a experiência que viria do contato entre o jogador e a arte de criar jogos.

    O enredo me agradou bastante porque mostra um lado diferente da história de Kratos, que só pudemos conhecer brevemente em alguns diálogos em God of War Ragnarök, alguém muito diferente do que encontramos nos primeiros momentos do capítulo inicial da franquia.

    É muito interessante como, considerando toda a densidade da franquia como um todo, Sons of Sparta tem uma narrativa mais leve, sem deixar de ser algo que vai abordar as emoções do seu protagonista e sua relação com duas figuras por quem ele tem muito afeto, que são seu irmão Deimos e a filha Calíope.

    Muito mais simples, porém tão divertido quanto outros capítulos da franquia, God of War: Sons of Sparta é um jogo que mostra a plasticidade deste universo de não ser visto apenas como um único gênero de games, mas como uma experiência transcendente que vai falar sobre a jornada de seu protagonista em diversos estágios.

    Nossa nota

    Agradecemos à PlayStation Brasil por ter nos enviado a chave do game.

    Confira o trailer:

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