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CRÍTICA – A Barraca do Beijo 2 (2020, Vince Marcello)

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CRÍTICA – A Barraca do Beijo 2 (2020, Vince Marcello)

A Barraca do Beijo 2 chega ao serviço de streaming da Netflix hoje (24/7) e é uma continuação direta do polêmico longa de 2018. Vince Marcello, responsável pelo roteiro e direção do primeiro filme, retorna nesse segundo ano e conta com a ajuda do roteirista iniciante Jay Arnold. Ambas as produções são baseadas nos livros homônimos escritos por Beth Reekles.

O primeiro longa recebeu diversas avaliações negativas do público e da crítica devido ao excesso de cenas que sexualizavam os personagens – mesmo sendo um filme voltado para adolescentes -, além da romantização de assédios por parte do “bad boy” da trama, o personagem Noah (Jacob Elordi). O olhar objetificador do diretor na filmagem das cenas de Elle (Joey King) também foi muito criticado.

Mesmo com toda a repercussão negativa, a franquia foi renovada e trouxe de volta toda a equipe envolvida no primeiro ano. Com um tom claramente mais leve e focado ao público juvenil, A Barraca do Beijo 2 parece querer apagar as polêmicas de seu antecessor e focar em um conteúdo mais positivo.

Na trama, Noah vai para a faculdade de Harvard (em Boston), e Elle segue cursando o último ano na sua escola. Eles resolvem manter o namoro à distância, mesmo sem saber se dará certo ou não. Elle segue sua rotina com seu melhor amigo Lee (Joel Courtney), estudando para entrar na sua faculdade dos sonhos e lidando com outros problemas da vida de uma adolescente comum.

Entretanto, quando Noah começa a se aproximar de sua colega de faculdade, a exuberante Chloe (Maisie Richardson-Sellers), Elle se vê em uma situação de insegurança e questionamentos, o que a coloca no caminho de Marco (Taylor Zakhar Perez).

Mais uma vez, Joey King é o grande destaque do longa. A atriz, que já mostrou extrema versatilidade atuando na minissérie The Act, é extremamente carismática e carrega boa parte da trama. As cenas de Elle com Lee são as mais engraçadas – a química dos atores é ótima – e provavelmente serão os momentos que o público irá se sentir mais entretido durante as 2 horas e 11 minutos de filme.

Os momentos que envolvem King e Perez também são interessantes, rendendo um elemento novo para a história. Elle e Marco são personagens que facilmente poderiam aparecer mais vezes juntos e desenvolverem um arco maior em uma possível continuação. De todos os envolvidos, as cenas mais pesadas e difíceis de se conectar são as envolvendo Elordi – e muito se deve à sua atuação mediana para ruim.

As atitudes tóxicas dentro dos relacionamentos abordados no longa estão em evidência o tempo todo, seja no namoro de Elle e Noah ou de Lee e Rachel (Meganne Young), mas não há nenhuma preocupação em desenvolver esses problemas a fundo. O desfecho é simples e fácil, como a maioria das comédias românticas teens que vemos por aí.

A Barraca do Beijo 2 é o tipo de filme que vai entrar fácil no Top 10 de mais assistidos da Netflix e pode render um bom entretenimento para muitas pessoas.

Nossa nota

Assista ao trailer:

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