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CRÍTICA – Capitã Marvel (2019, Anna Borden e Ryan Fleck)

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Marvel's Avengers

Capitã Marvel é o mais novo filme da Marvel Studios com uma heroína como protagonista, um movimento bem interessante que dá um gás e traz um diferencial para a nova fase do Universo Cinematográfico Marvel após o vindouro Vingadores: Ultimato.

É possível que o longa já estivesse até mesmo nos planos do estúdio há um bom tempo, mas é inegável que o sucesso de Mulher-Maravilha foi determinante para que Capitã Marvel chegasse logo nas telonas.

Capitã Marvel

Como deu a entender nos trailers, Capitã Marvel se passa nos anos 90 e traz Carol Danvers (Brie Larson) já como um membro da Star Force e tentando relembrar suas memórias após uma missão contra os Skrulls não sair como esperado. E para descobrir o seu passado, ela contará com a ajuda de um velho conhecido dos fãs, Nick Fury (Samuel L.Jackson).

Mais do que ser a origem da heroína, o filme tem também o desafio de se conectar com os demais filmes do UCM de um de forma consistente e que também expanda o que já foi estabelecido até o momento.

Apesar de ser um filme de origem, a proposta de Capitã Marvel permite que o filme tenha uma estrutura diferente de outros longas que buscam introduzir algum personagem. O primeiro ato tem um bom ritmo, conta com boas cenas de ação e já apresenta a rixa entre os Krees e os Skrulls, trazendo novos elementos para o universo espacial da Marvel.

Capitã Marvel

Os problemas de Capitã Marvel começam em seu segundo ato, já no planeta Terra. Com a proposta de mostrar a protagonista relembrando seu passado para poder se redescobrir, a direção de Anna Borden e Ryan Fleck acaba dedicando boa parte das 2 horas e 21 minutos nessa jornada da protagonista. Não que isso seja uma decisão ruim, a história precisava desse momento, mas a forma que foi feita talvez não tenha sido tão acertada, porque começam a revelar fatos sobre a personagem que muitos fãs já conhecem.

Quando as revelações são referentes a história principal e não necessariamente só sobre a personagem “Capitã Marvel”, o filme volta a crescer culminando em uma reviravolta muito interessante.

É no terceiro ato que o filme mostra a que veio, não só sendo uma excelente conclusão para os eventos apresentados, mas também para trazer respostas que não estavam tão claras sobre as Joias do Infinito ou mesmo sobre os Vingadores.  Aqui também é o momento que temos Carol Danvers definitivamente estabelecida como Capitã Marvel, mostrando a extensão dos seus poderes. Por isso, as lutas finais possuem um tom mais cômico, porque aquilo tudo é brincadeira de criança para a protagonista e não representa um desafio de fato.

Capitã Marvel

Brie Larson está bem à vontade no papel de Capitã Marvel, ela entrega uma personagem divertida e extremamente poderosa. Porém, o que a direção pensou para a protagonista nesse filme não exigiu tanto da atriz, ela entrega exatamente aquilo que o papel pede naquele momento e pronto.

Depois desse filme, é provável que a personagem fique mais marcada pelo seus poderes e potencial do que pela atriz. Mas isso é algo que com certeza vai ser melhor trabalhado no futuro, afinal junto com Homem-Aranha, ela será um dos expoentes da Fase 4.

A representatividade da Capitã Marvel é outro fator muito importante do longa, não apenas pelo motivo de ser uma heroína como protagonista, mas também na forma que a personagem se desenvolve. Durante toda sua vida ela teve que conviver com pessoas dizendo que ela não conseguiria fazer as coisas, na tentativa de diminuí-la. Mas tudo isso a tornou mais forte e ela foi conquistando seu espaço de voz, deixando cada vez mais evidente a necessidade das mulheres se provarem o tempo todo para poder ter o mesmo reconhecimento que um homem.  E Brie Larson consegue transmitir isso muito bem, não com frases de impacto ou coisas do tipo, mas com ação.

Capitã Marvel

Samuel L. Jackson tem bastante destaque e entrega o melhor do Nick Fury no Universo Cinematográfico Marvel. Tamanho é o seu destaque e sua importância para esse filme, que ele assume um papel de co-protagonista. O CGI feito para rejuvenescer o ator é impecável, fazendo você esquecer que aquilo não é real. Ele também é responsável por algumas referências a outras obras dos anos 90-00 como Pulp Fiction e Hannibal.

Em comparação com Brie e Samuel, Jude Law tem bem menos tempo de tela, mas o suficiente pra fazer a trama andar. O filme faz um bom trabalho com a identidade de seu personagem, contrariando expectativas e até teorias de fãs. Em suma, o elenco de Capitã Marvel tem nomes bem fortes e bem competentes. Mas quem verdadeiramente rouba a cena no filme é a gata Goose, mostrando-se uma verdadeira ameaça para qualquer raça do universo.

O humor do filme funciona e é bem distribuído, apenas uma piada ou outra sobre os anos 90 e os avanços tecnológicos da época acabam soando desnecessárias, porque o foco delas é uma parcela de pessoa que não viveu essa época e não sabe o quão lento era baixar um simples vídeo na internet ou mesmo usar um CD-ROM para ver arquivos.

No meio disso tudo, Capitã Marvel ainda tem tempo para fazer suas devidas homenagens a Stan Lee, algo que com certeza vai arrancar aplausos do público. A participação dele ganha um tom diferente das outras, já que em vez dele se conectar com o universo como um elemento pertencente àquele meio, é a própria protagonista que se desconecta sutilmente da história do filme para responder a participação dele, sendo um agradecimento por tudo que ele criou durante seus 95 anos.

Capitã Marvel não é o melhor filme do estúdio, e provavelmente nem esperavam isso. Assim como qualquer outra produção de filme de origem, ele serve para estabelecer e introduzir novos elementos que serão fundamentais para o futuro do Universo Cinematográfico da Marvel. Além disso, o longa também representa um start para a “Casa das Ideias” em um importante movimento de se ter mais protagonistas mulheres em filmes de herói.

Agora é aguardar a recepção do público sobre essa produção e torcer para filmes como Viúva Negra e outras heroínas ganharem as telonas o mais rápido possível!

O filme conta com duas cenas pós-crédito, sendo a primeira extremamente corajosa, porque mais do que ter conexão com Vingadores: Ultimato, ela revela algo que os fãs estavam querendo saber já há um bom tempo. Enquanto a segunda mantém a tradição da Marvel Studios de sempre fazer uma piadinha depois dos créditos.

Nossa avaliação:

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Assista ao trailer:

Capitã Marvel estreia dia 7 de março em todos os cinemas do Brasil. Garanta já o seu ingresso e deixe opinião depois de assistir ao filme.

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