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CRÍTICA – O Homem Invisível (2020, Leigh Whannell)

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CRÍTICA – O Homem Invisível (2020, Leigh Whannell)

O Homem Invisível é a mais nova adaptação do clássico homônimo de H.G. Wells. Lançado em 1897, o drama científico caiu nas graças de Hollywood, sendo revisitado em películas desde 1940. No novo formato, a história foi modificada, se adaptando ao contexto do século XXI e trazendo o protagonismo para uma atriz e não para o homem do título.

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O longa de 2020 é dirigido por Leigh Whannell e conta a história de Cecília (Elisabeth Moss), uma mulher que vive um relacionamento abusivo com seu companheiro Adrian (Oliver Jackson-Cohen). Adrian é um cientista especialista na área óptica, o que configura a essência do conto de Wells. No entanto, a adaptação de Whannell coloca Cecília como a personagem principal da trama, tornando o Homem Invisível um elemento da produção.

Adrian comete suicídio e deixa para Cecília uma grande fortuna em seu testamento. Entretanto, para que ela tenha direito a esse valor, ela não pode cometer nenhum crime e nem ser declarada mentalmente incapaz. Após a assinatura do acordo, Cecília começa a vivenciar experiências estranhas que beiram à paranoia, como se estivesse sendo vigiada o tempo todo.

O longa busca colocar o telespectador como parte da trama. Cenas em primeira pessoa, acompanhadas por uma trilha muito bem pensada (créditos a Benjamin Wallfisch pelo excelente trabalho), trazem a sensação de tensão e sufocamento que Cecília experimenta todos os dias.

CRÍTICA – O Homem Invisível (2020, Leigh Whannell)

Whannell faz um trabalho espetacular para um filme com orçamento baixíssimo (o longa custou apenas 7 milhões de dólares), deixando a atenção e a história girarem apenas em torno da atuação de Moss. A atriz veterana e extremamente talentosa entrega uma atuação coesa e crível, transformando o filme em um grande thriller psicológico. A atmosfera criada pela atuação de Elisabeth Moss e a trilha de Wallfisch funcionam, mantendo o espectador tenso durante as duas horas de filme.

A abordagem da violência doméstica e do relacionamento abusivo entre Adrian e Cecília é outro ponto interessante a ser destacado. Apesar de não haver nenhum aviso de gatilho no início de O Homem Invisível – e eu acredito que seria extremamente necessário – a forma como Leigh Whannell aborda o tema é bem desenvolvida, apontando falas clássicas proferidas pelos assediadores que praticam abuso psicológico com suas vítimas. A ficção científica por  vezes fica em segundo plano, mostrando que essa história de terror acontece todos os dias na vida de milhares de mulheres.

O desfecho de O Homem Invisível talvez seja a parte menos empolgante. Após horas envolventes e tensas, seu último arco pende totalmente para a ação, buscando o caminho mais fácil para a resolução da trama. Entretanto, o longa é uma ótima releitura do conto clássico, trazendo um fator de identificação mais sólido do que a história de H.G. Wells.

Nossa nota

Assista ao trailer legendado:

O Homem Invisível estreia amanhã, dia 27 de Fevereiro, nos cinemas de todo o Brasil. Portanto, não esqueça de avaliar o longa após assistir:

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