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CRÍTICA – Time: The Kalief Browder Story (2017, Netflix)

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CRÍTICA - Time: The Kalief Browder Story (2017, Netflix)

Sempre gostei de documentários, não sei explicar; é um tipo de programação que entretêm, que aprecio dedicar atenção. Pode ser sobre qualquer assunto, o que eu passar o olho e despertar a curiosidade eu simplesmente paro e tento me dedicar ao máximo e tirar algum proveito do assunto específico. E esse foi o caso de Time: The Kalief Browder Story.

Nunca me considerei uma pessoa com engajamento militante, esse tipo de tarefa não condizia com o meu caráter. Sempre passei longe das dedicações em relação a temas delicados, mas tenho total noção de que no início de 2016 tive o meu gatilho para temas raciais – uma das coisas que fomentou essa questão foi o início da minha vivência através das lentes de uma máquina fotográfica.

Desde o princípio busquei focar na estética negra (cabelos, traços, pele) e, também, na vivência. No começo foi estranho até porque nunca quis me envolver muito nessa dinâmica, mas de fato era necessário.

Naquela época eu sabia que apenas uma câmera não serviria. Até porque, uma coisa é certa: você não nasce negro, você se descobre com o passar do tempo – e quando eu digo “com o passar do tempo” eu me refiro às experiências negativas do cotidiano de uma pessoa negra que é: lidar com o preconceito, raiva, até mesmo o machismo, hipersexualização e medo. Isso é um fato.

Foi seguindo essa linha de pensamento que acabei me deparando com um documentário específico: A 13ª Emenda. Quando terminei de assistir pela primeira vez na plataforma de streaming Netflix o documentário produzido por Ava DuVernay – diretora do filme Selma que foi indicado ao Oscar de Melhor filme em 2015 – permaneci em silêncio por alguns minutos. E sim, eu chorei, chorei muito. Chorei de tristeza. Chorei de raiva. Só sei que chorei.

Van Jones, advogado e autor de The Green Collar e Rebuild The Dream comentou:

“Um pequeno país com 5% da população mundial ter 25% dos prisioneiros do mundo? Um em cada quatro? Um em cada quatro seres humanos com suas mãos nas grades, algemados, estão presos aqui, na terra da liberdade.”

#52filmsbywomen 40 – A 13ª Emenda (2016, Ava Duvernay)

 

Nessas quase duas horas foram apresentados gráficos estatísticos, estudos, e depoimentos de sociólogos, advogados, ativistas, professores, entre outros, que demonstram a prática do racismo institucional nocivo ainda vigente nos EUA. Não só isso, muitas histórias verídicas de anos atrás até os tempos de hoje foram mostradas. Mas de longe o caso que mais me chamou atenção, e que causou uma certa revolta em mim, foi o de Kalief Browder.

Em 2010, aos 16 anos de idade, Kalief Browder foi detido e posteriormente acusado de ter furtado uma mochila. Aguardando seu julgamento Kalief foi enviado para Rickers Island, uma das mais perigosas penitenciárias dos EUA.

É em cima desse fato, e com o mesmo teor ácido de realidade que o documentário Time: The Kalief Browder Story caminha.

A 13ª Emenda e Time: The Kalief Browder Story andam de mãos dadas em diversos aspectos, porém o segundo documentário usa o caso de Kalief para debater muitos erros dentro do sistema de justiça. A história de Kalief em Time: The Kalief Browder Story é bem mais aprofundada, nela temos a total noção do tamanho do sofrimento que um rapaz de 16 anos teve que passar ao entrar em um local onde supostamente era para ser “reeducado” para ser inserido novamente na sociedade, mas, ao contrário das expectativas, a prática se mostrou outra.

Ao total o documentário conta com seis episódios, cada um deles procura focar em um determinado momento do tempo que Kalief passou em Rickers Island e como isso não só o afetou, como também sua família.

Kalief Browder

Jay-Z, produtor do documentário Time: The Kalief Browder Story comentou

“Às vezes nossos profetas vêm na forma de energia jovem e subdesenvolvida que ensinará a todos nós adultos como amar melhor e ter mais compaixão. E Kalief Browder foi um profeta.”

Em 15 de maio de 2010, a polícia local parou Kalief e um amigo, no bairro Bronx, em Nova York. Para Kalief Browder era só mais um procedimento “Stop-and-Frisk“– que é quando um agente oficial tem o direito de deter por alguns instantes uma pessoa sob alguma suspeita envolvendo um crime. O problema é que essa prática em solo americano é bastante controversa, já que na maioria dos casos são os negros, latinos e outras minorias que são autuados como suspeitos. Em outras palavras, você pode ser levado, “conforme a lei”, interrogado e posteriormente liberado, se você for um suspeito.

Os policiais estavam respondendo a um chamado de Roberto Bautista

“Dois homens negros pegaram a mochila do meu irmão…”

Mesmo sob a negação de Kalief ele foi encaminhado para a delegacia onde permaneceu por algumas horas. Um dos diversos problemas havia começado no momento da abordagem, pois no instante em que ela ocorreu a vítima estava no banco de trás da viatura dos policiais, e vale ressaltar que o irmão de Roberto Bautista não tinha certeza se era Kalief Browder, apenas que eram negros os dois homens que o assaltaram.

O outro problema é que o roubo dos pertences – 700,00 dólares, um cartão de crédito e um iPod – do irmão de Roberto havia sido duas semanas antes, por volta das duas horas da madrugada, horário que Kalief alegava estar em casa.

Dezessete horas após ser encaminhado para a delegacia Kalief Browder foi interrogado por um policial e um promotor. No dia seguinte Kalief foi indiciado por roubo. Por estar em liberdade condicional o rapaz não foi liberado e a fiança determinada em US $ 3.000,00 dólares. A família de Kalief levou dias para conseguir US $ 900,00 dólares. Por conta da condicional a fiança acabou por ser negada e Kalief Browder teve que aguardar o julgamento preso em Rickers Island.

A natureza predatória do sistema é apresentada logo no primeiro episódio, ali podemos ver como encarceramento em massa lucra ao mesmo tempo em que criminaliza um indivíduo. E não foi diferente com Kalief, ele tinha duas opções: fiança (para a qual não possuía dinheiro), ou se declarar culpado de um crime que ele sabia que não havia cometido.

Como qualquer ser humano, Kalief tinha direito a um advogado, o problema é que sua família não podia pagar. Por conta disso Brendan O’Meara foi nomeado como seu Defensor Público.

Kalief Browder sempre manteve sua posição em relação a sua inocência, e embora um promotor público assistente tenha informado que o caso fosse “relativamente simples” isso não impediu que um erro da Procuradoria do Distrito do Bronx adiasse o julgamento dele.

Rickers Island é considerado por muitos uma das piores prisões dos EUA por ter uma “cultura profunda de violência e maus tratos” e foi nesse ambiente que Kalief passou seu confinamento.

Em julho de 2010, quase oitenta dias após ser preso, o processo de Kalief teve início sob a acusação de roubo. Ele alegou inocência. Houveram diversos momentos onde a promotoria lhe ofereceu acordos para que assim ele assumisse a culpa e cumprisse a pena, mas Kalief Browder não aceitou. Ele queria um julgamento correto, ele queria provar a sua inocência. Mas o problema é que por mais que o caso parecesse “simples demais”, Kalief teve que passar por um inferno físico e psicológico.

Em outubro de 2010, Kalief Browder se envolveu em uma briga com um membro de uma gangue dentro da prisão, no final daquele dia Kalief o acertou com um soco, como resposta a isso ele foi atacado por 15 membros dessa gangue. Constantemente Kalief passou por diversos maus tratos lá dentro, tanto de detentos como dos guardas.

Kalief falou sobre sua experiência em entrevista ao The New Yorker:

“Eu perdi a minha infância, perdi a minha felicidade. No fundo, eu estou uma bagunça porque eu sinto que tenho 40 anos. Eu sinto que sou um velho crescido. Estou mentalmente com cicatrizes agora. É como eu me sinto. Porque certas coisas mudaram sobre mim e elas podem não voltar.”

Não teve que apenas sobreviver lá dentro, teve que lidar com o fato da justiça o tratar com total negligência. Por mais simples que fosse, o caso de Kalief foi prolongado mês após mês. Era desumano, pois ele precisava sobreviver ao inferno que era Rickers Island e sobreviver à ansiedade e à dúvida sobre seu caso ser levado a sério em algum momento.

Kalief Browder

Time: The Kalief Browder Story nos mostra também o impacto psicológico do confinamento sofrido por Kalief. Ao todo, dos três anos que ele passou em Rickers Island, dois foram na solitária. As Nações Unidas definem qualquer período superior a 15 dias seguidos em confinamento solitário como “tortura”.

Quando Kalief Browder tinha 17 anos, sua primeira permanência cumprida em confinamento solitário durou mais de 300 dias. Nesse período Kalief ficou quase três semanas sem tomar banho, passava fome, pois não achava certo ter que comer restos de alimento de outros detentos, mas se ousasse reclamar era motivo de surra por parte dos guardas da prisão.

A falta de evidência física (pertences da vítima) e o constante reagendamento da data do julgamento – chegando a um ponto onde as razões eram simplesmente os promotores pedirem mais tempo “por não se sentirem preparados para o julgamento” ou por estarem ocupados com outro caso ou até mesmo de férias – só serviram para deixar o caso mais absurdo, e a medida que o tempo avançava Kalief permanecia em Rickers Island, sobrevivendo, passando fome e sendo vítima de maus tratos.

Em 2010 e 2012 Kalief Browder tentou suicídio, com um lençol amarrado a uma lâmpada. De acordo com seus relatos, em uma das tentativas, ele alega que foi incentivado a tentar tirar sua vida por um dos guardas e não só isso, após sua tentativa os guardas invadiram a sua cela, o jogaram na cama e o espancaram repetidamente.

Kalief em entrevista ao The New Yorker falou sobre esse episódio:

“Os guardas estavam me dizendo: ‘Vá em frente e pule, você está pronto, certo, vá em frente e pule’. E então eu estava com medo de saltar. Eu nunca tentei suicídio antes, e eu estava com medo de pular. Eles disseram: ‘Se você não pular, nós iremos aí de qualquer maneira, então você pode ir em frente e pular, vá em frente e pule. Você quer cometer suicídio, então vá em frente.’ No fim eles entraram.”

Por que você não pulou?

“Porque eu estava com medo naquele momento.”

Do que você estava com medo?

“De morrer.”

Kalief Browder

Em 29 de maio de 2013, por falta de testemunhas, provas e até mesmo pela promotoria do Bronx não conseguir encontrar o paradeiro de Bautista, Kalief foi solto, mas o dano já havia sido feito.

O confinamento na solitária é uma circunstância extrema para um adulto conseguir enfrentar. Kalief Browder tinha 16 anos quando entrou em Rickers Island, onde permaneceu por 3 anos. Um garoto cuja mente ainda estava se desenvolvendo. Com 16 anos de idade ele passou 23 horas por dia sozinho, em uma cela vazia, sem absolutamente nada para fazer ou com quem conversar. A reclusão solitária prolongada ocasiona alterações na química do cérebro, podendo até retardar certas funções neurológicas, aumentando as chances de que a vítima venha a desenvolver doenças mentais graves – como depressão, irritabilidade, paranoia, alucinações, ansiedade, entre outros.

Venida Browder, mãe de Kalief, relata em um dos episódios que mal pôde acreditar quando seu filho voltou para casa. Parecia um sonho, após três longos anos tentando provar a inocência do filho ele simplesmente, sem aviso algum, aparece em sua porta. Venida estava feliz, mas sabia que embora Kalief estivesse vivo, agora as marcas do que ele passou dentro da prisão dificilmente desapareceriam. E de fato não desapareceram.

Kalief Browder

Seu comportamento era outro agora, de um rapaz alegre, interativo e brincalhão, Kalief Browder passou a ser mais introvertido, confuso e paranoico. Seus traumas foram brevemente reprimidos por conta de medicamentos, mas a dor ainda estava lá.

Logo após sair da prisão, Kalief e seu irmão Akeem encontram um representante legal – Paul V. Plestia – e entraram com uma ação judicial contra o Departamento de Polícia da Cidade de Nova York, o Procurador do Distrito do Bronx e o Departamento de Correções.

Paul V. Prestia em entrevista ao The New Yorker falou:

“Quando você passa três anos preso, com todos os detalhes horríveis que ele sofreu, é inacreditável que isso tenha acontecido com um adolescente em Nova York. Ele não foi torturado em uma prisão em outro país. Foi bem aqui!”

Era questão de tempo para que a história de Kalief tivesse o conhecimento do público. Não demorou muito para que o seu caso tivesse a devida atenção da mídia. Em outubro de 2014, Jennifer Gonnerman, da revista norte-americana The New Yorker, entrevistou Kalief. Em entrevista ao jornal, ele relata todos os momentos em que teve que sobreviver dentro da prisão. A revista conseguiu obter vídeos da segurança de Rickers Island que comprovaram os abusos sofridos por Kalief, em um deles os guardas da prisão o agredindo após a tentativa de suicídio e, em outro, um grupo de detentos o espancando.

As cicatrizes deixadas pelo tempo em que passou na cadeia ainda estavam abertas. O fato de não estar mais atrás das grades não tornou sua vida fácil. Kalief desenvolveu paranoia após ser solto de Rickers Island.

Kalief Browder costumava frequentar a Faculdade Comunitária do Bronx, mas por causa dos problemas mentais que começaram a surgir enquanto esteve preso, ele parou de frequentar as aulas. Ele passou uma boa parte dos anos seguintes entrando e saindo de instituições psiquiátricas.

Kalief precisava expor todo horror que viveu em Rickers Island: como teve que sobreviver lá dentro, a pressão, a agonia e a ansiedade relacionada ao desejo de liberdade. Ele queria falar sobre isso desde que isso trouxesse alguma mudança em sua vida. Sua vontade era confrontar o sistema, não foi por orgulho que ele passou três anos em um inferno, sua felicidade foi tomada, seus direitos negligenciados. Em momento algum lhe foi concedido um pedido de desculpas, nem do governo, nem dos procuradores e muito menos de Rickers Island. Ninguém.

No dia que foi solto, Kalief Browder teve o mínimo de detalhe sobre o motivo de ser solto. Ele apenas foi liberado sem mais nem menos, somente com um bilhete do metrô. Era revoltante saber que depois de três anos tentando ter um julgamento justo e defendendo seus princípios, um ser humano que foi trancafiado, torturado e injustiçado sai do lugar que o manteve preso sem nenhuma explicação.

O vazamento de vídeos que mostravam os maus tratos sofridos foram a público. Isso serviu para que medidas fossem tomadas para que outro caso semelhante ao não acontecesse novamente.

Não era sobre ter fama, ele queria justiça. Não era uma tarefa fácil, nunca foi. Lidar com o sistema exigia fibra, mas após ter permanecido preso por três anos Kalief teria essa fibra? Digo, um rapaz, agora com 21 anos, teria determinação para seguir em frente após tudo que ele passou? Como ia conseguir lidar com a pressão de uma vida normal sabendo que Rickers Island ainda estava dentro dele?

Com toda essa atenção que estava recebendo, seguir em frente não era tão fácil. Um outro fato que não agregou em nada, apenas serviu para complicar as coisas ainda mais, foi o interesse do pai, Everett Browder, no valor da indenização do processo que Kalief estava movendo. Ele e seu pai nunca se deram bem, Everett abandonou Venida quando ele era mais novo e é dito no documentário que Everett possuía a quantia certa para a fiança de Kalief, ele apenas não acreditou que seu filho fosse inocente.

Fora da cadeia Kalief Browder precisou lutar pela sua vida em dois momentos; um deles foi quando um morador de seu bairro disse algo que ele não gostou e ambos entraram em luta corporal. Kalief levou um tiro à queima roupa no abdômen, mas sobreviveu. Em outro conflito o rapaz teve a lateral do rosto cortada por uma faca por alguém que queria dinheiro emprestado. Com toda atenção que a mídia estava dando ao caso de Kalief muitos começaram a achar que ele já havia recebido alguma quantia do valor referente ao processo que estava sendo movido. 

Era surreal, Kalief teve que lutar por sua vida enquanto esteve preso, e agora, depois de conseguir sua liberdade, precisava lutar fora de Rickers Island. É justo alguém passar por isso? Após sair da prisão ele buscou ter uma vida normal, mas o trauma gerado pelo tempo perdido não desapareceria, e quanto mais ele lutava mais ficava cansado. Kalief era uma pessoa normal antes de ser preso, mas quando ele saiu não havia mais como recuperar o que foi perdido lá dentro. Era um fato: o sistema havia falhado com ele. O mundo falhou.

Kalief Browder tentou suicídio outras vezes após sair da prisão, mas foi em 6 de junho de 2015, em que ele conseguiu de fato tirar a própria vida, em sua casa, no Bronx.

Venida Browder encontrou seu corpo.

“O que Rickes Island fez com o seu filho? Destruíram ele. Destruíram ele mentalmente. Ele passou três anos no inferno. Três anos. Parece que você está no inferno agora.”

Venida em entrevista à ABC NEWS:

“Eu vou estar no inferno até o momento em que eu morrer, pois encontrei meu filho enforcado. Não foi uma pessoa, foi o sistema inteiro que matou meu filho.”

Venida Browder tinha problemas cardíacos, seu coração funcionava apenas 25%. Após tudo o que aconteceu a Kalief, ela deixou-se abater. Ela queria justiça também, mas infelizmente veio a falecer em outubro de 2016.

Após a morte de Venida o processo teve que ser interrompido, pois seria necessário ser aberto um inventário e designado um novo responsável legal para assumir o caso.

Paul V. Prestia:

“Na minha opinião, Venida literalmente morreu por conta de seu coração partido, porque a tensão desta cruzada, juntamente com a tensão dos processos pendentes contra a cidade e a dor da morte de seu filho, Kalief, foram demais para ela suportar.”

Muitas pessoas, sob pressão de um promotor acabam aceitando o acordo onde sua pena é reduzida quando você admite o crime. Mas aceitar um acordo não era uma opção.

Kalief Browder disse:

“Se eu tivesse me declarado culpado minha história não seria ouvida. Ninguém daria ouvidos para mim. Eu seria só mais um criminoso.”

Após a morte de Kalief e Venida, Akeem Browder, irmão de Kalief, disse a empresa norte-americana de mídia, BuzzFeed:

“Voltamos aos tribunais em 21 de março de 2017. O juiz provavelmente fará o que eles estão fazendo; prolongar. É o jogo que eles costumam jogar.”

Foi difícil para mim escrever sobre esse tema, até porque ainda me encontro bastante sentido em relação ao que Kalief Browder teve que passar. Recomendo o documentário, pois a história Kalief jamais pode ser esquecida. O sistema errou, e foi preciso uma família ser totalmente destruída para que alguma ação pudesse ter sido tomada.

Não é fácil escrever sobre Kalief, talvez nunca seja. É difícil acreditar que um rapaz de dezesseis anos precisou passar mais de mil dias em uma das piores prisões em solo americano, ser submetido a maus tratos, confinamento (que violam seus direitos civis), e não só isso, ter que lidar com a falsa esperança de que receberia algum julgamento justo – sequer ocorreu um julgamento.

Nossa nota

Assista ao trailer:

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