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Livros de ficção histórica obrigatórios na sua biblioteca

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Livros de ficção histórica obrigatórios na sua biblioteca

Diferente de uma história de ficção, ficção histórica ou drama histórico é um sub-gênero de ficção que retrata muitas vezes figuras ou eventos históricos, mas ao mesmo tempo fictício, fazendo uma honesta tentativa de capturar o espírito, as condições sociais da pessoa ou da época, que representam a atenção ao pormenor e fidelidade.

Em tempos quarentena devido ao Novo Coronavírus (Covid-19), todos estão aproveitando para assistir aos filmes que ainda não assistiram, maratonar aquela série que estava atrasada e também, ler novos livros (ou reler aqueles que são os favoritos).

Pensando em como aproveitar melhor o tempo livre nesse período te pandemia, nada melhor que compartilhar algumas indicações e sugestões de leitura. Confira alguns dos melhores livros de ficção histórica disponíveis no Brasil.

SÉRIE O IMPERADOR

(CONN IGGULDEN, 5 livros)

livros conn igguldenA série mais aclamada de Conn Iggulden, certamente é O Imperador, onde mergulhamos nos anos 100 a.C. à 44 a.C e somos apresentados de forma visceral a jornada de Caio Júlio César de patrício da República Romana, à escravo, depois líder militar e político romano, até Cônsul e Ditador que transformou a República no Império Romano.

A forma de escrever inigualável de Iggulden está – ao meu ver – muito próxima da maestria de Bernard Corwnell, JRR Tolkien George RR Martin.

Em 2010 foi anunciado um filme épico sobre o ditador Júlio César, a ser sobre o início da vida de César, cobrindo os anos de 92 a.C a 71 a.C e com base nos dois primeiros volumes da série O Imperador de Conn Iggulden. O Exclusive Media Group contratou Burr Steers para dirigir o filme. Mas infelizmente o projeto não foi pra frente e foi engavetado.

A série é composta pelos livros:

No brasil a série O Imperador é publicada pela editora Record.

PUBLICAÇÃO RELACIONADA | CRÍTICA – O Imperador (2003, Conn Iggulden)



SPARTACUS

(BEN KANE, 2 livros)

Após uma década no exército romano, Spartacus finalmente retorna à sua terra natal, mas o que encontra é somente traição. Kotys, o novo rei da Trácia, é um tirano usurpador apaixonado pela sacerdotisa Ariadne, e quando percebe que ela ama Spartacus, vende o casal como escravos para os romanos.

Comprado pelo dono de uma escola de gladiadores, Spartacus se vê em um mundo de sangue e areia, onde é preciso enfrentar diariamente diversas facções de treinadores, lutadores fortes e influentes, as barbaridades da arena e a iminência de uma morte terrível. É só graças à inteligência e à imensa força física que ele consegue resistir às impiedosas batalhas, sem jamais desistir da busca pela liberdade.

Embora a verdadeira história de Spartacus ainda seja um mistério, o gladiador de origem trácia ficou conhecido por liderar um exército de escravos que por pouco não levou abaixo a República Romana.

A história do gladiador que enfrentou a República já foi fonte de inspiração para muitos, e possui muitas adaptações para diversas mídias e se tornou um símbolo da luta de classes oprimidas pela conquista da liberdade.

Ben Kane recria fielmente as circunstâncias históricas que levaram ao célebre levante de escravos. Ao mostrar o lado sujo, caótico e sexual de uma Roma muito diferente da imortalizada pela história, transformando um dos maiores personagens do mundo antigo em um herói lendário.  

Publicado pela editora Nova Fronteira – Casa dos Livros, os livros de Ben Kane são fáceis de encontrar, com preços baixos e – apesar da já conhecida história – nos prende até a última página.

PUBLICAÇÃO RELACIONADA | TBT #45 – O Gladiador (2000, Ridley Scott)



AS CRÔNICAS DE ARTHUR

(BERNARD CORNWELL, 3 livros)

As crônicas de Artur contam a história do lendário guerreiro Arthur, que passou para a história como o título de rei, embora nunca tenha usado uma coroa. Uma Bretanha habitada por cristãos e druidas, dividida entre diferentes senhores feudais e seus respectivos interesses e ameaças pela invasão dos saxões, Arthur emerge como um poderoso e corajoso guerreiro capaz de inspirar lealdade e unir o país. Uma personalidade complexa, impelida por honra, dever e paixão.

Bernard Cornwell é sem sombra de dúvidas um autor fora do comum. Sua forma de narrar batalhas e o espírito de um guerreiro é contagiante. Mesmo com grande autores de fantasia como JRR TolkienGeorge RR Martin e os já citados Conn Iggulden e Ben Kane, Cornwell é o “Messi da ficção histórica”.

No Brasil as obras de Bernard Cornwell, incluindo As Crônicas de Arthur são publicadas pela Editora Record.



CRÔNIXAS SAXÔNICAS

(BERNARD CORNWELL, 11 livros)

Além das lindas capas que ao alinhadas uma ao lado da outra foram uma bela imagem única, esta obra de Bernard Cornwell talvez seja, junto com Crônicas de Arthur As Aventuras de Sharpe, a mais importante. Entre os fãs, dizer qual delas é a melhor é quase impossível.

Em Crônicas Saxônicas acompanhamos Uhtred de Bebbanburg em sua jornada entre os vikings e os saxões, durante o período das grandes invasões vikings, a criação da Inglaterra e sua busca para retomar o que é seu por direito.

O 12º livro chama-se The Sword of Kings (A Espada dos Reis, em tradução direta) ainda sem previsão de lançamento no Brasil.

Vale lembrar que a obra foi adaptada para a TV com a série O Último Reino, pela BBC e suas três temporadas estão disponíveis no catálogo da Netflix.

PUBLICAÇÃO RELACIONADA | CRÍTICA – O Último Reino (2005, Bernard Cornwell)



A BUSCA DO GRAAL

(BERNARD CORNWELL, 3 livros)

A série A busca do Graal traz como cenário a Guerra dos Cem Anos, um conflito dinástico iniciado em 1337, com Eduardo III reivindicando a coroa da França, e que terminou com a tomada de Bordeaux pelos franceses, em 19 de Outubro de 1453.

As tramas, os homens e as histórias por trás da luta pela coroa francesa confirmam Bernad Cornwell como um dos principais escritores históricos da atualidade.



1356

(BERNARD CORNWELL)

Em 1356 é basicamente uma continuação da trilogia A busca do Graal. E é uma experiência maravilhosa retornar ao universo dessa trilogia.

Neste livro temos por toda França, propriedades sendo incendiadas e pessoas em alerta. O exército inglês – liderado pelo herdeiro do trono, o Príncipe Negro – está pronto para atacar, enquanto franceses e seus aliados escoceses estão prontos para emboscá-los. Mas e se existisse uma arma que pudesse definir o desfecho dessa guerra iminente? Thomas de Hookton, conhecido como o Bastardo, recebe a tarefa de encontrar a desaparecida espada de São Pedro, um artefato que teria poderes místicos para determinar a vitória de quem a possuísse. O problema é que a França também está em busca da arma, e a saga de Thomas será marcada por batalhas e traições, por promessas feitas e juramentos quebrados. Afinal, a caçada pela espada será um redemoinho de violência, disputas e heroísmo.



AZINCOURT

(BERNARD CORNWELL)

Ao raiar do dia 25 de Outubro de 1415, dois exércitos se defrontavam numa planície francesa, que viria a se tornar o mais famoso dos campos de batalha na história. De um lado, os remanescentes maltrapilhos de um exército inglês que invadira a Normandia dez semanas antes e, num golpe severo para o orgulho francês, capturou a cidade-porto de Harfleur. Porém, o cerco cobrara seu preço e dos doze mil guerreiros que haviam embarcado na expedição, somente a metade estava agora reunida no campo de Azincourt.

Desses, apenas novecentos eram soldados armados, os homens de ferro da época e considerados universalmente como a elite do mundo militar. Motivados pelo desejo de vingar a perda de Harfleur, a cavalaria francesa havia afluído aos milhares. Repousados, bem nutridos, bem armados e lutando em seu próprio território. Ainda assim, algumas horas depois, desafiando toda a lógica e a sabedoria militar da época, os ingleses saíram vitoriosos dos campos de Azincourt.

Imortalizada por Shakespeare em seu Henrique V, a batalha ganha agora uma versão pelo mestre da ficção histórica, Bernard Cornwell.

De modo emocionante, Cornwell narra a batalha a partir da qual tantas lendas foram erguidas. Mas também observa por trás da ação bélica e realiza um painel da época. Um rei louco, duques assassinos, bispos manipuladores, heroicos cavaleiros, cirurgiões, arautos, espiões e piratas – a história de Azincourt oferece tudo isso.

Não apenas por ter sido o meu primeiro contato com Bernard Cornwell, mas este livro é EXCELENTE! E nos apresenta a força assombrosa dos arqueiros ingleses e seus arcos longos.



GUERRA DAS ROSAS

(CONN IGGULDEN, 4 livros)

Quando o rei Henrique VI enfim ocupa o trono da Inglaterra, todo o reino fica abalado. Sua saúde fraca e sua falta de coragem e braveza ficam aparentes e, dessa forma, é responsabilidade de seus homens de confiança garantir a segurança da Coroa.

A pedido de Henrique, o espião-mor Derry Brewer e William de la Pole, duque de Suffolk, propõem um armistício com a França através de um casamento arranjado com Margarida de Anjou, jovem da nobreza francesa. Porém, nem todos veem esse acordo com bons olhos, e assim nasce uma conspiração, liderada por Ricardo Plantageneta, duque de York, que deseja destronar o rei e ocupar seu lugar.

É o início de um período sangrento na Inglaterra, uma guerra civil com alianças e traições na qual a morte está sempre à espreita.

Assim com a série A busca do Graal, a série Guerra das Rosas, de Conn Iggulden também traz como cenário a Guerra dos Cem Anos, porém é mais focada na política e intrigas do período histórico.

O quarto livro da série será lançamento no Brasil em 23 de Março, pela editora Record.



OS PILARES DA TERRA

(KEN FOLLET, 2 livros)

Neste livro publicado no Brasil pela editora Rocco, Ken Follet procura traçar o painel de um tempo varrido por conspirações, jogos intrincados de poder, violência e surgimento de uma nova ordem social e cultural, buscando captar simultaneamente o que acontece nos castelos, feiras, florestas e igrejas.

Philip, prior de Kingsbridge, luta contra tudo e todos para construir um templo grandioso a Deus. A galeria de personagens gravitando em torno da catedral inclui Aliena, a bela herdeira banida de suas terras, Jack, seu amante, Tom, o construtor, William o cavaleiro boçal, e Waleran, o bispo capaz de tudo para pavimentar seu caminho até o lugar do Papa, em Roma.

Como painel de fundo, uma Inglaterra sacudida por lutas entre os sucessores prováveis ao trono que Henrique I deixou sem descendentes.

Em 2010, estreou uma adaptação televisiva baseada neste romance, estrelada por Eddie Redmayne.



VLAD A ÚLTIMA CONFISSÃO

Em 1897, o irlandês Bram Stoker lançou um dos maiores sucessos da literatura mundial. A reboque, criou um dos mais cultuados ícones do horror.

Muitos associam o Drácula, de Stoker ao líder romeno Vlad Tepes, que conjura uma imagem completamente diferente para o impiedoso nobre que defendeu por décadas o país dos invasores turcos: uma criatura das trevas, sedenta de sangue e imortal.

Bram Stoker transformou a palavra Drakul (da Ordem do Dragão) num nome que exala horror, depravação e sensualidade sombria. Em Vlad: A Última Confissão, C.C. Humphreys esboça um novo perfil para o conde valáquio.

Aqui, ele se propõe a não questionar as ações do guerreiro e apresentá-lo de forma crua para que os leitores façam seu próprio julgamento.

Além dos rochosos Cárpatos, na Transilvânia do início do século XVI, após uma árdua viagem, Janos Horvathy chega ao castelo de Poenari, com a missão de descobrir a verdade sobre o conde Vlad Tepes, antigo voivoda, comandante militar, da Valáquia. Para atingir seu objetivo, deverá se encontrar com as três pessoas que foram mais próximas do nobre durante sua turbulenta existência.

O primeiro relato é de Ion Tremblac, antigo cavaleiro e amigo de Vlad, prisioneiro há anos. O segundo é de Ilona Ferenc, a única mulher que ele amou – e a quem teve de sacrificar. O terceiro é do irmão Vasilie, um ermitão que fez as vezes de confessor de Vlad Tepes durante anos e quebrou seu silêncio para revelar a história do homem que sempre seria lembrado como “O Empalador”.

Os três testemunhos se entrelaçam para criar um relato detalhado do lendário personagem Vlad Tepes. Sedutor e assustador, sua história não é a de um monstro, mas de um homem e suas contradições. Considerado “filho do diabo”, foi tirano e governante, cruzado e matador, torturador e herói, amante e assassino.

Posso dizer que após ler Vlad: A Última Confissão você nunca mais associará Drácula com o voivoda da valáquia.



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