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    CRÍTICA | Black Hammer – Origens Secretas – Vol. 1 (2018, Intrínseca)

    Jeff Lemire tem um talento especial para escrever e surpreender com suas tramas intrigantes e envolventes, onde cada quadrinho que ele realizou tem um estilo próprio e sempre contou com a colaboração de algum artista excepcional que se adaptou ao roteiro proposto. E em Black Hammer – Origens Secretas não é diferente.

    Assim como nós nerds, Lemire adora super-heróis desde sua infância, entretanto sua carreira não começou por esse caminho. Anteriormente ele começou sua carreira com quadrinhos independentes como Condado Essex (2008- 2011), Sweet Tooth (2009-2011), O Ninguém (2009). Ademais, em sua visão as HQs de super-heróis eram HQs do mal, criadas por grandes corporações para a massa consumir.

    Aqui somos apresentados a heróis dos anos 50 (acredito que inspirado pela Liga da Justiça da Era de Ouro) onde eles salvam Spiral City de Antideus, embora tenham sido dados como mortos.

    Contundo Abraham Slam, Menina de Ouro, Coronel Weird, Madame Libélula e Barbalien – com Talkie Walkie como ajudante – que estão supostamente mortos foram na verdade teletransportados para Rockwood (as histórias de Jeff Lemire sempre se passam em alguma cidade do interior dos EUA. É provavel que se ele escrevesse uma história no Brasil se chamaria BACURAU HAHAHA).

    Na pequena cidade de Rockwood, nossos heróis são forçados a levar uma vida normal e manterem suas identidades preservadas daquela pequena cidade.

    Da esquerda para a direita: Abraham Slam, Coronel Weird, Talkie Walkie, Menina de Ouro, Barbalien e Madame Libélula.

    O que torna Black Hammer intrigante é a tentativa desses heróis tentarem escapar de Rockwood. Por qual motivo eles foram parar naquela cidade? Por qual motivo não consegue fugir de lá? A trama lembra da série LOST que foi exibida entre 2004 e 2010.

    Essa HQ consegue subverter qualquer outra história clichê de super-heróis, Lemire escreve seus personagens com bastante humanidade. Eles são carismáticos e o mistério proposto deixa o leitor maluco para ler as próximas edições.

    A arte fica por conta de Dean Ormston (Juiz Dredd, Lucifer e Predador) e é perfeita para Black Hammer – Origens Secretas e que é muito diferente outras HQs. Quanto a colorização de Dave Stewart é genial e sofisticada.

    Em Novembro 2018 os direitos da obra foram comprados pela Legendary Entertainment, para desenvolverem filmes e séries do universo de Black Hammer. Jeff Lemire e Dean Ormston são os produtores executivos das adaptações.

    Para quem não conhece o trabalho do Lemire, tenho certeza que é uma boa ideia começar por Black Hammer, decerto se tornará fã do quadrinista canadense.

    Black Hammer – Origens Secretas foi publicada originalmente pela editora Dark Horse Comics em Julho 2016 e segue sendo publicada. No Brasil a editora Intrínseca publicou, em Maio de 2018, o primeiro encadernado que inclui os seis primeiros volumes e segue com as publicações. Contendo três volumes publicados, o quarto volume será lançado em 09 de Abril de 2020.

    Editora: Intrínseca (Maio, 2018)

    Autores: Jeff Lemire (Roteiro), Dean Ormston (Arte) e Dave Stewart (Cores)

    Páginas: 184

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    TBT #58 | Taxi Driver (1976, Martin Scorsese)

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    Taxi Driver foi o filme gatilho que despertou o cinéfilo que há dentro de mim, com ele veio outros clássicos do cinema que moldaram meu caráter. Todas as vezes que eu o revejo esse filme sou completamente transportado para aquela Nova Iorque dos anos 70, decadente e escrota, sem perspectiva de melhoria.

    “À noite, saem animais de todos os tipos: prostitutas, cafetões, corruptos, drogados, traficantes e esquisitos de todo tipo. Um dia uma grande e verdadeira chuva vai limpar as ruas de toda essa escória.”

    O filme foi bastante impactante em minha vida por tratar de um tema tão reconte a na sétima arte: a solidão. Todos os anos quando encontro uma oportunidade eu revisito esse clássico e sempre vejo algo diferente em alguma cena (A última vez que vi notei o Super MKT, quem é gamer vai pegar a referência).

    Taxi Driver é o sexto filme dirigido por Martin Scorsese, que é escrito por Paul Schrader e tem a trilha sonora por conta Bernard Herrmann; lançado em 1976 o filme venceu Palma de Ouro no Festival de Cannes do mesmo ano e foi indicado ao Oscar na categoria de Melhor Filme, porém não venceu na maior premiação do cinema, que acredito por retratar uma América sem esperança, retratando o oposto do vencedor: Rocky: Um Lutador.

    O ano de 1976 foi um marco para o cinema, onde tivemos filmes que se tornaram clássicos como: Carrie, Rede de Intrigas, A Profecia, e até mesmo Rocky, mas certamente para muitos críticos de cinema Taxi Driver está entre os quatro melhores filmes do Scorsese junto com Touro IndomávelOs Bons Companheiros e O Rei da Comédia.

    A trama acompanha Travis Bickle (Robert De Niro), um jovem de 26 anos que sofre de insônia e está à procura de um emprego como taxista para ocupar o vazio existencial que lhe persegue; para ele tanto faz o horário ou o valor que lhe será pago, ele apenas deseja encontrar um significado para sua existência, mas ao conseguir o emprego passa por dias indistinguíveis um após outro, sem proposito ou objetivos.

    Tudo muda ao ele se encantar por Betsy (Cybill Shepherd), uma voluntária de campanha do senador e candidato à presidência Charles Palantine (Leonard Harris). Travis a convida para um encontro onde tudo parece normal, até o segundo encontro no qual é dispensando por Betsy devido um encontro no cinema com um filme nada sugestível. Após levar um fora, Travis entra em uma espécie de ciclo de deterioração mental no qual planeja o assassinato do candidato à presidência.

    “A solidão me perseguiu a vida toda. Em todo lugar. Em bares, carros, calçadas, lojas, em todo lugar. Não há escapatória. Sou um homem solitário de Deus.”

    A direção de Scorsese juntamente com o roteiro de Paul Schrader é magistral e a trilha sonora de Bernard Herrmann – Herrmann também foi responsável pela trilha sonora de Psicose de Alfred Hitchcock – que foi seu último trabalho para o cinema antes de seu falecimento é sombria e contém uma marcha que nos remete bem ao personagem principal: que a qualquer momento irá explodir com sua insanidade.

    Curiosidade: Martin Scorsese faz duas aparições no filme, coisa que ele aprendeu com seu mestre Alfred Hitchcock.

    O elenco têm atuações surpreendentes! Robert De Niro está incrível nesse filme, tão bem quanto em O Poderoso Chefão: Parte 2 (1974), uma menção especial para a jovem Jodie Foster interpretando uma prostituta de 12 anos bem convincente e agressiva.

    Apesar de Taxi Driver ser um filme de 1976 ele continua atemporal tratando de temas bastantes recorrentes como solidão, depressão e loucura. O filme continua tendo bastante influência para outros filmes, O Abutre (2014), Você Nunca Esteve Realmente Aqui (2017), Vivendo no Limite (1999), Drive (2011) e o premiadíssimo e um dos grandes favoritos ao Oscar desse ano: Coringa (2019).

    Assista ao trailer abaixo:

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    CRÍTICA – Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (2020, Cathy Yan)

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    Filmes de super-heróis são uma onda consolidada em Hollywood, uma vez que há quase duas décadas temos obras do gênero todo o ano, um deleite para nós nerds. Aves de Rapina veio para ficar, visto que mostra que era um filme que precisávamos.

    HISTÓRIA DE AVES DE RAPINA

    Aves de Rapina: Primeiro teaser, possível título e Margot Robbie como Arlequina!

    A premissa é: após terminar seu relacionamento com Coringa, Arlequina (Margot Robbie) começa a ser caçada por todos os seus inimigos, gerando uma histeria em Gotham, principalmente quando Roman Sionis, o Máscara Negra (Ewan McGregor), é o principal interessado.

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    O grande acerto dos roteiristas foi fazer a narrativa ser contada pela perspectiva de Arlequina, uma vez que a cabeça da protagonista é completamente insana. A linearidade da história é confusa propositalmente, sendo muito enrolada, todavia, isso é um artifício da trama, uma sacada genial.

    O longa é bem quadrinesco em sua execução. Suas cores fortes, exageros, violência e non-sense são típicos das melhores HQs da personagem. A fotografia e cinematografia são excelentes, mostrando o quão desperdiçado foi o potencial de Esquadrão Suicida (2016), por exemplo. Como diz o ditado: um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, felizmente.

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    ELENCO

    CRÍTICA - Aves de Rapina (2020, Cathy Yan)

    Quanto as atuações, Margot Robbie conseguiu se transformar na vilã maluca de verdade! a naturalidade das ações da atriz em tela são de arrepiar! Os movimentos, diálogos e cenas de ação ficaram tão naturais que não seria nenhum absurdo nossa talentosíssima Margot ser indicada a diversos prêmios. Esperamos que não seja sua despedida da personagem.

    Ewan McGregor está fantástico como Máscara Negra! O ator conseguiu dar excentricidade e um tom de ameaça diferenciado para seu papel. O antagonista é tão mesquinho e perturbado que ele merece com louvor o selo de vilão carismático da já tão aclamada galeria de vilões do Batman. Inclusive ele foi até um “Coringa” melhor que o Jared Leto, mesmo não sendo o Palhaço do Crime.

    Quanto aos demais atores e atrizes do elenco, suas atuações são boas, mas Robbie e McGregor estão tão sensacionais que fica difícil de se destacar. Méritos para a direção e roteiristas também.



    DESTAQUES

    CRÍTICA - Aves de Rapina (2020, Cathy Yan)

    Quantos aos personagens, o crítico que vos escreve gostou muito particularmente da Caçadora, talvez uma das personagens coadjuvantes mais legais dos últimos tempos. Mary Elizabeth Winstead (Scott Pilgrim – Contra o Mundo) consegue dar um ar de durona, mas sem ficar sem graça. A anti-heroína se transforma num alívio cômico em alguns momentos, uma vez que se trata de uma comédia de humor ácido, conseguindo ser divertida e se encaixar no tom divertido e sombrio do longa, algo que Josh Brolin não conseguiu com seu Cable em Deadpool 2.

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    Sobre os problemas do filme, eles são muito pequenos, ficando mais nos detalhes. Os fãs mais fervorosos de Dinah Lance/Canário Negro podem ficar incomodados com a mudança realizada nas características da personagem, pois ela é badass, assim como as demais membros das Aves de Rapina, mas se fosse mais fiel as histórias em quadrinhos, ela seria a mais poderosa disparadamente do grupo, com tudo, a nova visão de Cathy Yan para a heroína é muito boa e bem executada por Jurnee Smollett-Bell, que além de ter uma atuação segura é uma excelente cantora.

    CRÍTICA - Aves de Rapina (2020, Cathy Yan)

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    No mais, tudo que incomoda em filmes de ação está lá, com policiais que não atiram ou reviravoltas malucas, mas por se tratar de um filme de comédia, tudo faz sentido, afinal, em filmes de brucutus o vilão sempre atira no braço do herói, não é mesmo? Inclusive os roteiristas tiveram excelentes sacadas em relação a isso com piadas de filmes policiais dos anos 80 e o fato do vilão sempre querer contar todo o seu plano maquiavélico antes de tentar matar o mocinho, ou mocinha no caso.

    CONCLUSÃO

    Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa entrou com tudo nos cinemas! Com uma trama divertida e simples, o longa tem muitos méritos e mostra que a Warner mais uma vez acerta a mão nesta parceria com a DC, chutando as portas e mostrando ao mundo o que a produtora tem de melhor!

    Confira nossa crítica em vídeo:

    Assista também o trailer legendado:

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    CRÍTICA – Jojo Rabbit (2019, Taika Waititi)

    O vencedor de Melhor Roteiro Adaptado no Writers Guild of America Awards desse ano, Jojo Rabbit, trilha seu caminho para tentar vencer o Oscar deste ano na mesma categoria. Baseado na obra O Céu Que Nos Oprime, de Christine Leunens, o longa de Taika Waititi acompanha a história do menino Jojo (Roman Griffin Davis) na Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

    Johannes Betzler, o Jojo do título do filme, é um menino de 10 anos que tem um péssimo amigo imaginário: Hitler (Taika Waititi). Sendo parte da ‘juventude nazista’, Jojo é obcecado com tudo que tem a ver com o terrível regime – que assassinou milhões de pessoas durante sua vigência. Por ser uma criança e não ter noção da realidade (além de ter um relacionamento estranho com a figura de Hitler), Jojo vive aquele sentimento autoritário e nacionalista sem entender as reais consequências desses atos.

    CRÍTICA – Jojo Rabbit (2019, Taika Waititi)

    O pai de Jojo está desaparecido e sua irmã mais velha faleceu. Ele vive apenas com sua mãe Rosie (Scarlett Johansson), que faz de tudo para prover o melhor para o filho nesse período tão conturbado de guerra e fome. Ao chegar em casa um pouco mais cedo, Jojo escuta um barulho no antigo quarto de sua irmã e, ao abrir uma “passagem” em uma das paredes, encontra uma menina escondida lá dentro.

    Elsa (Thomasin McKenzie) é uma menina judia que foi abrigada por Rosie. Só a sua existência já é um desafio para Jojo, que tem em sua cabeça que os judeus são monstros com chifres que dormem de ponta-cabeça e comem carne humana. A relação dos dois permeia todos os acontecimentos do filme, fazendo o pequeno Jojo questionar suas certezas e sua ligação com seu velho “melhor amigo” ditador.

    CRÍTICA – Jojo Rabbit (2019, Taika Waititi)

    A adaptação de Taika é muito mais satírica do que dramática, por assim dizer. Mesmo se passando em um período extremamente doloroso – e ainda vivo nas nossas memórias – o diretor busca ridicularizar as convicções nazistas e mostrar o quão absurda essas ideias são (e que não devem ser revisitadas). A visão diverge da essência do livro, que busca mostrar a realidade do regime nazista, mas ambos os projetos possuem o mesmo propósito: alertar para o crescimento dos movimentos extremistas no mundo e evitar que regimes como esse voltem a acontecer.

    O personagem de Jojo, com a criatividade, esperteza e ingenuidade típicas das crianças, vai crescendo e desenvolvendo seu pensamento ao longo da trama, ressaltando que nunca é tarde para revermos nossos posicionamentos e aprendermos a respeitar o próximo. Ninguém nasce mau, nos tornamos assim.

    CRÍTICA – Jojo Rabbit (2019, Taika Waititi)

    Destaque também para os personagens de Sam Rockwell e Alfie Allen que, mesmo sendo meros coadjuvantes, deixam uma mensagem importante e extremamente atual. Scarlett está ótima no papel, entregando toda a doçura e encanto que só o seu sorriso consegue causar. E o pequeno Yorki (Archie Yates) é a coisa mais fofa que você verá no cinema neste ano.

    Mesmo não passando uma mensagem pesada (ou chocante) dos acontecimentos daquele período, Jojo Rabbit consegue ser cativante a sua maneira. A forma como a figura de Hitler vai se modificando na cabeça do menino, se tornando cada vez mais ridículo e menos amedrontador, é um ato ousado e interessante que provavelmente só Taika Waititi conseguiria aplicar no cinema hoje em dia.

    Assista ao trailer legendado:

    Jojo Rabbit estreia no dia 6 de Fevereiro nos cinemas de todo o Brasil. Após assistir, deixe sua nota aqui:

    Confira também nossas críticas em vídeo sobre os filmes do Oscar 2020:



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    CRÍTICA – Dragon Ball Z: Kakarot (2020, Bandai Namco)

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    O mangá original de Akira Toriyama que chegou há mais de 35 anos já ganhou diversas adaptações em praticamente todas as mídias e nos games são incontáveis as suas adaptações, no entanto, Dragon Ball Z: Kakarot apresenta a mesma história já contada, mas de uma nova forma.

    O game é tecnicamente um RPG, mas não é totalmente livre. Essas restrições são o lado negativo de acompanhar uma história pré-ordenada que se desenrola dividida em episódios, que lhe dão um pouco mais de liberdade para explorar, completar missões secundárias e aumentar suas estatísticas.

    Esse modelo acaba por se tornar um pouco frustrante, tendo em vista que você não conseguirá mudar o rumo da história, mas a pequena recompensa aqui é que você tem a chance para visitar lugares como Orange City, a casa de Goku, o esconderijo de Yamcha no deserto e a escola de Gohan.

    GAMEPLAY

    Dragon Ball Z: Kakarot deve mantê-lo ocupado pelo menos até os lançamentos de Fevereiro chegarem; já que o tempo de gameplay, como sempre, varia dependendo da sua habilidade e estilo de jogo. Contudo, você precisa de aproximadamente 40 horas para finalizar o jogo, todavia, esse tempo não inclui o conteúdo secundário.

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    De acordo com a desenvolvedora, se você quiser fazer 100% do game, precisará de muito mais tempo. Ou seja, você precisará de algo entre 80 e 100 horas.



    COMBATE

    Dragon Ball Z: Kakarot terá lutas desbalanceadas intencionalmenteCom o know-how da Bandai Namco no que se refere a jogos de luta de DBZ, o game surpreende por apresentar combates que fogem totalmente do gênero de RPG trazendo os melhores ângulos e movimentos que lembram o excelente Dragon Ball FighterZ e tantos outros, tornando os encontros cheios de adrenalina.

    As lutas iniciais são obviamente para fins de tutorial, mas as lutas contra chefes forçam o jogador a prestar atenção, criar estratégias e muitas vezes até repetir a batalha.

    É perceptível a sensação de dificuldade e progressão, o que torna a luta divertida, o que é importante, já que os episódios do game, assim como o material original passa por Raditz, Freeza, Cell e Majin Boo.



    EASTER-EGGS

    Sabemos que Akira Toriyama criou um mundo cheio de criaturas bastante estranhas, habitado por dinossauros e com frequentes “visitas” de seres extraterrestres que sempre tentam destruir a Terra. E em Dragon Ball Z: Kakarot como em todo RPG que se preza, temos diversos conteúdos e referências que tornam ainda mais rica a experiência do jogador. E isso inclui muitos easter-eggs.

    Tanto no mangá, quanto no anime, seja ele Dragon Ball, Dragon Ball Z, Dragon Ball GT ou Dragon Ball Super, em todos eles tivemos presente personagens – regulares ou secundários – que são uma espécie de “homens-fera”, como por exemplo o rei Furry, o rei da Terra, que é um cão felpudo. Mas os fãs apenas atribuíram isso como um elemento normal do estranho mundo criado por Toriyama.

    Dessa maneira, vale citar um exemplo bem interessante de easter-egg que até hoje nunca havia sido explicado ao longo das muitas adaptações da franquia: a origem dos “homens-fera”.

    ALERTA DE SPOILER – Selecione o texto abaixo para ler!

    Acontece que essas criaturas meio homem, meio animal, agora conhecidas como homens-feras, escolheram ser assim consumindo um tipo de droga. Este medicamento resultou em várias pessoas se transformando em animais antropomórficos. Aparentemente, foi um modismo alguns anos atrás, se tornar homens-fera.

    Com casas inteiras sendo capazes de caber em cápsulas minúsculas e sendo possível viajar mais rápido que a luz. Em outras palavras, a modificação genética que permite que você se transforme em um homem-fera não é tão estranha assim. E, de fato, explica exatamente por que existem tantos deles andando por aí.

    FIM SPOILER



    DUBLAGEM

    Da esquerda para a direita: Tânia Gaidarji, Alfredo Rollo, Wendel Bezerra e Raquel Marinho.

    Para os mais nostálgicos que cresceram assistindo os animes na TV aberta, provavelmente irão sentir falta das vozes de dubladores que marcaram gerações como: Wendel Bezerra (Goku adulto), Alfredo Rollo (Vegeta), Vagner Fagundes (Gohan), Telma Lúcia (Kuririn), por exemplo. Com tantos jogos atuais com boas dublagens nacionais, é triste para os mais nostálgicos – e principalmente os que não estão acostumados a assistirem animes com áudio original – se prender ao game com a dublagem japonesa.

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    VEREDITO

    Portanto, posso concluir que Dragon Ball Z: Kakarot é um lançamento extremamente positivo! O game cumpre a tarefe a que se propõe: Diverte, apresenta uma nova abordagem da história dando novos pontos de vistas dos personagens, segue com belos combates, mas não “inventa a roda”. Em síntese: O game “é uma nova laranja, depois de espremermos a mesma laranja por anos. Mas ainda assim, no fim, temos o mesmo suco de laranja. Sem gelo, sem açúcar e sem hortelã… Tem que goste.”

    Assista ao trailer de lançamento:

    E você já jogou? Conte pra gente nos comentários o que está achando de Dragon Ball Z: Kakarot e lembre-se de dar sua avaliação!

    Dragon Ball Z: Kakarot foi o maior lançamento do mês de Janeiro para o PlayStation 4Xbox One e PC.




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    One Piece: Anime ganhará série em live-action com supervisão do criador

    A Netflix anunciou oficialmente a produção da série live-action de One Piece que adaptará o popular mangá e anime de Eiichiro Oda, o projeto será desenvolvido pelo Tomorrow Studios que também está trabalhando na adaptação de Cowboy Bebop.

    Veja abaixo o anúncio:

    A adaptação, que terá roteiro de Steven Maeda, que trabalhou em Arquivo X e Lost. Maeda também será o showrunner e produtor-executivo, ao lado de Matt Owens (Luke Cage, Agents of S.H.I.E.L.D.), Eiichiro Oda, o criador, também está envolvido na produção do projeto. A propósito, a primeira temporada terá 10 episódios.

    Há algum tempo foi especulado que a empresa faria uma versão do anime devido uma página no catálogo do streaming, que foi removida rapidamente, logo depois veio o anúncio em 2017, mas sem maiores informações.

    One Piece conta a história Monkey D. Luffy após comer uma fruta mística seu corpo passa a ser de borracha, agora ele partirá rumo ao mar em busca de companheiros para realizar seu sonho de ser o “Rei dos Piratas” mas para isso ele precisará acha One Piece, o tesouro lendário do maior pirata de todos os tempos, Gol D. Roger.

    Ainda não há previsão de estreia para a série nem maiores detalhes da produção.



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