Início Site Página 876

    CRÍTICA – A Mula (2019, Clint Eastwood)

    Ao 88 anos, Clint Eastwood está de volta às telonas com seu mais novo filme, A Mula.  Dirigido, produzido e protagonizado pelo diretor de Sniper Americano e Gran Torino, o longa é baseado em uma história real, divulgada em um artigo do New York Times Magazine, sobre um senhor de 90 anos que se torna mula de um cartel mexicano.

    Adaptado para a ficção, A Mula conta a história de Earl Jones (Eastwood), um horticultor premiado que coloca o trabalho acima da própria família e vê suas finanças reduzidas a zero com o avanço da internet. Cético quanto ao desenvolvimento da internet como forma de compra e venda de flores, Earl vê sua fama e “prestígio” no ramo acabarem, obrigando-o a se desfazer de sua casa e pertences, mantendo apenas sua caminhonete.

    Sem contato com sua família e sem ninguém para ajudá-lo, Earl se vê persuadido a ganhar dinheiro fácil sendo mula para um grupo de mexicanos. Ao fazer entregas bem-sucedidas, Earl entra para o ranking das “melhores mulas” do cartel, sendo designado para tarefas cada vez mais complexas. O que o torna um ótimo “funcionário” é o fato de não saber usar o telefone, não chamar atenção e achar formas inusitadas de se conectar com seus “chefes”.

    O longa possui um elenco de apoio com grandes estrelas como Bradley Cooper, Andy Garcia e Laurence Fishburne. Bradley, inclusive, já é parceiro de Clint Eastwood há algum tempo, sendo o ator principal de Sniper Americano. Aqui ele é o agente Colin, responsável por “desmantelar” o esquema do cartel – o que significa prender Earl. Devido a sua trajetória impecável na narcóticos, Colin é transferido para resolver o esquema de drogas em Chicago.

    Apesar da história ser facilmente conduzida por Clint, a trama possui muitos momentos embaraçosos. Muitas das piadas preconceituosas e situações sexistas são contornadas com o jeitinho “legal” e “divertido” de Earl, mostrando que o longa prega por um saudosismo a uma era em que ser abertamente preconceituoso era algo comum – com piada de tiozão e tudo.

    O arco todo da narcóticos em si é mal desenvolvido, usando como pretexto para manter a operação a necessidade de “prender” pessoas relevantes. Quanto mais Colin demora para fazer as apreensões, mais tempo Earl tem para passear e “curtir” a vida com a bolada que ganhou do tráfico de drogas.

    A Mula é um filme assistível, com alguns momentos genuinamente engraçados – infelizmente, no final do longa. Se esse for o último filme da carreira de Eastwood, será uma lástima comparado aos seus trabalhos anteriores.

    Assista ao trailer:

    A Mula chega hoje aos principais cinemas do país. Curtiu nossa crítica? Deixe seu comentário! Lembre-se de voltar aqui depois de assisti-lo e dar sua avaliação 😉

    TBT #7 | Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (2004, Alfonso Cuarón)

    0

    Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban é o terceiro filme adaptado da saga literária criada pela escritora J. K. Rowling e é, incontestavelmente, o que marcou o ponto de virada no tom e na maneira como os críticos viam as adaptações cinematográficas dos livros da autora.

    Lançado em 2004, o longa foi brilhantemente dirigido pelo mexicano Alfonso Cuarón indicado ao Oscar de Melhor Diretor por Roma, que também concorre em outras nove categorias – e é considerado por muitos o melhor da franquia.

    Com a estética de Cuarón, o filme traz de volta o trio protagonista, Harry Potter (Daniel Radcliffe), Rony Weasley (Rupert Grint) e Hermione Granger (Emma Watson), em uma trama mais adulta e envolvente. Com a fuga do assassino Sirius Black (Gary Oldman) da prisão de Azkaban, a vida de Harry corre perigo, e nem mesmo dentro de Hogwarts ele estará protegido.

    Diferente dos dois longas anteriores, A Pedra Filosofal (2001) e A Câmara Secreta (2002), ambos dirigidos pelo Chris Columbus (Esqueceram de Mim) – que retorna como produtor –, os quais tinham um tom mais alegre e infantil, O Prisioneiro de Azkaban tem um ar mais sombrio e o senso de perigo e urgência está presente em muitos momentos.

    A excepcional fotografia de Michael Seresin (Planeta dos Macacos: A Guerra) e a trilha sonora de John Willians – que faz aqui o seu último trabalho na série do jovem bruxo – com os clássicos A Window To The Past e Buckbeak’s Flight contribuíram para que esse capítulo fosse um ponto de virada na franquia, assim como o design produção de Stuart Craig e os efeitos visuais de Roger Guyett e Tim Burke.

    Criticamente falando Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban é um longa muito bem feito. Curiosamente, esse foi o filme da série com a menor arrecadação. Apenas US $ 796 milhões de dólares.

    Mas nada foi mais impactante – positivamente falando, é claro – para essa produção do que a escolha de Alfonso Cuarón para diretor, ele teve uma liberdade criativa muito grande, e isso foi muito importante. Comparando O Prisioneiro de Azkaban com outros trabalhos do cineasta percebemos o quanto algumas das marcas dele como a utilização de tons mais escuros, planos abertos e a câmera sempre em movimento estão presentes. Ademais, foi ideia de Cuarón substituir os uniformes dos estudantes por roupas normais na maior parte da história.

    O que não falta à franquia Harry Potter são momentos memoráveis, e alguns dos principais estão no terceiro filme. O voo do Bicuço – planos aéreos de encher os olhos –, toda a cena na Casa do Grito, a conversa entre Harry e Sirius no final, momento girl power de Hermione no qual ela dá um soco em Draco Malfoy (Tom Felton), e mais.

    Novos elementos são introduzidos à mitologia do mundo bruxo nessa nova jornada do “menino que sobreviveu”, como a presença macabra dos dementadores (que são claramente uma alegoria para a depressão), o patrono, o mapa do maroto, Azkaban, viagem no tempo, entre outros.

    Temos também novos personagens sendo apresentados, destaque para Remo Lupin (David Thewlis) e Sirius Black. Thewlis e Oldman injetam muito carisma em seus personagens, facilitando o apego do público a eles.

    Uma das mudanças mais drásticas da série aconteceu em O Prisioneiro de Azkaban com a substituição do ator que interpretava Alvo Dumbledore. Com a morte do irlandês Richard Harris, responsável por viver o diretor nos dois primeiros capítulos, Michael Gambon assumiu o papel – recusado por Ian McKellen –, causando polêmica entre os fãs por causa da alteração na personalidade do personagem, o qual passou de um velhinho calmo e sereno para um homem autoritário. A escolha do Gambon tem seus prós e contras, mas é inegável que ele deu ao personagem a imponência necessária para os próximos capítulos da saga.

    Infelizmente, para quem não leu os livros algumas coisas podem ficar sem respostas, principalmente em relação ao mapa do maroto cujos criadores não são devidamente apresentados no cinema. Além disso, o longa apresenta um furo de roteiro ao não explicar como os gêmeos Fred e Jorge (James e Oliver Phelps) aprenderam trabalhar o mapa. Mas nada disso tira o brilho dessa história que devemos ver e re-ver sempre. 

     

    E aí, curtiu a recomendação? Harry Potter é um dos maiores fenômenos da cultura pop e é sempre bom revisitar essa obra incrível, seja através dos livros ou filmes. Não se esqueça de avaliar, comentar e compartilhar esta publicação com seus amigos Potterheads.

     

    Confira também as indicações anteriores da campanha TBT do Feededigno!

    Esquadrão Suicida 2: Arlequina não estará no filme de James Gunn

    0

    De acordo com a Forbes, o roteiro de James Gunn para Esquadrão Suicida 2  será “uma nova abordagem e repensar a propriedade”. Como tal, a Forbes menciona que não se espera que Harley Quinn esteja neste projeto.

    No verão passado, a Disney demitiu Gunn – na época, a frente da franquia Guardiões da Galáxia – depois que vários tweets ofensivos que ele escreveu anos atrás ressurgiram. Cerca de três meses depois disso, James Gunn assinou um contrato para escrever o próximo filme do Esquadrão Suicida para a Warner Bros. Agora, ele também está dirigindo o filme que tem previsão de lançamento para 2021.

    O primeiro Esquadrão Suicida seguiu uma equipe de supervilões que foram recrutados pelo governo para uma perigosa missão em troca de sentenças reduzidas. O elenco incluiu Will Smith como Pistoleiro, Margot Robbie como Harley Quinn/Arlequina e Jared Leto como Coringa. Ele ganhou críticas mistas – na melhor das hipóteses -, mas se tornou um grande sucesso para a Warner, com um faturamento mundial de US $ 746,8 milhões.

    Esquadrão Suicida 2 é um dos muitos projetos atualmente em desenvolvimento pela Warner Bros. e pela DC. A lista também inclui  The BatmanThe JokerAves de Rapina e Novos Deuses.

    O filme de James Gunn,  está previsto para chegar aos cinemas em 6 de agosto de 2021. Fique ligado para mais atualizações sobre o projeto.

    Vingadores Ultimato: Viagem no Tempo pode explicar personagem ausente

    0

    Quando o spot de TV de Vingadores Ultimato saiu durante o Super Bowl semanas atrás, os fãs foram rápidos em perceber que uma das cenas provavelmente terá um personagem produzido digitalmente. 

    Uma intrigante teoria surgiu online onde diz que Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) pode ser o único que acaba preenchendo aquele ponto misteriosamente vazio.

    A teoria postada no Reddit pelo usuário /u/MightyMary007 diz que Doutor Estranho não estava apenas vendo os 14 milhões de futuros em potencial enquanto aguardavam por Thanos (Josh Brolin) em Titã. Em vez disso, ele estava realmente vivendo esses futuros. Com isso, ele estaria ocupando seu lugar nas ações de 14 milhões de linhas de tempo diferentes de uma só vez.

    Parece que a principal evidência na teoria é que a Pedra do Tempo está com seu característico brilho verde quando Doutor Estranho finalmente concorda em entregá-la para Thanos depois daquela batalha em Titã. Como visto com outras pedras ao longo do filme, cada uma delas se iluminou enquanto estavam sendo usadas. Embora ele não tivesse mais a Pedra do Tempo, Stephen poderia ter usado a pedra por tempo suficiente para ver o futuro no qual eles ganhavam antes de desistir da pedra e retornar àquele tempo para ajudar a garantir que tudo terminasse do jeito que deveria.

    E como Doutor Estranho é o mais hábil em controlar o tempo, pode ser que ele seja uma das partes principais na navegação através do Reino Quântico ao lado de Homem-Formiga/Scott Lang (Paul Rudd) e companhia.

    Confira o spot de TV divuldago:

    E aí, o que achou da teoria? Você acredita que o Doutor Estranho pode ser quem falta na cena do trailer? Se não é, então quem? Deixe seus comentários abaixo!

    Vingadores Ultimato chega aos cinemas em 25 de abril. Já os outros próximos filmes do Universo Cinematográfico Marvel incluem Capitã Marvel em 7 de março e o Homem-Aranha: Longe de Casa em 4 de julho.

    Kung-Fusão 2: Filme está oficialmente em desenvolvimento

    0

    O roteirista e diretor Stephen Chow surpreendeu os fãs ao revelar que está trabalhando em uma continuação de Kung Fusão, seu filme de comédia de 2004, intitulado até o momento como Kung-Fusão 2.

    De acordo com o MAActionCinema.com, Chow revelou os planos para a sequência durante uma entrevista para o The New King of Comedy. O artista marcial de 56 anos e diretor, revelou que continuará trabalhando em seu projeto quando completar sua sequência de maior sucesso de 2016, o filme The Mermaid – A Sereia -, que atualmente teve a quarta maior arrecadação de todos os tempos na China.

    A notícia explica que Kung Fusão 2 não será uma sequência direta, mas um filme que acontece nos dias atuais, na mesma continuidade do filme original.

    Seguindo o sucesso de Kung-Fu Futebol Clube de 2001, Stephen Chow colaborou com a Columbia Pictures Film Production Asia em Kung-Fusão. O diretor escreveu, produziu e dirigiu o filme de 2004. Ele também estrelou como o personagem principal Sing, um homem que sonhava em ser um artista marcial e sonhava em se juntar à Gangue Axe nos anos 30 em Xangai. Quando suas ações criam uma guerra entre a Gangue Axe e os mestres de Kung Fu da Vila Pigsty, Sing eventualmente abraça os fracassos de sua infância e aceita seu treinamento em Kung Fu, quando um lutador poderoso e impiedoso conhecido como Besta ameaça a cidade.

    O filme de 2004 contou com diversos atores chineses dos anos 70, e arrecadou US $ 102 milhões com um orçamento de apenas US $ 20 milhões, sendo aclamado pela crítica e recebendo seis Hong Kong Film Awards e cinco Golden Horse Awards. Enquanto essa sequência for acontecer, Stephen Chow revelou que ele tem a intenção de dirigir e possivelmente reprisar seu papel de Sing.

    Até o momento, Kung-Fusão 2 não tem data de estreia.

    Nomadland: Confira Frances McDormand no filme de Chloé Zhao

    0

    A Fox Searchlight compartilhou as primeiras imagens de Nomadland, de Chloé Zhao, a aclamada diretora de The Rider. O filme marca o primeiro filme de Frances McDormand após sua vitória no Oscar por Três Anúncios Para um Crime, a personagem de McDormand é descrita como:

    “Fern, uma mulher nos seus sessenta anos, que após perder tudo na Grande Recessão embarca em uma jornada pelo Oeste Americano, vivendo como uma nômade dos dias modernos, morando em uma van.”

    O road movie, assim como The Rider, conta com pessoas reais que se tornaram atores, nesse caso, as atrizes coadjuvantes Linda May e Charlene Swankie. O filme é baseado no livro não-fictício Nomadland: Surviving America in the Twenty-First Century – ou de tradução livre, Terra dos Nômades: Sobrevivendo na América no Século Vinte e Um -, que Frances McDormand e Peter Spears escolheram poucos depois dele ser publicado em 2017.

    Se você assistiu The Rider, sabe que Zhao é um talento e que merece ser assistido, a diretora será a responsável pela direção de Os Eternos da Marvel. Com a Fox Searchlight fazendo a distribuição do filme, será interessante ver se a diretora lançará seu filme em 2019 a tempo das premiações, ou em 2020.

    Confira a imagem abaixo (a outra é a da capa desta publicação):

    Nomadland