Início QUADRINHOS Crítica CRÍTICA | The Boys – Vol. 1, 2 e 3 (2020, Devir)

CRÍTICA | The Boys – Vol. 1, 2 e 3 (2020, Devir)

106
0
CRÍTICA | The Boys - Vol. 1, 2 e 3 (2020, Devir)

The Boys é uma das HQs mais polêmicas que já foi criada. Com um humor ácido, violência e sexo pesados e explícitos, tem como objetivo chocar e dar uma visão diferente dos heróis que estamos acostumados a amar.

HISTÓRIA

Hugh Mijão, Billy Carniceiro, Leite Materno, Francês e Fêmea são um grupo de desajustados que tem apenas um objetivo: derrotar os superseres.

Seus principais inimigos são Os Sete, um grupo de super-heróis que emula a Liga da Justiça e são liderados por Patriota, uma mistura de Capitão América com Superman.

Nesta queda de braço, quem ganha somos nós!

ANÁLISE DE THE BOYS

The Boys é um deleite para os fãs de quadrinhos que gostam de histórias mais adultas.

Com um texto afiado, muito gore, palavrões e sexo desenfreado, conta para nós o lado B e humano dos seres considerados deuses na Terra, ponto para Garth Ennis que teve uma ideia muito boa e soube imprimi-la de forma magistral.

Aqui não temos nenhum mocinho. Todos são pessoas horríveis com suas falhas de caráter bem elucidadas ao longo das 154 páginas.

O traço de Darick Robertson é muito marcante, pois dá ênfase nas características dos personagens. A curiosidade mais legal é sobre a criação de Hugh que é uma cópia do ator Simon Pegg, no qual Robertson é um grande fã.

Os uniformes coloridos e exagerados dos heróis são um dos destaques, uma vez que lembram muito a época da Era de Ouro dos Quadrinhos, mostrando em alguns momentos de forma bem-humorada o quão ridículos podem ser os trajes e codinomes de quem os usa.

Outro ponto positivo é a relação dos personagens na trama. Billy é o cara durão e escroto, mas que tem seu lado paterno e uma causa nobre para odiar os “Supers”.

Francês e Fêmea são os pirados e violentos, a relação deles com Billy é de respeito e amizade. Leite Materno é como um conselheiro, o cara que é o “sábio” da equipe.

Hugh é o apadrinhado, o cara que sofreu uma fatalidade assim como Carniceiro. Ele é acolhido pelo grupo como se fosse um novo ajudante, um cara que está recém começando a ser iniciado numa vida de matança e vingança, diferente de Estrelar que é iniciada da pior forma possível pelos Supers.

VEREDITO

Não é à toa que The Boys é um sucesso estrondoso como série e faz barulho nos quadrinhos também. Com uma trama interessante e magnética, nos transporta para um mundo no qual não estávamos preparados para sermos apresentados. Alan Moore nos iniciou com Watchmen e Ennis nos deu um empurrão para cairmos de vez nesse lugar problemático e divertido.

  • The Boys – Vol. 1: O Nome do Jogo;
  • The Boys – Vol. 2:  Mandando Bem;
  • The Boys – Vol. 3: Bom Para a Alma.

Foram reimpressas pela Devir e chegam às lojas ainda este mês.

PUBLICAÇÕES RELACIONADAS:

CRÍTICA – The Boys (2019, Amazon Prime Video)

Martelada #16 – 7 pontos que fazem de The Boys a melhor série de super-heróis

Nossa nota

Curte The Boys? Gosta mais da série ou dos quadrinhos? Comenta aí e deixe sua nota!

Nota do público
Obrigado pelo seu voto



Curte nosso trabalho? Que tal nos ajudar a mantê-lo?

Ser um site independente no Brasil não é fácil. Nossa equipe que trabalha – de forma colaborativa e com muito amor – para trazer conteúdos para você todos os dias, será imensamente grata pela sua colaboração. Conheça mais da nossa campanha no Apoia.se e nos ajude com sua contribuição.