Início QUADRINHOS Crítica CRÍTICA – Tartarugas Ninja: Coleção Clássica – Vol.1 (2020, Pipoca e Nanquim)

CRÍTICA – Tartarugas Ninja: Coleção Clássica – Vol.1 (2020, Pipoca e Nanquim)

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Possivelmente você já tenha tido contanto as com As Tartarugas Ninjas de alguma forma seja com o desenho animado, filmes, games ou brinquedos. Durante os anos 80 e 90, foi o estopim do sucesso, o que veio a ser tornar uma das franquias de mais rentáveis da cultura pop, sendo licenciados uma variedade de produtos desde lancheiras, camisetas, mochilas, escova de dente e calçados. Contundo, o que poucos sabem é que a origem desse sucesso dessas tartarugas renascentistas ninja não começou com o desenho animado e muito menos no cinema e sim nas páginas de quadrinhos em maio de 1984.

Criadas por Kevin Eastman e Peter Laird os dois pegaram tudo o que eles amam na cultura pop desde filmes de ação, filmes de kung fu, HQs de super-herói e o nome dos artistas renascentistas Leonardo, Donatello, Michelangelo e Rafael que acabaram ganhando um novo significado na cultura pop.

A HQ foi originalmente publicada pela Mirage Studio em 1984 de forma independente e foi um enorme sucesso com a publicação do primeiro volume.

No entanto o que Eastman e Laird não esperavam de maneira alguma era que HQ fosse fazer tanto sucesso, pois haviam planejado publicar apenas uma história fechada, mas devido a buscar incessante dos leitores pela continuação da HQ os criadores acabaram dando continuidade com a história.

Com isso em mente, a editora Pipoca e Nanquim traz para o Brasil uma nova edição com um acabamento belíssimo, essa edição compila as sete primeiras edições originais e publicada em ordem cronológica assim como lançaram pelo Mirage Studios.

Na trama acompanhamos um jovem que evita que um velho cego seja atropelado por um caminhão em alta velocidade numa rua esburacada. Quando o caminhão freou tentando deter seu avanço, um cilindro de metal se lançou de seu interior e atingiu o jovem perto dos olhos (sim, é isso é uma paródia ao Demolidor, da Marvel).

Sem que a multidão percebesse, o estranho cilindro quica diversas, atingindo e quebrando um aquário onde estavam quatro pequenas tartarugas que acabam caindo em um esgoto, o líquido atinge também um rato que se encontrava no esgoto.

Conforme os dias vão passando essas tartarugas junto com o rato passam a sofrer uma mutação e crescem e acabam ficando mais inteligentes. Então o rato passa a treiná-los, ensinando tudo o que ele aprendeu ao observar o seu mestre do ninjustu, eles os ensina a usar armas e a arte da ocultação. Dessa forma essas tartarugas passam a combater o crime pelas ruas de Nova Iorque usando tudo o que aprenderam com o seu mestre.

Toda a essência de As Tartarugas Ninjas está presente no quadrinho, seja com a forte personalidade de cada tartaruga ou com a ação frenética em cada página, mas não espere o lado comício que temos no desenho animado ou filmes. A HQ tem uma pegada underground, violenta e recheada de easter eggs de filmes como The Blues Brothers (1980), Star Wars (1977) e a HQ Ronin de Frank Miller.

A arte e roteiro ficam por conta Kevin Eastman e Peter Laird, os dois – como disse no início – pegaram tudo o que eles mais amavam desde filmes de ação, filmes kung-ku e HQs e criaram As Tartarugas Ninja.

O roteiro é extremante divertido e cheio de cliffhanger ao final de cada edição o que deixa o leitor ansioso para a próxima edição (imagine a ansiedade dos leitores de quando a HQ foi publicada originalmente 1984).

A arte underground tem aquele aspecto de sujo e violento, a movimentação das tarugas em ação é frenética e divertidíssima.

Apesar da HQ não ter a pegada cômica que temos nos desenhos animados e filmes, ela não perde em nenhum o momento a forma divertida de se contar uma excelente história de origem repleta de porradaria e ninjas nas ruas de Nova Iorque.

Vale lembrar: a cada final de edição existem notas que explicam o processo de criação e influências de Kevin Eastman e Peter Laird, recomendo que não pule essas notas, pois vai acrescentar bastante ao conteúdo da HQ.

Nossa nota

Editora: Pipoca e Nanquim

Autor e Arte: Kevin Eastman e Peter Laird

Páginas: 324

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