CRÍTICA | Dexter: New Blood – S1E9 The Family Business

    O novo episódio de Dexter: New Blood, intitulado The Family Business, já está disponível na Paramount+. O penúltimo episódio da temporada cria os ganchos necessários para uma season finale eletrizante.

    Esse texto terá spoilers do episódio.

    SINOPSE

    Dexter (Michael C. Hall) e Harrison (Jack Alcott) estão mais próximos do que nunca nas férias de Natal, trazendo pai e filho para a mira de um serial killer. Angela (Julia Jones) começa a se perguntar se Iron Lake não é o lugar seguro que ela sempre pensou que era.

    ANÁLISE

    The Family Business coloca a trama de Dexter: New Blood de volta nos trilhos. Após dois episódios de decisões criativas duvidosas, montagens confusas e roteiros insipientes, neste novo capítulo temos finalmente uma ótima evolução tanto para Harrison, quanto para Dexter.

    O roteiro de Scott Reynolds é surpreendentemente bem construído, criando um bom ápice em seu arco final, além de prover camadas interessantes para Harrison. Por vezes, Jack Alcott não precisa falar nada para que possamos entender o que se passa em sua cabeça, mostrando como o ator foi uma ótima escolha para o papel.

    O fato de termos arcos bem concebidos e desenvolvidos, sem diversos pequenos clipes de cenas aleatórias inseridas no meio das tramas, cria em The Family Business uma história fluida e interessante, ressoando aos ótimos Cold Snap e H is for Hero.

    Até Jennifer Carpenter possui mais espaço aqui, cumprindo o papel que exercia com frequência nos primeiros episódios da temporada. Debra age como um freio para as atitudes de Dexter, e a química entre Carpenter e Michael C. Hall é contagiante. Falando em C. Hall, sua atuação está no ponto em The Family Business, transitando facilmente entre o humor característico do personagem e o drama familiar.

    Essa relação entre os personagens era um ponto que eu sentia muita falta e que já comentei em vários reviews aqui no site. Devido aos péssimos arcos paralelos, que não fazem diferença alguma para a história, muito tempo de desenvolvimento dos personagens principais foi perdido. Até Audrey (Johnny Sequoyah) foi melhor aproveitada neste capítulo, comprovando que uma trama mais enxuta e focada poderia render melhores resultados para a produção.

    Apesar desses ótimos desenvolvimentos, infelizmente The Family Business dá prosseguimentos a decisões criativas ruins da série, tendo que lidar com elas. Todo o plano de Kurt (Clancy Brown) contra Dexter é de uma estupidez inexplicável, provando que o grande serial killer só escapou durante todos esses anos por incompetência da polícia. Amador e impulsivo, o personagem nunca foi um inimigo à altura de Dexter – mesmo em sua versão aposentada.

    Mesmo com o péssimo plano de Kurt, a cena do bunker com Dexter e Harrison foi muito bem pensada, e Marcos Siega merece os créditos pela ótima condução. O mesmo podemos dizer da cena ambientada em Miami, com referência ao Coringa de Joaquin Phoenix. Mesmo com deslizes, o episódio possui ótimos momentos e uma montagem eficiente, algo que não víamos há algumas semanas.

    O desenrolar da investigação de Angela, após a infame cena do Google, também valida o fato de que essa investigação poderia acontecer independente dela ter associado Dexter ao Bay Harbor Butcher. Ao receber uma nova dica pelo correio, a policial teve mais um indício de que Jim está envolvido com o assassinato do traficante e, também, de Matt Caldwell (Steve M. Robertson). Toda a pesquisa no Google sobre a Ketamine, que não era a substância utilizada por Dexter na série clássica, só serviu para afundar um plot que poderia ser melhor conduzido.

    VEREDITO

    Antes tarde do que nunca, Dexter: New Blood retoma a boa condução em seu penúltimo episódio. Com ótimas atuações e um roteiro melhor finalizado, The Family Business é uma ótima adição à temporada.

    Nossa nota

    3,8/5,0

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