CRÍTICA – La Casa de Papel: Coreia (Parte 1, 2022, Netflix)

    A série sucesso de público, La Casa de Papel, lançada originalmente em 2017 no canal espanhol Antena 3, foi lançada mundialmente no ano seguinte pela Netflix. Em 2021, após 4 anos, a série espanhola chegou ao seu fim com 5 partes. E, com o grande “boom das séries coreanas no catálogo da gigante do streaming, a plataforma anunciou La Casa de Papel: Coreia.

    A nova série é criação de Kim Hong-sun, Ryu Yong-jae, Kim Hwan-chae e Choe Sung-jun e o elenco conta com nomes como Yoo Ji-tae (Old Boy), Kim Yun-jin (Lost) e Park Hae-soo (Round 6).

    SINOPSE

    Ladrões invadem a Casa da Moeda da Coreia Unificada. Com reféns presos lá dentro, a polícia precisa detê-los, assim como a mente por trás do plano.

    ANÁLISE

    la casa de papel coreia

    Com estreia nesta sexta-feira passada (24), a primeira parte da primeira temporada conta com 6 episódios de pouco mais de 1h cada, que já estão disponíveis na Netflix; e por enquanto a segunda parte ainda não tem data de estreia.

    Nesta versão, os países vizinhos Coreia do Sul e Coreia do Norte finalmente se unificam e criam a Casa da Moeda da Coreia Unificada para imprimir uma moeda comum; e é aí que entra um grupo de criminosos que invade o órgão.

    Outra diferença entre a versão atual e a espanhola, é que enquanto os ladrões espanhóis usavam uma máscara de Salvador Dali, os ladrões no remake coreano usam máscaras Hahoe, tradicional do Oriente que está sempre sorrindo.

    Além da versão coreana, a série também ganhará um spin-off de Berlim interpretado por Park Hae-soo.

    Até hoje, nunca ficou claro quanto tempo exato uma produção deve repousar para retornar como remake, mas neste caso todos os acontecimentos da obra original parecem estar na superfície da memória e – pelo menos no meu caso – foi extremamente irritante assistir ao remake.

    VEREDITO

    “Tirar até o último leite ($$$) da vaca (franquia)”.

    Já usei essa expressão em críticas anteriores, se não me falhe a memória, referente a produção da própria Netflix. E como La Casa de Papel: Coreia é em sua essência um grande “caça-níquel”, tão descarado que já temos até um spin-off do Berlim coreano; a expressão é mais que merecida.

    Veja bem, a série em si não é ruim. Afinal, os coreanos já provaram mais de uma vez que são tão capazes quando Hollywood, seja no que se refere à filmes quanto séries de TV, como por exemplo os excelentes filmes O Hospedeiro (2006), Okja (2017) e o vencedor do Oscar, Parasita (2019); e séries como My Name (2021), Round 6 (2022) e Juvenile Justice (2022); e até documentários, como Cyber Hell: Exposing an Internet Horror (2022).

    Então, além do óbvio remake “caça-níquel”, outro grande problema de La Casa de Papel: Coreia é o timming.

    Resumidamente, La Casa de Papel: Coreia é um grande potencial desperdiçado. A produção ao não optar por ser uma sequência, joga fora todas as grandes oportunidades criadas por sua versão original espanhola. E, ao adaptar o mesmo roteiro, a nova série da Netflix desperdiça grandes talentos ao vermos os atores emulando suas versões espanholas, além das pequenas mudanças que são praticamente insignificantes para a trama.

    Para os que não assistiram a versão espanhola e/ou curte k-dramas, La Casa de Papel: Coreia pode ser melhor aproveitada; mas para os fãs do original, é muito provável que a série seja descartada em seus 20min do primeiro episódio.

    Nossa nota

    2,0 / 5,0

    Assista ao trailer legendado:

    A primeira temporada de La Casa de Papel: Coreia já está disponível na Netflix.

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