Início SÉRIE Crítica CRÍTICA – O Expresso do Amanhã (1ª temporada, 2020, Netflix)

CRÍTICA – O Expresso do Amanhã (1ª temporada, 2020, Netflix)

O Expresso do Amanhã, nova série da Netflix, homônima do filme de 2013 do diretor Bong Joon Ho (Parasita) estará disponível no dia 25 de Maio no catálogo da gigante do streaming.

Fundo do Trem: História

Após causar uma segunda era do gelo na Terra, os humanos mais ricos compram passes para sobreviver no trem do Sr. Wilford e ser o que sobrou da sociedade, visto que estão vagando pelo mundo até o fim de seus dias. 

Contudo, um grupo de pessoas menos abastadas luta pelo seu espaço nos vagões e acaba se juntando à elite, causando conflitos que perduram por sete longos anos. 

Meio do Trem: Análise

O filme do Expresso do Amanhã em 2013 teve uma trama com pontas soltas, contudo, o seu miolo era superficial em relação a todo o processo envolvendo o funcionamento dos vagões. Os personagens eram caricaturas e se expressavam de formas bem estranhas, colocando uma figura messiânica e mítica na persona do Sr. Wilford, o grande salvador da humanidade.

Na série, temos a questão do ícone, quase um Deus, todavia, o recurso é utilizado de forma ainda mais sobrenatural, pois os cidadãos pensam em seu líder e não questionam o que ele faz, algo que desperta atenção do espectador.

A luta de classes é algo muito bem explorado no programa. O fundistas são a base, a escória e sofrem as consequências de terem conquistado seu lugar na base da força, com os piores alimentos, sem água e luz, apenas sobrevivendo e tentando se rebelar nas oportunidades em que a elite está de guarda baixa. 

Os terceiristas são completamente alheios ao que os cerca. Por serem responsáveis pelos serviços, principalmente o prazer e serviços essenciais. São importantes no sistema, todavia, sofrem com preconceito dos dois extremos.

A elite é corrupta, fútil e alheia ao sofrimento das demais castas. São prepotentes e vivem como se nada tivesse acontecido, apesar de serem os principais responsáveis pelo desastre que condenou a humanidade. A grande sacada é mostrar que por terem muito poder e dinheiro “merecem” estarem vivos e sendo servidos pelo que restou.

Infelizmente as subtramas são ruins e não conseguem nos manter atentos e interessados em Expresso do Amanhã. A estrutura da série é cadenciada e intrincada justamente pelas tramas secundárias que atrasam o clímax da série.

Por ter dez episódios de cinquenta minutos cada, Expresso do Amanhã peca demais na questão de ser arrastada, apresentando elementos interessantes de verdade nos seus episódios finais.

Personagens de destaque

Layton (Daveed Digs): um dos protagonistas da trama, tem uma personalidade forte e é um líder revolucionário. A atuação de Daveed Digs é funcional, mas nada brilhante.

Melanie (Jennifer Connelly): um dos maiores destaques da trama pela atuação forte, Jennifer Conelly é a alma de Expresso do Amanhã. Sua protagonista é poderosa e meiga ao mesmo tempo, uma vez que tem muita autoridade e lidera na base da ordem e do medo.

LJ (Annalise Basso: principal destaque da série, LJ é perigosa e insana. Sua dualidade é algo admirável e a atuação de Annelise Basso é excelente, a personagem tem algumas escorregadas por conta do roteiro, entretanto, a atriz faz um trabalho muito competente.

Cabine do Mr. Wilford: Veredito

Expresso do Amanhã: Netflix divulga trailer eletrizante da nova série com Jennifer Connelly

Com tramas secundárias monótonas, mas bons personagens, Expresso do Amanhã tem muito a evoluir como produto, porém, caso tenha uma segunda temporada, pode nos apresentar algo novo e que consiga desenvolver boas histórias.

Nossa nota

Confira o trailer de Expresso do Amanhã:

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