CRÍTICA – Vikings: Valhalla (1ª temporada, 2022, Netflix)

    Chegou ao catálogo da Netflix o spin-off de Vikings e promete contar um novo capítulo da saga dos navegadores nórdicos. Em Vikings: Valhalla seguimos a jornada de novos nomes importantes da história escandinava, desta vez cem anos depois dos feitos lendários de Ragnar Lothbrok e seus filhos.

    O elenco conta com Sam Corlett, Frida Gustavsson, Leo Suter, Bradley Freegard, Jóhannes Jóhannesson, Caroline Henderson, Laura Berlin e David Oakes.

    Vikings: Valhalla estreou na última sexta-feira, 25 de fevereiro.

    SINOPSE

    O destino do explorador Leif Erikson (Sam Corlett), sua impetuosa e obstinada irmã Freydis Eriksdotter (Frida Gustavsson) e o ambicioso príncipe nórdico Harald Sigurdsson (Leo Suter) se unem em uma jornada épica após tensões entre o povo viking e a realeza inglesa; em paralelo as intensas desavenças entre crenças pagãs e cristãs. Agora, eles irão cruzar oceanos e campos de batalha, de Kattegat à Inglaterra e além, enquanto lutam pela sobrevivência e pela glória.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA – Vikings: Valhalla | Conheça os principais personagens da série spin-off

    ANÁLISE

    Como de costume na franquia, muitos dos personagens são baseados em figuras históricas da Era Viking, além de retratar alguns dos grandes confrontos – entre ingleses e nórdicos, bem como cristãos e pagões – e incursões importantes dos vikings pelo território europeu e americano.

    Em um primeiro momento, a sensação em relação à Vikings: Valhalla é de ceticismo e estranheza, pois sabemos que a produção da gigante do streaming é uma clara tentativa de alcançar os fãs da série original, do canal History, que conquistou uma verdadeira horda de fãs.

    Seus oito episódios com duração média de 40min é uma verdadeira espada com dois gumes; por um lado é um acerto para os que buscam uma maratona breve, entretanto não é suficiente para os que buscam conhecer mais sobre essas figuras e seus feitos na história viking.

    Com três protagonistas e muitos coadjuvantes importantes, Valhalla parece ter um peso maior no gume da falta de profundidade ao contar a história de seus personagens. Apesar de alguns membros do elenco conquistarem rapidamente seu espaço com suas atuações e personagens complexos, como Godwin (David Oakes), Rei Canute (Bradley Freegard) e principalmente a forte e inteligente Emma da Normandia (Laura Berlin), por exemplo, a série parece correr contra o tempo.

    A velocidade dos acontecimentos são percebidos quando a busca de vingança de Freydis Eriksdotter e seu irmão Leif Erikson, bem como a grande invasão do Rei Canuto à Inglaterra em busca de vingança pelo massacre contra o povo nórdico é introduzida e concluída, já no episódio piloto.

    O que vemos a partir de então são protagonistas sem propósito, que estão sendo levados pelas marés do destino.

    VEREDITO

    Resumidamente, Vikings: Valhalla é uma boa opção para os fãs órfãos da série original Vikings e fãs da Era Viking como um todo, mesmo com as típicas mudanças em personagens e feitos. Ao fim da primeira temporada a impressão é que todos os sets de filmagens, embarcações e figurinos da série original foram reutilizados sem um objetivo claro.

    Se a Netflix confirmar a segunda temporada, assistirei por ser fã da temática viking e pelos personagens coadjuvantes, mas se não tivermos uma renovação, não fará falta.

    Um adendo: Espero que a nova produção tenha o timing de saber quando parar; diferente de Vikings, que não percebeu que a 4ª temporada era o fim.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Vikings: 5 curiosidades sobre a série

    Nossa nota

    2,5 / 5,0

    Assista ao trailer legendado:

    Inscreva-se no YouTube do Feededigno

    Assista às nossas análises de filmes, séries, games e livros em nosso canal no YouTubeClique aqui e inscreva-se para acompanhar todas as semanas nossos conteúdos também por lá!

    Artigos relacionados

    Polêmica em Lanterns? Showrunner responde às críticas sobre a falta de “verde” na série do DCU

    O ano promete ser agitado para a DC Studios, tanto nas telonas quanto no streaming. Com as estreias de Supergirl e Clayface no horizonte...

    Star Wars altera o final de The Acolyte após cancelamento (e deixa o gancho ainda pior)

    The Acolyte chegou ao fim. E os planos originais parecem ter sido deixados de lado, infelizmente. Confira quem o Estranho se tornou.

    CRITÍCA: GOAT fala sobre futebol de forma diferente

    A palavra GOAT (Greatest of All Time) tem seu significado muito conectado ao esporte quando um atleta tem um desempenho histórico. Neste filme vemos...

    CRITÍCA: A segunda temporada de The Pitt mantém sua excelência narrativa

    The Pitt foi uma série muito bem recebida em seu ano de estréia por causa dos personagens carismáticos, temas que atravessam questões individuais quanto...