CRÍTICA – O Inocente (1ª temporada, 2021, Netflix)

    O Inocente é a nova minissérie original com produção espanhola da Netflix. Anteriormente recebemos os três primeiros episódios e realizamos uma análise com as nossas primeiras impressões.

    Agora estaremos relatando o que achamos dos outros cinco episódios dessa trama que conta com direção de Oriol Paulo.

    SINOPSE

    Se você não conferiu o artigo anterior – o que é um erro – saiba que o Inocente é baseado no livro que recebe o mesmo nome. Tem como trama a história de Mateo (Mario Casas), que tenta reconstruir sua vida após um acidente trágico.

    Porém, Mateo está muito enganado pensando que terá paz, pois, devido a segredos obscuros o caos se instala em sua vida.

    ANÁLISE

    Até então, O Inocente era apenas uma boa produção de suspense. Contava com doses de plost twist que nos tornava parte da trama, tentando encaixar as pontas soltas.

    Porém, essa é a função da detetive Lorena (Alexandra Jiménez), que por diversas vezes rouba a cena, e se torna uma personagem incrível. Com sua perspicácia para solucionar os crimes atribuídos ao Mateo, sua forma de enfrentar seus superiores e a sede por justiça se destacam.

    Assim, a série conta com diversas atuações impressionantes, dignas de premiações de tão impactantes. Pois, o que era apenas mais uma obra de suspense torna-se uma poderosa crítica que é um soco no estômago.

    CRÍTICA – O Inocente (1ª temporada, 2021, Netflix)

    Ao decorrer da trama, O Inocente nos mostra o lado mais sombrio da nossa sociedade, e claro, mais perverso. Que é como os homens poderosos tomam as mulheres para si, por dinheiro e ganância de realizar seus desejos mais sujos.

    Sim, a produção apresenta uma história impactante sobre prostituição e tráfico infantil.

    Ao adentrarmos no passado de Olivia (Aura Garrido), começamos a desvendar o embaraço de mistérios. E encaramos homens ricos e poderosos que utilizam da sua influência para cometer crimes horrendos e ainda encobri-los.

    Logo, nossa mente começa associar com casos reais que vemos nos jornais. A riqueza sendo usada como ferramenta para explorar corpos.

    Portanto, ficamos mais vidrados ainda pela série, pois, queremos que ao contrário da realidade que tudo é atribuído ao um “estupro culposo”, desta vez, mesmo que seja na ficção, os culpados paguem pelos seus crimes.

    VEREDITO

    Óbvio que a nota de O Inocente é boa. Os erros mencionados anteriormente, como a apresentação de novos personagens, são corrigidos ao decorrer da trama.

    Além disso, a forma que o seriado insere vários plots twists nos deixa totalmente vidrados, principalmente quando apresenta um assunto bem mais pesado, com aquele gostinho amargo de “isso parece um caso real”.

    A produção é excepcional! Tanto os atores quanto a direção de Oriol Paulo cumpriram com todas as expectativas.

    Nossa nota

    5,0 / 5,0

    Assista ao trailer

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