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CRÍTICA – As Golpistas (2019, Lorene Scafaria)

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CRÍTICA – As Golpistas (2019, Lorene Scafaria)

As Golpistas é uma das grandes surpresas do ano. Com elenco principal, direção e roteiro 100% femininos, o longa de Lorene Scafaria ganhou notoriedade desde sua exibição no Festival de Toronto, despontando Jennifer Lopez como uma das grandes favoritas ao Oscar 2020.

O filme adapta o artigo “The Hustlers at Scores“, escrito por Jessica Pressler para o New York Magazine, que conta a história de um grupo de dançarinas que resolve mudar de vida após a grande crise financeira de Wall Street em 2008. As strippers trabalhavam em conjunto, manipulando os cartões de crédito de seus clientes e transferindo dinheiro para suas contas bancárias particulares.

CRÍTICA – As Golpistas (2019, Lorene Scafaria)

Na adaptação para as telonas, acompanhamos o desenrolar da trama pelos olhos de Destiny (Constance Wu), uma imigrante que, para se manter nos Estados Unidos e pagar as dívidas de sua família, passa a trabalhar como dançarina em um clube de striptease. Ao assistir à apresentação de Ramona (Jennifer Lopez), Destiny segue os passos da profissional para alavancar suas economias – por assim dizer.

Com um grupo seleto de dançarinas de primeiro escalão, Ramona e Destiny começam a ganhar muito dinheiro dos acionistas de Wall Street – até esbarrarem na crise financeira dos Estados Unidos. Sem oportunidades dentro do clube, Ramona cria um grande esquema com suas parceiras para atrair as vítimas de volta ao local.

CRÍTICA – As Golpistas (2019, Lorene Scafaria)

A condução da trama se dá por meio dos depoimentos de Destiny para a jornalista Elizabeth (Julia Stiles), que constroem o período narrativo mostrado em tela. A forma como a direção e roteiro de Lorene expõem os problemas que Destiny sofre nos Estados Unidos – como mulher e imigrante – permeiam todo o desenvolvimento da personagem. O mesmo podemos falar de Ramona: mãe solteira e latina que precisa encontrar formas de sobreviver nos Estados Unidos.



O elenco de apoio aparece muito mais nas cenas de ação, sendo Mercedes (Keke Palmer) e Anabelle (Lili Reinhart) as que mais possuem espaço – além da dupla principal. As Golpistas possui também diversas participações especiais, tendo em seu elenco as cantoras Lizzo e Cardi B e os cantores Usher e G-Eazy.

CRÍTICA – As Golpistas (2019, Lorene Scafaria)

A grande estrela do filme é, de fato, Jennifer Lopez. A atriz, que constantemente é tratada com desdém por suas comédias românticas, possui espaço suficiente para brilhar sozinha em tela. Em todas as suas cenas, Jennifer entrega uma atuação primorosa, mostrando que é bem sucedida em todas as suas frentes de trabalho. Contudo, ela está creditada como atriz coadjuvante e, por esse motivo, não seria surpresa ver a atriz, cantora e empresária figurar na lista de indicadas a Melhor Aatriz Coadjuvante do Oscar desse ano.



As Golpistas é mais uma grande produção de 2019 que faz alusão à desigualdade, apresentando os percalços e desafios de mulheres comuns para manterem suas casas e suas vidas frente ao descaso de todos. Em um longa onde os poderosos são os engravatados com os bolsos cheios de dinheiro – e que roubam de todo mundo -, o poder está nas mãos das mulheres e de sua inteligência. A consequência dos atos, em ambas as situações, entretanto, é bem diferente, sendo apenas um lado o que realmente paga pelos seus pecados.

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