Início FILMES Crítica CRÍTICA – Joias Brutas (2019, Benny Safdie e Josh Safdie)

CRÍTICA – Joias Brutas (2019, Benny Safdie e Josh Safdie)

113
0
CRÍTICA – Joias Brutas (2019, Benny Safdie e Josh Safdie)

Joias Brutas é, com toda a certeza, um dos filmes mais surpreendentes de 2019. Com Adam Sandler no papel principal, o thriller dirigido pelos irmãos Benny e Josh Safdie é uma produção de tirar o fôlego e deixar o telespectador agarrado na cadeira durante seus 135 minutos.

O longa conta a história de Howard Ratner (Sandler), o dono de uma loja de joias em Nova Iorque. O estabelecimento recebe artistas e celebridades de todos os tipos, sendo o local ideal para trapaças e esquemas ilícitos. Ratner está cheio de dívidas e, buscando uma forma de manter seu negócio – e a renda de suas duas famílias -, encomenda uma pedra preciosa diretamente da Etiópia. O propósito da compra é revender a pedra em um leilão, garantindo, assim, a verba necessária para quitar suas pendências com apostas e agiotas.

CRÍTICA – Joias Brutas (2019, Benny Safdie e Josh Safdie)

Ao receber a encomenda, Ratner mostra a pedra para Kevin Garnett, um astro da NBA, que instantaneamente acredita que a joia possui poderes especiais e está conectada a ele. Como forma de ganhar a confiança do jogador – e possível comprador da peça – Ratner entrega a pedra para que Kevin a utilize antes de um grande jogo. É a partir desse ponto que o longa dos Safdie entra em uma espiral de acontecimentos em ritmo frenético.

O longa talvez seja uma das maiores injustiças do ano na temporada de premiações junto com O Farol – ambas produções da A24. O roteiro dos Safdie em parceria com Ronald Bronstein é envolvente, tragicômico e extremamente surpreendente. A cada novo golpe que Howard Ratner tenta aplicar, ficamos cada vez mais agarrados à poltrona do cinema, desejando que aquela agonia toda acabe.

CRÍTICA – Joias Brutas (2019, Benny Safdie e Josh Safdie)

Adam Sandler é, obviamente, o ponto alto de Joias Brutas, pois o foco de todos os acontecimentos está concentrado em sua atuação. O ator consegue entregar a imagem de um homem perturbado e, ao mesmo tempo, muito carismático; que não aparenta ser inteligente, mas que consegue enganar e persuadir a todos a sua volta. Esse é provavelmente o melhor trabalho de sua carreira e merecia um reconhecimento muito maior da Academia.

Lakeith Stanfield, como sempre, entrega uma ótima atuação. Mesmo sem tanto protagonismo, Demany (Lakeith Stanfield) auxilia na condução da trama, tornando as situações ainda mais difíceis para Ratner. A esperteza dos diálogos, e o jeito sorrateiro com que Sandler fala com Stanfield, traz simpatia para a dupla que possui uma química perfeita em cena.

CRÍTICA – Joias Brutas (2019, Benny Safdie e Josh Safdie)

Como um grande jogo de gato e rato que chega a um beco sem saída, o desfecho de Joias Brutas é uma catarse tão grande quanto absurda. Os últimos minutos são imersivos e sufocantes. Quando toda a histeria acaba e há um fio de esperança no ar, o que sobra é o suficiente para ser aplaudido de pé.

Joias Brutas já está disponível na Netflix! Confira o trailer:

Nossa nota

Não esqueça de deixar a sua nota!

Nota do público
Obrigado pelo seu voto



Curte nosso trabalho? Que tal nos ajudar a mantê-lo? Ser um site independente no Brasil não é fácil. Nossa equipe que trabalha – de forma colaborativa e com muito amor – para trazer conteúdos para você todos os dias, será imensamente grata pela sua colaboração. Conheça mais da nossa campanha no Apoia.se e nos ajude com sua contribuição.