Início FILMES Crítica TBT #59 | Meu Amigo Totoro (1995, Hayao Miyazaki)

TBT #59 | Meu Amigo Totoro (1995, Hayao Miyazaki)

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Studio Ghibli confirma desenvolvimento de dois novos filmes

Tonari no Totoro (Meu Amigo Totoro, título em português) é um longa metragem de animação escrito e dirigido pelo mestre Hayao Miyazaki e produzido pelo aclamado Studio Ghibli, em 1988, mas chegando por aqui somente em 1995.

O filme conta a história de duas crianças, Satsuki e Mei, e suas aventuras com espíritos da floresta amigáveis em um Japão pós-guerra rural.

Totoro, como ficou popularmente conhecido ao longo dos anos, é um filme daqueles gostosos de assistir, sentar-se, pegar a pipoca e curtir as maravilhas da animação do diretor Miyazaki.

Com suas paisagens lindas e personagens fortes o filme conta a história das duas irmãs que se mudam para uma vila rural com o objetivo de ficar perto da mãe, que está hospitalizada. Satsuki (11 anos) e Mei (4) estão muito animadas com a mudança, correm, brincam e exploram cada novidade, com todas as suas peculiaridades.

Em uma clara referência a Alice no País das Maravilhas, Mei entra em uma toca atrás de pequenos seres e é levada ao ninho do gigantesco Totoro, ela então é encontrada por sua irmã e seu pai, que inicialmente não acreditam na sua história, mas ainda assim, o pai confia a Totoro a proteção das filhas, acreditando este, ser o guardião da floresta próxima de sua residência.

Como não se esquecer da cena em que as filhas gentilmente vão até o ponto de ônibus, na estrada principal, longe de casa, aguardar o pai voltar do trabalho, passa-se o transporte e o Sr. Kusakabe não está, elas então começam a ficar cansadas e preocupadas, e quem está lá para lhes fazer companhia? Ele mesmo o fofucho Totoro (ah, vale lembrar que a pronúncia correta é /Totoró/ ao invés do popular /Totôro/). Neste momento aparece também um “gato-ônibus”, que leva a criatura para longe instantes antes do Sr. Kusakabe chegar. Neste momento começa a ficar claro que Totoro é de fato um guardião.

O plot twist fica por conta da pequena Mei, que diante da ansiedade de sua mãe vir visita-las no final de semana, se frustra perante um telegrama recebido e da informação que a mesma não se encontra bem e não poderá ir. Com isso a obstinada criança decide ir sozinha para o hospital, se perdendo no caminho. E quem melhor que Totoro e seu “gato-ônibus” para ajudarem Satsuki na busca por sua pequena irmã desaparecida?

Meu Amigo Totoro explora a relação que os japoneses possuem com a natureza, os lugares, objetos e até mesmo com rios e estradas, cada qual com seus espírito protetor, diferente dos ocidentais que associam espíritos a algo nem sempre bom, os orientais possuem uma ancestral espiritualidade de forma simples e não dogmática, isso somado ao respeito e disciplina, nos mostra no filme o quanto a família Kusakabe é unida ao respeitarem o bem comum e natureza.

A história virou um fenômeno no ocidente e é inspirada na história do próprio diretor, quando sua mãe ficou hospitalizada por conta de uma grave tuberculose, nos anos 50.

Considerada pela revista Time Out como a melhor animação de todos os tempos, Meu Amigo Totoro, fez tamanho sucesso que posteriormente o gigante Totoro veio a se tornar a logo dos Studios Ghibli.

E você, já se emocionou com esta linda aventura? Lembre-se de deixar seus comentários e avaliação! E aproveite, pois este e outros filmes dos Studios Ghibli estão disponíveis no catálogo da Netflix.




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