CRÍTICA – Darksiders III (2021, THQ Nordic)

    Originalmente lançado em 2018 para PC, PlayStation 4 e Xbox One, Darksiders III chegou ao Nintendo Switch em 30 de setembro de 2021.

    Desenvolvido pela Gunfire Games e publicado pela THQ Nordic, o RPG de ação foi lançado com mais duas DLCs, já existentes para as outras plataformas. São elas: The Crucible e Keepers of the Void.

    SINOPSE

    Retorne a uma Terra apocalíptica em Darksiders III, um jogo de ação e aventura cheio de pancadaria, onde os jogadores assumem o papel de FURY em sua missão de caçar e eliminar os Sete Pecados Capitais. A mais imprevisível e enigmática dos Quatro Cavaleiros, FURY deve triunfar onde muitos falharam e trazer equilíbrio às forças que assolam a Terra.

    ANÁLISE DE DARKSIDERS III

    Darksiders III para Nintendo Switch inicia de modo frustrante. Com menos de cinco minutos de jogo enfrentamos meia dúzia de adversários e já chegamos ao primeiro boss. Até aí tudo bem.

    A frustração ocorre porque todos os problemas técnicos do game são perceptíveis nesse curto espaço de tempo. Não estou falando de gráficos imperfeitos, que de fato existem, e sim de uma jogabilidade muito prejudicada.

    O desafio inicial envolve se pendurar usando a arma primária de FURY, Barbs of Scorn, um chicote repleto de lâminas. Infelizmente o combo pular + lançar o chicote geralmente funciona quando você anda em linha reta, tornando a gameplay extremamente rígida.

    A primeira chefe de Darksiders III impõe dificuldade mesmo no nível mais fácil do jogo. Entre os ataques que ela solta à distância está uma magia azul em determinado momento, a qual ela carrega por um tempo – aproximadamente 30 segundos, acredito. Nesse período você deve circular o mapa para alcançá-la no ar antes que ela solte esse ataque.

    O que torna realmente difícil vencê-la é a jogabilidade rígida, que muitas vezes faz com que FURY aplique um golpe ao invés de soltar o chicote para se pendurar. A frustração aumenta ainda mais quando você percebe que mesmo o ataque adversário não a atingindo sua personagem sofrerá um grande dano.

    Lançado originalmente em 2018, Darksiders III chegou ao Nintendo Switch em 30 de setembro de 2021. Confira nossa análise do jogo

    Bem, passada a grande frustração inicial, o jogo ganha um ritmo interessante. Claro que fica aquela sensação de que a qualquer momento um adversário comum ou um novo boss vá novamente impor derrotas em sequência por conta dos problemas técnicos.

    Como destaque positivo acredito que esteja o combate corpo-a-corpo contra os adversários que passam pelo seu caminho. Embora não haja nada de excepcional, é seguro dizer que é agradável combater com FURY, até porque os comandos são muito simples.

    Basicamente todos os combos envolvem apertar Y diversas vezes, com poucas variações, o que é OK frente aos problemas mencionados.

    VEREDITO

    Darksiders III poderia ser mais interessante por conta da jogabilidade simples, dos diferentes adversários que devem ser combatidos e, para o público brasileiro, por estar disponível com legendas em português.

    No entanto, os problemas técnicos infelizmente proporcionam uma jogabilidade rígida, com comandos que por vezes não funcionam, e bugs que completam um combo de frustrações. Para piorar, tudo isso fica evidente já nos primeiros minutos de gameplay.

    Nossa nota

    2,0 / 5,0

    Assista ao trailer de Darksiders III para Nintendo Switch:

    Acompanhe as lives do Feededigno na Twitch

    Estamos na Twitch transmitindo gameplays semanais de jogos para os principais consoles e PC. Por lá, você confere conteúdos sobre lançamentos, jogos populares e games clássicos todas as semanas.

    Curte os conteúdos e lives do Feededigno? Então considere ser um sub na nossa Twitch sem pagar nada por isso. Clique aqui e saiba como.

    Artigos relacionados

    OPINIÃO: Na era do feminicídio, “Silent Hill 2 Remake” optou por repetir seus erros e sua história

    Ao passo em que um Silent Hill 2 remake chegou às lojas, até que ponto vale manter a história ao invés de inovar? Afinal, é um remake.

    CRÍTICA – ‘Resident Evil Requiem’ uma carta de amor escrita em sangue

    Requiem é uma palavra cujo significado é uma prece feita aos mortos para um descanso. Ao longo do tempo foi utilizada na música como...

    CRÍTICA: ‘People of Note’: Um RPG Musical mágico! 

    People of Note chega para surpreender como um RPG musical. Confira o que achamos do mais novo lançamento da Annapurna!

    CRÍTICA: ‘Pokémon FireRed’ e ‘LeafGreen’ são nostálgicos e mostram como Kanto marcou gerações, mas…

    Pokémon Firered e Leafgreen chegou aos consoles Nintendo Switch 1 e 2. Confira o que achamos do relançamento do game!