CRÍTICA – ‘The Last of Us Parte 2 Remastered’ é uma forma agradável de revisitar uma história impactante 

    The Last of Us Parte ll é um jogo de ação, aventura em um cenário pós-apocalíptico desenvolvido pela Naughty Dog e lançado pela Sony Interactive em 19 de junho de 2020 tendo uma excelente recepção pela crítica e por nossa redação. Essa aprovação refletiu no circuito de premiações resultando no jogo saindo vencedor em diversos lugares, inclusive no TGA de 2020 em diversas categorias além de ter levado o jogo do ano. 

    Em 19 de janeiro de 2024 chega como um exclusivo para Playstation 5, The Last of Us Parte ll Remastered com a proposta de significativas melhorias gráficas, novas roupas para as personagens jogáveis, um modo speed run, guitar free play, níveis que não foram incluídos no lançamento inicial do jogo além do modo rogue like “Sem Retorno.” 

    SINOPSE

    A história do game é ambientada 4 anos após o fim do primeiro game, onde Joel opta por não deixar Ellie – a única pessoa imune – se tornar a cobaia nas mãos dos Vaga-lumes, e decidem se instalar em Jackson, assentamento no Wyoming, que tem como um dos líderes Tommy Miller, irmão de Joel.

    A comunidade em constante crescimento, acolhendo cada vez mais necessitados de um mundo destruído pelo surto do fungo Cordyceps, tem seus dias mudados para sempre, quando um dos alicerces daquela comunidade é ameaçado por pessoas de fora.

    O passado em The Last of Us Parte 2 é algo que sempre bate a porta. Mostrando que todas as suas ações terão impacto no futuro, sendo ele próximo, ou distante.

    ANÁLISE

    The Last of Us

    Quando houve o anúncio da versão remasterizada de The Last of Us Parte ll me perguntava por que realizar este relançamento tão cedo, algo que em situações normais isso ocorre uns bons anos após o jogo original ter sido lançado. Certamente a resposta para esse questionamento veio assim que iniciei as atividades desta nova versão de um jogo que anteriormente já tinha gostado bastante. 

    Em um primeiro contato, as melhorias visuais realizadas chamam a atenção principalmente para alguém que a experiência anterior foi em um console Playstation 4. No PlayStation 5, as interações e os recursos do Dual Sense durante a experiência de jogo tornam tudo isso ainda mais imersivo.

    As mecânicas e a necessidade de furtividade para se movimentar são mantidas e em alguns aspectos melhoradas sendo os comandos de combate o que mais chama atenção quando se joga The Last of Us Parte ll e agora, combinado com as melhorias visuais, que tornam os efeitos de ação do jogador ainda mais impactantes. 

    O que mais chama atenção em todo esse novo pacote que a versão remasterizada traz é o modo ”Sem Retorno” que acredito que garante umas boas horas de distração para todo o tipo de jogador.

    The Last of Us

    É possível jogar com diversos personagens marcantes da história como Gina, Lev, Manny, Yara e outros que são desbloqueados através de desafios completados com as protagonistas Ellie e Abby que estão disponíveis inicialmente. Essa árvore de desafio para a liberação de todo o elenco dos cenários é interessante por estimular o jogador a buscar ter estratégias diferentes para completar cenários, pois cada um tem um conjunto de vantagens e desvantagens que o tornam único. 

    Após esta fase da experimentação e ter disponível todos os personagens é interessante a experiência de escolher qual se adequa melhor ao seu estilo de jogo, podendo ser alguém muito boa de briga como Abby ou uma especialista em fabricação como a Dina. 

    Além destas tarefas existem outros objetivos como os desafios de apostas que acrescentam um tom maior de desafio durante a execução de um cenário e seus modificadores.

    The Last of Us

    A diversidade em torno dos ambientes do modo também é interessante, podendo dizer até nostálgico e isso é brilhante por ser uma forma diferente de revisitar os locais que conhecemos durante o modo história.

    Além do elemento de diversificação a surpresa torna o modo Sem Retorno um desafio pela possibilidade de escolhermos o caminho dos cenários até o chefe final, mas em algumas opções também existe um misterioso que pode ser qualquer de modos dentre os disponíveis como assalto, resistência, captura e caçada com alguma das facções conhecidas da história ou os infectados. 

    Ainda sobre este modo é interessante realizar a sessão diária, um cenário único com um personagem específico que todos os jogadores realizam e existe uma classificação com todos os participantes. Assim como também caso queira algo muito mais moldado a sua experiência é possível realizar uma sessão personalizada com os modificadores que desejar que podem ser desbloqueados realizando um desafio. 

    Algo que particularmente gostei nesta experiência de The Last of Us Parte ll Remastered é a diversão que o Guitar Free proporciona, mesmo que você não seja tão habilidoso com um instrumento musical sendo uma excelente ideia desconectar de uma possível frustração no modo roguelike dedilhando alguns acordes.

    O extras como os níveis perdidos e outros disponíveis de sessão bastidores também incrementam a experiência revisitar o universo de The Last of Us, sendo um ponto negativo a não disponibilidade de legendas para pessoas que não tenham conhecimento no idioma original, mas as descrições podem ser encontradas em através de um QR Code encontrado na sessão.

    Por fim, revisitar essa história tão impactante ainda é uma das melhores experiências de jogo que pode se ter com uma harmonia de uma experiência cinematográfica jogável com os visuais impressionantes que a nova geração de console pode proporcionar. 

    VEREDITO

    The Last of Us Parte ll Remastered surpreende positivamente por ser aspectos visuais, modos que mantém a experiência por mais tempo no jogo, permitindo criar uma experiência personalizada que pode ser mais desafiadora ou não de acordo com o desejo do jogador. 

    Nossa nota

    5,0 / 5,0

    Confira o trailer do game:

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