Início MANGÁ Crítica CRÍTICA | Gigant – Vol.1 (2019, Panini Comics)

CRÍTICA | Gigant – Vol.1 (2019, Panini Comics)

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Imagine uma junção do filme Querida Estiquei o Bebê, de 1992, com a ex-atriz pornô Mia Khalilfa; é com essa mistura inusitada que temos o mangá Gigant; escrito e ilustrado por Hiroya Oku (autor e ilustrador do aclamado mangá GANTZ).

Gigant é um mangá seinen (mangá +18) com gênero ficção cientifica, publicado originalmente em Dezembro 2017 no Japão pela editora Shogakukan e publicada pela editora Panini Brasil em Dezembro 2019.

Aqui somos apresentados a Yokoyamada Rei, um colegial de 16 anos, nerd e cinéfilo de carteirinha que está à procura de uma colega de classe para participar do seu filme – Red String – junto com seu amigo para o festival de cinema Piano Film Festival, além das das dificuldades comuns na vida de um adolescente. Certo dia ao retornar da escola Rei se depara com diversos cartazes informando que a atriz pornô Papico mora em seu bairro. Por ser um grande fã da atriz, o conteúdo dos cartazes o incomoda e ele sai arrancado todos eles, até que um encontro inusitado causa uma grande mudança em sua vida.

Para quem conhece o trabalho de Hiroya Oku já pode esperar uma trama normal de início, mas que à frente vai rolar um plot twist no qual o leitor vai ficar se perguntando “que diabos está acontecendo?”.

Os personagens principais são bem construídos e nem um pouco clichês. Yokoyamada Rei não é aquele personagem tarado/caricato que jorra sangue do nariz ao ver uma garota peituda – igual ao Mestre Kame da franquia Dragon Ball – mesmo ele sendo um grande fã da Papico ele tem uma admiração muito grande por sua ídolo. Quanto a Papico apesar de ser uma atriz pornô ela não é objetificação sexual, pelo contrário, a mesma tem que sustentar sua família com sua profissão.

A arte do mangá é excepcional, o cenário sobre a base em 3D fica muito bem feito, como se tivesse sido desenhado por mãos humanas muito competentes. Quanto ao o roteiro, a cada capítulo parece surgir uma nova pergunta que deixa o leitor extremamente curioso, para qual caminho essa trama vai seguir.

Nossa nota

A edição de Gigant da Panini contém 232 páginas, com 09 capítulos, não custa lembrar, mas o conteúdo da obra é impróprio para menores de 18 anos.

Nota do público
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