Há alguns anos, tentam emplacar o ator norte-americano Frank Grillo como um astro de ação de Hollywood. No auge dos seus 59 anos, o ator parece estar em uma ótima forma física e levou para as telinhas sua paixão por artes marciais. Em ‘Mate ou Morra,’ o ator vive Roy Pulver.
Tendo dado vida ao personagem Ossos Cruzados em filmes da Marvel e muitos outros, vemos o ator estrelar um dos mais divertidos filmes de loop temporal já feito. Em ‘Mate ou Morra,’ Roy Pulver é um ex-capitão das Forças Delta com problemas de comprometimento que se vê preso em um loop temporal. Tendo vivido o mesmo dia vezes demais, ele precisa descobrir como quebrar esta aparente maldição.
SINOPSE
Roy Pulver é um ex-agente das forças especiais que se vê forçado a reviver o dia de sua morte inúmeras vezes. Ele acorda sendo perseguido por assassinos e, de uma forma ou de outra, acaba sempre morrendo no final. Enquanto luta para chegar ao fim do dia com vida, Roy descobre uma mensagem de sua ex-esposa revelando o envolvimento do cientista Ventor nesse ciclo mortal e percebe que a sua família também corre perigo.
ANÁLISE
O longa, desde suas primeiras cenas brinca com games até mesmo em seu título original “Boss Level,” Mate ou Morra exerce em nós uma tensão diferente. Se distanciando de Feitiço do Tempo, Corra Lola Corra e até mesmo do divertido No Limite do Amanhã, o longa que será abordado aqui chafurda na ação e violência explícita, como nos games com os quais ele brinca.
Estrelado por Grillo, Naomi Watts, Mel Gibson, Michelle Yeoh e Ken Jeong, vemos o longa ganhar curvas diferentes das inesperadas. Servindo para subverter o gênero, ele não se propõe a nada, ou quase nada e por isso se faz tão divertido.
Sabendo que é trash o longa só ganha mais espaço para ser o que realmente é, uma amálgama de gêneros fluídos. Ao se estabelecer como um longa de ação logo desde sua primeira cna, este ganha contornos de um sci-fi curioso ao longo de seus três atos. Enquanto se perde em meio ao segundo, este infelizmente não ganha força o suficiente para chegar ao seu último ato.
Frank Grillo se mostra como um capaz e divertido ator de ação. Sendo também, por vezes um pouco demais do que o necessário, suas habilidades relacionadas a atuação podem ter uma defasagem, o que pode nos tirar do filme.
VEREDITO
Ainda que divertido, Mate ou Morra se faz insuficiente. Não se propondo a reinventar a roda, ele é uma brilhante homenagem aos filmes que já vieram. Tendo sido lançado em 2021, o filme foi um verdadeiro flop comercial. Pois tendo custado US$ 45 milhões de orçamento, ele arrecadou apenas US$ 2 milhões.
Grillo deve retornar no futuro com algum outro filme de ação. Mas enquanto seus novos longas podem encontrar dificuldade nas bilheterias no futuro, Mate ou Morra pode ganhar a vida longa na Netflix que não teve nos cinemas e divertir um grande público como me divertiu.
Tudo o que é bom um dia chega no fim, ciclos se encerram para que se encontre espaço para outras novidades, saber a hora de encerrar a jornada é algo que poucas séries conseguem e este é o caso de The Umbrella Academy.
A série é uma adaptação dos quadrinhos escritos por Gerard Way e arte de Gabriel Bá iniciada em novembro de 2019 e o seu quarto e último ano da série foi lançado em 8 de agosto com todos os seus 6 episódios foram disponibilizados no serviço de streaming Netflix.
O elenco é formado por Tom Hooper, Robert Sheehan, Elliot Page, David Castañeda, Aidan Gallagher, Justin H. Min e Emmy Raver-Lampman como a equipe Umbrella Academy e no elenco de apoio Colm Feore, Ritu Arya e as participações de Nick Offerman, Victoria Sawal, Megan Lullay e Lisa Repo-Martell.
SINOPSE
Seis anos após os acontecimentos da 3ª temporada, vemos a família Hargreeves na linha do tempo do patriarca Reginald (Colm Feore). Apesar de seguirem caminhos diferentes, os heróis precisam se reunir depois que Viktor (Elliot Page) é sequestrado, e, no processo, o grupo acaba recuperando seus poderes.
ANÁLISE
The Umbrella Academy sempre foi uma série interessante que não tentava se tornar algo mais extraordinário do que essencialmente já é, sendo uma boa série que a cada nova temporada sempre atraiu a minha curiosidade de qual seria a próxima loucura dessa família desajustada que nos momentos mais difíceis todos sempre estavam lá um para o outro e nesta proposta a série encontrou o caminho para encerrar com classe sua jornada.
O tempo passou e ver que cada membro dos Hargreeves tentando seguir com a sua vida tinha uma sensação de o que acontece após o final de uma aventura; nesta última, abalou mais ainda a relação familiar tão complicada entre eles e mesmo quando estão distantes algo os coloca novamente nas vidas uns dos outros.
Desta vez a série utilizou a morte de Ben, um dos seus mistérios iniciais para conduzir a derradeira aventura do grupo que conecta-se diretamente com a própria existência deles como família e indivíduos portadores de poderes.
Mesmo sendo mais breve do que esperado, por ter apenas 6 episódios, a série consegue amarrar de forma segura os acontecimentos desta última temporada e encontrando as conclusões para os dilemas individuais de cada personagem que sempre foram muito bem explorados desde o seu primeiro ano.
A química entre os atores é excelente como sempre ocorreu desde a primeira temporada e sempre foi uma das marcas mais evidentes de The Umbrella Academy, garantindo momentos emocionantes, boas risadas e surpresas que não deixaram de acontecer tudo isso embalado em uma trilha sonora muito boa.
Um dos personagens mais abordados nesta temporada é o número Cinco que sempre está um passo à frente de todos nas deduções, mas ainda tinha suas próprias questões oriundas de ter vivido em um futuro que não existia ninguém a não ser ele mesmo.
Voltando a falar a respeito da trama, ainda tivemos a surpresa de um inesperado triângulo amoroso que acrescentou significativamente o tom dramático da solução a respeito do derradeiro apocalipse devido às constantes ramificações temporais criadas pela existência da família que sempre tem o desastre batendo a porta.
O encerramento da série é uma conclusão surpreendentemente triste pela forma como a família decidiu resolver todos os problemas sem afetar as pessoas que eles amam tanto com o direito a uma pequena cena pós créditos com um significado muito especial.
VEREDITO
The Umbrella Academy como um todo não é inovadora em sua fórmula ou como disse anteriormente queria dar um passo muito maior do que suas próprias pernas, mas sempre se manteve como uma ótima opção a cada temporada e com um encerramento digno a toda sua jornada.
Após um hiato de quatro anos, Tower of God voltou com tudo no meio deste ano para sua segunda temporada, disponível exclusivamente na Crunchyroll, marca global de anime que alimenta o fandom e amplia a intensa paixão pelo meio.
Inspirada na webtoon coreana, a série já está na metade de sua segunda temporada, e as coisas continuam esquentando enquanto os protagonistas seguem sua jornada para o topo da torre. Então, para ajudar a entrar no clima da aventura, compilamos uma lista dos três momentos mais impactantes do anime até agora. É importante ressaltar que o conteúdo a seguir contém spoilers da primeira temporada e dos cinco primeiros episódios da segunda.
Sinopse de Tower of God:
A Torre de Deus. Um mundo repleto de um misterioso poder chamado Shinsu, e povoado pelos “regulares”, os indivíduos dotados desse poder. Dizem as lendas que quem alcançar o topo da Torre terá seus desejos realizados. Os guardiões da Torre selecionam “regulares” para participar das provações da torre e tentar alcançar seu ápice. Mas Bam, o protagonista, é um “irregular” – ele entrou sem ser convidado, abrindo sozinho os portões da Torre, tudo para reencontrar Rachel, sua única amiga no mundo!
Vamos à lista:
Velório do Ho
Após dois testes, temos a prova de Pique-pega, que sem dúvida teve sua importância na narrativa de várias formas, seja estabelecendo Khun como um grande estrategista, mostrando o nível de poder dos avaliadores ou o incidente que mudaria o rumo da história: a facada acidental de Ho que quase matou Rachel e a deixou paralisada.
Percebendo que possivelmente foi usado como um peão em um esquema maior, o personagem tirou a própria vida após ser imobilizado pela nova técnica de Bam. A morte de Ho mostrou aos outros o quão cruel a jornada pela torre poderia ser, mas ao receber o perdão póstumo do protagonista e de Rachel (agora em uma cadeira de rodas), o personagem teve um lindo funeral que serviu como um ponto de união para todo o grupo central, definiu aquela nova formação como amigos, estabeleceu definitivamente os laços afetivos uns com os outros e foi de extrema importância para a grande reviravolta no final da temporada.
Teste final
Chegamos ao teste final, no qual todos devem proteger Bam e Rachel para que os Golfinhos Líquidos possam garantir que eles sejam devorados pela Rainha que os cuspirá de volta para a terra.
Enquanto o casal passa por um momento mútuo de maior compreensão devido aos acontecimentos recentes, em terra firme somos agraciados com vários momentos notáveis: dois dos personagens mais fortes da série, Anaak e a Princesa Endorsi, lutando lado a lado contra o Touro, a interferência de Lo Po Bia Ren no teste, a chegada de Yuri Jahad, Bam derrotando o Touro da mesma forma que fez com a Enguia de Aço no primeiro episódio, e por último, mas não menos importante, a traição de Rachel, quando ela se levanta de sua cadeira de rodas e empurra o protagonista da plataforma onde estavam para a morte certa nas profundezas daquele oceano.
Jogo dos quartos
Com o início da segunda temporada, somos apresentados a um novo personagem misterioso chamado Viole, que agora faz parte de uma organização de oposição chamada FUG, também apresentada agora, e está em uma missão para assassinar Jahad e se recusa a formar uma equipe para escalar a torre. Um avaliador que tem rancor contra a FUG cria um teste que levará ao fracasso de Viole, forçando-o a formar uma equipe.
O resultado disso foi uma completa reorganização do tabuleiro de relacionamentos entre os personagens e eventos como a traição dos parceiros do filho do presidente.
Mas e aí, tem algum outro grande momento de Tower of God faltando? A segunda temporada está entrando em sua reta final, então é hora de tirar esse trabalho da lista e colocar em dia, porque a obra ainda promete muitos outros momentos como esses.
Existe um ditado que diz que família não se escolhe, mas isso não se aplica a todas as famílias, e foi com isso em mente que a Crunchyroll, marca global de anime que alimenta o fandom e amplia a intensa paixão pelo meio, decidiu selecionar os melhores pais adotivos dos animes.
Seja por escolha própria ou por serem colocados diante dessa situações, todos esses papais vestiram a camisa e provaram que pai mesmo é quem cria. Então bora pra lista?
Seja para cumprir sua missão, como é o caso do espião Loid Forger de SPY x FAMILY que adota em um orfanato a telepata Anya; por responsabilidade, como no caso dos assassinos Kazuki Kurusu e Rei Suwa de Buddy Daddies, que decidem cuidar da jovem Miri Unasaka após o assassinato de seu verdadeiro pai e a morte de sua mãe; ou por enxergar um potencial em sua filha, como acontece com o “padre degenerado” Heiter de Frieren e a Jornada para o Além, ao cuidar de Fern desde pequena.
Mesmo não sendo humanos, esses personagens provam que definitivamente não são monstros, como é o caso do Golem de Somali and the Forest Spirit que, ao encontrar a jovem Somali abrigada sob uma árvore, inicia assim uma jornada para encontrar os pais da garota.
Outros bons exemplos disso são o dragão Letty de Dragon Goes House-Hunting, que assumiu a paternidade de Pip após ver a pequena ave chocar de seu ovo, e do ex-rei demônio Sadao Maou de The Devil is a Part-Timer, com a bebê Alas=Ramus.
Para fechar a lista, temos aqueles que definitivamente assumiram umas “buchas”, mas nem o perigo que seus filhos representavam afastou esses paizões de suas missões: Shiro Fujimoto de Blue Exorcist é um desses casos, ao aceitar-se tornar tutor dos filhos do diabo, Rin e Yukio Okumura.
Regro Burnedead de Mashle: Magia e Músculos, também representa nesse sentido, já que optou proteger o bebê Mashle, mesmo sem ele ter nascido com uma marca de magia, assim como Zagan de An Archdemon’s Dilemma: How to Love Your Elf Bride, que adota Valefor, uma jovem dragão que se tornou uma feiticeira para esconder sua identidade.
Um jogo furtivo sempre é um desafio interessante por desafiar o jogador a fazer algo diferente do que entrar por uma sala eliminando seus adversários sem pensar em outra abordagem a não ser atacar diretamente. Neste gênero existem diversos jogos clássico e entre eles está ‘Tenchu‘ que se tornou uma franquia muito conhecida ao longo dos anos.
O primeiro jogo de Tenchu foi lançado em fevereiro de 1998 para o primeiro console ‘Playstation‘ desenvolvido pela Acquire também responsável por outras franquias como Octopath Traveler e The Way of Samurai que também conseguiu alcançar alguma longevidade.
A franquia como um todo teve 9 jogos lançados, tendo a sequência Tenchu 2: Birth of Stealth Assassins no ano 2000 dois anos depois do seu primeiro título ainda sobre o desenvolvimento da Acquire, tendo os direitos adquiridos pela Activision e retornando para a franquia Tenchu apenas em 2009 com Tenchu: Shadow Assassins.
A história de Tenchu é sobre dois ninjas, Rikimaru e Ayame, que foram ambos membros do clã ninja Azuma desde a infância. Os dois ninjas servem ao Senhor Gohda e trabalham para ele como seus espiões secretos para acabar com a corrupção a província.
ANÁLISE
Tenchu foi um dentre tantos jogos que adorava durante a minha parte da infância que abrangeu a época do primeiro console Playstation, oferecendo um universo de outros gêneros que até então não tinha oportunidade de conhecer e lá estava este jogo com uma dupla de ninjas.
Acredito que o conceito de ninja, que equivale proporcionalmente aos agente secretos/espiões só faz sentido para uma adaptação em games em um gênero stealth não apenas pela furtividade de suas missões, mas também porque existe um contexto mais amplo que associam este tipo de guerreiro aos contextos políticos de suas respectivas épocas.
Uma dentre tantas coisas que sempre gostei neste jogo é o convite a pensar sobre outras formas de passar por uma fase que não fosse exatamente um confronto direto, algo que só tive contato através da franquia Metal Gear que até hoje tenho um carinho muito grande.
A jogabilidade em si era bem sólida para o seu recorte temporal, mas o tempo relativamente longo não prejudica a experiência divertida que é uma jogatina de Tenchu que tem poucas fases. Você consegue terminar em torno de umas 4 horas que fornecem um desafio que é muito interessante para sua época e até onde pensar em algumas inspirações para outros jogos deste mesmo gênero como os itens de distrações.
Atacar diretamente os inimigos sem pensar no silêncio dos seus atos é algo que o jogo irá te lembrar o tempo todo durante a experiência encaminhando o maior número de adversários e tornando o objetivo muito mais complicado de se alcançar, o que sempre achei um ótimo desafio porque não é algo tão opcional ignorar a furtividade para uma abordagem mais direta como muitos jogos que tem este elemento possuem.
Se esconder atrás de objetos, paredes, caminhar da forma mais silenciosa possível e fazer uma eliminação sem deixar rastros é o principal quando jogamos Tenchu, que nos recompensa com itens melhores e permitindo aprimorar o leque de opções para a missão seguinte além da sensação de um sucesso sem grandes problemas.
Os dois personagens principais Rikimaru e Ayame tem habilidades distintas que fazem diferença quando se traça uma estratégia em uma fase, sendo o primeiro mais resistente porém não tão rápido enquanto a novata é ágil, pode se realizar mais combos mas sem tanta força.
Essa combinação já em um período que se iniciava as mudanças estruturais mais robustas no universo de games mostram como estes pequenos passos foram vitais para o que vemos no tempo atual, mesmo que atualmente não se produzam mais títulos de Tenchu sua marca foi deixada na história do gênero e sua evolução tecnológica.
VEREDITO
Tenchu definitivamente é um dos clássicos de seu estilo de jogo que merece ser carinhosamente lembrado por apresentar elementos que até os dias atuais existem no universo e, mesmo não sendo o primeiro, foi um passo importante sua existência.
Você pode conferir todos os games que marcaram época aqui no Jogo Véio.
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‘Kunitsu-Gami: Path of the Goddess‘ foi anunciado em Junho de 2023, e é um daquelas gratas surpresas do mundo dos games. Sendo desenvolvido pela Capcom, este parece ser um respiro e o que parece mais um acerto da onda de games incríveis lançados pela desenvolvedora japonesa. Produzida como um título inteiramente novo, Kunitsu-Gami é um game de estratégia em tempo real, e conta com um visual que faz referência às tradicionais ilustrações e mitologia japonesas.
Quando o belo Monte Kafuku, lar da deusa, é tomada por uma terrível escuridão, ele se torna uma sombra do que era. Quando vilas e seus habitantes são tomados e corrompidos, Soh, o protetor da deusa precisa agir. Uma das mais interessantes mecânicas do game vem do fato de precisarmos entender não apenas o sistema de ciclos, como o fato de que restaurar as vilas após purificá-las nos trará recompensas importantes para a nossa progressão.
No controle de Soh, precisamos recuperar as máscaras roubadas pelos demônios enquanto purificamos vilarejos no meio do caminho, tudo isso, enquanto protegemos a deusa.
Com ciclos de dia e noite, restauramos a vila, no primeiro turno, resgatamos pessoas capturadas pela corrupção e preparamos não apenas estes, como o caminho que percorreremos para no cair da noite, lutarmos contra as forças demoníacas.
SINOPSE
Kunitsu-Gami: Path of the Goddess é um jogo original para um jogador de Ação e Estratégia Kagura inspirado no Japão. O jogo se passa em uma montanha dominada pela maculação.
Durante o dia, purifique as aldeias e prepare-se para o anoitecer. À noite, proteja a Sacerdotisa das hordas de Coléricos. Repita o ciclo de dia e noite até eliminar toda a maculação da montanha e devolver paz à esta terra.
ANÁLISE
Confesso que ao longo dos anos, os games do gênero de tower defense nunca foram os meus favoritos. Não apenas pelas profundidades mecânicas destes, como por não ter histórias divertidas e profundas. Ao longo de muitas e muitas horas de gameplay, vi nas dinâmicas do game um profundo cuidado da Capcom não apenas com o desenvolvimento do game, com elementos referentes à mitologia.
Com referências claras às danças ritualísticas como Kagura e à mitologia, no controle do protetor da deusa, Soh, precisamos destruir os Coléricos – demônios deste mundo – a fim de recuperar as doze máscaras roubadas da deusa, que a dão poder.
Com um elemento de ciclos de dia e de noite, os Coléricos surgem com o anoitecer. Emergindo dos portais Torii, o outro mundo adentra ao da deusa para causar caos e maculação.
Corrompendo tudo em seu caminho, a destruição dos Coléricos atinge não apenas o Monte Kafuku, como todos os habitantes das vilas da região.
Com hordas que trarão caos à Terra, depende de nós atuar a fim de trazer paz aquele lugar.
JOGABILIDADEE MELHORIAS
Um dos principais aspectos da jogabilidade é o combate corpo a corpo. Em que Soh, nosso personagem jogável, deve impedir o avanço dos coléricos ao longo dos níveis. Com a introdução de uma nova dimensão ao mundo real com o cair das noites, o ciclo de dias e noites torna-se um elemento crucial na jornada. A jogabilidade e o visual da RE Engine dão um estilo único ao game. A engine desenvolvida pela Capcom para dar vida nova à franquia Resident Evil em 2017.
Ao longo das 17 horas de gameplay, como jogador me vi imerso em uma experiência que respeita a tradição. Ao mesmo tempo, o game introduz avanços significativos tanto na narrativa quanto na jogabilidade. Sendo assim, derrotar os mais diversos coléricos ou os bosses dão um maior aprofundamento das dinâmicas desta história e oferecem recompensas que propiciarão a nossa progressão.
Melhorias relativas às habilidades de Soh, de nossos companheiros de equipe e equipáveis, podem render à nossa missão ainda mais fluidez e vantagens em relação aos nossos inimigos, os Coléricos. Um fator relativo à nossa atividade de purificar as vilas pelas quais passamos, rendem ainda mais profundidade ao game, pois futuramente, estas vilas se tornam bases.
Ou melhor, as vilas que podemos reconstruir nos garantem vantagens. Seja mergulhando no mundo de maneira profunda, ou dedicando algumas horas em sua primeira play, Kunitsu-Gami com certeza te prenderá. Com elementos ligados não apenas ao uso e Kagura, como também da antiga arte de marionetes, chamada de buranku. Conhecida também como Ningyō jōruri, o game faz uma homenagem clara não apenas às antigas pinturas japonesas, como também o tradicional teatro de marionetes.
ALDEÕES E PROGRESSO
Como a mecânica de ciclos de dia e noite se faz essencial neste game, um fator importante deste, vem do fato de purificarmos as vilas pelas quais passamos ao longo do dia. Durante essa janela de tempo, libertamos aldeões, preparamos o terreno e montamos armadilhas para que os coléricos sejam capturados durante as noites. Tudo isso, enquanto a deusa Yoshiro chega até os portões pelos quais os demônios adentram neste plano só para purificá-los.
Os habitantes do Monte Kafuku que precisam ser salvos tem um importante papel nesta história. Salvando-os da maculação, podemos atribuir a estes atividades diversas, dando a eles poderes que variam de ataques corpo-a-corpo e à distância.
Sendo assim, em cada um dos períodos de preparação – e até mesmo ao longo do combate – podemos atribuir a estes, funções aos habitantes e posicioná-los em áreas específicas. De preferência, em locais que o garantirão vantagens em relação a nossos inimigos.
Nosso progresso, bem como a história, variam de acordo com a nossa progressão. Podendo ser tão penosa quanto possível, mas também recompensadora, o game possui um interessante fator de replay. Este fator garante aos jogadores recompensas que serão importantes para progredir.
Seja ao longo de divertidas sequências, cutscenes maravilhosas e uma história cativante, o game se faz imponente em tudo que se propõe e talvez este seja um dos nomes mais promissores para os próximos anos. Enquanto não tenta redefinir o gênero de tower defense, ele brilha quando o assunto é preparação e planejamento.
VEREDITO
Kunitsu-Gami: Path of the Goddess é um salto gigante em relação aos games de tower defense que sempre me fizeram torcer o nariz no passado. Sendo recompensador em tudo que se propõe, a relação de Soh e a deusa Yoshiro se faz cuidadosa, respeitosa e acima de tudo, linda. Se você está na dúvida se deve jogar ou não, jogue e não se arrepena.
Com uma história preciosa, Kunitsu-Gami surpreende e faz com que todos os que jogaram o game coloquem os olhos na Capcom nos vindouros anos.
Kunitsu-Gami: Path of the Goddess foi lançado no dia 19 de julho para PC, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox One e Xbox Series X/S.
Confira o trailer:
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