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    Resident Evil 3: The Board Game | Campanha chega ao Kickstarter

    Um jogo de tabuleiro baseado em Resident Evil 3 – feito pela mesma equipe responsável pelo jogo de tabuleiro Resident Evil 2 – deve ser lançado no Kickstarter ainda este mês.

    O jogo de tabuleiro foi criado pela Steamforged Games em colaboração com a editora da série Capcom.

    O jogo de tabuleiro é naturalmente focado no horror da sobrevivência e permitirá que até quatro jogadores vivenciem uma “campanha de mais de 19 horas com um enredo abrangente”.

    O jogo também pode ser experimentado em cenários únicos e você verá o controle dos personagens mais importantes de Resident Evil 3, incluindo a heroína Jill Valentine e o mercenário da UBCS, Carlos Oliviera.

    O comunicado diz:

    “Os jogadores devem gerenciar recursos com cuidado, tomar decisões inteligentes e significativas. Além do The Tension Deck que é um mecânismo herdado do jogo de tabuleiro RE2 que surpreenderá os jogadores com ameaças inesperadas para replicar o suspense aterrorizante do videogame.”

    Se você deseja apoiar o jogo antes do lançamento do crowdfunding, pode seguir a campanha no Kickstarter. Se a campanha atingir 2500 seguidores, os desenvolvedores desbloquearão uma miniatura de Jill Valentine com roupa de motoqueira.

    Para saber mais sobre Resident Evil 3, confira nossa gameplay:

    Resident Evil 3: The Board Game chegará ao Kickstarter em 28 de Abril de 2020.





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    CRÍTICA – Nada Ortodoxa (2020, Netflix)

    Baseada na biografia Unorthodox: The Scandalous Rejection of My Hasidic Roots, de Deborah Feldman, a minissérie Nada Ortodoxa chegou ao streaming da Netflix no dia 26 de Março e retrata a realidade da comunidade judaica ultraconservadora situada em Williamsburg, no Brooklyn (Nova Iorque). Composta por quatro episódios, a produção é bastante falada em iídiche (idioma judaico) e traz uma riqueza de detalhes impressionante sobre a religião.

    A minissérie aborda a história de Esther (Shira Haas), uma adolescente que vive na comunidade hassídica e, com 17 anos, é obrigada a se casar.

    Em meio aos horrores do matrimônio forçado, Esther se vê confrontada por seus desejos de liberdade e foge para a Alemanha, onde busca reconstruir sua vida sem a interferência de seu marido Yakov (Amit Rahav).

    Sem poder estudar ou fazer qualquer coisa que não seja apenas ter filhos com um estranho, Esther percebe que existe um mundo muito maior do que o ofertado pela comunidade judaica ultraconservadora. Desde suas roupas e seu cabelo até o que ela pode ou não comer: tudo é controlado pela religião. Ao chegar em Berlim, Esther passa a testar suas crenças, entendendo que ela pode ser tudo o que ela quiser ser.

    Apesar de possuir apenas quatro episódios, Nada Ortodoxa consegue desenvolver a sua trama de forma fluida e sem problemas de continuidade. Dirigida por Maria Schrader e roteirizada por Anna Winger, Alexa Karolinski e a própria Deborah (que também são produtoras do projeto), a microssérie possui uma identidade única, preservando a cultura e os costumes de uma comunidade cada vez mais isolada do restante do mundo.

    CRÍTICA – Nada Ortodoxa (2020, Netflix)

    O trabalho do design de produção, roupas e maquiagem é primoroso, merecendo até uma indicação nas premiações especializadas. Desde a reconstrução dos espaços onde essa comunidade vive nos Estados Unidos (a série teve boa parte de suas cenas gravadas na Alemanha) até as roupas, chapéus e adereços, tudo é trabalhado nos mínimos detalhes.

    A possibilidade de criar um projeto quase todo em iídiche é outro ponto inovador, pois eterniza a linguagem – e apresenta a um público que não a conhece – em uma plataforma de massa como a Netflix.

    Os flashbacks são muito bem aproveitados durante os episódios de Nada Ortodoxa. Ao mesmo tempo em que a história da personagem acontece no presente, somos levados a momentos específicos do passado que explicam seus traumas e remontam sua história, traçando objetivos sólidos para as escolhas feitas por Esther.

    CRÍTICA – Nada Ortodoxa (2020, Netflix)

    A atuação de Shira Haas é impecável, sendo o grande destaque entre todos os outros personagens. A forma como ela transita da mulher submissa às tradições de seu povo para uma postura independente e decidida é sentida ao longo dos episódios, nos permitindo acompanhar seu desenvolvimento a cada nova descoberta.

    Saber que a trajetória é baseada na história de uma mulher que realmente abandonou essa comunidade (fugindo para buscar uma vida melhor) é ainda mais significativo.

    A preocupação das criadoras da minissérie (que são judias) em trazer um elenco que também já fez parte da comunidade judaica ortodoxa (como é o caso de Jeff Wilbusch – Moishe – e Eli Rosen – Rabino) e que falam iídiche fluente demonstra o quão engajados e respeitosos são os profissionais envolvidos nessa produção. A minissérie é tecnicamente impecável em tudo o que se propõe a executar. 

    Apesar do roteiro de Nada Ortodoxa não ser 100% fiel a história de Deborah Feldman (toda a jornada de Esther em Berlim foi criada para o seriado), o desfecho é satisfatório, deixando ganchos para uma possível nova temporada – talvez tendo como base a história de alguma outra pessoa corajosa o suficiente para arriscar tudo em busca de sua liberdade.

    Assista ao trailer da minissérie:

    https://www.youtube.com/watch?v=iWMAXxa_Hu8&t=2s

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    Tales From the Loop: Rebecca Hall explica como nova série da Amazon explora o tempo

    Com Tales From the Loop agora disponível para assistir na Amazon Prime Video, é hora de explorar sua experiência trabalhada na série! Nela, Rebecca Hall interpreta Loretta, uma cientista que trabalha em uma instalação conhecida como The Loop, e também é a nora do fundador do The Loop, Russ Willard (Jonathan Pryce).

    É difícil de se fazer uma sinopse sem revelar muito, mas nas próprias palavras de Hall, a série mostra que “o problema fundamental do ser humano e também a alegria fundamental de ser humano é o tempo”.

    Em entrevista recente ao Collider, a atriz de Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas comentou um pouco mais sobre a série Tales From the Loop.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | #52filmsbywomen 3 – Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas (2017, Angela Robinson)

    “Acredito que a jornada dela [Loretta] é bastante difícil, mas muito relacionável e humana. Ela é uma personagem que nasceu do ato final de abandono em algum momento. Obviamente, não quero dar spoilers, mas parece que toda a sua motivação e sua força estão envolvidos na tentativa de lidar com o que aconteceu com ela e, em algum momento, também entender o mundo. E ela trabalha com a física de partículas e está lidando com questões existenciais sobre como vivemos e por quê. E há também esses elementos misteriosos na série.

    Suponho que o que estou tentando dizer é que a coisa que achei mais convincente foi que, quando você pensa em física, e o pouco que eu sei sobre coletores de partículas e todas essas coisas que as pessoas supostamente estão fazendo é que eles estão lidando com a noção filosófica de tempo, sua existência ou sua inexistência. E você fala com essas pessoas e diz: ‘Você acredita que a viagem no tempo é possível?’ E eles dirão: ‘Sim’. E você diz: ‘Bem, você deve estar louco’. Esse é o material da ficção científica. E não é. É filosófica e teoricamente possível.

    E eu acho que o que o mais atraente em Tales From the Loop é que leva tempo como conceito central, mas não de uma forma divertida, tipo: ‘agora vamos brincar com isso de alguma maneira’. Na verdade coloca que o problema fundamental de ser humano e também a alegria fundamental de ser humano é o tempo. Porque se não fosse por tempo, as coisas permaneceriam como estão, para melhor ou para pior. Os relacionamentos não terminariam, você não cresceria, não morreria. Essas coisas que nos tornam humanos não aconteceriam, e que podem ser partes devastadoras e problemáticas, e também o motivo pelo qual encontramos beleza, histórias e todo o resto. E isso é obviamente uma coisa existencial imensa a ser enfrentada em uma série de TV, mas ele faz isso por meio dessas pequenas histórias humanas que assumem esse peso filosófico maior.”

    Rebecca Hall também esteve presente no Universo Cinematográfico Marvel, no filme Homem de Ferro 3.

    Tales From the Loop já está disponível no catálogo da Amazon Prime Video. Veja nossas primeiras impressões no vídeo abaixo:



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    CRÍTICA – Astra Lost In Space (2020, Devir)

    O Japão sempre rico no que se refere a mangás de ficção cientifica; gênero este que abre um leque de possibilidades para os mangakás criarem universos criativos e complexos ou outras vezes estão fadados aos clichês. Contudo, Astra Lost In Space traz uma trama intrigante, com personagens carismáticos e divertidos, com um vasto universo a ser explorado.

    Astra Lost In Space é um mangá shonen escrito e desenhado por Kenta Shinohara no gênero ficção cientifica, publicado originalmente 2016-2017 pela editora Shueisha, sendo concluído a publicação no Japão em cinco edições. Com isso a editora Devir traz para o Brasil a primeira edição contendo 200 páginas que compila os sete primeiros capítulos.

    A trama se passa 2063 d.C. em um futuro onde as viagens espaciais são comuns; aqui acompanhamos nove jovens – Katanata Hoshijima, Aries Spring, Zack Walker, Quitterie Raffaëlli, Funicia Raffaëlli, Luca Esposito, Ulgar Zweig, Yun-Hua Lu, Charce Lacroix e Paulina Levinskaya – que vão participar de um acampamento planetário para o planeta McPa, contundo o que esses jovens escoteiros não esperavam dessa excursão era que ao chegarem ao seu destino eles se deparassem com uma esfera que os transportasse a 5.012 anos luz do planeta McPa para além das profundezas assustadoras do espaço.

    Astra Lost In Space pode até ter uma trama batida, mas o mangá tem suas próprias qualidades, cada personagem tem sua própria identidade seja ele cômico, carismático ou determinados (típico de personagens da shonen).

    Cada planeta tem sua geologia e zoologia, toda espécie possuí sua caraterística peculiar (como por exemplo a Dragaruga que lembra a fusão de um dragão com a tartaruga).

    O traço de Shinohara é bem limpo e bonito, porém é bem dentro dos arquétipos de mangás como Bleach, One Piece e Evangelion por exemplo, contudo a narrativa do mangá é ágil, explica bem e com simplicidade o universo onde a trama se passa.

    Astra Lost In Space é uma ficção cientifica bem simples, mas que vai agradar quem já está acostumado ao gênero. Garanto que ao final dessa edição o leitor ficará ansioso para ler as próximas edições, mesmo que a trama no estilo Perdidos no Espaço seja clichê. 

    3,5 / 5

    Editora: Devir

    Arte e roteiro: Kenta Shinohara 

    Páginas: 200

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    CRÍTICA – Freud (1ª temporada, 2020, Marvin Kren)

    A plataforma de streaming Netflix lançou a sua primeira produção austríaco-alemã. A produção apresenta o jovem  Sigmund Freud (Robert Finster) que vive na cidade de Viena em 1886. Com isso, a trama retrata o período no qual as teorias do psiquiatra começaram a ganhar visibilidade no meio crítico dos doutores e suas teses, ao passo que enfrentava resistência dos intelectuais.

    O diretor Marvin Kren e seus co-roteiristas Stefan Brunner e Benjamin Hessler, reimaginam ele de uma forma similar a um investigador. Logo no primeiro episódio, dá para notar o quão difícil a série lida com a personalidade do personagem e tenta incrementa-lá.

    Durante a série, Freud sofre com uma tentativa para se tornar uma espécie de Sherlock Holmes, ao mesmo tempo que ele precisa se esforçar para que suas teorias sejam aceitas pela comunidade médica, em uma época idealista.

    No decorrer da história, o nosso protagonista se une à um policial, Alfred Kiss (Georg Friedrich) e uma médium chamada Fleur Salomé (Ella Rumpf) para resolver um crime. A investigação revela uma grande conspiração criminosa na cidade.

    A produção da Netflix mostra métodos que ele utilizava no qual podemos assim ter ideia justamente de tudo que ele pesquisou, sobretudo por conhecer profundamente a mente humana.

    Ella Rumpf (do cult francês Grave) por sinal é o grande destaque do elenco. A atriz surpreende por sua entrega à personagem que passeia entre o medo do que está vivendo e sua personificação como Táltos, uma espécie de entidade da mitologia húngara que a domina.

    O austríaco Robert Fisher, que faz o ainda inexperiente Dr. Sigmund Freud, já é mais apagado em sua atuação, mas encarna bem o médico determinado, e viciado – na vida real Freud realmente acreditava que a cocaína tinha efeitos terapêuticos, consumindo-a e indicando a pacientes –, convencendo numa suposta reconstituição de como ele poderia ter sido na juventude.

    A saúde mental é tratada na série de uma forma um tanto superficial, já que eles fazem a história se entrelaçar com um mistério de assassinato, com o trabalho do Freud com Fleur e o mundo dos sonhos e pesadelos que ele vive.

    A série começa com uma proposta interessante, que entrega boas reviravoltas, mas a real ação é tardia, e a trama acaba se tornando inadequada para todo o enredo central.

    A trama permite distinguir três tipos de ficções:

    • Aquelas que preservam fatos históricos acrescentando-lhes novos fatos “fictícios”;
    • As ficções que preservam fatos históricos, mas os interpretam de um modo “alternativo”;
    • As ficções que criam um universo ordenado de fatos e interpretações que preservam ou derrogam a “estrutura de ficção” referida a uma verdade.

    Vejamos como isso funciona em um exercício de aplicação da lógica bivalente aos oito primeiros episódios da primeira temporada da série.

    É inegável que as descobertas do pai da psicanálise para a humanidade são inestimáveis. Sua obra certamente poderia render uma ótima série biográfica, a exemplo da antologia Genius do History Channel, que já trouxe temporadas com personalidades como Einstein e Picasso.

    Na série da Netflix, a escolha foi por ir na contramão disso tudo. Resta a seus criadores torcerem para que ela não caia no escuridão do inconsciente. Talvez assim ainda possa ter sua vida prolongada.

    Assista ao trailer:

    A primeira temporada de Freud está disponível na Netflix. E você, já assistiu a série do pai da psicanálise? Deixe seus comentários e sua avaliação!



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    CRÍTICA – La Casa de Papel (Parte 4, 2020, Netflix)

    Com oito episódios, a parte 4 de La Casa de Papel enfim chegou nesta última sexta-feira, na Netflix. E se você está aqui para ler a crítica desta parte recém lançada vá em frente, mas se você ainda não é um fã da série, recomendo que leia a publicação abaixo – e assista a série, claro:

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | CRÍTICA – La Casa de Papel (1ª temporada, 2017, Netflix)

    O elenco de La Casa de Papel conta com Álvaro Morte (Professor), Úrsula Corberó (Tóquio), Itziar Ituño (Lisboa), Alba Flores (Nairóbi), Miguel Herrán (Rio), Jaime Lorente (Denver), Esther Acebo (Estocolmo) Darko Peric (Helsinque), Hovik Keuchkerian (Bogotá), Luka Peros (Marselha), Rodrigo de la Serna (Palermo), Pedro Alonso (Berlim), Paco Tous (Moscou) e Roberto García Ruiz (Oslo).

    Caso você seja fã da série, mas ainda não assistiu a parte 4, tenho três avisos:

    1. Leia La Casa de Papel: Resumão da parte 3;
    2. Este texto não será focado na parte técnica da série, é basicamente um texto de despedida de um ex-fã (isso que dá escrever logo após maratonar);
    3. Esta crítica contém spoilers.

    Na parte 3, a série havia deixado um pouco de lado as mirabolantes partes que compõem o assalto da Casa da Moeda da Espanha, para focar nas intrigas e em um novo elemento que ainda não tínhamos visto: uma “vilã” externa, na pele da – demoníaca – gestante Alicia Sierra (Najwa Nimri).

    Os planos imprevisíveis de Sergio Marquina, a.k.a. Professor, continuam sendo um dos grandes atrativos da produção, mas o carisma de todos os personagens envolvidos no golpe e, principalmente, a interação entre o Professor e sua equipe de “STAFF” (os outros envolvidos no assalto mas que estão do lado de fora do Casa da Moeda) marcam o ponto positivo dessa mais recente parte.

    Por outro lado, é a coragem da Netflix em lidar com os destinos de alguns personagens que é o pontos forte da nova temporada de La Casa de Papel.

    Entre o “golpe de Estado” de Tóquio, o egocentrismo de Palermo, a exposição do coronel Pietro (Juan Frenández), da inspetora Alicia e da polícia, temos agora um vilão interno: Gandía (José Manuel Poga), o chefe de segurança da Casa da Moeda da Espanha que é praticamente um Rambo.

    April 3rd, 2020 at 15:00 "Gandia" Twitter Buzz - Pelog

    Sabemos que a série é de assalto e o produtor Álex Pina teve sucesso ao tornar assaltantes em personagens carismáticos e queridos pelo público. É quase como torcer para os vilões.

    A personagem Nairóbi, vivida por Alba Flores, por exemplo, teve um crescimento exponencial e conquistou uma base de fãs enorme. Na temporada anterior (partes 1 e 2) ela era de longe a mais importante do grupo e seu final na parte 3 deixou todos os fãs com o coração nas mãos ao ser baleada gravemente pela polícia.

    La Casa de Papel – Parte 4 não era mais sobre um golpe na Casa da Moeda da Espanha; para os fãs, seria se Nairóbi iria viver ou não.

    Pina e a Netflix parecem ter seguido orientações de George R.R. Martin ou se inspirado em Game of Thrones! Selecione o texto abaixo para ler o spoiler:

    Após ser alvejada pela polícia, Nairóbi é operada pelos companheiros de forma extremante arriscada – toda a sequência da cena é dramática -, mas a matriarca dessa família disfuncional sobrevive e segue em recuperação… até ser asfixiada por um Gandía recém liberto.

    Depois de – mais uma vez – quase ser morta, a personagem é feita refém pelo chefe de segurança da Casa da Moeda, que encontra-se encurralado. Debilitada, a personagem é presa contra a porta do banheiro para servir de escudo humano contra seus companheiros e tem a mão esquerda baleda como forma de aviso.

    Com as negociações e orientação do Professor, os assaltantes deixam Gandía sair com Nairóbi em troca de liberdade, mas antes da fuga, a assaltante, agora refém, é friamente executada com um tiro na testa.

    A cena é triste e é como um soco no estômago dos fãs. Provavelmente partiu o coração de muitos e pra mim foi como a decaptação de Ned Stark em Game of Thrones ou a morte de Ragnar em Vikings.

    Os dois últimos episódios são focados na Operação Paris, que gira em torno do resgate da ex-inspetora de polícia Raquel Murillo, agora conhecida como Lisboa e companheira do Professor.

    A série continua a prender a atenção e a surpreender com as habilidades de planejamento dos assaltantes, mas depois dos últimos eventos arrisco em dizer que La Casa de Papel nunca mais será a mesma.

    Assista ao trailer:

    Agora teremos que esperar a Netflix confirmar a parte 5 para saber se teremos nela a conclusão da segunda temporada (partes 3, 4 e 5 – até o momento).

    E você, já maratonou? O que achou da parte 4 de La Casa de Papel? Deixe seus comentários e sua avaliação!



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