Solitário é uma graphic novel escrita e desenhada pelo quadrinista francês Christophe Chabouté e foi publicada na Em 2017 e em julho de 2019 foi publicada no Brasil pela editora Pipoca e Nanquim (Em minha opinião é uma das melhores editoras do mercado brasileiro de quadrinhos atualmente) e é considerado sua obra prima.
Chabouté, narra com maestria sua história usando poucas palavras, mas com um traço magnifico em preto e branco (Os traço tem uma certa semelhança com os de Will Eisner). A obra conta a solidão de um homem que vive em um farol sem contato com humanidade e vive apenas de suprimentos entregue por dois marinheiros que tem a obrigação de cumprirem com essa demanda. O personagem vive em uma rotina de leitura, no qual lhe desperta a curiosidade de como seria o mundo fora do farol.
A sensibilidade que tem essa história vai te prender da primeira página ao final, sendo bastante cativante e sem cair no clichê; que sem dúvidas é a “cereja do bolo”. O ambiente e o tema da história lembram bastante os filmes O Farol dirigido Robert Eggers de 2019 e O Homem Elefante dirigido por David Lynch em 1980. Os filmes relatam bem a que ponto leva o homem que vive na solidão, loucura e a falta de aceitação social diante das diferenças.
Enfim, a graphic novel nos faz refletir em pessoas que possuem algum tipo de limitação, devido à falta de apoio e aceitação da sociedade. Solitário, é uma excelente HQ que vale apena ser conferida por qualquer fã de quadrinho.
E você, já leu essa obra de arte de Christophe Chabouté? Se sim; deixe sua avaliação e comentários. Se ainda não; o que está esperando?
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Helena Rosa Bertinelli, a Caçadora, foi criada por Joey Cavalieri e Joe Staton, teve sua primeira aparição na HQ Huntress #01 (abril de 1989), da DC Comics.
Antes de o nome Caçadora ser usado por Helena Bertinelli, o codinome havia sido usado por outras três pessoas: Paula Brooks, Helena Wayne e Helena Kyle, porém hoje vamos conhecer sobre a que foi membro dos Renegados, Aves de Rapina e Liga da Justiça.
ORIGEM
Maria Bertinelli, a esposa de Franco Bertinelli — chefe de uma das famílias mafiosas mais perigosas de Gotham— era vítima de frequentes sessões de agressão por parte de seu marido, apesar dele ser cuidadoso o suficiente para nunca bater em seu rosto. Maria começou um romance com um homem chamado Santo Cassamento e eventualmente engravidou dele. Sabendo que a criança que Maria carregava em seu ventre não era dele, Franco continuou batendo em sua mulher por toda sua gravidez. Quando Maria deu a luz a criança, ela escolheu o nome Helena Rosa Bertinelli. Durante seus oito primeiros anos de vida, ela viveu sob o mesmo teto que um mafioso, mas nunca soube das atividades criminosas que aconteciam lá.
Aos 8 anos de idade Helena viu sua família ser assassinada por Omerta, a mando de Mandragora. Após esse tumulto ela foi enviada para viver com os primos na Sicília, Os Asaros, uma família de assassinos.
O responsável por ter lhe ensinar a usar armas e por treiná-la, foi o seu primo Sal. Um tempo depois seu primo e tio foram presos e após esse acontecimento Helena foi mandada para Suíça onde prometeu acabar com as guerras, incluindo a máfia, lá ela planejou seu retorno, assim como sua vingança.
Aos 16 anos teve seu primeiro encontro com Batman em Gotham, Helena tinha ido para o aniversário do seu tio materno que também era da máfia. Logo após, retornou para sua casa na Sicília (que estava abandonada há alguns anos, desde que seu tio e primo foram presos), e então pegou uma besta e diversos itens para sua cruzada pessoal. Enquanto estudava em Palermo, Helena aprendeu tudo sobre a máfia e construiu seu próprio traje e diversas das suas armas. Para a personagem sua devoção podia ser comparada à de uma freira. Quando ela retornou a Gotham, ela assumiu a persona da Caçadora.
Helena foi ameaçada pelo próprio pai (o verdadeiro), ele ameaçou revelar para a máfia a identidade secreta da sua própria filha, caso ela não trabalhasse pra ele.
EQUIPES
Helena teve um relacionamento com Dick Grayson, mas ao final de uma missão contra a máfia, confessou que o seduziu apenas para entrar no “Bat-Clube”. Porém Batman não a aceitou, porque seus métodos eram muito previsíveis e violentos. Os dois continuaram amigos e Helena até participou do grupo Renegados que era liderado pelo próprio Dick.
Bárbara Gordon foi a responsável por colocar Helena nas Aves de Rapina, a sua missão era socorrer Dinah Lance, a Canário Negro, que havia sido sequestrada pelo vilão Savage.
Juntando-se ao grupo, combateu o crime ao lado de Canário Negro, Oráculo e uma nova integrante Zinda Blake, a Lady Falcão Negro. Mas Helena descobriu que Bárbara só a colocou no grupo porque queria mantê-la longe de encrencas, que a tal causava com facilidade quando trabalhava sozinha.
A fim de coibir as atitudes e instintos violentos de Helena, Batman a nomeou para uma posição na Liga da Justiça. Entretanto, o próprio Batman revogou seu título de membro quando ela quase matou Prometheus. Após uma série de assassinatos, ela se tornou a principal suspeita e passou a ser procurada pelo Batman e Asa Noturna.
Curiosidade: A personagem também já foi Batgirl. Após muito insistir, Batman a deixar usar o manto de Batgirl, mas sob uma condição: se ela falhasse como Batgirl teria que desistir do manto. Mais tarde, quando não foi capaz de impedir Duas-Caras e sua gangue sozinha, Batman a responsabiliza e a faz desistir de ser Batgirl.
RELACIONAMENTOS
Como já citado, Helena já teve um relacionamento com Dick Grayson, apesar de suas segundas intenções. Mas quando a Caçadora “se tornou a caça” e teve o Batman e Asa Noturna em seu encalço, ela sofreu um acidente e caiu na baía de Gotham, onde o Questão a resgatou.
Ela foi levada para o Canadá e treinada pelo mestre do Questão. Durante esse período eles iniciaram uma relação. Porém Helena descobriu que seu verdadeiro pai, Santo Cassamento, era o responsável pela morte de sua família. E com a ajuda de seu tio Tomaso. Santo foi atraído para as docas de Gotham e foi morto pelos homens de Tomaso. O Questão não aprovou a atitude de Helena, e perguntou quando a matança acabaria. Ele então partiu, terminando sua relação com Helena.
HABILIDADES
Helena tem uma enorme habilidade com armas, especialmente com a besta, é muito boa em artes marciais e uma lutadora de alto nível. Já mostrou grande habilidade de espionagem e também aviação.
OUTRAS MÍDIAS
Jessica De Gouw (esquerda) e Mary Elizabeth Winstead (direita).
Nas telinhas apareceu na série Arrow e foi interpretada pela atriz Jessica De Gouw, a personagem também deu as caras na animação Liga da Justiça: Sem Limites e no dia 6 de Fevereiro a personagem terá sua estreia nos cinemas vai ser interpretada por Mary Elizabeth Winstead no filme Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa que contará também com Margot Robbie (Arlequina), Jurnee Smollett (Canário Negro), Ella Jay Basco (Cassandra Cain) e Rosie Perez (Renée Montoya) no elenco principal.
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A DC Comics lançou um novo trailer de Lanterna Verde: Legado (Green Lantern: Legacy), a nova graphic novel do selo YA (Young Adult) que explorará a história de um jovem Lanterna Verde tentando fazer o seu caminho depois de herdar o anel de poder de sua avó.
Você pode conferir o trailer completo de Lanterna Verde: Legado, abaixo!
Veja a sinopse divulgada pela DC Comics:
“Tai Pham, de 13 anos, mora em um apartamento acima da loja da avó, onde seu quarto está repleto de cadernos e revistas em quadrinhos. Mas nem mesmo seus desenhos mais imaginativos se comparam à aventura colorida que ele está prestes a embarcar.
Quando Tai herda o anel de jade de sua avó, ele logo descobre que é mais do que parece. De repente, ele está sendo introduzido em um grupo de policiais espaciais conhecido como Lanternas Verdes, seu bairro está sendo invadido por alguns agressores racistas, e toda vez que ele pega papel e caneta, ele é forçado a confrontar que ele pode não ser criativo o suficiente ou forte o suficiente para defender o legado de seu avô. Agora, Tai precisa decidir que tipo de herói ele quer ser: ele aprenderá a voar acima de suas inseguranças ou o passado continuará castigando-o? “
A DC tem promovido toda uma iniciativa do material YA, que a editora anunciou pela primeira vez no ano passado. Com planos de expandir seu programa Books for Young Readers com uma nova e extensa lista de graphic novel voltada para jovens adultos e pequenos leitores. Os novos títulos revelados hoje estão programados para estrear de 2020 a 2021 e apresentam histórias estreladas por Batman, Superman, Mulher-Maravilha, e muitos dos personagens mais icônicos da DC Comics, escritos e ilustrados por alguns dos maiores nomes dos quadrinhos.
Como histórias independentes, o YA da DC Comics e não faz parte da continuidade dos quadrinhos da DC e são completamente acessíveis a novos fãs. Os títulos YA apresentam histórias instigantes para leitores de 13 anos ou mais e se concentram nas aspirações, lutas e triunfos do dia a dia. Já as graphics novel para jovens leitores são voltados para crianças de 8 a 12 anos e contam histórias focadas em amigos, família e crescimento.
Lanterna Verde: Legado é escrito por Minh Le e ilustrado por Andie Tong e chegará às lojas em 21 de Janeiro.
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Os fãs ficaram impressionados com a série Watchmen, da HBO, que conseguiu abordar temas político-sociais oportunos e transformá-los perfeitamente no mundo da saga inovadora dos quadrinhos de Alan Moore e Dave Gibbons.
Depois de ver que continuar a história de Watchmen não era apenas possível, mas também enriquecedor e divertido, os fãs esperavam ver a segunda temporada de Watchmen acontecer. Porém, Casey Bloys, executivo da HBO, indicou que a segunda temporada de Watchmen dependia inteiramente do showrunnerDamon Lindelof (Game of Thrones), que poderia continuar a história se quisesse. Infelizmente, no entanto, parece que Lindelof não tem interesse em fazer uma segunda temporada neste momento.
O USA Today entrou em contato com Damon Lindelof para falar sobre a 2ª temporada de Watchmen, depois do comentário de Casey Bloys sobre a série depender de sua decisão. Eis o que Lindelof teria a dizer:
“Eu contei a história que quer contar e não tenho interesse em uma segunda temporada; embora tenha dado minha bênção à HBO, caso queira buscar uma nova temporada com outro escritor-produtor.”
Casey Bloys relatou que é improvável que Watchmen prossiga sem Lindelof, pois é difícil imaginar sem tê-lo envolvido de alguma forma.
Para ser justo, a perspectiva de Damon Lindelof fazer a segunda temporada de Watchmen foi longa – algo que Bloys deixou claro para os fãs logo após o término da primeira temporada:
“Se ele tem uma ideia da qual está empolgado, então eu estou empolgado; se ele quer fazer outra coisa, então é isso que eu quero fazer… A única coisa que Damon deixou claro é que ele não vê um continuação desta história.”
Havia esperança de que, se Damon Lindelof continuasse com o universo Watchmen de uma maneira diferente – ou seja, através de um formato de antologia que começaria uma história totalmente nova na segunda temporada -, ele pudesse ser atraído de volta. Essa esperança não está necessariamente morta, agora que não podemos contar com Lindelof e enquanto Bloys é leal à sua visão (ou não visão), agora, se a HBO quiser continuar expandindo o universo de Watchmen , então um novo showrunner terá que assumir essa responsabilidade.
É claro que uma nova antologia e um novo showrunner não irão aplacar os fãs que ficaram imaginando e especulando após a season finale da primeira temporada de Watchmen. O final com Angela Abar (Regina King) tendo a possibilidade dela obter poderes divinos do Dr. Manhattan ao melhor estilo A Origem em sua versão “será que ela vai afundar ou andar sobre a água?” só deixou os fãs ainda mais desesperados por uma continuação.
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A Netflix mantém o pé pressionado firmemente no acelerador na corrida de streaming de vídeo.
A gigante investirá este ano cerca de 17,3 bilhões de dólares em conteúdo, conforme uma nova previsão da empresa BMO Capital Markets, de Wall Street. Isso representa um aumento de cerca de US $ 15,3 bilhões em relação a 2019. E não é esperado que a companhia diminua tão cedo: seus gastos com conteúdo chegarão a US $ 26 bilhões até 2028, segundo o relatório da BMO. Numa base amortizada de gastos com lucros e perdas, os gastos com conteúdo serão de cerca de US $ 11,1 bilhões em 2020, prevê a empresa de análise.
A previsão é antecipar o relatório de ganhos programados para o quarto trimestre de 2019 da Netflix na terça-feira, 21 de Janeiro, após o fechamento do mercado. Os investidores poderão dizer de fato como o Disney+ e Apple TV+, entre outros participantes de uma nova onda de novos rivais de assinaturas de video on demand, afetaram o crescimento de assinantes da pioneira do streaming no final do ano passado.
O analista Dan Salmon, da BMO, comentou:
“Continuamos acreditando que a narrativa das ‘guerras de streaming’ é falsa e haverá vários vencedores no streaming global.”
Para o quarto trimestre, a Netflix deve apresentar “um trimestre sólido”, escreveu John Blackledge, analista da Cowen & Co., em nota divulgada na quinta-feira. No período de final de ano, a companhia estreou um recorde de 802 horas de programação original (um aumento de 3% em relação ao ano anterior), incluindo os candidatos ao Oscar: O Irlandês e História de Um Casamento.
O efeito do Disney+ na rotatividade de assinantes da Netflix nos EUA “será gerenciável” em relação às orientações anteriores, acrescentou Blackledge:
“Continuamos acreditando que a Netflix atingirá ou excederá o seu guia de adição líquida paga nos EUA.”
John Blackledge também apontou para pesquisa realizada nos EUA em Dezembro de 2019. Contratar a Netflix continua a ser a melhor escolha quando os consumidores foram questionados sobre qual plataforma eles mais usam para exibir conteúdo nas TVs: a Netflix liderou com 25% do total de entrevistados, seguida por TV a cabo básico (18%), transmissão (17%) e YouTube ( 13%).
A maior parte do orçamento de conteúdo da Netflix para 2020 e além estará em originais, de acordo com a BMO Capital Markets. Os projetos anunciados recentemente incluem o pacto plurianual da Netflix com a Nickelodeon para originais animados; um contrato plurianual de cinema e TV com a dupla de showrunners de Game of Thrones, David Benioff e Dan Weiss; e um contrato de três anos com o estúdio Dragon Dragon, do conglomerado sul-coreano CJ ENM, para originais e títulos licenciados, além de um contrato com o produtor coreano JTBC Content Hub. O objetivo dos acordos de conteúdo da Coréia é de ser “um trampolim para conquistar assinaturas em um dos mercados mais ricos da região Ásia-Pacífico”.
Por contexto, os gastos gerais de conteúdo da Netflix são significativamente maiores do que os grandes conglomerados de mídia disseram a Wall Street que vão investir em suas próprias iniciativas de streaming. No ano fiscal de 2020, a Disney disse que gastará US $ 1 bilhão em programação original para o Disney+ e terá quase US $ 1 bilhão em despesas operacionais. De acordo com a AT&T, a WarnerMedia investirá até US $ 2 bilhões na HBO Max em 2020 , enquanto a Comcast/NBCUniversal destinou cerca de US $ 2 bilhões para a Peacock nos primeiros dois anos do serviço.
Para ajudar a financiar esse orçamento de conteúdo, a Netflix tem cerca de US $ 14,6 bilhões em dívida de longo prazo, depois de emitir cerca de US $ 2,2 bilhões em títulos no ano passado. A empresa também tinha US $ 19,1 bilhões em obrigações de gastos com conteúdo em 30 de Setembro de 2019, incluindo US $ 10,8 bilhões não refletidos em seus balanços.
Para você assistir sem se preocupar com interrupções, sugerimos um bom plano de internet. Entre em contato com o telefone da Vivo e confira os planos disponíveis.
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“Um país sem passado, é um país feliz!” Esse é um dos lemas de uma sociedade disposta a tudo e qualquer coisa a fim de garantir o controle total das mentes de seu povo, que parece ter sido retirado diretamente de um dos livros de George Orwell. We Happy Few parece ter bebido imensamente da fonte do material produzido por Orwell em que o “Grande Irmão” têm a necessidade de sempre estar no controle de tudo, de sempre estar ciente de tudo.
We Happy Few é um dos maiores sucessos de financiamentos coletivos já feitos. Tendo sido lançado apenas pelo empenho daqueles que acreditaram na equipe da Compulsion Games por meio do Kickstarter, estúdio que mais tarde, foi adquirido pela Microsoft.
Como me tornei um “deprê”
Na Inglaterra retrofuturista em que uma Alemanha nazista obteve o êxito em sua invasão à ilha, é desenvolvida tecnologias a fim de garantir assim o controle da população dos habitantes da fictícia cidade de Wellington Wells. A história se desenrola quando o personagem que controlamos, Arthur Hastings se torna um “downer“, ou um “deprê”.
Suas memórias de um passado suplicante, o faz perceber que há algo de errado. Ao resolve buscar respostas por conta própria ao ir contra tudo que aquela sociedade prega, Arthur para de tomar Alegria e seus amigos de trabalho instantaneamente viram seus inimigos.
Ao nos apresentar um mundo completamente diferente se sob o efeito da pílula de Alegria, We Happy Few nos apresenta uma analogia à atual cultura de medicamentos para tudo, inclusive se seu problema é ir contra o efeito de manada.
O problema é quando o mundo deixa de ser colorido
Por mais que seu primeiro impulso seja não usar a Alegria, We Happy Few te obrigada a fazer uso do entorpecente a fim de ter acesso a certos lugares. Em um passado retrofuturista, somos apresentados às diversas tecnologias inexistentes durante os anos 60.
Como citei acima, a obra de Orwell é mais uma vez transferida quase que inteiramente para o game. Ao nos apresentar sistemas de vigilância complexos, com câmeras, scanners e afins, as tecnologias são usadas como forma de contingência para que os “deprês” e pessoas cientes de seu passado, não possam entrar nos grandes centros urbanos.
Os habitantes dos grandes centros urbanos vivem em um eterno transe causado pela Alegria, que os fazem ver um mundo perfeito, ainda que a sociedade seja sombria e deplorável.
O fato da Alegria ser usada ou não durante o game faz toda a diferença, mudando quase que completamente a forma como vemos o mundo.
Jogabilidade
Com a jogabilidade e a física um pouco diferente dos jogos de mundo aberto a que estamos acostumados, We Happy Few coloca peso nas ações dos personagens ao nos fazer sentir as consequências de nossos atos. Consequências que beiram o linchamento público ou até mesmo envenenamento causado por um alto consumo de alimentos deteriorados, já que somos responsáveis por encontrar elementos que permitam nossa sobrevivência.
Status como cansaço, fome, sede, influenciam diretamente a sua jogabilidade e progressão, tornando cada vez mais difícil, beirando o impossível chegar ao fim das missões sem um “Bálsamo de Cura”, ou até mesmo uma maçã.
Sendo algo que beira um RPG de mundo aberto, é possível escolher o modo de aproximação e abordagens diante das maiores adversidades. Seja por uma infiltração discreta, ou chutando a porta da frente, saiba que será necessário estar preparado para isso.
Veredito
Por contar com uma história envolvente e gráficos que nos saltam aos olhos, We Happy Few nos pega pelas mãos ao nos colocar como um personagem explorador, se utilizando de diversos mcGuffins a fim de prolongar a história e nos contar um pouco mais sobre o mundo que enfrenta uma onda de vício em Alegria. Com a progressão, vemos de forma concisa a história e evolução de Arthur como pessoa e personagem, enquanto ele descobre mais e enfrenta as lembranças dolorosas de seu passado.
We Happy Few ganhou duas grandes expansões após seu lançamento, que engrandecem ainda mais seu mundo, ao no colocar na pele de novos personagens – todos “deprês”.
O game inova em sua história, mas não inova muito no que se refere à jogabilidade e sistemas de progressão, se baseando em games de grande sucesso como os da franquia Bioshock, Dishonored, Dead Space, Prey e até mesmo Crysis.
Por outro lado, o game nos faz sentir o máximo de empatia com os personagens aos quais somos apresentados, desde mesmo os mais loucos, até os que simplesmente perderam tudo quando a sociedade como a conhecíamos caiu com a chegada dos nazistas.
Como um incrível passatempo que te faz passar horas em frente ao PC ou aos consoles, We Happy Few merece ser jogado por sua história. Se você jogou alguns desses RPGs supracitados, vá tranquilo, a jogabilidade não muda muito e “deixa eu te colocar pra cima!”.
Confira o trailer do game abaixo:
We Happy Few foi lançado em 10 de Agosto de 2018 para PlayStation 4, Xbox One e PC. O game ganhou duas expansões pouco tempo depois, conforme metas no KickStarter foram sendo alcançadas. Você já teve a chance de jogar? Conta pra gente abaixo o que achou do game e dê a sua nota!
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