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    Brasil Game Show 2019: Cobertura do primeiro dia

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    E começamos a Brasil Game Show 2019! Não vou mentir, o evento – já no primeiro dia – mostrou que promete ser gigante e irá trazer novidades incríveis. Afinal, entrar dando de cara com a música do Peão do Baú no estande do SBT é uma promessa de coisas incríveis.

    A primeira coisa que fiz foi conhecer todos os estandes (aproveitando que esse primeiro dia é mais vazio), e realmente todos que se comprometeram a ir levaram sua palavra a sério. Todos os expositores tem uma atividade para o público; até touro mecânico tem!

    Os estandes como Razer, Asus e Acer estão com os últimos lançamentos em linha gamer, dando ao público a oportunidade de testar e comprar os produtos. Outros como Gillette, Old Spice e Cup Noodles entraram na vibe jogadora e não se limitaram apenas aos seus produtos; criaram atividades como a parede de escalada no estande da Gillette.

    Mas e os queridinhos do público? Como estão? Pois bem, aos que gostariam de saber como a Nintendo faria seu estande, eu lhes informo: totalmente divertido. O pessoal colocou muitos consoles disponíveis dividindo os melhores jogos em pequenos setores para o público poder aproveitar todos. Tem Super Smash Bros Ultimate, The Legend of Zelda: Link’s Awakening, Super Mario Maker 2, Super Mario Party, Mario Kart 8 Deluxe, Luigi’s Mansion 3 (lançamento em 31 de Outubro), Super Mario Bros. U Deluxe e tem um espacinho destinado a divulgar Pokémon Sword e Pokémon Shield, que será lançado em 15 de Novembro. Além de dois pôsters fofinhos do Mario Maker 2, e do Link’s Awakening.

    A WB Games não ficou para trás, trouxe muitos monitores para o público aproveitar os jogos a vontade, entre eles Project Resistance, Monster Hunter World: Iceborne, Plants vs. Zombies: Batalha por Neighborville, Mortal Kombat 11, FIFA 20, além de um espaço destinado a Harry Potter: Wizards Unite e – pasmem – uma Annabelle muito fofa (dependendo do que você considera fofo, né? Eu considero) em uma caixa de vidro sendo exposta para fotos!

    Indo para nossa queridinha Sony, o estande da PlayStation está com um espaço físico enorme. Há palco, loja própria (como a maioria das empresas) e, claro, jogos e mais jogos disponíveis para o público aproveitar o momento, incluindo Iron Man VR. Alguns se repetem entre os estandes, claro, mas destaca-se na PlayStation os jogos Call of Duty: Modern Warfare, Ready Set Heroes, Uncharted e Predator.

    O estande da Xbox também estava fazendo barulho com Just Dance 2020 (gente, tem até Bad Guy. Como se dança isso? Preciso ir lá conferir isso direito), e trouxe jogos como FIFA 20, Wolfenstein 2, Metro Exodus, Project Resistance, Ori and the Will of the Wisps, Borderlands 3, Ghost Recon Breakpoint e Gears 5.

    No BGS Meet & Greet, nós não só tirei fotos com nossos ícones preferidos, não. A Intel está promovendo também uma área em VR, e ainda dá brindes para o público. E, te amo, Intel, mas é difícil dar um brinde melhor do que meus autógrafos de Shota Nakama – criador da Video Game Orchestra -, Yoshinori Ono – produtor de Street Fighter – e Al Lowe que consegui no seu espaço.

    Falando em Al Lowe, estive na BGS Talks em parceria com o YouTube Gaming participando da entrevista com o programador de Leisure Suit Larry. Esse homem é uma graça, continua com um humor muito único e, mesmo me dizendo que está velho demais pra voltar pros jogos e que prefere continuar aproveitando a aposentadoria com a esposa, eu sugiro entrarem em seu site http://allowe.com para darem boas risadas. Isso, segundo ele, é um hobby que ele não quer se desfazer.

    O YouTube Gaming não é apenas BGS Talks, não! Tem um circuito muito bacana para se divertir. E quando já estiver cansado e suado por brincar lá, você pode sentar na Arena e curtir o BGS Esports, onde inclusive as meninas deram um show com CS:GO.

    Outro estande importante e extremamente em alta é o da Epic Games, que valoriza o poderoso Fortnite, disponibilizando máquinas para o público curtir na hora e, assim como o estande da Old Spice, tem um touro mecânico (lhama, na verdade) divertidíssimo.

    Eu me senti nas nuvens, inclusive, porque eu ia entrar e um staff me disse “Ah, a fila de cosplayers não é essa“, e eu fiquei “Mas, moço, sou imprensa.” E ele ter me confundido com aqueles cosplayers maravilhosos foi um baita elogio. Figurinos e performances impecáveis, dentro e fora do concurso. Pra mim, a melhor parte desses eventos é ver a Ravena, o Homem Aranha e a Katarina de League of Legends sentados numa mesa dividindo um Cup Noodles. Certas cenas são impagáveis. Mas de verdade, meus parabéns a todos que se comprometem com essa arte linda e seguem fazendo cosplay.

    Chega a ser até inspirador, pois com tantos jogos expostos, arcades, pinballs, jogos antigos no estande da SAGA, presença de convidados dos anos 80… Me fez pensar sobre a história do universo geek, e que as coisas nem sempre foram muito bem aceitas. Como qualquer arte, os jogos enfrentaram barreiras, relutâncias, censuras, obstáculos, e enfrentam até hoje. Mas um evento como a BGS 2019 em 1970 não seria nem de perto igual. Há muita aceitação, respeito, os cosplayers andam com força, não com vergonha, não há mais risadinhas toda vez que alguém montado passa. Hoje eu vi de garotos quietinhos de blusão preto até drag queens com salto 10 (inclusive, amadas, haja panturrilha; amei), tudo com muita harmonia. Pessoas sozinhas, famílias, executivos, caravanas, todos aproveitando como merecem. De Charles Martinet a Samira Close, todas as idades, todas as vozes, todas as pessoas tem seu espaço.

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    Avenida Indie

    Banco do Brasil patrocina um espaço com desenvolvedores de jogos independentes. Há o concurso BB Consórcios Melhor Jogo Independente, onde poderemos votar das 13h do dia 9 até às 18h do dia 13 nas empresas.

    BGS Jam

    Dez equipes selecionadas. Cada uma com 3 participantes, trabalhando 48 horas seguidas das 15h do dia 9 de outubro até às 15h do dia 11 de Outubro para desenvolver um novo projeto de game. Tudo que for criado ficará à disposição do público que poderá experimentar e eleger seu preferido.

    Todos os projetos finalizados serão submetidos à experimentação do público para votação popular no espaço da BGS Jam, durante parte do dia 11 e nos dias 12 e 13 de outubro de 2019. E como diz o slogan da BGS: Aqui se joga!

    Titãs: DC repete enquete histórica sobre Jason Todd

    A DC Universe, serviço de streaming da DC/Warner, resolveu repetir uma ação feita originalmente há 30 anos sobre destino do personagem Jason Todd na atual série Titãs.

    Essa matéria contém spoiler sobre o destino de Todd em Titãs.

    De acordo com o cbr.com, o DC Universe está organizando uma pesquisa para determinar se Jason Todd (Robin) viverá ou morrerá no seriado.

    A enquete, disponível apenas nos Estados Unidos, apresenta duas opções: “Jason vive” e “Jason morre”. Os fãs podem votar uma vez por dia no que eles gostariam que acontecesse com Todd. Até o momento, mais de 12.000 votos foram lançados e “Jason Morre” está à frente por uma porcentagem pequena de votos.

    Criado por Gerry Conway e Don Newton, Jason Todd apareceu pela primeira vez na HQ Batman #357 de 1983, tornando-se o segundo Robin. Em 1988, uma enquete para decidir o destino de Todd em Uma Morte na Família foi lançada, resultando em sua morte nas mãos do Coringa. Ele permaneceu morto por muitos anos, embora tenha sido ressuscitado como o Capuz Vermelho em 2005.

    A primeira temporada de Titãs está disponível no serviço de streaming da Netflix. Entretanto, ainda não há informações oficiais do lançamento da segunda temporada no Brasil. Rumores apontam para uma estreia entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020.

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    Homem-Aranha: atração da Disney terá tecnologia imersiva

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    A Disney não brinca em serviço quando o assunto é atrações de seus parques. A nova experiência do Homem-Aranha contará com uma tecnologia totalmente imersiva que permite que você jogue teias de aranha do seu próprio pulso! O “vai teia” do Tobey Maguire nunca foi tão real.

    De acordo com o site Marvel.com, no painel da Marvel na Comic Con de Nova York, alguns executivos da Imagineering revelaram que isso dará aos visitantes do parque a sensação de utilizar a teia para combater potenciais inimigos durante a atividade.

    Homem-Aranha: atração da Disney terá tecnologia imersiva

    Scott Drake, executivo criativo da Walt Disney Imagineering, explicou o que podemos esperar do novo passeio:

    “Quando a brincadeira de Peter Parker acontece, onde os robôs-aranha são lançados em todo o campus [Vingadores], ele precisa de toda a nossa ajuda. É aí que entramos em cena! Os visitantes entram nesses veículos e seguem uma aventura louca por todas as partes diferentes do campus, limpando e atirando teias ao lado do Homem-Aranha. Os convidados da atração poderão atirar suas próprias redes [de teia] de seus pulsos por meio de uma tecnologia imersiva.”

    Exatamente o que essa tecnologia é ou como funciona permanece incerta. Anteriormente, haviam rumores de que o novo passeio poderia incluir web-shooters montados individualmente para atirar em alvos digitais à medida que o passeio avança, semelhante a atração de Toy Story, mas, aparentemente, a ideia da Disney para a atração do Teioso é completamente diferente.

    De acordo com o site SlashFilms, a Disney está procurando criar uma experiência interconectada entre essas atrações da Marvel em seus parques temáticos, semelhante à maneira como eles estabeleceram um universo cinematográfico conectado.

    Aproveite e ouça o Martelada especial Disney:

    https://feededigno.com.br/podcasts/martelada-13-disney-animacoes-filmes-live-actions-e-parques/

    CRÍTICA – Projeto Gemini (2019, Ang Lee)

    Se um Will Smith já garante 100% de protagonismo em qualquer produção – mesmo que ele seja coadjuvante – imagine Will Smith em dobro! O novo filme do diretor Ang Lee (O Segredo de Brokeback Mountain, As Aventuras de Pi) chamado Projeto Gemini e estrelado pelo eterno Maluco no Pedaço é um filme de ação com uma pitada de ficção científica.

    Projeto Gemini conta a história de Henry (Will Smith), um assassino profissional que, chegando aos seus 51 anos, resolve se aposentar do ofício e abandonar suas atividades junto ao governo dos Estados Unidos. O que Henry não esperava é que sua aposentadoria seria vista como uma ameaça para o governo, o tornando o novo alvo de caça do serviço secreto.

    Com a ajuda de Danny (Mary Elizabeth Winstead) e seu amigo Baron (Benedict Wong), Henry resolve investigar os motivos que levaram o governo americano a ficar contra ele. Durante a missão, o grupo se depara com um soldado extremamente forte e habilidoso: Júnior, um clone de Henry criado por seu arqui-inimigo Clay Verris (Clive Owen).

    O desenrolar da trama envolve traição, suspense e um vilão típico de sessão da tarde. Com o roteiro pouquíssimo inspirado de David Benioff, Billy Ray e Darren Lemke, resta a Ang Lee impressionar com seus efeitos especiais e cenas de ação coreografadas (tem até um soco de moto que deixaria o Rogeirinho do Ingá muito feliz).



    O longa foi filmado em 120 fps, com câmeras 4k/3D, em uma tecnologia que quase nenhum cinema dos Estados Unidos (e nem aqui no Brasil) possui. A produção teve que ser adaptada para distribuição em 60 fps, máximo de quadros por segundo que a maioria das estruturas de cinemas atuais comportam.

    Toda essa tecnologia garante imagens incríveis na telona, principalmente quando vemos o rosto de Will Smith atual e rejuvenescido. Entretanto, da metade do filme até sua conclusão, os efeitos já não parecem tão bons quanto no início. Na última cena do filme, especificamente, é quase como se estivéssemos assistindo a um gráfico de videogame.

    Will Smith não entrega uma atuação emocionante e digna de aplausos há muito tempo. É uma pena, pois se trata de um ator versátil que consegue fazer boas cenas de drama e de comédia – e que possui uma base sólida de fãs -, mas que insiste em aceitar filmes com roteiros medianos. Mary Elizabeth Winstead faz o que pode com o que tem em mãos e Clive Owen até tenta passar alguma verdade em sua atuação (infelizmente sem sucesso).

    Projeto Gemini é um daqueles blockbusters com explosões e perseguições a todo momento, sem espaço para grandes explicações de sua trama. As coisas são como ela são e resta a quem está assistindo aceitar e (tentar) aproveitar o desenrolar de sua história.

    2,0 / 5,0

    Assista o trailer legendado abaixo:

    Projeto Gemini chega aos cinemas nesta quinta-feira (10). Lembre-se de após sua ida ao cinema, retornar aqui para deixar suas impressões e sua avaliação.


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    CRÍTICA – O Pintassilgo (2019, John Crowley)

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    Bom elenco e uma história interessante seriam bons elementos para um longa de qualidade nas telonas. O Pintassilgo, filme de John Crowley, adaptado de uma obra literária homônima, escrita pela autora Donna Tartt conta a história de Theodore Decker (Oakes Fegley/Ansel Elgort), um garoto que perdeu a mãe num atentado terrorista em uma galeria de arte de Nova Iorque. Depois de adulto, o protagonista acaba ingressando em uma carreira de vendedor de arte, falsificando as peças. Com essa premissa, o filme poderia ter qualidade, mas o excesso de histórias paralelas, flashbacks e uma confusão narrativa fazem dele um fracasso.

    A história inicia de forma linear, mostrando os acontecimentos pós-trauma de Theodore: o acolhimento, os problemas relacionados ao evento na cabeça dele e a forma com a qual ele lida com o luto, mostrando suas interações com a nova família e com outros personagens da trama, como a menina Pippa (Aimeé Laurence/Ashleigh Cummings), interesse amoroso e também uma das sobreviventes do ataque. As virtudes estão todas ali e o processo é natural, o primeiro ato funciona e vai nos mostrando um pouco do que está por vir, com um desenvolvimento bem construído.

    A partir do segundo ato, o filme descamba completamente, apostando em duas linhas do tempo: a do passado e do presente, desenvolvendo ainda mais o personagem depois de sua mudança repentina para Las Vegas com seu pai abusivo, Larry Decker, interpretado por Luke Wilson de forma boa, mesmo que rasa e sua nova mãe adotiva, Xandra, vivida pela talentosa Sarah Paulson que entrega uma personagem caricata, divertida e repugnante em alguns momentos, mérito total da atriz. Aliás, temos que fazer um destaque do núcleo adolescente desse arco: Finn Wolfhard! Esse garoto é um dos grandes atores dessa nova geração! Interpretando o amigo problemático de Theo, Boris mostra todo o seu valor com uma atuação irreverente e perturbada, com um sotaque carregado e excelentes cenas, sem dúvidas Boris é o que há de melhor no longa.



    No quesito de atuações, os outros três destaques são Nicole Kidman, Jeffrey Wright e a versão adulta do personagem de Boris, vivido por Aneurin Barnard que consegue manter a essência do amigo maluco com os mesmos traços de Finn Wolfhard.

    O terceiro ato é focado numa ação desenfreada e pressa para acabar de uma vez a história. O longo desenvolvimento do segundo ato prejudica demais o final, tornando o filme cansativo em muitos momentos e apressado em sua conclusão. O Pintassilgo tinha tudo para ser uma boa obra, entretanto, peca demais em equívocos narrativos, o fazendo ser dispensável por culpa de um roteiro sem inspiração.


    Assista o trailer legendado abaixo:

    O Pintassilgo estreia nesta quinta-feira, 10 de Outubro nos cinemas de todo o Brasil. Conta pra gente nos comentários o que você espera do filme. E se você já assistiu, deixe sua avaliação!


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    TBT #41 | O Rei da Comédia (1982, Martin Scorsese)

    O Rei da Comédia é provavelmente um dos filmes mais subestimados da carreira de Martin Scorsese. Lançado em 1982, o longa é mais uma parceria entre Scorsese e Robert De Niro e serviu de inspiração – junto com Taxi Driver e outros tantos filmes dos anos 80 – para a construção do aclamado Coringa de Todd Phillips.

    A obra conta a história de Rupert Pupkin (De Niro), um homem de quase 40 anos, aspirante a comediante e que mora no porão da casa de sua mãe. Rupert tem uma fixação por Jerry Langford (Jerry Lewis), considerado por Rupert um dos melhores comediantes de todos os tempos.

    No porão de sua mãe, inclusive, fica seu “palco” para apresentações. Uma mesa com um gravador de fitas k7 e um microfone, além de displays de Liza Minneli e Jerry Lewis sentados nas poltronas de seu talk show privado. É lá que a imaginação de Rupert voa e se perde da realidade.

    Todos os dias, as pessoas confundem seu nome. Todos os dias ele é enxotado de algum lugar. Todos os dias volta pra casa com mais ilusões de uma “vida melhor” do que quando saiu. Rupert se recusa a aceitar a realidade e, assim, cria uma para si.

    Acompanhado de Masha (Sandra Bernhard), uma amiga que também é apaixonada por Jerry, Rupert resolve sequestrar seu ídolo para ter uma noite de rei no talk show que ele jamais teve a oportunidade de participar. Toda a condução da trama é extremamente satisfatória, entregando momentos engraçados de verdade, mas também perturbadores.

    Scorsese nunca chega a mergulhar a fundo na história de Rupert. Se ele sempre foi assim, como é a relação com a sua mãe (só sabemos que ele grita bastante), entre tantas outras coisas que hoje parecem uma cartilha para os críticos de internet. O personagem em si e a história que ele nos permite acompanhar é o suficiente para transformar O Rei da Comédia em uma obra espetacular.

    Essa é provavelmente uma das melhores atuações da carreira de Robert De Niro. Ele estava no auge e teve uma grande oportunidade quando recebeu um personagem tão complexo a ponto de gerar empatia e raiva ao mesmo tempo. Não que ao longo de sua parceria com Martin Scorsese ele não tenha explorado personagens ameaçadores ou complexos, mas O Rei da Comédia abre um espaço para a comédia e para o drama nas entrelinhas de uma história fora do comum.

    Com um roteiro magistralmente escrito por Paul D. Zimmerman e conduzido de maneira sarcástica por Scorsese, O Rei da Comédia se destaca facilmente como um dos melhores filmes da carreira do diretor.

    5,0/5,0

    E lembre-se de conferir nossas indicações anteriores do TBT do Feededigno.

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